quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Caixa de Correio #22

Olá a todos! As postagens estão atrasadas mas chegando! Já vamos para o final de dezembro, então esta deve ser a última caixa de correio do ano, e tem as fotos de tudo que comprei ou recebi no último mês. Confere ai!

Comprei A Tempestade, do Shakespeare.

 
Comprei no Submarino o box da Jane Austen, com as séries da BBC baseadas nos livros da Diva Austen.

 
Recebi da Novo Conceito o kit de A Aprendiz, segundo livro da Trilogia do Mago Negro.

Também da Novo Conceito recebi o kit de Lola e o Garoto da Casa ao Lado, estou muito ansiosa para ler este!

Recebi o kit de A Luz Através da Janela, que vem com caixinha e um daqueles caderninhos tipo moleskine.
Recebi da NC o kit de Laços Inseparáveis, da Emily Giffin.

 

Recebi dois exemplares de Segredos Revelados, da Fern Michaels.

 
Recebi o livro Postais do Coração, da Ella Griffin.
Recebi da NC o kit só para 18+ do livro Por Um Momento Apenas da Bella Andre.
E recebi do site Booksneeze dos States o livro I Am Second, que já foi resenhado por aqui.

E vocês o que tem recebido?
Read More

As Surpresas Literárias do Ano

Cinquenta Tons
Cinza foi a cor da estação no mundo literário em 2012. Seja pela sobriedade das telas dos e-readers, cada vez mais acessíveis e disputanto as atenções dos leitores, seja pela trilogia Cinquenta Tons de Cinza, best-seller erótico (e onipresente) que se grudou como carrapato no topo das listas de mais vendidos.

Prazer milionário
O livro-fenômeno de 2012 começou como uma ficção de fã com os personagens da saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e depois varreu o planeta, trazendo sexo sadomasô para a receita mais ou menos uniforme dos best-sellers românticos açucarados. O livro da executiva de TV inglesa E.L. James vendeu mais de 40 milhões de exemplares ao redor do mundo

Saiu de cena
Philip Roth, autor de obras-primas como Complexo de Portnoy e O Teatro de Sabbath e considerado por muitos o maior escritor americano vivo, declarou em uma entrevista, em novembro, que não vai mais escrever. Nêmesis, romance de 2010, foi seu último trabalho.
– A batalha com a escrita terminou – disse.

Os ausentes
Ano de grandes perdas, algumas delas gigantescas. Foi-se, em março, uma das mais radicais e irreventes inteligências brasileiras, Millôr Fernandes. Em agosto, calou-se outro intelectual de verve crítica indomável, o patrício das letras americanas, Gore Vidal. Outros ausentes incluem o romancista mineiro Autran Dourado, o ex-diretor do Instituto Estadual do Livro,Arnaldo Campos (ambos em setembro), o autor e diretor Alcione Araújo (novembro) e o poeta e ensaísta Décio Pignatari (dezembro).

Leitura digital
O mercado brasileiro de potenciais leitores digitais tornou-se cobiçado. A Livraria Cultura lançou seu modelo de leitor eletrônico, o Kobo. A gigante Amazon estreou versão nacional de seu site de vendas e baixou o preço do Kindle. A Apple lançou no Brasil sua livraria virtual – com e-books nacionais.

Susto Verissimo
O maior susto na literatura brasileira foi aplicado por uma gripe. Depois de contrair uma gripe comum, Luis Fernando Verissimo desenvolveu uma infecção generalizada e ficou 23 dias hospitalizado, 12 deles no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Moinhos de Vento. O criador d’A Família Brasil recebeu alta no dia 14 de dezembro e agora se dedica à recuperação.

Jabuti polêmico
Um dos jurados do Jabuti na categoria romance, Rodrigo Gurgel, resolveu alavancar as chances dos livros que apreciou, dando notas muito baixas aos demais. Acabou decidindo o prêmio praticamente sozinho. O romance Nihonjin, de Oscar Nakasato, foi o surpreendente vencedor.

Nobel silencioso
Mo Yan, autor de mais de 30 romances, nenhum deles editado no Brasil, foi agraciado com o Nobel de Literatura. O pseudônimo Mo Yan significa”Não Fale”. A premiação, a primeira a um chinês não exilado ou perseguido, provocou polêmica.

Tradutor maluco
Caetano W. Galindo tira de letra desafios de enlouquecer um tradutor. Em 2012, foram publicadas suas versões para Ulysses, de James Joyce, e Contra o Dia, de Thomas Pynchon (1.080 p.). Ele traduz agora Infinite Jest, de David Foster Wallace (1.090 p.).

