terça-feira, 28 de agosto de 2012

Até o Dia em Que o Cão Morreu

de Daniel Galera (Editora Companhia das Letras)

O livro conta a história de um homem de 25 anos, morador de Porto Alegre e que meio perdido na vida procura um rumo, procurando emprego e morando sozinho entre vagar pela cidade e beber pelos botecos da cidade ele encontra um cão com o qual começa um relacionamento complicado em que ele só quer o cão se ele o quiser e em momentos um despreza o outro, mas mesmo assim o cão vai morar com ele. Da mesma maneira a modelo Marcela entra em sua vida, e em um relacionamento menos complicado do que aquele com o cão passa a fazer parte de seus dias. Seus dias se dividem em vagar em pensamentos e trocar palavras com o porteiro, que surpeendentemente é dono de um talento para a arte e para as conversas. O final é muito bom, a própósito, melhor do que eu esperava.
Este é o primeiro livro do autor, e o leio antes de ver a adaptação cinematográfica (Cão Sem Dono), mas achei uma leitura irresistível. A história que a princípio pode parecer simplista vai se desdobrando de maneiras imprevistas e coisas sem nenhum valor tomam proporção na história. Os pensamentos que parecem perdidos tem um sentido em um momento avançado da narrativa, e cada construção sempre leva a algum lugar. Gostei muito do livro e recomendo.

Abaixo a foto que tirei com o autor na palestra da Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social da Unisc. Na verdade a participação do autor foi mais um bate-papo, muito bom por sinal, já que tratava do tema " A Literatura pode mudar o mundo?". Ele foi muito gente boa e aceitou tirar a foto, mas quando falei que era para o blog ele me disse de brincadeira para não postar, que era só arquivo pessoal. Sorry Daniel, e os meus leitores?
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Caixa de Correio #19

Oi pessoas, passando bem rapidinho só para postar a caixa de correio do blog, que como você já sabe, não tem data nem horário fixo de postagem. O que eu recebi essa semana:
 Charlotte Street da Novo Conceito, um kit lindo com sace para máquina fotográfica.

 O Começo do Adeus, vem com caixinha e bloco de notas lindo de morrer.
 O Reino do Clive Cussler, estou louca para ler, veio com kit cvom waterbag.
E o kit de Cuco, também da Novo Conceito que veio em um ninho, tudo a ver com a história deste suspense.

E vocês o que tem recebido?
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Citação Literária


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sábado, 18 de agosto de 2012

Por que leio quadrinhos tanto quanto leio livros


É comum vermos crianças se alfabetizando com Turma da Mônica. A leitura é fácil, a junção de imagens e palavras se torna uma experiência lúdica e ajuda no desenvolvimento intelectual da garotada. Porém, à medida em que crescemos, os quadrinhos vão se acumulando nas pilhas de revistas do banheiro enquanto as estantes vão se enchendo de livros. Comigo foi parecido.
Colecionava quadrinhos até os 15 anos e parei. Não lembro se por algum tipo de pressão social ou por achar que estaria sendo mais maduro por causa disso. Comecei a me dedicar mais aos livros e acabei deixando a coleção de lado.
Quando vim para São Paulo fazer faculdade, morei com meu irmão que já estudava aqui. Percebi que ele não tinha parado de ler quadrinhos. Em suas estantes vi publicações em capa dura, encadernadas, de bom gosto. Algo feito com tanto esmero merecia atenção. Foi quando li meu primeiro quadrinho adulto – e quanto digo adulto não é de putaria. Comecei a devorar tudo que me indicavam, tudo que aparecia pela frente.

Com a cabeça um pouco mais madura me vi cercado de novas oportunidades narrativas. Era impressionante como o autor manipulava a noção de tempo e espaço apenas posicionando quadros e desenhos, como cada personagem poderia ser interpretado apenas pela tipografia dos balões. E o mais importante, como as histórias poderiam ser tão ou mais profundas como qualquer livro ou filme.
Um pouco de história
Até pouco tempo atrás as livrarias não tinham interesse em vender quadrinhos adultos, limitando os títulos apenas às bancas e lojas especializadas. Uma realidade bem diferente de países como Estados Unidos e França, onde seções inteiras são dedicados à nona arte.
Isso deve -se ao fato de que, na trajetória dos quadrinhos, consolidou-se uma falsa impressão de que as publicações eram voltadas apenas para o público infanto-juvenil. O uso de personagens antropomorfizados e as situações fantásticas presentes em algumas publicações contribuíam para esse tipo de pensamento.
Outro fator foi a censura que as próprias editoras americanas impuseram-se na década de 50, depois que um psiquiatra publicou o livro Seduction of the Innocent, uma tese sobre a má influência que os quadrinhos causavam nos jovens. Isso fez com que o conteúdo das revistas fossem infantilizados, banindo cenas de violência, alusão à drogas, sexo, etc.
Na década de 60, o americano Robert Crumb foi um dos precursores de um movimento que mudou esse cenário, os comix (com x de x-rated). Uma de suas maiores criações foi Fritz, The Cat, um gato boêmio, hedonista e com grande apetite sexual, que comia todas as gatinhas – literalmente – que via pela frente.

