quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Garibaldi & Manoela: Uma História de Amor


de Josué Guimarães (Editora L&PM)

Para quem gosta da história brasileira e de romances, este é o livro perfeito, principalmente por ter sido baseado em uma história real. Durante os anos de 1835 e 1845 ocorreu no Rio Grande do Sul a Guerra dos Farrapos, uma revolução contra o sistema imperial que baixava os impostos de importação de carne desvalorizando a produção do estado.

Neste contexto, o marinheiro e aventureiro italiano Giuseppe Garibaldi chega ao Rio Grande do Sul para fazer parte da nova república, e se apaixona por Manoela, sobrinha de Bento Gonçalves, líder da revolta.

Ela é linda, doce e inocente, e Garibaldi valente o romântico. Os dois se apaixonam, mas a família de Manoela se opõe veemente contra o relacionamento, e um futuro casamento. Apesar de estarem apaixonados um pelo outro sua paixão não pode durar em uma situação tão adversa. O convívio e o sentimento deles é bem diferente para alguém deste século entender, já que eles mal se conhecem, não passam tempo sozinhos, muito diferente de hoje. Esse livro é curtinho e totalmente a apaixonante.

Mas a história é realmente bem resumida, e mostra só este viés da guerra. Caso você queira uma imagem mais abrangente da guerra farroupilha sugiro a leitura de A Casa das Sete Mulheres, da Letícia Wierzchowski, que é um romance, baseado no que aconteceu de fato. A linguagem do autor é direta e simples, e faz pensar em todo o momento que o estado vivia, e como devia ser difícil até mesmo manter uma relação comum.


Para quem assistiu a minissérie da Globo A Casa das Sete Mulheres, ou conhece a história da "Noiva de Garibaldi" não tem muitas novidades, mas mesmo assim vale a pena conhecer o contexto e perceber como o autor teve sensibilidade ao mostrar a história deste casal tão presente na história e no imaginário do povo gaúcho.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Release Nada Dramática

Livro: Nada Dramática
Autora: Dayse Dantas
Editora: Gutenberg

Camilla Pinheiro conseguiu passar sua vida escolar praticamente ilesa, sem se envolver em dramas adolescentes. Isso é uma grande vitória para ela, que sempre foi muito aplicada nas aulas. E pretende continuar assim, agora que está no terceiro ano do ensino médio do colégio Coliseu, um dos mais puxados e concorridos de Goiânia. Sempre organizada, seus planos para o último semestre se resumem a um só objetivo: passar no vestibular com as melhores notas. Porém, graças a uma confusão amorosa envolvendo seu melhor amigo, Camilla vê seus dias calmos de estudos se transformarem, em meio a revoluções escolares, brigas familiares, intrigas na turma, dúvidas sobre o futuro e até uma inesperada paixão, que ela insiste em negar para si mesma. Para se abstrair do mundo real, agora virado de cabeça para baixo, ela posta em seu blog as aventuras da “Agente C”, sua identidade nada secreta para quem a conhece e sabe o que é viver um dos períodos mais intensos da vida.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Editora Darkside lança a ZumbiGo!

Para quem curtiu a novidade e meu post sobre a Revista BANG! especializada em fantasia, agora muito amor para quem é fã de terror, zumbis e afins, já que a Darkside Books (muito amor) lançou no mês passado a ZumbiGo!, uma revista online com entrevistas, perfis, ensaio fotográfico e ilustrações e mais. Para baixar a sua edição gratuitamente clica aqui. Muito legal que as editoras estejam investindo tempo e dinheiro para criar essas publicações alternativas, com conteúdo diverso, novidades e coisas que complementam o lançamento dos seus livros.
Digo pra vocês, a diagramação ficou incrível, as imagens foram muito bem escolhidas e tudo integra o clima da revista e seu tema: os mortos vivos. Então tem publicidade de The Walking Dead, tem matéria sobre as ilustrações de Jason Chan (que desenha zumbis super fofos!, além de outras imagens de fantasia), tem matéria com o Gregory Nicotério que faz maquiagens de efeitos especiais (como as usadas em filmes e séries), e perfil do músico diretor de filmes Rob Zombie, tem Meu Namorado é um Zumbi, e com o mestre George Romero.
Adorei o enfoque que a edição tem para as imagens, principalmente as que ilustram as matérias, temos páginas e páginas mostrando as imagens em destaque, como no caso da matéria que fala sobre o zombie walk. Já falei que a diagramação ficou lindo, e com certeza vou esperar novas edições, e torcer por uma versão impressa.
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domingo, 1 de dezembro de 2013

As seis regras do George Orwell sobre como escrever bem

O escritor George Orwell fez um mini-guia de redação. São só seis regras – e tão boas que abrem o Manual de Estilo da Economist, uma das revistas mais bem-escritas do mundo. A elas:

1. Em circunstância alguma utilize um vocábulo extenso onde um reduzido soluciona.
2. Se, por algum acaso, for possível cortar, eliminar, extirpar uma palavra, não se dê de rogado: elimine-a de uma vez por todas.
3. A voz passiva não deve ser utilizada quando a voz ativa puder ser escrita.
4. Nunca use figuras de linguagem que já viraram arroz de festa. Eles podem ser o calcanhar de aquiles do seu texto. Não faça isso, nem pela bagatela de um milhão de reais. Correm boatos de que, só evitando expressões assim, você garantirá textos de qualidade, se tornará uma figurinha carimbada da escrita e será regiamente recompesado por seus leitores, como nunca antes na história deste país.
5. Não empregue um calão tecnicista quando tiver o arbítrio de elocubrar uma elocução de uso anfêmero. E, finalmente:
6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever bosta.

