segunda-feira, 6 de junho de 2016

Resumo do Mês de Maio

Oi gente, tudo bem com vocês? Então, como vem acontecendo nos meses anteriores de 2016 hoje veio mostrar pra vocês um pouco do que andei assistindo e lendo no mês que passou. Olha só:

Filmes
  • Macbeth: Ambição e Guerra, de Justin Kurzel
  • Ferrugem e Osso, de Jacques Audiard
  • Transtorno, de Alice Winocour
  • Quatro Amigas e um Casamento, de Leslye Headland
  • Qual Seu Número?, de Mark Mylod*
  • Pronta para Amar, de Nicole Kassell
  • Perdido em Marte, de Ridley Scott*
  • Capitão América: Guerra Civil, de Joe e Anthony Russo *
  • Como ser Solteira, de Christian Ditter
  • Ricki and the Flash: De Volta Pra Casa, de Jonathan Demme
  • Trocando os Pés, de Tom McCarthy
  • Os Últimos Cavaleiros, de Kazuaki Kiriya
  • Awake: A Vida Por Um Fio, de Joby Harold
  • Freier Fall, de Stephan Lacant*
  • Fourth Man Out, de Andrew Nackman
  • Em Transe, de Danny Boyle
  • X-Men: Apocalipse, de Bryan Singer
Livros:
  • O Que é Feminismo, de Branca Moreira Alves e Jacqueline Pitanguy
  • O Coração do Cão Negro, de Cesar Alcázar e Fred Rubim
  • Guia Super dos Vilões - Almanaque Especial da Revista Super Interessante

Séries:
  • Once Upon a Time - 5ª Temporada
  • Marvel Agents of SHIELD - 3ª Temporada
  • Bates Motel, 4ª Temporada
  • The Originals, 3ª Temporada
  • 2 Broke Girls, 5ª Temporada
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domingo, 5 de junho de 2016

Por que precisamos falar sobre o estupro?


 
Você lê a notícia. Mas de alguma forma todos esses fatos colocados em palavras em uma matéria não fazem sentido. Poderia ser um defeito cognitivo repentino, que me impede de compreender o que está acontecendo. Mas não. Quisera eu.

A mente se recusa a aceitar tamanha barbárie, mas no fim, nem a ficção poderia ser tão cruel. Uma menina com apenas 16 anos, dopada, agredida, violada. Uma alma ferida, marcada por uma agressão covarde e brutal. Trinta culpados do crime. Inúmeros culpados anônimos protegidos covardemente por uma tela de celular ou computador. Uma infinidade de agressores impunes. Outros tantos culpando, julgando e criticando a vítima, em vez dos criminosos.

Nos dias em que lemos notícias como a desta menina que foi vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro, é impossível não chorar. Impossível não ficar um pouco de luto pela dor que essa irmã sofreu. É uma questão de empatia, de humanidade, compartilhar esse sofrimento na esperança de que doa menos para ela, para que ela encontre a força para superar essa violência.

Porque o estupro, não é sobre sexo. É sobre violência. É sobre eu não poder sair da faculdade e ir pra casa em segurança, porque 15 minutos na rua são perigosos. E claro, podem ser perigosos para os homens também, que podem ser assaltados e agredidos. Mas que não serão violentados. Li uma vez que o maior medo dos homens que iam presos era do estupro. Vocês sabiam que esse é o medo de todas as mulheres, todos os dias? Andar de táxi, receber um entregador em casa, ir a uma festa, voltar pra casa. Sozinha, qualquer situação é de risco.

Porque nós aprendemos a conviver com as pequenas violências da sociedade, da convivência diária, mas é preciso que todos saibam que as coisas não estão certas da forma que são. É preciso educar os meninos a respeitar, deixar claro que as mulheres não são objetos, não são coisas, não são seres inanimados que existem para o bel prazer dos homens. O meu corpo me pertence, e você não tem direito a uma opinião a respeito dele.

Chega de desculpas, de apontar culpados e pedir a morte de agressores e justiça para um único caso quando a solução é uma mudança generalizada, pelo fim da cultura do estupro. Pelo fim da cultura que culpa a vítima, pela roupa, pela atitude, pela bebida, pelo ambiente, pelo batom vermelho. A culpa nunca é da vítima. Se você já foi uma vítima, não tenha vergonha, a culpa não é sua, nunca foi sua não importam as circunstâncias.

É hora de parar com a sexualização das menininhas. De parar com as piadas de teor machista. De parar com as cantadas na rua. Hora de sair de grupos que enviam fotos e vídeos de nudez, que expõem as vítimas e destroem suas vidas. É hora de aceitar que as mulheres e os homens são seres iguais, que merecem os mesmo direitos e oportunidades em todos os âmbitos.