Autopublicando-se e fazendo enorme sucesso no meio underground, Crumb ajudou a abrir as portas de uma revolução nos quadrinhos.
Will Eisner, por uma via menos escrachada e underground, também ajudou a mudar esse paradigma, criando o termo graphic novel e publicando histórias mais sérias e com conteúdo mais denso. Eisner é tido como um dos artistas mais importantes dos quadrinhos, tendo emprestado seu nome para o “oscar” do gênero, o Eisner Awards.
Acredito que a influência desses dois artistas foi extremamente importante para toda a produção subsequente, dando credibilidade e desmistificando velhos padrões. Hoje podemos ver uma grande diversidade de temas abordados em quadrinhos, desde biografias até filosofia e sexo. Tem para todo o gosto.
Quadrinhos como arte
Em tempos de reprodutibilidade técnica, onde uma impressão da Mona Lisa pode ser encontrada a cada esquina, a arte adquire valores diferentes do que tinha há dois séculos atrás. É claro que na maioria dos casos, o quadrinho tem o propósito de atingir um público alvo, de vender. Mas isso não o exclui – assim como o cinema e a literatura – de serem analisados sob uma ótica artística.
Se formos nos ater a detalhes, percebemos o quão minucioso é o trabalho dos quadrinistas. Anatomia, sombra, enquadramento, roteiro, técnicas com nanquim e pena, aquarela, tudo pode ser envolvido em um trabalho.
Arte sequencial feita por... Pablo Picasso

Quando se trata de quadrinhos autorais, isso ainda é mais evidente. Do mesmo jeito que reconhecemos o estilo que Truffaut e Saramago contam suas histórias, podemos identificar marcas autorais no trabalho dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, por exemplo.
Recentemente, Rafael Coutinho, filho do cartunista Laerte, criou o projeto Gazzara. Pediu para diversos artistas criarem histórias de 4 páginas, que ao invés de serem publicadas no formato de livro/revista seriam impressos como pôsteres. A premissa é que lugar de quadrinho é na parede, como uma pintura. Porque não?
Hoje em dia leio quadrinhos tanto quanto leio literatura. Me emociono, me identifico, me apaixono pelas narrativas. Meu olhar se adaptou a outros tipos de referência, me sinto mais completo intelectualmente. É uma plataforma que exige outro tipo de percepção, não é melhor nem pior do que qualquer outra forma de expressão.
Portanto, na hora que a gatinha intelectual perguntar o que tem feito, não tenha vergonha de dizer: estou lendo quadrinhos.

Texto do Ian Leite, do Papo de Homem.
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Um Homem de Sorte

de Nicholas Sparks (Editora Novo Conceito)


Logan Thibault é um homem jovem meio perdido na vida. Depois de voltar da Guerra do Iraque e deixar de ser fuzileiro ele se torna um andarilho vagando pelos Eua a pé com a companhia de seu cachorro Zeus. Durante sua missão na guerra ele encontrou uma fotografia de uma jovem mulher sorrindo com apenas uma pequena dedicatória atrás, e atribuiu a ela a sorte que teve desde então, ganhando dinheiro e  escapando da morte milagrosamente várias vezes. E mesmo após voltar para casa a mulher misteriosa continuou o protegendo das coisas ruins, e transformando-o em um homem de sorte. 
Através de pistas na fotografia Logan atravessa o país, caminhando 30 quilômetros por dia apenas para de alguma forma tentar encontrá-la, e ele consegue. Elizabeth é uma mulher separada, com um filho e muitos problemas, tentando se arranjar na vida, e a maneira como eles se conhecem surpreende a ambos. Logan agora precisa lidar com um novo trabalho e relacionamento, com o ex-marido de Elizabeth, Claiton, que é xerife da cidade e vai fazer de tudo para arrumar problemas para o forasteiro envolvido com a mãe de seu filho.
Sou suspeita para falar porque gosto muito dos livros do Nicholas Sparks. A história se desenvolve se uma maneira que você não antevê o que vai acontecer, tudo parece meio sem sentido até o último capítulo onde todas as implicações ocorrem. O porque de Thibault ter encontrado a foto no Iraque e ela ter feito ele ir atrás de Elizabeth, são possibilidades que o destino marcou na vida dos dois e que toma forma numa cena crucial, na qual é impossível não se emocionar durante a leitura do livro. O suspense me surpreendeu, por que uma das características do Sparks é que ele não faz muito mistério.
Este não é o melhor livro do autor, mas a história com certeza vale a pena ser lida. Esta é para quem, acredita na força do destino sobre o livre-arbítrio e como uma força superior, muito maior do que todos nós tem o poder de mover as pessoas como peças de xadrez em um tabuleiro levando a um final assombroso, mas feliz.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Um Soneto

Para iluminar o dia de vocês no meio desta semana modorrenta que insiste em não passar a beleza e perfeição das palavras do maior poeta de todos os tempos, em um de seus mais belos sonetos:

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Ganhei um Selo

Uma surpresa muito boa hoje quando chequei os comentários do blog, as gurias do Dvd, Sofá e Pipoca mandaram um selo! AÊEE ***TODOS COMEMORA*** 
Tá, parei. Mas fazia muito tempo que eu não ganhava um selo, que para quem não sabe, é um tipo de reconhecimento de qualidade entre blogueiros. 
Vou mandar este mesmo selo para cinco blogs que gosto e acesso muito:

Estante da Nine - da Janine Stecanella
Vida e Letras - do Diego França
Jefh Cardoso - do Jeferson Cardoso
Losty Girly Girl - da Michele B.
A Magia Real - da Elisandra Eccher

Um beeijo pra vocês :)

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Release Maçãs Envenenadas


Livro: Maçãs Envenenadas
Autora: Lily Archer
Editora: Galera Record

O que Alice Bingley-Beckerman, Reena Paruchuri e Molly Miller têm em comum é que todas são enteadas de madrastas horríveis, perversas e cruéis.E nenhuma delas vive feliz com essa situação. Embora pareça improvavel que sejam amigas, esse problema em comum poderá provar o contrário. Para impedir que os pais continuem enganados com as escolhas amorosas, as meninas se transformarão nas "MAÇAS ENVENENADAS'.
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