Faltou um
Um capítulo inteiro desapareceu da edição em papel de A Dança dos Dragões, quinto episódio da série Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin.A editora Leya precisou recolher e reimprimir uma edição de 150 mil exemplares.

Os livros do ano
>Solidão Continental, de João Gilberto Noll: Uma jornada em busca do outro, qualquer outro.
>Contra o Dia, de Thomas Pynchon: Paranoia, aventura e vaudeville em mil páginas.
>O Céu dos Suicidas, de Ricardo Lísias: A busca pelo sentido de um suicídio.
>O Sentido de um Fim, de Julian Barnes: A busca pelo sentido de outro suicídio.
>1Q84, de Haruki Murakami: Mundo paralelo em bestseller japonês.
>Os Enamoramentos, de Javier Marías: De perto, nenhum casamento é normal.
>Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera: Jovem busca sua identidade no destino de seu avô.
>Tigres no Espelho, de George Steiner: Ensaios iluminados.
>O Espírito da Prosa, de Cristóvão Tezza: Misto de ensaio e biografia.
>Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio que Longe de Tudo, de David Foster Wallace: Belos ensaios
prolixos.

Read More

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

I Am Second

de Dave Sterrett and Doug Bender  (Editora Thomas Nelson)

O livro conta várias histórias de anônimos e famosos que em determinado momento da vida se encontraram em desespero por diversos motivos. E perceberam que isso estava acontecendo porque colocavam coisas ou outras pessoas em primeiro lugar. O movimento I Am Second defende que se coloque deus em primeiro lugar e a si mesmo em segundo e todo o resto depois por ser menos importante, as história são comoventes. Uma delas é a do lutador de MMA brasileiro Vitor Belfort, que passou por muitas dificuldades e hoje em dia é um dos lutadores de maior sucesso no mundo todo.
O livro tem uma edição maravilhosa com HardBack e luva, dentro traz fotos dor personagens, e pessoas que dão seus depoimentos no livro, e ainda um adesivo do movimento, e informações para quem quiser participar. É uma leitura inspiradora, não só pela religião mas pela força de vontade das pessoas para ultrapassar os óbstáculos da vida.

Em inglês, como pede o site Booksneeze:

I Am Second, by Dave Sterrett and Doug Bender

The book tells several stories of anonymous and famous that at some point in their lives found themselves in despair for different reasons. They realized that it was happening because they worship things or put other people in first place in their lives. The I Am Second movement advocates that put God first and yourself second and then for all rest be less important, the story is poignant. One of them is the Brazilian MMA fighter Vitor Belfort, who went through many difficulties and today is one of the most successful fighters in the world.
The book has a wonderful hardback edition  with sleeve and inside photos of the characters, people who give their testimonies to the book, and even a sticker of the movement, and information for those who want to participate.It is an inspiring reading, not only by religion but by force of will of the people to overcome life's obstacles.
Read More

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O Morro dos Ventos Uivantes

de Emily Brontë (Editora Lua de Papel)

O livro se passa em uma localidade chamada Wuthering Heights, em português traduzido como Morro dos Ventos Uivantes, uma propriedade extensa com uma grande casa e campos verdes com rochas, orgulho dos proprietários. Tudo começa com um jovem que se hospeda em uma residência próxima e para o qual é contada a história da propriedade, e assim em um flashback conhecemos os personagens deste romance dramático.
O rico proprietário dessas terras tem uma filhinha que ama muito, a pequena Catherine, criada pelos serviçais da casa ela é egoísta e mimada por todos, e essas características se mantem na sua personalidade depois que cresce. Quando ainda é criança, seu pai viaja para longe, onde adota um menino de traços ciganos, por pena. Heathcliff é pouco dado ao convívio, é maldoso e mal educado, exceto com a pequena Cathy com quem logo forma uma dupla inseparável. Os dois se tornam melhores amigos, cuidando um do outro e se ajudando. Eles saem correndo pelos campos durante tardes inteiras voltando apenas ao anoitecer para a preocupação dos empregados da casa. Enquanto crescem este sentimento vai se fortalecendo e um amor começa a nascer, um sentimento tão forte que se torna a base dos dois, e para tudo que fazem apenas este relacionamento importa.
É quando surge Linton, moço belo e bem educado de uma propriedade vizinha, que começa a visitar a família cada vez mais. Catherine passa a dar muito mais atenção a Linton, uma pessoa muito mais culta que Heathcliff, e com quem pode comentar coisas mais importantes relacionadas a leitura e música.
Heathcliff se torna uma pessoa amargurada por ter sido deixado de lado por Catherine, e enquanto o sentimento dela se confunde com o novo amor que sente por Linton, os sentimentos de Heathcliff se transformam em uma maldade mortal e uma melancolia constante.
Não vou contar muito mais do que acontece, ou como Heathcliff se vinga porque ia ser spoiler. Mas posso dizer que este é um dos livros que mais mexeu comigo durante a leitura. Reparem que gostar e mexer são palavras diferentes, mas ambas denotam um tipo de literatura superior capaz de causar sentimentos nas pessoas que a leem. Este é o livro favorito de muitas pessoas, com razão, as personalidades são maravilhosamente construídas e a narrativa leva a lugares impossíveis de imaginar no começo, terminando de maneira dramática, mas não trágica. Clássico maravilhoso e que merece ser lido.

