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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Indomável

de Nick Vujicic (Editora Novo Conceito)

O autor deste livro é uma personalidade muito conhecida, seja por sua incomparável história de vida, por seu primeiro livro Uma Vida Sem Limites, ou por seu trabalho como palestrante motivacional e evangelizador de multidões ao redor do mundo. Nick Vujicic leva uma vida extraordinária, e superou obstáculos inimagináveis por pessoas como eu e você, que nascemos com todos os membros.

Indomável é o segundo livro de Nick, e nele descobrimos um pouco da rotina de trabalho, de sua vida pessoal. Ele fala sobre diversos assuntos, e aspectos da vida em que podemos sentir dificuldades, como as relações de trabalho, os relacionamentos, crises pessoais, vícios, intolerância, saúde e como encontrar o equilíbrio entre a mente e o coração.

O que mais me marcou neste livro é que ele não é um livro clássico de incentivo e auto-ajuda. Nick não lhe diz como resolver todos os seus problemas. Ele conta os seus problemas, diários, e questões muito difíceis com as quais esteve envolvido e precisou lidar. Além de sua deficiência congênita, ele é uma pessoa normal e também sofre por períodos de depressão, insatisfação no trabalho, dúvida na sua fé e em sua missão na vida.

Neste momento, durante a leitura você vai percebendo que tudo tem solução. A pior alternativa é se desesperar e é assustador a quantidade de vezes que pegamos esta estrada. Somos humanos afinal, e se sempre tomássemos as decisões corretas não precisaríamos de pessoas como Nick Vujicic, que dedica grande parte de seu tempo e sua vida para trazer felicidade e realização a outros.

Não preciso nem bater na mesma tecla de que reclamamos de barriga cheia. Mas no livro muitas histórias ilustram várias sensações que temos, e conflitos nos quais nos encontramos e isso é muito reconfortante. Perceber que apesar das vidas serem únicas e diferentes, temos muito em comum com os outros seres humanos.

A edição do livro ficou ótima, gosto da capa por que captura o espírito de Nick, que não para, ele não ouve quando alguém diz que ele não pode fazer algo, não importa o quanto seja difícil. A revisão está boa, e a leitura passa rápido, já que a divisão dos capítulos trata de conglomerados de assunto, mas contando muitas histórias diferentes, divididas em subtítulos. 
 
A escrita é fluida, e a linguagem bem acessível. Eu recomendo esta leitura para quem precisa se encontrar um pouco, quem está riste, ou enfrenta dificuldades na vida cotidiana, quem sente dúvidas em algum momento, em alguma área de sua vida, e me pergunto, qual de nós nunca esteve em uma destas posições?
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quinta-feira, 15 de maio de 2014

O Clã dos Magos

de Trudi Canavan (Editora Novo Conceito)

O livro conta a história de Kyralia e Eline, reinos aliadas, mas divididas como entre ricos e pobres. Todos os anos, o poderoso clã de magos faz uma purificação nas ruas da cidade de Imardin, expulsando pessoas "indesejáveis."

Sonea teve seus tios que a criavam, expulsos da cidade e agora se vira com outras crianças que vivem nas ruas. Durante o evento anual, os Magos passam pelas ruas da cidade excluindo pedintes, mendigos e ladrões das ruas. Algumas pessoas se juntam e começam a jogar pedras, que não atingem os Magos por causa de uma magia de proteção. Quando Sonea se junta a eles, e joga uma pedra, de alguma forma é capaz de partir esta barreira, e acerta um dos magos com uma pedrada.  

Ela consegue fugir e é acolhida por seus amigos Cery, Dannyl e Rothen, que insistem para que ela se junte aos Ladrões, rede subterrânea de criminosos. Sonea sabe que eles pretendem usar seu recém descoberto poder, mas não tem outra opção no momento. Mal sabe ela, que  na escola de magia a ideia dos magos não é puni-la e sim dar uma chance para estudar devidamente, como se não fosse uma favelada. Já que apenas os ricos tem a oportunidade de testar sua capacidade mágica e estudar

Apesar de ser uma história de fantasia, o elemento social está muito presente na narrativa de Trudi Canavan. A diferença entre as classes, e a maneira que cada personagem se vê dentro destas divisões, aceitando esta condição, ou lutando contra, foi muito bem escrito. Apesar de sua pouca idade, a autora foi capaz de desenvolver uma narrativa excelente.

A capa ficou linda, e a edição está bem caprichada, com uma revisão completinha. Sonea é uma personagem muito cativante, assim como seus amigos. Ela começa como uma menina pobre e simplória, mas aos poucos se revela uma amiga verdadeira, e com muita coragem. Algumas descrições das emoções dos personagens poderiam ser abreviadas, em algumas partes a autora poderia ser mais direta, e contar o que aconteceu, ou descrever o lugar. 

