quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Caixa de Correio #31

Oi gente, tudo bem com vocês? Hoje vim mostrar o que chegou pra mim pelo correio nos últimos tempos. Não tem tanta coisa assim, mas eu não queria deixar acumular. Como você já deve saber, esta sessão não tem data marcada pra acontecer, ela aparece por aqui quando coisas chegaram e sinto vontade de mostrar!

Chegou da Editora Novo Conceito exemplar de Anjos à Mesa, de Debbie Macomber com caixinha de natal. Já tem resenha aqui.

Recebi pelo correio uma pulseira de uma organização chamada Goodnet, que me definiu depois de um teste online como Peacemaker (pacificador).  E uma amostra do perfume Guilty da Gucci que veio da Suíça.

Recebi da NC um exemplar do romance O Presente da Cecelia Ahern, também com essa caixinha linda para a edição limitada de Natal.
Comprei A Metamorfose, do Kafka e mais uma edição de O Retrato de Dorian Gray do Oscar Wilde, e ganhei Sete Histórias da História do Daniel Fresnot.

Comprei no sebo duas HQs antigas em versão pequena, Wolverine e Justiceiro.

Recebi como cortesia da Editora Nemo a versão em HQ de A Ilha do Tesouro, de Manuel Pace e Carlo Ríspoli. Já estou lendo e logo mais tem resenha dela por aqui.


Recebi da Editora Novo Conceito mais um material de divulgação da série Bruxos e Bruxas do James Patterson. Dessa vez veio uma carta dos irmãos Wisty e Whit, agradecendo pelo apoio :)

Espero que tenham gostado. E vocês, o que tem recebido?
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Noites Italianas

de Kate Holden (Editora Novo Conceito)

Kate é uma jovem australiana de mudança para a cidade de Roma, na Itália. Ela tem dinheiro guardado, e agora só espera poder ler seus livros de poemas e romances, e conhecer os lugares históricos escondidos da cidade. Ficando no apartamento junto com um amigo, seus dias passam preguiçosamente enquanto ela aproveita a atmosfera da cidade, e a magia que só a Itália é capaz de criar para uma estrangeira sozinha como ela.


Assim ela conhece alguns caras, e se envolve com eles. Seu primeiro caso é Jack, um inglês de meia idade, casado e que mora no norte da Itália, com quem Kate fica envolvida por algum tempo, apesar de ele criticar suas roupas e sua melancolia. Depois ela visita Nápoli, onde conhece os irmãos Guido e Massimo, e seu amigo Nanni. Depois ela namora com Gabrielle, um carpinteiro do interior, que está na capital a trabalho, e eles acabam gostando um do outro, mesmo que ele seja uma pessoa simples e não fale muito bem inglês, assim ela tem uma oportunidade de melhorar o seu italiano.


Kate é impulsiva e não tem medo, nem do perigo de uma cidade como Nápoli, nem de fazer loucuras quando tem a oportunidade. No entanto ela ainda se preocupa com a opinião das outras pessoas. Seu passado na Austrália ressurge toda vez que ela conhece uma nova pessoa, quando ela sente a necessidade de ser honesta e contar que lá foi viciada em heroína e trabalhou como prostituta durante certo tempo. Isso causa reações diversas nas pessoas, como esperado, mas ela deixa bem claro que não usa mais nada hoje em dia. 


Saber que a história do livro foi baseada em uma experiência da real da autora foi meio complicado de lidar em algumas cenas. O livro que tem algumas passagens mais quentes, e explícitas, e isso passaria super de boa se fosse um romance, porque são personagens. Mas em certos momentos em que não dá para acreditar nas decisões dela, coisas que eu e você muito provavelmente nunca faríamos, mas nas quais ela se joga. Coisas assim como ter noites de amor com dois caras, com um casal, ou ter affairs simultâneos com irmãos.