Nesse momento de debate, se informe, e procure informar quem está perto de você. Espalhe a verdade, conscientize, lute. O caso desta semana é apenas um que ecoa, entre milhares que são silenciados. Você, mulher, se una a suas irmãs, pratique a sororidade, compreenda e apoie. Se você é homem, se posicione contra a violência, não se cale; se você permite que ela ocorra, você é cúmplice. Infelizmente não é o bastante que você não seja um estuprador, também é necessário que você se informe e informe outros contra o machismo e a violência.

Uma mulher é estuprada no Brasil a cada 11 minutos, segundo estatística recolhida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Como apenas de 30% a 35% dos casos são registrados, é possível que a relação seja de um estupro a cada minuto. Ao todo, no Brasil, 47,6 mil mulheres foram estupradas em 2014, última estatística divulgada.

As causas dos estupros são os estupradores. E eles não são monstros, não são animais. São seres humanos, que convivem em sociedade, homens com estudo e sem estudo, que pertencem a todas as classes sociais e culturas. Homens que tem mães, irmãs, avós, tias, filhas e amigas. Mas isso não faz diferença para os milhares de agressores que foram ou não presos pelos seus crimes. Não fez diferença para trinta deles nesta semana. Onde nenhum teve o mínimo de decência humana de parar a brutalidade de que estavam tomando parte.

É por isso que nós mulheres vivemos amedrontadas. O estuprador não tem cara. Pode estar ao seu lado no ônibus, no outro lado da rua, no trabalho ou na sala de aula. Qualquer homem que não se conhece pode ser um estuprador em potencial. E até os conhecidos, já que um número gigantesco de agressões ocorre dentro de casa.

Nós precisamos de igualdade de gênero, para que tenhamos segurança, respeito e humanidade. Nós precisamos do feminismo. Precisamos que as vítimas sejam protegidas e não culpabilizadas. Precisamos que os agressores sejam punidos. Nós precisamos falar sobre o estupro para que ele termine.

Esse texto é de minha autoria e foi publicado originalmente no site Elas por Elas.
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Livro apresenta romance que transcende idade, doenças mentais e ética

Com mais de 80 mil fãs no Facebook, o livro Nas fronteiras de Alice do autor Marcelo Nogueira já é um sucesso. A obra aborda os complexos temas do transtorno de personalidade e do adultério entre um professor e uma aluna, porém mantendo a narrativa repleta de amor e suspense.

Nas Fronteiras de Alice é um romance contemporâneo, narrado como um flashback da vida do protagonista Yuri – um renomado professor de História   de 40 anos de idade e filho de um desaparecido político durante a ditadura militar brasileira.

Casado e passando por um momento de reflexão na vida, Yuri conhece Alice durante um Simpósio em Porto Alegre. A jovem estudante de Literatura, possui uma personalidade plural e inconstante, além de uma beleza única.

Com um jeito sincero, divertido e irônico, e também com um certo ar de mistério e tristeza no olhar, Alice conquista Yuri e os dois iniciam um romance inesperado de intensa entrega. Nesse relacionamento, cada um será exposto às suas fraquezas e desejos mais íntimos, provocando comentários e incompreensões de pessoas próximas, principalmente na questão das múltiplas personalidades.

“– Mas você não precisa ter medo de mim – disse quase triste.– Eu não tenho medo de você – falei firmemente. – Conte-me mais.– A Síndrome de Borderline afeta muito a vida social das pessoas, pois as dificulta em seus relacionamentos. Temos oscila­ções de humor e somos muito impulsivas, às vezes, tornamo-nos agressivas. Nós nos irritamos facilmente e perdemos o interesse rapidamente, por isso que não conseguimos manter amizades e relacionamentos por muito tempo e até mesmo” (p. 222)

Por ser um relacionamento proibido, ambos sofrerão as consequências das decisões tomadas. Nas Fronteiras de Alice é uma história de encontros, escolhas e descobertas. Divertida em alguns momentos e intensa em outros. A narrativa transmite para o leitor sensações de nostalgia, erotismo, paixão e cumplicidade, sendo a primeira parte de uma trilogia.
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sábado, 4 de junho de 2016

Dublinense lança Animalescos, de Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares é um dos mais proeminentes autores contemporâneos de língua portuguesa, capaz de produzir escritos de grande alcance de público e ao mesmo tempo enorme reconhecimento crítico. A extensa lista de prêmios recebidos e de edições internacionais é prova disso. Em Animalescos, Gonçalo M. Tavares se aprofunda na natureza da loucura. Temos aqui um livro que desenha as relações entre homem, animal e máquina, entre civilização e fé, caos e violência, sociedade e instinto.
Como já fez em obras anteriores, o escritor que impressionou José Saramago (“ele não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos”, disse o mestre português), mistura gêneros e compõe um mosaico de pequenos textos que surpreendem pela brutalidade, mas conquistam o leitor pela singular visão de mundo.