 Existem alguns clichês, como o do ensino da magia, magos, etc., mas não acho que isso afete negativamente a história. Muitas cenas de ação, aventura e suspense surpreendem e fazem a leitura ser muito interessante, mantém a vontade de seguir adiante e saber o que vai acontecer.

Em muitos pontos, O Clã dos Magos inova e tem ótimas ideias. Sonea não toma apenas decisões esperadas dela, e fugindo do óbvio a narrativa se desenvolve com criatividade. A história foi com certeza bem pensada antes de ser passada ao papel, e estou ansiosa para ler a continuação da trilogia, A Aprendiz, que termina com O Lorde Supremo.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Noites Italianas

de Kate Holden (Editora Novo Conceito)

Kate é uma jovem australiana de mudança para a cidade de Roma, na Itália. Ela tem dinheiro guardado, e agora só espera poder ler seus livros de poemas e romances, e conhecer os lugares históricos escondidos da cidade. Ficando no apartamento junto com um amigo, seus dias passam preguiçosamente enquanto ela aproveita a atmosfera da cidade, e a magia que só a Itália é capaz de criar para uma estrangeira sozinha como ela.


Assim ela conhece alguns caras, e se envolve com eles. Seu primeiro caso é Jack, um inglês de meia idade, casado e que mora no norte da Itália, com quem Kate fica envolvida por algum tempo, apesar de ele criticar suas roupas e sua melancolia. Depois ela visita Nápoli, onde conhece os irmãos Guido e Massimo, e seu amigo Nanni. Depois ela namora com Gabrielle, um carpinteiro do interior, que está na capital a trabalho, e eles acabam gostando um do outro, mesmo que ele seja uma pessoa simples e não fale muito bem inglês, assim ela tem uma oportunidade de melhorar o seu italiano.


Kate é impulsiva e não tem medo, nem do perigo de uma cidade como Nápoli, nem de fazer loucuras quando tem a oportunidade. No entanto ela ainda se preocupa com a opinião das outras pessoas. Seu passado na Austrália ressurge toda vez que ela conhece uma nova pessoa, quando ela sente a necessidade de ser honesta e contar que lá foi viciada em heroína e trabalhou como prostituta durante certo tempo. Isso causa reações diversas nas pessoas, como esperado, mas ela deixa bem claro que não usa mais nada hoje em dia. 


Saber que a história do livro foi baseada em uma experiência da real da autora foi meio complicado de lidar em algumas cenas. O livro que tem algumas passagens mais quentes, e explícitas, e isso passaria super de boa se fosse um romance, porque são personagens. Mas em certos momentos em que não dá para acreditar nas decisões dela, coisas que eu e você muito provavelmente nunca faríamos, mas nas quais ela se joga. Coisas assim como ter noites de amor com dois caras, com um casal, ou ter affairs simultâneos com irmãos.


A maneira como o livro foi escrito é bem envolvente, e faz com que a leitura seja rápida. Os capítulos foram separados com o nome do personagem que ela está conhecendo no momento, acompanhado de uma epígrafe de Shelley ou Lorde Byron, autores que moraram em Roma, e escreveram uma parte de sua obra na cidade, e falando sobre a Itália.  Os capítulos são longos, mas tem pequenas divisões de enredo no seu interior, o que ajuda a passar facilmente.

A capa foi feita com uma ilustração, e ficou linda. Um dos charmes da edição são as falas em italiano (que é um idioma muito charmoso), muitas são traduzidas, outras não, e você fica se perguntando o que foi dito. Mas de uma maneira boa. Não entendi muito bom o porque na mudança na tradução do título, que no original, The Romantic (A romântica), faz bastante sentido, por tratar da busca de uma mulher romântica por experiências amorosas em um dos países mais românticos do mundo. Porque Noites Italianas ficou bonito e tudo mais, mas a ação ocorre tanto de dia quanto de noite.