A maneira como o livro foi escrito é bem envolvente, e faz com que a leitura seja rápida. Os capítulos foram separados com o nome do personagem que ela está conhecendo no momento, acompanhado de uma epígrafe de Shelley ou Lorde Byron, autores que moraram em Roma, e escreveram uma parte de sua obra na cidade, e falando sobre a Itália.  Os capítulos são longos, mas tem pequenas divisões de enredo no seu interior, o que ajuda a passar facilmente.

A capa foi feita com uma ilustração, e ficou linda. Um dos charmes da edição são as falas em italiano (que é um idioma muito charmoso), muitas são traduzidas, outras não, e você fica se perguntando o que foi dito. Mas de uma maneira boa. Não entendi muito bom o porque na mudança na tradução do título, que no original, The Romantic (A romântica), faz bastante sentido, por tratar da busca de uma mulher romântica por experiências amorosas em um dos países mais românticos do mundo. Porque Noites Italianas ficou bonito e tudo mais, mas a ação ocorre tanto de dia quanto de noite.


Gostei de verdade do livro, e recomendo, apenas para o pessoal com mais de 18. Acho que o estilo de Kate Holden (talvez por seu autobiográfico), é muito envolvente e cativante. Mesmo não concordando com todas as suas ações no livro, dá pra se relacionar com seu sentimentalismo, e suas dúvidas sobre a vida, e isso sempre é bom.
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Anjos à Mesa

de Debbie Macomber (Editora Novo Conceito)

Na véspera de Ano-novo na Times Square em Nova York, três Embaixadoras da Oração  Shirley, Goodness e Mercy estão treinando o anjo Will para o trabalho junto aos humanos. Quando elas se distraem, Will acaba interferindo nos planos divinos, e faz com que Lucie Ferrara e Aren Fairchild se conheçam. Eles tem uma noite maravilhosa, em que conversam e descobrem muitas afinidades, marcando um encontro no dia 7 de janeiro, no Empire State Building. Se ambos comparecerem, isso quer dizer que os dois estão interessados em um futuro relacionamento.


Mas no dia marcado, a mãe de Lucy sobre um acidente e é enviada para o hospital. Lucy não comparece ao encontro e perde a oportunidade de estar novamente com Aren, que balançou seu coração no primeiro dia do ano. Ela se ocupa com os preparativos para a abertura do seu restaurante, sua prioridade no momento. Porém, o encontro de Lucy e Aren estava fadado a acontecer, mas de outra forma. Então o arcanjo Gabriel entra em ação para que Will corrija seu erro, ajudando desta vez o casal a estar junto. Quase um ano de passou desde que eles se encontraram, e nenhum deles se esqueceu do momento.  Lucie foca toda a sua rotina em prol do funcionamento do seu restaurante, o Encantos Divinos, sem saber que Aren escreve para a Gazetta de Nova York na coluna de gastronomia, sob o pseudônimo de Eaton Well. 


Ele janta no restaurante e faz uma crítica negativa, o que enlouquece Lucie, que teme a perda de sua clientela, que se revolta e manda centenas de comentários ao jornal elogiando o estabelecimento.  A chefe de Aren pede a ele para jantar novamente lá, e escrever uma nova resenha. Nesse momento o quarteto de enviados do Céu faz com que os dois se encontrem quando Aren chega ao restaurante. Eles então passam a se conhecer novamente, e dar uma nova chance ao relacionamento.


 Eu comecei o livro com um pé atrás, achando que seria muito forçado a história dos anjos, milagre de natal e essa coisa toda. Mas como já fez antes, Debbie Macomber me surpreendeu. Os anjos são muito engraçados, e suas participações na história geram sempre passagens divertidas. A história do casal principal é muito envolvente, assim como as histórias paralelas, dos personagens secundários, como a mãe de Lucie e a irmã de Aren. Suas histórias agregam o todo, e fazem com elas pareçam mais humanas e reais, sem atrapalhar em nada o romance do casal principal.


