sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Filhos da Lua e O Caminho do Louco – Guerras do Tarot são apostas da AVEC Editora


Neste segundo semestre de 2016 a AVEC Editora aposta pesado na nova cara da Literatura Fantástica nacional. O lançamento dos romances Filhos da Lua – O Legado (488 páginas, 16x23cm, papel lux cream 70g, R$ 49,90), de Marcela Rossetti, e O Caminho do Louco – Guerras do Tarot volume 1 (296 páginas, 16x23cm, papel lux cream 70g, R$ 39,90), de Alex Mandarino, marcam essa iniciativa. Os autores são estreantes nos romances, mas ambos têm carreiras em ascensão no meio literário.

Embora Marcela tenha lançado Filhos da Lua inicialmente de forma independente pelo site da Amazon brasileira, a versão em ebook da obra figura há um ano na lista dos 100 mais vendidos da plataforma. Na categoria Fantasia Urbana é, desde o seu lançamento, o ebook que tem melhores avaliações pelos leitores. Marcela foi convidada pela Amazon para palestrar na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em decorrência do sucesso da obra que agora a AVEC lança em versão impressa. Já Mandarino é renomado no meio da Literatura Fantástica por seus contos publicados em coletâneas nacionais. Entre eles está Hiriburu, que será lançado ainda este ano em alemão, dentro de uma antologia, pela revista austríaca Visionarium. O Caminho do Louco é a parte um de uma trilogia, e pode ser considerada a primeira obra ficcional brasileira a misturar tarô, subversão, conspirações e magia do caos. 

O editor Artur Vecchi ressalta que os dois escritores têm características em comum com nomes consagrados da cultura pop. “Podemos ver claramente algo de Grant Morrison no trabalho do Mandarino e é possível traçar um paralelo entre o trabalho da Marcela e o do Rick Riordan”, explica. Os dois livros contam com artes internas de Fred Rubim, desenhista de O Coração do Cão Negro, que foi responsável pelo design dos símbolos dos legados em Filhos da Lua e das cartas de Tarot em O Caminho do Louco. 

Filhos da Lua – O Legado e O Caminho do Louco – Guerras do Tarot volume 1 podem ser adquiridos através do site da AVEC (http://www.avecstore.com.br/) e nas principais redes de livrarias do país.

Filhos da Lua

Em Filhos da Lua: o Legado, o leitor descobre um novo universo de fantasia urbana, tendo como cenário o nosso país. A autora apresenta uma aventura cheia de mistérios cuja personagem principal é Bianca, uma adolescente que não imagina que sua chegada na cidade desencadearia uma série de acontecimentos capazes de transformar completamente a sua vida e revelar os segredos de um perigoso mundo. Esta não é mais uma história de lobisomens, é uma história de Karibakis, cuja existência e origem é diferente da que ouvimos falar nas lendas. Além de detentores de uma tecnologia surpreendente, essas criaturas possuem uma importante missão no mundo. Contudo, Bianca precisará superar seus medos e angústias antes de descobrir o amor e aceitar o mundo ao qual verdadeiramente pertence. 


Guerras do Tarot

Quando o jornalista André Moire deixa tudo para trás para se envolver com o grupo secreto dos arcanos do Tarot ele descobre que seus integrantes estão dispostos a elevar a consciência da humanidade. A organização lança mão de magia, ciência, arte, técnicas hacker e até mesmo parkour para enfrentar as forças da Conformidade, que querem a estagnação da humanidade. Neste thriller conspiratório com toques subversivos e sobrenaturais o leitor conhecerá o Louco, o Mago, a Sacerdotisa, o Carro, o Sol, a Imperatriz, o Imperador e vários outros arcanos maiores e menores. Com um tom sombrio e misterioso, a trama atravessa o mundo, passando por locais como Rio de Janeiro, Paris, México, Amazônia, Riviera e Inglaterra.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Você seria capaz de ir Até o Limite pelo desejo de vingança?


A autora paraibana Myrna Andreza traz uma narrativa sobre amor, superação e vontade de vingança no seu livro de estréia Até o limite. Com um enredo cativante e surpreendente, a obra prende a atenção do leitor em sua trama recheada de segredos.

Na história, a jovem Nicole Sullivan, estudante de Administração de empresas, passou por muitas dificuldades na vida. Após a oportunidade de trabalhar nas Indústrias Campbell, ela vê a ocasião como o momento perfeito para se vingar por tudo o que passou. Mas seu plano vai por água à baixo quando ela se apaixona por seu chefe, Daniel Campbell.