Gostei de verdade do livro, e recomendo, apenas para o pessoal com mais de 18. Acho que o estilo de Kate Holden (talvez por seu autobiográfico), é muito envolvente e cativante. Mesmo não concordando com todas as suas ações no livro, dá pra se relacionar com seu sentimentalismo, e suas dúvidas sobre a vida, e isso sempre é bom.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Seis Coisas Impossíveis

de Fiona Wood (Editora Novo Conceito)

O livro conta a história de Dan, um adolescente australiano de 15 anos que tem que enfrentar muitas mudanças na sua vida todas acontecendo ao mesmo tempo: seu pai perdeu toda a fortuna da família, se assumiu gay e largou a família, a mãe ganhou uma casa histórica de herança de uma tia pra onde os dois se mudam e tenta abrir um negócio fazendo bolos de casamento, e ele entra numa escola nova onde não conhece ninguém. Para lidar com tudo isso ele estabelece uma lista com seis coisas impossíveis, mas que se acontecessem fariam ele mais feliz e resolveriam um pouco dos problemas, entre elas beijar Estelle, a menina da casa ao lado por quem Dan se apaixonou, ajudar sua mãe, conseguir um emprego, falar com seu pai quando ele liga e também não ser um nerd completo na escola nova.
Aos poucos ele vai se adaptando com a rotina nova, recebe visitas de seu amigo Fred, conhece uma colega chamada Lou, seu vizinho dos fundos Oliver o trata muito bem e ajuda com roupas novas. O cachorro que a família herdou junto com a casa, Howard passa a ser um amigo também. Aos poucos ele até consegue conversar algumas vezes com Estelle, sua vizinha linda, mas que nunca sairia com um perdedor como ele. Ele até consegue dois empregos, um como voluntário e outro em um café. Ele começa a imaginar que sua vida pode não estar tão ruim afinal, principalmente pelo choque na comparação entre o que sua vida era e como ela está agora.
Mas sua mãe passa a espantar todas as possíveis clientes dizendo que casamento é uma coisa ruim, e desenvolve uma obsessão por Thom York do Radiohead que ele não consegue controlar. Ele ainda não consegue atender o telefone quando seu pai liga. Os meninos da escola, liderados pelo bully Jayzo implicam com ele o tempo todo. E ele precisa de mais dinheiro para pagar uma cirurgia para Howard, que está muito velhinho.
Seis Coisas Impossíveis foi um livro que realmente me surpreendeu, porque achei que ia ser só uma história comum de adolescente, mas ela é bem mais. Dan é uma imagem de todas as mudanças drásticas que passamos na vida e como lidamos com isso (nem sempre bem). Mas temos a certeza de que algum dia melhora, assim como aconteceu com ele. 
A imagem que temos do Dan antes do livro começar é de um filhinho de papai, que nunca teve uma preocupação na vida, totalmente acomodado. Mas tudo muda a partir do momento em que eles se mudam, ele passa a ser menos egoísta, se preocupando em fazer bem, em ajudar sua mãe nessa fase difícil, precisa fazer tarefas domésticas. é muito interessante ver um tipo de mudança de comportamento tão humana em um personagem ficional.
Os personagens do livro são muito divertidos e engraçados, e os pensamento de Dan são hilários de acompanhar. Ele erra e pisa na bola como gente de verdade, e tem um tipo de inabilidade social com o qual todos os leitores podem se identificar. O estilo da autora é tão descontraído que a leitura passou voando, e quando percebi já tinha terminado. Os capítulos são curtos, o que também ajuda. A edição da Novo Conceito está linda, a capa com pequenos desenhos, como no início dos capítulos, e as partes de diário escritas com letra manuscrita, o que deixou o interior do livro um charme. Um livro que eu adorei, e que vou recomendar com certeza para muita gente.


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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Uma Vida Sem Limites

de Nick Vujicic (Editora Novo Conceito)

Eu adoro biografias, e fiquei muito feliz ao receber a de Nicholas James Vujucic. Eu já conhecia seus vídeos do youtube, mas sua história é muito mais do que alguns minutos de palestra. Nick nasceu na Austrália em uma família de descendentes de poloneses, e seus pais decobriram no momento de seu nascimento que ele possuiria uma deficiência congênita, nascendo sem os braços e as pernas. Apesar de todas as dificuldades dos pais de adaptarem, e aceitarem a condição do filho, Nick pode crescer ao lado de seus irmãos sem maiores problemas. No livro ele conta todas as dificuldades de sua condição especial, a escola e a convivência com as pessoas, e os momentos de triteza profunda durante sua adolescência. O interessante é ele ter vencido todos estes problemas e ter duas (!) formações acadêmicas e ser um renomado palestrante internacional. 
O livro é até mesmo um pouco de auto-ajuda, não sou uma fã do gênero, mas o texto te fz refletir. Não tendo nenhuma deficiência as vezes não fazemos nada para ajudar outras pessoas, e nos deixamos vencer pelo derrotismo, pensando que nunca faremos nada de importante ou de grandioso em nossas vidas. Mas se ele consegue, com todas as suas dificuldades fazer tantas coisas, e ser tão feliz, como pode ser impossível para nós? Adorei os exemplos de superação, e todas as historias de pessoas que Nick conheceu, e de quem compartilha as histórias no livro, mostrando inspirações para nossa vida, mostrando que realmente ela não tem limites.
 