O livro que tem apenas 215 páginas passa ainda mais rápido pela fluidez de escrita dessa autora que me conquistou pela primeira vez em O Amor Mora ao Lado. Suas descrições de cena são primorosas e os diálogos tão reais que é muito fácil imaginar duas pessoas o falando. O que mais agrada e atrai nos livros da autora é esta capacidade de em pouco tempo mostrar um personagem muito real e humano, que pode ser teimoso, e orgulhoso e trabalhador, que tem defeitos e qualidades diversos. As ações deles são erradas, e são certas, por que a gente erra. Muito. O enredo me agradou muito e com certeza agregou no espírito natalino, com um romance que fala sobre o destino, e as boas ações.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Música de Sexta - Rick James

Boa noite! Para encerrar de vez essa semaninha de provas na faculdade e muitíssimo trabalho, vamos relaxar ouvindo Super Freak, clássico do cantor Rick James. Ela foi usada como base para o sample de U Can't Touch This, do MC Hammer, e é a música que a Pequena Miss Sunshine dança na sua apresentação. Se você não curtir esse ritmo contagiante, pelo menos dá pra dar boas risadas com o clipe, as roupas os cabelos, hahahaha. Bom Finde!

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Garibaldi & Manoela: Uma História de Amor


de Josué Guimarães (Editora L&PM)

Para quem gosta da história brasileira e de romances, este é o livro perfeito, principalmente por ter sido baseado em uma história real. Durante os anos de 1835 e 1845 ocorreu no Rio Grande do Sul a Guerra dos Farrapos, uma revolução contra o sistema imperial que baixava os impostos de importação de carne desvalorizando a produção do estado.

Neste contexto, o marinheiro e aventureiro italiano Giuseppe Garibaldi chega ao Rio Grande do Sul para fazer parte da nova república, e se apaixona por Manoela, sobrinha de Bento Gonçalves, líder da revolta.

Ela é linda, doce e inocente, e Garibaldi valente o romântico. Os dois se apaixonam, mas a família de Manoela se opõe veemente contra o relacionamento, e um futuro casamento. Apesar de estarem apaixonados um pelo outro sua paixão não pode durar em uma situação tão adversa. O convívio e o sentimento deles é bem diferente para alguém deste século entender, já que eles mal se conhecem, não passam tempo sozinhos, muito diferente de hoje. Esse livro é curtinho e totalmente a apaixonante.

Mas a história é realmente bem resumida, e mostra só este viés da guerra. Caso você queira uma imagem mais abrangente da guerra farroupilha sugiro a leitura de A Casa das Sete Mulheres, da Letícia Wierzchowski, que é um romance, baseado no que aconteceu de fato. A linguagem do autor é direta e simples, e faz pensar em todo o momento que o estado vivia, e como devia ser difícil até mesmo manter uma relação comum.


Para quem assistiu a minissérie da Globo A Casa das Sete Mulheres, ou conhece a história da "Noiva de Garibaldi" não tem muitas novidades, mas mesmo assim vale a pena conhecer o contexto e perceber como o autor teve sensibilidade ao mostrar a história deste casal tão presente na história e no imaginário do povo gaúcho.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Release Nada Dramática

Livro: Nada Dramática
Autora: Dayse Dantas
Editora: Gutenberg

Camilla Pinheiro conseguiu passar sua vida escolar praticamente ilesa, sem se envolver em dramas adolescentes. Isso é uma grande vitória para ela, que sempre foi muito aplicada nas aulas. E pretende continuar assim, agora que está no terceiro ano do ensino médio do colégio Coliseu, um dos mais puxados e concorridos de Goiânia. Sempre organizada, seus planos para o último semestre se resumem a um só objetivo: passar no vestibular com as melhores notas. Porém, graças a uma confusão amorosa envolvendo seu melhor amigo, Camilla vê seus dias calmos de estudos se transformarem, em meio a revoluções escolares, brigas familiares, intrigas na turma, dúvidas sobre o futuro e até uma inesperada paixão, que ela insiste em negar para si mesma. Para se abstrair do mundo real, agora virado de cabeça para baixo, ela posta em seu blog as aventuras da “Agente C”, sua identidade nada secreta para quem a conhece e sabe o que é viver um dos períodos mais intensos da vida.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Editora Darkside lança a ZumbiGo!