Ele já foi adaptado para o cinema diversas vezes, a versão mais famosa foi estrelada por Juliette Binoche e Ralph Fiennes e dirigida por Peter Kosminsky em 1992. A versão mais antiga é de 1939 de William Wyler Com Merle Oberon e Laurence Olivier. A mais recente foi dirigida por Andrea Arnold e causou furor ao colocar um ator negro, James Howe não cigano, James Howson no papel de Heathcliff. Catherine foi vivida por Kaya Scodelario.
Read More

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Entrevista com o Autor Marcio Scheibler

Bom dia! Para começar o dia postando vou mostrar a entrevista que fiz com um escritor que é meu conterrâneo, enviei algumas perguntas por e-mail que ele topou responder, seguem abaixo:
 
1 - Quem é o Marcio?
Um apreciador da literatura, que busca ler praticamente sobre tudo. Tem na música e na genealogia alguns de seus passatempos favoritos. 
 
2 - Sempre quis ser escritor? Teve ou tem outros trabalhos?
Desde que descobri o gosto pela leitura, passei a ter vontade de me tornar um escritor também. O fascínio causado pelas coisas que lia inflaram minha vontade de ter algo próprio: personagens, enredos, enfim, uma trama.Trabalho no setor público e sou formado em Administração pela Faculdade Dom Alberto, de Santa Cruz do Sul(RS).
 
3 – Quanto tempo levou para escrever Cicatrizes de um Segredo e Irresistivelmente Fatal, e de onde veio a inspiração?Cada um dos livros me dispendiou cerca de um ano para escrevê-los, mas até publicá-los alguns meses a mais transcorreram. No caso de CICATRIZES DE UM SEGREDO, o tempo até publicá-lo foi de mais de um ano além do gasto com a escrita. A inspiração vem de obras do gênero policial, incluindo Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, Sidney Sheldon, etc. Assisto seriados de vez em quando, como CSI, Law & Order, Las Vegas. E também situações do cotidiano me inspiram, desde uma imagem até uma notícia de crime (coisa que não falta nos noticiários, infelizmente).
 
4 – Quais foram as dificuldades para publicar seus livros?Para encontrar uma editora não foi difícil, pois publiquei meus livros com uma da minha cidade. Os cuidados e preocupações maiores se deram com a revisão ortográfica e a diagramação. Após publicados, a questão de concentra na divulgação e circulação das obras, coisas que faço usando principalmente a internet.   
 
5 – O que diria para alguém que, assim como você, gostaria de escrever?
Os obstáculos para se inserir no mercado literário são grandes, assim como em qualquer outro ramo. Mas se o seu sonho é um dia publicar algo, enfrente tudo isso e alcance seu objetivo. Achar que não vai ter qualquer retorno é negativo. Quem não dá a cara ao tapa, no fundo não tem a vontade de ter algo seu exposto. Seja criativo, dê vida aos seus personagens e procure uma editora para avaliar seu trabalho. Existem muitas por aí e elas estão à procura de novos autores.
 
6 - Um autor e um livro preferidos?
Meus autores preferidos são Agatha Christie, cuja obra favorita é ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE, e Dan Brown, cuja obra favorita é ANJOS E DEMÔNIOS. 
 
7 - Projetos para o futuro, novos livros a caminho?
Comecei a pontuar tópicos para meu terceiro livro. Pretendo deixar tudo ajeitado para iniciar a escrita em 2013, seguindo, logicamente, o gênero policial. Quero elaborar algo mais impactante e mais longo, pois recebi muitos comentários de que meus primeiros livros são pequenos, apesar de as histórias serem boas. O terceiro livro tem que ser o melhor!
 