Vídeo:
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Eu sou o Mensageiro

de Markus Zusak (Editora Instrínseca)

Dezenove anos. Essa era a idade de Ed Kennedy quando tudo começou.
Embora eu tenha lido esse livro há algum tempo (para não dizer anos), ele foi o escolhido para ser a minha primeira participação aqui no blog. Demorei um tempo considerável para terminar a leitura, mas amei a história, tanto que ela me marcou. De certa forma ele é especial pra mim pelo momento em que o li, pouco antes de começar meu último ano no Ensino Médio, e pelas reflexões que trouxe.
O Ed é um personagem aparentemente comum, que pensa que nada de bom vai acontecer com ele. Alguém que se compara a pessoas da mesma idade que já realizaram grandes feitos, enquanto ele continua na mesma. Um simples taxista que tem como companhia o cão. Pelo menos é o que ele pensa.
O acaso mudou a vida de Ed quando ele presenciou um assalto a banco. Ao contrário do que ele pensava, resistiu ao bandido e sua atitude resultou na captura do assaltante. Sem saber de onde tinha surgido essa coragem, logo ficou com receio de que quando o bandido fosse solto, iria procurá-lo.
Mas isso foi apenas a prova de que algo mudou completamente a vida de Ed, deixando de lado sua tranquilidade. Ele passou a receber cartas de baralho em sua casa, com pequenas missões. Tarefas que ele teria que realizar, sozinho. Os dois fatos estariam ligados? Ou alguém estava brincando com sua vida? Ao longo da história, o taxista descobre que é capaz, sim, de atos de coragem e, acima de tudo, de superar seus limites para ajudar pessoas.
O livro é dividido em partes, cada qual mostrando uma etapa da história de Ed Kennedy, desde o assalto a banco até a verdade sobre a sua vida. O que me tocou na história foi o fato dele sempre se comparar a outras pessoas de mesma faixa etária. Cada caso era um caso, mas ele sempre ressaltava que era um nada, enquanto várias pessoas eram famosas ou tinham realizado atos que os outros respeitavam. E o que ele estava fazendo? Nada. Era só um taxista. Mas será isso mesmo?
Recomendo esse livro. Muito mesmo. É do mesmo autor de "A menina que roubava livros", mas foi escrito antes. A única coisa que não me agradou foi a linguagem carregada de palavrões (pelo menos foi o que considerei ao ler o livro no início de... 2009!).
E essa foi a minha primeira resenha. Espero que tenham gostado.
Quem tiver sugestões de livros para que eu faça resenha, é só avisar aqui nos comentários, ou mandar e-mail para laurags_19@msn.com.

Até a próxima!


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quarta-feira, 23 de março de 2011

Um Ano de Milagres: Um Romance dos Tempos da Peste

de Geraldine Brooks (Editora Nova Fronteira)

Em 1666, um vilarejo até então pacato de Londres é visitado pela morte em si, na forma da terrível peste negra. Uma mulher, sobrevivente começa a contar os fatos que levaram à tragédia e como ela se desenvolveu, toda a história é narrada de seu ponto de vista. Ficamos sabendo desta maneira que após a primeira leva de pessoas contaminadas, e consequentemente, mortas, o lugarejo foi isolado. Financiado por um nobre da região as pessoas tiveram a possibilidade de ficarem presas sem precisar sair em busca de mantimentos em vilas próximas. 
Foi um dos melhores livros que li este ano, a autora sabe exatamento como nos passar todas as informações e quais manter em suspense. O mais interessante é que a vila existiu de verdade, e foi mesmo isolada, baseada nestas informações Brooks desenvolveu a narrativa fictícia em cima da base de verdade histórica. É incrivel notar as diferenças de crença e costumes, a ideia de que a peste é uma maldição enviada por deus para punir os moradores e que eles nada podem fazer para se defender, quando na verdade a sua grande falha é apenas a falta de higiene. Eles não fazem ideia de que a peste negra é transmitida pelas pulgas, e assim inventam dezenas de tratamentos "milagrosos", baseados apenas em crenças e superstições. No centro da trama ficam a mulher que conta a história, o jovem pároco do lugar e sua esposa. 
A história de Um Ano de Milagres se desenvolve de maneira surpreendente, e quando se vê, não há nenhuma vontade de parar, apenas a vontade de saber o que vai acontecer com cada morador do vilarejo. O desfecho é fenomenal.
Totalmente recomendado!
 
Só pra constar, achei a capa gringa milhares de vezes mais bonita.

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