Para quem curtiu a novidade e meu post sobre a Revista BANG! especializada em fantasia, agora muito amor para quem é fã de terror, zumbis e afins, já que a Darkside Books (muito amor) lançou no mês passado a ZumbiGo!, uma revista online com entrevistas, perfis, ensaio fotográfico e ilustrações e mais. Para baixar a sua edição gratuitamente clica aqui. Muito legal que as editoras estejam investindo tempo e dinheiro para criar essas publicações alternativas, com conteúdo diverso, novidades e coisas que complementam o lançamento dos seus livros.
Digo pra vocês, a diagramação ficou incrível, as imagens foram muito bem escolhidas e tudo integra o clima da revista e seu tema: os mortos vivos. Então tem publicidade de The Walking Dead, tem matéria sobre as ilustrações de Jason Chan (que desenha zumbis super fofos!, além de outras imagens de fantasia), tem matéria com o Gregory Nicotério que faz maquiagens de efeitos especiais (como as usadas em filmes e séries), e perfil do músico diretor de filmes Rob Zombie, tem Meu Namorado é um Zumbi, e com o mestre George Romero.
Adorei o enfoque que a edição tem para as imagens, principalmente as que ilustram as matérias, temos páginas e páginas mostrando as imagens em destaque, como no caso da matéria que fala sobre o zombie walk. Já falei que a diagramação ficou lindo, e com certeza vou esperar novas edições, e torcer por uma versão impressa.
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domingo, 1 de dezembro de 2013

As seis regras do George Orwell sobre como escrever bem

O escritor George Orwell fez um mini-guia de redação. São só seis regras – e tão boas que abrem o Manual de Estilo da Economist, uma das revistas mais bem-escritas do mundo. A elas:

1. Em circunstância alguma utilize um vocábulo extenso onde um reduzido soluciona.
2. Se, por algum acaso, for possível cortar, eliminar, extirpar uma palavra, não se dê de rogado: elimine-a de uma vez por todas.
3. A voz passiva não deve ser utilizada quando a voz ativa puder ser escrita.
4. Nunca use figuras de linguagem que já viraram arroz de festa. Eles podem ser o calcanhar de aquiles do seu texto. Não faça isso, nem pela bagatela de um milhão de reais. Correm boatos de que, só evitando expressões assim, você garantirá textos de qualidade, se tornará uma figurinha carimbada da escrita e será regiamente recompesado por seus leitores, como nunca antes na história deste país.
5. Não empregue um calão tecnicista quando tiver o arbítrio de elocubrar uma elocução de uso anfêmero. E, finalmente:
6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever bosta.

Agora em português:

1. Não use uma palavra longa se uma curta resolve.
2. Se der para tirar alguma palavra, tira.
3. Não use a voz passiva quando der pra usar a ativa.
4. Nunca use figuras de linguagem que você esteja acostumado a ler por aí. Elas viraram lugar-comum. Perderam a graça.
5. Não use um jargão quando você puder imaginar uma palavra do dia-a-dia. E finalmente:
6. Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever algo que soe tosco.


E agora no original, porque quem escreve bem é ele:

1. Never use a long word where a short one will do.
2. If it is possible to cut a word out, always cut it out.
3. Never use the passive when you can use the active.
4. Never use a metaphor, simile or other figure of speech which you are used to seeing in print.
5. Never use a foreign phrase, a scientific word, or a jargon word if you can think of an everyday English equivalent; and finally.
6. Break any of these rules sooner than say something outright barbarous.

Via: Superinteressante
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