Muito obrigado Marcio, por topar responder as perguntas!
 
Para ler minha resenha de Irresistivelmente Fatal clique: aqui
 
Para conhecer o site do autor clique: aqui
Read More

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Rainha Desventurada - Maria Antonieta

Uma biografia da Rainha da França Maria Antonieta escrita por mim para a disciplina de Produção em Jornalismo Online.

A imagem de uma assustada garota de quatorze anos sendo usada como peão em um jogo político, diante de uma certidão de casamento com um total estranho, longe da vida de confortos que sempre conheceu difere muito da imagem de uma rainha impiedosa, vivendo da luxúria e dos gastos, afirmando friamente que se o povo não tem pão que comam brioches. De fato, uma das principais características a respeito de Maria Antonieta é sua dualidade. Principalmente entre quem ela foi e quem se acredita que ela foi.

Nascida em 1755 arquiduquesa austríaca Maria Antônia Josefa Joana, para anos mais tarde se tornar a Rainha Consorte de França e Navarra, Maria Antonieta de Habsburgo-Lorena. Sendo a décima-quinta filha, de dezessete, da Imperatriz Maria Tereza da Áustria, Antoine, como era conhecida na infância, foi criada com as mordomias que a realeza permitia. Apesar das virtudes necessárias à corte teve sua educação negligenciada por uma governanta que fazia suas vontades, causando uma dificuldade de aprendizado que a impediu de ler ou escrever bem até os treze anos. Para cumprir as necessidades do império, Antoine teve seu casamento arranjado muito cedo, como suas irmãs, mas teve menos sorte do que elas. A França e a Áustria na época eram arqui-rivais centenárias, e para consolidar uma aliança de paz, Maria Tereza conseguiu um casamento que colocaria uma de suas filhas dentro da corte, para defender seus interesses e os do império. O que não foi levado em conta nesta transação - com dote pago em dinheiro e ouro e contrato assinado por ambas as partes – foi o ódio que o povo francês sentia dos Austríacos, incluindo o futuro noivo. Luis Augusto, delfim da França, e próximo na linha de sucessão ao trono de Luis XV, era ainda um adolescente, que não conhecia a noiva e como ela não tinha voz ativa para impedir o casamento que se esperava, beneficiaria ambos os reinos.


Após a cerimônia de entrega da noiva em cortejo, onde ela deixava para trás sua identidade se tornando francesa e passando a usar o nome de Maria Antonieta, Delfina da França, era de se esperar que as coisas correriam bem. A despeito dos casamentos bem sucedidos das irmãs, Maria Antonieta teve que enfrentar além do desprezo dos súditos e da corte – que a chamavam pelas costas de Autrichienne, termo que pode significar tanto “a austríaca’ quanto ‘aquela cadela’ – teve que enfrentar até mesmo a aversão do marido, que só foi capaz de consumar o casamento após sete anos de convivência. Apesar da vergonha de manter uma relação de fachada, com um rapaz que a desprezava tanto ou mais que a população, ela tentou atender os interesses de sua mãe para unir as duas nações. Também sem sucesso.

Encontrando apenas as críticas duras de todos ao seu redor Maria Antonieta entregou-se às efêmeras alegrias de sua vida, as extravagâncias com a moda, comida e jogos de azar. Parte de sua fama de perdulária e fútil vem daí, da fase entre os quatorze aos vinte anos em que ela não tendo muitas preocupações e encontrando pouca satisfação no casamento ou nas amizades se entregara à gastar dinheiro e jogar. Uma coisa que pode ser dita a respeito dela é que não foi falsa, não fingia gostar das pessoas da corte e não escondia sua afeição por quem lhe agradava, e esses favorecimentos causavam ciúmes e inveja.

Mas o jogo começa a mudar para Antoine quando o Rei Luis XV padece de varíola e ela e o marido se vêem como Rei e Rainha da França de uma hora para outra. Maria Antonieta, então com dezoito anos sabia muito pouco sobre como governar, e seu marido ainda menos. Versalhes era um lugar perigoso para se estar sem conhecer seus jogos de poder. As suas tentativas de ajudar o marido no governo só fizeram aumentar a antipatia do povo por ela, e cada vez mais rumores e fofocas denegriam sua imagem, e folhetos contavam histórias absurdas, com uma imagem de mulher que nada tinha a ver com a personagem real, e que infelizmente perduram até hoje.

