terça-feira, 28 de maio de 2013

80% das escolas públicas não têm biblioteca

O mais novo desafio para o Brasil agora é equipar mais de 100.000 unidades até 2020, ou seja, será preciso criar mais de 34 bibliotecas por dia. Alguém acredita? A Agência Brasil informou  que 80,6% das escolas construídas entre 2008 e 2011 não têm biblioteca. Das 7.284 instituições inauguradas no período, pouco mais de 1.500 contemplam o espaço de leitura.
Os estados mais carentes são os das regiões Norte e Nordeste. Apesar dos piores resultados se concentrarem nesses áreas, São Paulo ostenta um dos piores índices do ranking: 85% das unidades das redes estadual e municipais não têm bibliotecas, totalizando 15.084 unidades carentes.
O prejuízo é enorme: a edição 2012 da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, da Fundação Pró-Livro, mostrou que as bibliotecas escolares são a principal forma de acesso a livros entre crianças e jovens de 5 a 17 anos de idades. "Isso mostra que só a legislação não é suficiente, porque tem lei que realmente não pega", afirma Priscila Cruz, diretora do Todos pela Educação.
As instituições de ensino infantil são as mais prejudicadas. Enquanto 82% das escolas de ensino profissional e 52% das de ensino médio construídas após 2008 possuem biblioteca, apenas 10% das de ensino infantil têm o espaço. O número é um contrassenso, segundo educadores, visto que é na faixa etária dos 5 anos que a criança está descobrindo a língua escrita e precisa ser estimulada a ler.

Via: No Mundo e nos Livros
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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Release Os Vagabundos Iluminados


Livro: Os Vagabundos Iluminados
Autor: Jack Kerouac
Editora: L&PM Pocket

Os vagabundos iluminados (The dharma bums) conta a história de uma busca pela verdade e pela iluminação. O protagonista, Ray Smith, é um aspirante a escritor de San Francisco que anseia por algo mais na vida. Esse algo mais será apresentado a ele por Japhy Rider – um jovem zen-budista adepto do montanhismo que vive com um mínimo de dinheiro, alheio à sociedade de consumo norte-americana. Em meio a festas, bebedeiras, garotas, jam sessions, saraus poéticos, orgias zen-budistas e viagens, Os vagabundos iluminados – lançado nos Estados Unidos em 1958, apenas um ano após o estouro de On the road, e somente agora publicado no Brasil 50; é, sem dúvida alguma, uma obra à altura da sua irmã mais famosa.
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Fotografias de cães viram livro

O consagrado fotógrafo de animais, Seth Castell, acaba de se superar com o ensaio "Underwater Dogs" (cães embaixo d’agua). Um trabalho primoroso de paciência e cuidado com esses seres que são, com certeza, os nossos grandes amigos de todas as horas.
Que os cães são criaturas amigas, pacientes e fiéis nós já sabemos. Sua amizade reestrutura qualquer coração por muito tempo solitário e sua companhia diverte uma tarde inteira. E para os que pensam que cães são todos iguais estão enganados, cada um tem uma personalidade ímpar, muitas vezes influenciada pela personalidade de seu dono, é o que dizem os especialistas. No entanto, captar a personalidade de um cão em uma fotografia é um trabalho extremamente complicado, que requer uma observação apurada para detalhes e uma enorme paciência para conseguir aquela expressão canina que os descreva sem que seja necessário ter com eles uma convivência longa.

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O americano Seth Castell é atualmente o fotógrafo mais reconhecido pelo trabalho de fotografia com cães. Ele consegue como poucos, capturar o momento exato da explosão de sensações de um cão, seja em uma reunião de família, em uma tarde nublada ou em um mergulho relaxante na piscina de casa. 

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Seth atribui o seu sucesso à paixão que cultiva pelos animais desde cedo, sendo que hoje pode utilizar a fotografia para se aproximar deles e ajudá-los em determinadas situações, como no trabalho voluntário que atua, chamado SecondChancePhotos.org. Essa organização tem por intuito fazer com que os animais abandonados, que chegam aos abrigos, tenham uma segunda chance de terem uma família através de belas fotografias tiradas. A organização acredita que um belo registro do animal pode aumentar suas chances de serem adotados, e Seth é o fotógrafo que realiza esse trabalho. Além da dedicação com a ONG e do incansável trabalho fotográfico com os animais de estimação, no último ano Seth dedicou-se a produzir seu primeiro livro de fotografias chamado "Underwater Dogs" que já está a venda em seu site. A seguir, algumas fotografias desse novo trabalho:

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Página do fotógrafo aqui.
Via: Obvious
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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Festa Literária Internacional de Paraty 2013

Novamente com curadoria do jornalista Miguel Conde, a 11ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty será realizada entre os dias 3 e 7 de julho de 2013 e celebrará a obra de Graciliano Ramos.
Novamente com curadoria do jornalista Miguel Conde, a Flip de 2013 será realizada entre os dias 3 e 7 de julho e celebrará a obra de Graciliano Ramos.
No próximo dia 27 de outubro se completam 120 anos do nascimento do autor, natural de Quebrângulo, Alagoas. Escritor, jornalista e político, Graciliano Ramos teve uma vida em que a literatura e a política se entrelaçaram e, não raro, as convicções e atividades políticas inspiraram suas obras de forte conteúdo social.
Os escritores homenageados nas edições anteriores da Flip foram Vinicius de Moraes (2003), Guimarães Rosa (2004), Clarice Lispector (2005), Jorge Amado (2006), Nelson Rodrigues (2007), Machado de Assis (2008), Manuel Bandeira (2009), Gilberto Freyre (2010), Oswald de Andrade (2011) e Carlos Drummond de Andrade (2012).