“O sr. Campbell havia aberto a porta ao mesmo tempo que eu, fazendo com que eu me desequilibrasse. Sentia que estava quase caindo. Aquilo tudo parecia surreal demais. Senti um par de braços me segurando e eu me perdi. Ele me puxou para perto dele, e ficamos assim, cara a cara.” (p.10)

Com uma narrativa cheia de reviravoltas, o leitor vê a vontade de vingança de Nicole sair do seu controle após o envolvimento dela com Daniel – e ele nem imagina os tantos segredos guardados por trás do rosto inocente da jovem.

“No caminho não parei de pensar em Nicole, tão vulnerável. Cheguei ao meu apartamento e ele estava totalmente apagado, com o silêncio confortável de sempre, mas senti falta de algo. Como é que podia? Mal a vi e ela não me saía do pensamento, só podia estar ficando louco.” (p. 31).
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Fãs de C. S Lewis, preparem-se: chega ao Brasil texto inédito da Trilogia Cósmica

Ele é o maior contador de histórias do mundo, mas por algum motivo, os irmãos de Lewis resolveram colocar fogo em tudo o que C.S Lewis produziu após sua morte, em 1963. Porém, para felicidade dos fãs, a sequência de uma das obras mais memoráveis do universo foi salva. A Torre Negra, esboço de continuação da Trilogia Cósmica, saiu literalmente das cinzas, e agora chega para os leitores brasileiros de forma inédita pela editora Planeta.

Quando C.S Lewis faleceu, em 1963, os manuscritos feitos por ele foram queimados. Salvo alguns documentos, que foram entregues pelo jardineiro à Walter Hooper, secretário de Lewis. Apesar do papel amarelado e envelhecido pelo tempo, o título era legível, tratava-se da continuação nunca revelada de uma das histórias mais icônicas do mundo, A Torre Negra. 

Em 1938, o lendário C.S Lewis presenteou a humanidade com a Trilogia Cósmica, protagonizada pelo filólogo Elwis Ransom. Trata-se de um clássico, que na época do lançamento foi igualado apenas a O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. O que se acreditava ser o último volume dessa série, Uma Força Medonha, parecia o fim dessa viagem interplanetária.

Agora, A Torre Negra, reproduzida de forma fiel aos manuscritos, conta mais uma vez as aventuras espaciais de Ransom, ao lado de personagens igualmente conhecidos, como Orfeu e MacPhee. A história é marcada por debates sublimes sobre viagens entre dimensões e a violação do espaço-tempo, contada por um dos principais nomes da literatura universal.

“Olhe aqui – ele disse –, você é capaz de me assegurar que o mesmo pedaço de matéria não pode estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Muito bem. Agora, suponha que as partículas que neste momento presente compõem a ponta de seu nariz no ano 3000 sejam parte de uma cadeira. Se você pudesse viajar para o ano 3000 e, como sugere, levar seu corpo presente com você, isso significaria que em algum momento em 3000 as mesmas partículas estariam em seu nariz e na cadeira, o que é absurdo.”

Mesmo com algumas partes incompletas, Walter Hooper fez questão de retratar exatamente o que foi produzido antes da morte do irlandês. Ele acredita que muito pode ter se perdido no meio do incêndio, mas nem mesmo o fogo foi capaz de apagar a genialidade de C.S Lewis em contar boas histórias. Para os fãs de As Crônicas de Nárnia e da Trilogia Cósmica, A Torre Negra é uma leitura imprescindível.

O selo Pórtico, da editora Planeta, também publicou em
2014 o livro Conversando com C. S. Lewis, de Alister McGrath, irlandês, historiador, teólogo cristão e especialista em Lewis, que pode servir como guia para uma conversa esclarecedora e provocante sobre tudo que o intrigava. Se fosse possível conversar com Lewis, o resultado seria este livro provocante e perspicaz. Autor best-seller, conhecido pela publicação da biografia A vida de C. S. Lewis: do ateísmo as terras de Nárnia, na obra, ele apresenta o grande escritor como companheiro perfeito para uma boa conversa e suas respostas para as perguntas que todo mundo faz.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A força da literatura infanto-juvenil

Por Alexandra Vieira de Almeida, escritora e doutora em Literatura Comparada (UERJ)

Um livro destinado às crianças jamais deve demonstrar fraqueza, falta de poeticidade e riqueza literárias. Infelizmente, observamos um filão de livros infanto-juvenis que não impulsionam o caráter lúdico das crianças e jovens.