Animalescos traz mendigos que comem moedas, doentes psiquiátricos que abrem a cabeça, cães nas garras de urubus, casos de violência extrema e outras perplexidades. Enveredando pelos rumos mais incompreensíveis do ser humano, Gonçalo M. Tavares entrega um livro veloz e perturbador.

  • Este é o terceiro título da coleção Gira, criada pela Dublinense com curadoria de Reginaldo Pujol Filho, que busca trazer aos leitores do Brasil uma seleção de autores lusófonos não-brasileiros.
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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Música de Sexta - X Ambassadors

Música de Sexta é uma sessão semanal para mostrar algumas dicas musicais.  A dica de hoje é a banda de rock alternativo X Ambassadors, de Nova York. A banda composta por quatro rapazes existe desde 2009. Eles estouraram nesse ano com seu álbum de estreia VHS, que tem os singles Renegades, Jungle e Unconsolable. Eles também terão uma música maravilhosa chamada Unsteady na trilha sonora do filme Como Eu Era Antes de Você. Escute e seja feliz:

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Bill Gates recomenda o livro 'Sapiens - Uma breve história da humanidade'


GatesNotes é o blog de Bill Gates no qual ele indica livros. No texto publicado no dia 17 de maio, o fundador da Microsoft recomenda leituras para o verão de 2016. "Aqui em Seattle, o verão é um presente que você ganha após nove meses de chuva e escuridão. O céu fica claro, não há praticamente nenhuma umidade, e as noites são frescas. O melhor de tudo são as vezes em que você tem a chance de se sentar ao ar livre para ler um grande livro." escreve ele no seu blog.

Bill Gates recomenda cinco livros e entre eles está Sapiens - Uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari, publicado no Brasil pela L&PM Editores. " Ambos, Melina e eu, lemos este livro, e ele provocou grandes conversas em nossa mesa de jantar. Harari assume um desafio assustador: contar toda a história da raça humana em apenas 400 páginas. Ele também escreve sobre a nossa espécie hoje e sobre como a inteligência artificial, a engenharia genética e outras tecnologias vão nos mudar no futuro. Embora eu tenha encontrado coisas para discordar, especialmente a afirmação de Harari de que os seres humanos estavam melhores antes de começarmos a cultivar - eu recomendaria Sapiens para qualquer pessoa interessada na história e futuro de nossa espécie." escreveu Gates.

E pode ter certeza: não é só Bill Gates que recomenda "Sapiens".Este grande livro vem despertando paixões em todos aqueles que têm a oportunidade de lê-lo, entre eles o fundador do Facebook Mark Zuckerberg.


Livro: Sapiens - Uma breve história da humanidade
Autor: Yuval Noah Harari
Editora: L&PM

O que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos mais impensáveis e das mais horripilantes guerras? Yuval Noah Harari aborda de forma brilhante estas e muitas outras questões da nossa evolução.

Ele repassa a história da humanidade, relacionando com questões do presente. E consegue isso de maneira surpreendente. Doutor em história pela Universidade de Oxford e professor do departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém, seu livro não entrou por acaso nas listas dos mais vendidos de 40 países para os quais foi traduzido.

Sapiens impressiona pela quantidade de informação, oferecida em linguagem acessível, atraente e espirituosa. Tanto que, na primeira semana de lançamento nos Estados Unidos, já figurava entre os mais vendidos na lista do The New York Times.

Em Sapiens, Harari nos oferece não apenas conhecimento evolutivo, mas também sociológico, antropológico e até mesmo econômico. Ele se baseia nas mais recentes descobertas de diferentes campos como paleontologia, biologia e antropologia. E, especialmente para a edição brasileira, realizou algumas atualizações no final de 2014.

Esta edição traz dezenas de imagens, mapas e tabelas que o deixam ainda mais dinâmico.
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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Convites das Editoras Charme, Paralela, Autêntica e Pandorga

Oieee! Nesse post eu mostro os convites para eventos, lançamentos, palestras e entrevistas, promovidos pelas editoras ou autores. Uma Boa semana para todos!
 





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Em 'Os Condenados' a vida após a morte é algo muito real

Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper, autor do fenômeno O Demonologista, explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.  Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.
 
Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco.

Os Condenados é o segundo lançamento de Andrew Pyper pela DarkSide Books. O autor, presente em diversas listas de mais vendidos em todo o mundo, foi consagrado por uma nova geração de leitores brasileiros, que fizeram O Demonologista ser uma das melhores surpresas em 2015. E agora Pyper promete incendiar novamente o mercado com este asfixiante thriller psicológico. Os direitos para o cinema de Os Condenados foram adquiridos pela Legendary Pictures, responsável por 300, pela Trilogia do Batman de Christopher Nolan e pelos projetos mais recente de Guilhermo Del Toro. Respire fundo. Em 2016, estamos todos condenados ao melhor do terror e da fantasia.

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