Para maiores informações visite o site da Flip: aqui.
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Release Cretino Irresistível

Livro: Cretino Irresistível
Autora: Christina Hobbs
Editora Universo dos Livros


Esperta, dedicada, prestes a cursar um MBA, Chloe Mills tem apenas um único problema: seu chefe, Bennet Ryan. Ele é exigente, insensível, sem consideração – e completamente irresistível. Um belo cretino. Bennet acaba de retornar da França para assumir um cargo importante na empresa de comunicações de sua família. Mas o que ele não poderia imaginar era que a pessoa que o ajudava enquanto ele estava no exterior era essa criatura linda, sensual e totalmente irritante que agora ele tem de ver todos os dias. Mas o desejo que um sente pelo outro cresce tanto que Bennet e Chloe terão de decidir o que estão dispostos a perder para ganhar um ao outro.
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Parceria + Entrevista com a autora Danielle Medeiros de Souza

Daniele Medeiros de Souza, nascida em 1985 no Rio de Janeiro/RJ, descobriu o universo da poesia em 1998, ao fazer um trabalho de Português no Ensino Fundamental. Tornou-se grande admiradora de Fernando Pessoa. Descobriu o prazer de escrever seus próprios poemas, e não parou mais de expressar seus sentimentos. Ganhou dois concursos de poesia em escolas que estudou. Ela aceitou firmar uma arceria com o blog, e portanto em breve resenha do livro dela e novidades por aqui. Para apresentá-los começamos com uma entrevista que ela me concedeu por e-mail.

1. Quem é Danielle?  
Danielle é uma pessoa reservada, um pouco tímida, que gosta de fazer amizades, caseira, mas que adora ir ao cinema e a shows. Além disso, é uma pessoa que adora ler, e que vive escrevendo algo, seja em seu quarto, na condução, ou onde a inspiração aparecer.

2. Sempre quis ser escritora? Já teve ou tem outros trabalhos?

Comecei a escrever poemas com 13 anos, estimulada por um trabalho de Português na escola. A escola produziu um livro com os melhores poemas dos alunos, onde dois poemas meus foram selecionados, e fez uma manhã de autógrafos. A partir daí não parei mais de escrever, e logo pensei em lançar meu próprio livro. Porém, como não sabia o caminho que deveria percorrer para lançar um livro, pois era muito jovem ainda, desisti da ideia e passei a escrever apenas para mim mesma. Só voltei a pensar no assunto em 2011, onde comecei a correr atrás do meu sonho. A partir daí percebi que era uma escritora, e que precisava dividir com outras pessoas o que escrevia. Ainda tenho outros trabalhos que pretendo lançar.

3. Quanto tempo levou para escrever Dores e Amores, e de onde vem a inspiração para os poemas?
Escrevo desde 1998. Dores e Amores engloba os poemas que escrevi entre 1998 e 2001. Porém, essa é apenas a primeira parte da obra. A inspiração vem de coisas que senti e vivi, mas também de coisas que vi e ouvi, e também de situações que aconteciam apenas na imaginação. Amores não correspondidos, momentos de felicidade e de tristeza, momentos de reflexão, entre outras coisas.

4. Quais são as dificuldades para publicar? 
Percebi que parte do mercado editorial não acredita no gênero da Poesia, pois muitas editoras não trabalham com o gênero. Também sinto que é difícil um autor nacional desconhecido entrar no mercado. Acredito que as editoras não queiram correr riscos com o desconhecido, preferindo apostar em autores já conhecidos e temas de fácil aceitação.

5. Um autor e um livro preferidos? 
Poemas Escolhidos, de Fernando Pessoa. Esse livro foi um dos primeiros livros com tema adulto que li, justamente na época em que conhecia a poesia através da escola, e que fez eu me apaixonar pelo gênero. Fernando Pessoa é uma inspiração para mim.

6. Projetos para o futuro? Novos livros a caminho, ideias de escrever algo diferente dos poemas? 
Pretendo lançar mais dois livros de poemas, pois tenho material suficiente para isso. Estou começando a escrever um livro de outro gênero, o que é totalmente novo para mim. Se eu gostar do resultado, tentarei lançar.
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terça-feira, 21 de maio de 2013

Release O Fim de Todos Nós

Livro: O Fim de Todos Nós
Autora: Megan Crewe
Editora: Intrínseca

Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, vai estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer.A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças – ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação.
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Dicionário de crianças colombianas

Vão desde A de adulto (“Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si”, segundo Andrés Felipe Bedoya, de 8 anos), até V de violência (“A parte ruim da paz”, na definição de Sara Martínez, de 7 anos).
O dicionário está no livro “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”, uma obra que surpreendeu ao se tornar o maior sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, no final do mês de abril. A surpresa aconteceu especialmente porque o livro foi publicado pela primeira vez na Colômbia em 1999 e reeditado no início desse ano.As definições – quase 500, para um total de 133 palavras diferentes – foram compiladas durante um período “entre oito e dez anos”, enquanto Naranjo trabalhava como professor em diversas escolas rurais do Estado de Antioquía, no leste do país.

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)
Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)
Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)
Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)
Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)
Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)
Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)
Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana
María Noreña, 12 anos)
Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)
Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)
Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)
Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)
Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)
Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)
Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)
Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Fonte: livro Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças, de Javier Naranjo

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