A literatura para os pequenos acabou seguindo os mesmos padrões da literatura adulta, ou seja, a lei do mercado, da literatura fácil, cheia de obviedades. A literatura tem de problematizar, levar a reflexões e isto deve surgir desde a infância. Os pequenos têm de desenvolver suas potencialidades imaginativas sendo aceleradas à medida que eles crescem.

Quando jovens, encontramos a fase de transição para a vida adulta e à literatura cabe o papel de transformação, de indagação face aos problemas do mundo. Deve revelar a beleza, a magia, mas também as doses de ironia juntamente com a leveza do poético. Porque a poesia não está só nos versos, também está na prosa. Ambos se misturam. Esta é uma visão tradicionalista, ver o texto somente por uma face. E a outra, a do enigma?

Podemos nos reportar ao texto “Pausa”, de Mário Quintana em que este revela que o escritor tem de lançar desafios ao leitor, provocar enigmas. E o que temos? Uma enxurrada de clichês e lugares comuns que não satisfazem a potencialidade do literário, este sim criador das imagens vibrantes, ricas e impactantes.

Aprendi com um professor de filosofia que para o texto literário demonstrar sua riqueza deve revelar imagens inusitadas e não esperadas, sugerir e não esclarecer. Após suas palavras, mudei o jeito de escrever não seguindo as linhas mais básicas da vida como vestir uma simples camiseta. Preferi optar por costurar os véus da admiração filosófica, o espanto e a surpresa de que tantos filósofos falaram, o “thauma” dos pensadores.

Do simples, do corriqueiro, do cotidiano, o escritor pode construir o sublime, o grandioso, o monstruoso, que é a própria força do literário unido ao dom de “enigmar”, pois a literatura não pode estar separada da filosofia, sua prima em indagações.

É preciso construir uma geração de pequenos questionadores. Cabe ao escritor tirar do mais simples o original, novo e enigmático. Portanto, a literatura infanto-juvenil tem de tirar esta fraqueza dos pequenos, seus mimos, seus doces facilitadores e incutir neles a força da inventividade poética para saírem de sua fase de sonolência para o acordar das questões e das criações, sendo eles mesmos uns inventores de mundos possíveis e impossíveis. 
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Autora carioca lança livro que aborda intolerância religiosa


Hoje, 16 de novembro (quarta-feira), a partir das 19 horas, a Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro, recebe o lançamento do livro Roma Para Sempre, escrito pela carioca Sayonara Salvioli e publicado pela Primavera Editorial.

Com uma narrativa envolvente e sensual, apesar dos temas fortes que retrata, Roma Para Sempre leva o leitor a uma viagem deliciosa pela Cidade Eterna e também pelas exuberâncias cênicas dos Emirados Árabes, fazendo-o transitar ainda pelo terreno do suspense. Contudo, o mais apaixonante mesmo é o romance em si de Paola Romanatto e Malik Shaad – um amor proibido pela tradição cultural e pela religião.

Sayonara Salvioli escreveu também o primeiro volume da série Amores Proibidos, Perfumes de Paris. A coleção apresenta amores vividos através do tempo e ao redor do mundo, enfrentando proibições diversas: da sociedade, da religião, da família, dos governos, da doença, da guerra etc.

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

The Autobiography of Mrs. Tom Thumb

de Melanie Benjamin (Editora Random House)

Um dos personagens mais emblemáticos da era vitoriana nos Estados Unidos, Mercy Lavinia Warren Bump foi uma professora do interior que ganhou fama nacional pela sua estatura: apenas 81 centímetros. Apesar do nanismo, ela ficou conhecida por sua personalidade exuberante, e por encantar a todos com a eloquência de sua fala e velocidade de pensamento. Vinnie, como era conhecida por sua família, não deixou que sua condição a definisse, e chegou a ser muito mais do que havia sonhado.

Ainda na adolescência ela se formou como professora e lecionava na mesma escola em que estudou. Sua família não tinha muitas aspirações pra ela, acreditando que seria uma solteirona de quem os parentes sempre teriam que cuidar. No entanto, um diretor de shows circenses visitou a família ao saber de Vinnie, e a convidou para se juntar ao seu espetáculo. 