A imagem hiper-real que se formou destes rumores ofuscou toda e qualquer caractere da personalidade de Maria Antonieta que pudesse ter ganho a simpatia do povo em geral. Mesmo após suas mudanças de estilo de vida, se vestindo com simplicidade e vivendo no Petit Trianon (um palácio anexo) longe da futilidade do Palácio de Versalhes e da corte, após ter seus quatro filhos sendo uma boa mãe e viver como abstêmia, parando de jogar, e usando boa parte de seu dinheiro para causas sociais a imagem perdurou. Culminando na célebre frase atribuída a ela, mandando os pobres comerem brioches em uma das maiores épocas de fome que o país vivia, algo que Maria Antonieta jamais diria. Claro que ela ainda gastava fortunas com caprichos, e apesar de os rumores serem muito piores é comprovado que teve um amante, o Conde Sueco Hans Fersen, mas muito longe da Messalina depravada que tentaram criar.

Quando a insatisfação da massa com as condições sociais culminou nas revoltas que causaram a Revolução Francesa, Maria Antonieta foi um dos inocentes a pagar com a vida pelo estilo de vida abusivo de muitos, durante muitos anos. Após ser presa, e ver seu marido ser guilhotinado, ser separada de seu filho de apenas oito anos e de um julgamento absurdo, onde foi insultada e sofreu as acusações falsas de um veredicto já decidido pela pena de morte ela caminhou até o seu fim com a dignidade da rainha que se tornou. Usando um vestido grosseiro branco para que ela fosse impedida de carregar o luto por seu marido, com o cabelo cortado e as mãos amarradas às costas, Maria Antonieta, mesmo enfraquecida pelo longo período de sofrimento e reclusão caminhou com passos firmes até o cadafalso. Ao pisar acidentalmente no pé do carrasco, desculpou-se: “Perdoe-me senhor. Eu não fiz de propósito.” Ao meio-dia do dia 16 de outubro de 1793 a lâmina da guilhotina caiu sobre seu pescoço. Acabava a monarquia na França aos gritos dos rebeldes de “Viva a República!”.

Das muitas representações da rainha na cultura popular, sendo na música, literatura e cinema prevalece a imagem frívola da menina que vivia pelo prazer das futilidades e não dava a mínima para o povo. Mas apesar de seus inúmeros defeitos que foram parte fundamental de seu infortúnio Maria Antonieta se saiu uma governante melhor do que o próprio marido, uma mãe dedicada e uma embaixatriz defendendo os interesses de seu império no exterior, além de ícone da moda. Comparada a imagem lasciva da esposa estrangeira cruel e manipuladora, a sua verdadeira essência tornou-se mera sombra, um bode-expiatório do fracasso da monarquia, quando se procurava alguém a quem culpar.

Read More

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Frase sobre Livros #2


Tradução: Nós lemos para saber que não estamos sozinhos. C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia.
Read More

Cartas da Zona de Guerra

de Michael Moore (Editora Francis)

No livro, o documentarista americano Michael Moore mostra uma compilação de cartas. Muitas pessoas criticam o trabalho de Moore por o considerarem superficial e sensacionalista. Concordo com a segunda parte, o sensacionalismo, assim como o humor é parte inerente de seus filmes, mas é inegável o fato de que ele passa a mensagem que quer e conta histórias de pessoas.
Todas as cartas e e-mails recebidos pelo autor referentes à Guerra do Iraque foram reunidas neste livro, elas provem se familiares preocupados com o curso do conflito e a segurança e sobrevivência dos seus entes queridos, vem dos próprios soldados que estavam servindo em território Iraquiano ou em outras bases no mundo e também de veteranos ou pessoas comuns que apesar de não ter participação direta tem coisas a dizer sobre o que Michael Moore chamou de uma guerra de mentira feita sobre justificativas de mentira. Não foge a ninguém que ele é anti-Bush.
Nas cartas todos comentam as ações, livros e filmes de Moore, dando suas próprias opiniões, concordando ou discordando, ou apenas para dizer um alô, que continue a lutar pela verdade. Alguns soldados apenas contam o que acontece nas bases e como se sentem por serem usados em um conflito por interesses. Adoro todo tipo de livros com a temática da guerra, seja ela qual for, e sempre é bom ver as próprias pessoas dizendo o que pensam e contando os fatos no lugar de alguém de fora.

Read More

Conteúdo Relacionado

© 2011 Uma Leitora, AllRightsReserved.

Designed by ScreenWritersArena