Agora em português:

1. Não use uma palavra longa se uma curta resolve.
2. Se der para tirar alguma palavra, tira.
3. Não use a voz passiva quando der pra usar a ativa.
4. Nunca use figuras de linguagem que você esteja acostumado a ler por aí. Elas viraram lugar-comum. Perderam a graça.
5. Não use um jargão quando você puder imaginar uma palavra do dia-a-dia. E finalmente:
6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever algo que soe tosco.


E agora no original, porque quem escreve bem é ele:

1. Never use a long word where a short one will do.
2. If it is possible to cut a word out, always cut it out.
3. Never use the passive when you can use the active.
4. Never use a metaphor, simile or other figure of speech which you are used to seeing in print.
5. Never use a foreign phrase, a scientific word, or a jargon word if you can think of an everyday English equivalent; and finally.
6. Break any of these rules sooner than say something outright barbarous.

Via: Superinteressante
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sábado, 30 de novembro de 2013

Os Figos que a Vida Lhe Dá

O site Zen Pencils fez uma adaptação ilustrada de um trecho da obra A Redoma de Vidro (The Bell Jar) da Silvia Plath. Eu vi lá no O Verso do Inverso e achei que valia a pena mostrar pela poesia do texto e pela beleza da imagem. Confira:
 Clica que aumenta:

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Música de Sexta - Bon Iver

Oi gente, tudo bem com vocês? Já que chegou a sexta-feira, e o fim do ano está mostrando sua carinha vamos ouvir algo mais calmo, por que final de semana também é feito para descansar. Hoje vamos de Bon Iver, uma banda de Folk americana, liderada pelo Justin Vernon (que tem uma voz linda), com a música I Can't Make You Love Me, que é calminha, triste e linda demais.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Release Sangue nas Veias

Livro: Sangue nas Veias
Autor: Tom Wolfe
Editora: Rocco

Em sangue nas veias, o escritor visita inferninhos e entrevista imigrantes para retratar uma Miami repleta de conflitos culturais, dilemas morais e limites éticos, e dá forma à uma narrativa talhada com precisão e humor ácido. No caldeirão de culturas do romance, encontram-se os mais variados tipos, num relato contundente da sociedade americana contemporânea.
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Amigos Inimigos

de Vanessa Martinelli (Editora Novos Talentos)

O livro começa contando a história de Maria, uma adolescente inteligente e bonita e confusa como todo mundo nessa idade. Para lidar com suas dúvidas ela tem a ajuda da mãe, e de seu irmão Rico, com quem ela vive brigando.

Ela é constantemente incomodada por Jack, que foi seu melhor amigo na infância e ainda é seu vizinho, mas com o tempo eles se distanciaram, se tornando quase inimigos, já que ele vive aprontando com ela, fazendo piadinhas e encrencando durante as aulas. A turma de amigos deles se dá com todo mundo, tem a hippie do mundo da lua Patrícia, Camila que passa por problemas em casa e com a balança, Morgana que é a punk revoltada da turma, Maurício que é o mala da turma, e Pedro que é nerd. 

Maria começa a perceber que Jack está mudando com ela, tentando puxar assunto, e quando os dois são selecionados para a mesma equipe na gincana da escola, ela não tem escola. Vai ter que aturar o ex-best. Mas talvez Jack não seja assim a pessoa ruim que ela imaginou. É capaz que ela tenha que rever seus conceitos sobre ele, se eles forem andar no mesmo grupo de amigos, vão precisar aprender a se aguentar pelo bem da convivência mútua. Talvez funcione. Até bem demais.

 Eu fiquei tão encantada pela história, e acho que no contexto que a Vanessa se propõe, que é escrever para adolescentes, ela foi super bem sucedida. Eu que já li literatura pesada e tenho 21 anos na cara dei risadas altas lendo a história dessa galerinha. Então penso com meus botões, se eu que sou adulta adorei o livro, o pessoas da idade dos personagens deve amar.

As resenhas que eu tinha lido anteriormente sempre diziam que o livro era pra ser lidos com olhos de 13,14 anos, e faz sentido. As dúvidas que temos nessa fase parecem excruciantes, e as piores do mundo. As vezes parece que as dúvidas nunca irão embora, e que só problemas vão existir. Eu me lembrei de viver cada dúvida pela qual a Maria e suas amigas passam na história. Além de serem uma simpatia, todos os personagens são fáceis de se relacionar. Eles ficam pensando no que fazer, e tentando interpretar as ações dos outros. Tipo, o que quer dizer isso que ele falou? São coisas que a gente faz o tempo todo quando está conhecendo pessoas e fazendo amigos.

Todas as traquinagens que a gente faz na época do ensino fundamental são muito bem representadas pela autora, que tem uma escrita muito fluida, usa gírias e expressões que tem tudo a ver com a sua narrativa, e seu uso de palavras é muito bom. Achei a edição super boa, com os inícios de capítulos decorados, a capa é uma fofura só, e foi a própria autora que fez. Como ele é curtinho é rapidão pra ler, e ele realmente passa voando, as linhas praticamente se leem sozinhas.

Eu gostei de verdade do livro e pretendo indicar pra todas as minhas amigas gatinhas dessa idade. Já li a continuação, e logo logo tem resenha por aqui também. Mal posso esperar pelas novidades da Vanessa Martinelli, para ler também!
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