Ela aceitou o convite, mas a proposta não era o que ela esperava. O show itinerante viajava em um barco, aportando nas cidades para a realização dos espetáculos. Vinnie era exibida como uma anã que sabia cantar e recitar poemas, e se apresentava geralmente ao lado de Sylvia, uma gigante. Esse contratante a enganou, ficando com a maior parte de seus lucros.



Mais tarde, Lavinia se juntou à trupe de P.T. Barnum, um dos mais famosos donos de casas de espetáculos, circos e freak shows. Ele já era o empresário de Tom Thumb, um rapaz que também tinha nanismo e que já havia ficado famoso no país com suas turnês. Mais tarde, Barnum incentivou que os dois se casassem, como uma jogada de marketins, para apresentar uma família pequena. Mas o casal acabou se apaixonando.

Acho que o mais legal desta história, foi a forma como a autora decidiu contar a biografia de Vinnie. Em primeira pessoa, uma autobiografia, um tipo de romance histórico, com as datas e registros oficiais todos verdadeiros, mas romanceando as partes de que não podemos ter certeza na atualidade. A autora já usou um método similar em Eu Sou Alice, em que ela contou a história de Alice Liddell, que deu origem ao livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.



Gostei bastante do livro, só a história de Lavinia é muito impressionante, ela viveu por coisas que a maioria das pessoas nem pode imaginar, e nunca deixou a sua deficiência limitar o que ela queria fazer. Apesar de alguns termos mais complicados em inglês, foi uma boa leitura, e a forma como a Melanie Benjamin escreve é bem fácil de acompanhar.

Gostaria muito que esse livro ganhasse uma edição em português para que mais pessoas pudessem conhecer essa história tão encantadora. Uma curiosidade: esse foi o primeiro livro que ganhei por causa do blog, lá em 2011, foi enviado pela assessoria da autora depois que entrevistei ela depois de ler o 'Eu Sou Alice'. Demorei muito para começar, mas valeu a pena!
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sábado, 5 de novembro de 2016

Fonética, fonologia e ensino: um livro para enfretar várias dificuldades

Fonética, fonologia e ensino – guia introdutório tem já uma longa história. Levou anos sendo gerado. Ao longo desse tempo, recebeu contribuições de amigos e alunos, ganhando diferentes formas e versões. Dias antes de submetê-lo à Parábola Editorial, a autora quase deletou o arquivo, num breve momento de pouca fé no projeto.
 
 Isso seria a perda de um livro cuja redação começou em 2008, quando Mikaela Roberto foi convidada a produzir alguns materiais didáticos para cursos a distância de uma universidade de Santa Catarina. Simultaneamente a essa produção, ela passou a lecionar “Introdução aos Estudos de Fonética e Fonologia”, na qual utilizou o material que produzira. Em 2012, ao assumir a mesma disciplina já na UFRRJ – dessa vez, em um curso presencial –, ela decidiu elaborar uma apostila com base na ementa da disciplina, inspirando-se no livro redigido para EaD. Os alunos continuaram dando sugestões para aprimorar o material. Em 2013, foi a vez de uma turma do ProfLetras ajudá-la a identificar aspectos a serem melhorados. Desde então, com a ajuda de outros olhares e experiências, a obra veio a ganhar, em julho de 2016, a versão final e agora é publicada.

A obra leva muito em conta que as pessoas interessadas em questões linguísticas (e também literárias) e que optam, por exemplo, pela formação em Letras, não se identificam tanto com estudos que sinalizem proximidade com áreas exatas. Ocorre que fonética e fonologia exigem contato com noções de diferentes áreas e supõem formalizações, seja pela linguagem das regras e das transcrições, seja pelos termos técnicos que definem os termos da área, e muita precisão e abstração conceitual. Some-se tudo isso a uma formação que não dispõe de tempo suficiente para a explanação detalhada de tudo o que as disciplinas envolvem, tampouco o devido acesso a aparatos laboratoriais e tecnológicos que permitam a aplicação prática do que propõem as diferentes teorias. 

É hora de construir uma relação de amor e fidelidade entre fonética, fonologia e letramento dos estudantes. Se considerarmos o estudante que entra na escola, o desenvolvimento de sua consciência fonológica será essencial para ele se apropriar devidamente de como se estrutura o sistema ortográfico da língua. E isso é fundamental para ele poder avançar num processo contínuo de letramento. Se considerarmos os estudantes de graduação, especificamente em cursos de Letras e Pedagogia, por exemplo, eles precisam de ferramentas que os auxiliem a atuar de forma competente na formação e no letramento de seus alunos, já que terão contato direto com as dificuldades no processo de ensino e aprendizagem da escrita e da leitura.

Fonética, fonologia e ensino – guia introdutório tem dois expressivos diferenciais: um deles é a linguagem clara com que os temas são abordados, o que torna a leitura mais fácil, um aspecto de significativo valor para aqueles que sentem dificuldade com as leituras da área. Outra diferença é o cuidado com que se costuram os temas abordados em cada capítulo com a representação escrita e com o ensino do português brasileiro como língua materna.

Outro aspecto que torna essa obra especial é o empenho didático da autora, que perpassa o livro. Ao final de cada capítulo, o leitor encontrará uma síntese dos conteúdos principais e atividades para autoavaliação. Um glossário também auxilia o estudante a compreender o significado básico das palavras especializadas.

Por já ter vivido a experiência docente em diferentes níveis de formação básica, da pré-alfabetização à pós-graduação, Mikaela Roberto conhece muitas das dificuldades e, por isso, traz para o livro, de forma muito didática, algumas delas, o que culmina, no último capítulo, uma reflexão sobre o ensino da ortografia nos dias de hoje. 

Esse é um livro para leitores interessados em fonética, fonologia e ortografia, com destaque para alunos de graduação (Letras, Pedagogia e áreas afins) e professores da educação básica (desde alfabetizadores a professores de outros segmentos, o que inclui, também, alunos de mestrados profissionais, como o ProfLetras). Esperamos com ele contribuir para a formação dos futuros professores deste país, particularmente os preocupados com a alfabetização, tão necessitada de atenção quanto aos aspectos linguísticos que lhe são pertinentes.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Novo APP disponibiliza gratuitamente clássicos da literatura mundial



Divulgar gratuitamente a leitura de clássicos literários em formato digital e interativo entre os jovens. Esse é o objetivo da coleção “Novo Olhar” – um livro aplicativo para mobiles, que apresenta textos de escritores clássicos. Idealizado pelo curitibano Pedro Luiz Fernandes, a ferramenta foi desenvolvida durante práticas do Programa de Mestrado Profissional em Governança e Sustentabilidade do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), de Curitiba (PR), com a missão de impactar a comunidade na área de Educação.
 

O app, disponível em português, inglês e espanhol, é gratuito e pode ser baixado nos dispositivos iOS e Android. Outro fato que chama a atenção é que todos os clássicos disponibilizados têm relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conceitos que norteiam o crescimento sustentável do planeta. Com orientação do professor Cleverson Vitorio Andreoli, Fernandes buscou parcerias – a StoryMax – uma editora de livros digitais interativa para dispositivos mobile – e conseguiu o patrocínio do SESI-PR e da empresa de biotecnologia Novozymes.
 
 
A primeira obra disponibilizada no app-livro é Frrit-Flacc, do escritor francês Julio Verne. Publicada originalmente na revista Le Figaro Ilustre, em 1884, ela narra a história do fantástico e sombrio Doutor Trifugas. A história remete ao ODS 1, que traz conceitos sobre a erradicação da pobreza. Para deixar tudo ainda mais atraente, o projeto gráfico captura a atmosfera fantástica e sóbria do conto, transportando o leitor para a história. Por meio de telas que rolam na vertical e na horizontal, o app esconde movimentos e sons. A interatividade se faz presente a cada capítulo, nos cliques para descobrir personagens e objetos. Além disso, o som de uma forte tempestade aguça os sentidos – embalada pela sonoridade de Mozart.
 
 
Além das obras completas, o aplicativo apresenta um apanhado sobre os autores e traz, também, atividades sugeridas por educadores e cientistas para ajudar o leitor a refletir sobre as questões levantadas. No mês de novembro, a ferramenta trará uma nova obra: “As Ostras”, de Anton Chekhov, com o intuito de disseminar o ODS 2 – Fome zero e Agricultura Sustentável. Na sequência, será a vez de “O Rei do Rio de Ouro”, do inglês John Ruskin, que trará conceitos da ODS #6 - Água limpa e Saneamento. As três obras iniciais passaram pela curadoria da Professora Dra. Suzana Ventura, Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo na área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa.

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