segunda-feira, 13 de junho de 2016

Conheça a nova coleção Poesia de Bolso


Muitos leitores aficionados por Toda poesia do Paulo Leminski pediam versões mais enxutas do volume laranja para que pudessem andar com os versos do poeta curitibano por aí. Pensando neles, a Companhia das Letras bolou uma nova coleção, Poesia de Bolso, que estreia com três clássicos contemporâneos: Me segura qu’eu vou dar um troço de Waly Salomão, A teus pés de Ana Cristina Cesar e Caprichos & relaxos de Paulo Leminski. Conheça os livros: 

A Teus Pés, de Ana Cristina César

A teus pés é o primeiro e único livro de poemas que Ana Cristina Cesar lançou em vida por uma editora, em 1982. Além de material inédito, a obra reunia os três volumes que a autora havia publicado entre 1979 e 1980 em edições caseiras: Cenas de abril, Correspondência completa e Luvas de pelica. Desafiando o conceito de “literatura feminina” e dissolvendo as fronteiras entre prosa, poesia e ensaio, o eu-lírico e o eu-biográfico, Ana chamou a atenção de críticos como Heloisa Buarque de Hollanda e Silviano Santiago. Incluindo cronologia da autora, este clássico contemporâneo que integra Poética, a reunião de sua poesia completa, volta agora em forma avulsa às mãos do leitor. 

R$19,90 - 144 páginas - Disponível a partir de 25/05

Me segura qu’eu vou dar um troço, de Waly Salomão


Em 1970, Waly Salomão esteve preso no Carandiru por portar, nas palavras do próprio poeta, “uma bagana de fumo”, e ali começou a escrever seu primeiro livro, Me segura qu’eu vou dar um troço, que seria publicado em 1972. Entre a prosa, a poesia e o ensaio, esta obra visceral e revolucionária se tornaria determinante para o movimento de contracultura que floresceu no Brasil naquela década, tendo inspirado a apreciação crítica de leitores como Antonio Cândido, Heloísa Buarque de Hollanda e Antonio Cícero. Incluído em Poesia total, este clássico contemporâneo volta às livrarias em sua forma avulsa, capaz de nocautear o leitor por sua densidade e potência. O volume conta com cronologia inédita do autor.


R$19,90 - 128 páginas - Disponível a partir de 25/05

Caprichos & relaxos, de Paulo Leminski

Em 1983, Paulo Leminski lançava um livro que se tornaria um best-seller na época e um clássico para as futuras gerações: Caprichos & relaxos. Ali estavam os principais poemas que o curitibano tinha escrito até então, muitos inéditos e outros publicados em edições independentes ou na revista de arte e vanguarda Invenção, encabeçada pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e por Décio Pignatari. Os pais da poesia concreta no Brasil haviam adotado aquele jovem poeta ilustrado, audacioso e contundente. “Evoé, Leminski!”, dizia Haroldo na contracapa original. “Uma maravilha”, louvava Caetano Veloso. Incluindo uma cronologia inédita, esta obra tão celebrada que integra Toda poesia volta agora em sua forma avulsa às mãos do leitor. 

R$19,90 - 168 páginas - Disponível a partir de 25/05
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domingo, 12 de junho de 2016

Booktrailer de Domingo #53

O booktrailer de domingo é um espaço para mostrar o que as editoras estão produzindo de legal em material audiovisual para divulgar os seus lançamentos. O de hoje divulga a Trilogia Não Pare! de FML Pepper, lançada pela Editora Valentina.

Tudo começou com uma corrida louca e uma aventura pelo mundo, fugindo de acontecimentos estranhos e acompanhada pela morte. Então embarcamos em uma aventura em um mundo paralelo e a Morte se tornou cada vez mais real. Agora chegou a conclusão eletrizante dessa trilogia que vai te prender da primeira à última página.

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sábado, 11 de junho de 2016

Série A Garota do Calendário chega ao Brasil em 12 volumes

O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal chega ao Brasil em 2016. A Editora Verus publica a série  A Garota do Calendário.

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.

A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. 

Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... 

Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele. 

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Luciano Salles disponibiliza Limiar: Dark Matter no Social Comics


Uma história de vingança – simples assim. Este é o início da descrição de “Limiar: Dark Matter”, HQ de Luciano Salles e disponibilizada no Social Comics, streaming de histórias em quadrinhos. Esta é a quarta obra do autor na plataforma, já disponível para todos os assinantes.

Nascido em Taquaritinga e criado em Araraquara, no interior de São Paulo, Luciano Salles é formado em Engenharia Civil e Engenharia de Segurança do Trabalho. Contudo, abandonou a carreira para se dedicar integralmente aos quadrinhos em 2012 com a produtora cultural Memento 832, junto da arquiteta e bailarina Lilian Penteado e da fotógrafa Leila Penteado. 

Sua primeira obra é “Luzcia, a Dona do Boteco”, lançada ainda em 2012. No ano seguinte, criou “O Quarto Vivente”, que lhe rendeu indicação ao 26º Troféu HQMIX, considerado o principal prêmio das HQs nacionais. Em 2014, lançou “L’Amour: 12 oz”, também indicado ao 27º Troféu HQMIX. Ele também colaborou com o livro “Mônica(s)”, em homenagem a Maurício de Sousa, e com o catálogo “Ícones dos Quadrinhos”, do Festival Internacional de Quadrinhos 2013. 

“É com grande felicidade que entro com ‘Limiar: Dark Matter’, minha mais nova HQ, no Social Comics. Com ela, 75% das minhas obras já estão disponíveis nessa plataforma que me conquistou desde o primeiro contato. Convido todos a lerem e explorarem esse incrível recurso”, afirma Luciano Salles. 

Além das publicações do autor, os assinantes também podem conferir mais de 1.500 histórias em quadrinhos no formato digital. Para ter acesso a todo acervo, basta assinar o Social Comics por R$ 19,90 por mês. A plataforma digital, lançada em 2015 e pertencente ao Omelete Group, tem o objetivo de fomentar a indústria nacional de Histórias em Quadrinhos, utilizando o mesmo conceito do Netflix, mas para HQs. Os usuários podem testá-la por 14 dias gratuitamente.
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Feliz Ano Velho

de Marcelo Rubens Paiva (Editora Brasiliense)

Há muitos anos eu já queria ler o Feliz Ano Velho. Primeiro por ser já um clássico da literatura brasileira, segundo por ser um relato autobiográfico (gênero que adoro), e também por tratar sobre um tema em que me considero ainda ignorante: a deficiência. O exemplar estava lá na minha estante há um ano quando finalmente criei a coragem para começar essa leitura, que eu achava que me traria muitas lágrimas.


Mas no fim, o Feliz Ano Velho não foi bem como eu esperava. Iniciei a leitura logo depois de terminar o Como Eu Era Antes de Você. E o enfoque é totalmente diferente. Na comparação, os dois livros que tratam, a grosso modo, de deficiência, a tratam a condição em dois extremos.

Aos 20 anos de idade, Marcelo era um rapaz que estudava, tinha uma banda, uma família que o amava, e um monte de amigos com quem se divertia. Num certo passeio com os amigos, ele mergulhou em águas rasas e fraturou uma das vértebras da coluna. A princípio quase que totalmente paralisado, Marcelo ficou paraplégico, e no livro conta todo o processo que se seguiu ao acidente, desde sua primeira internação na UTI, até a recuperação em casa.


Entre os momentos acamado, e os atendimentos recebidos pelos fisioterapeutas e enfermeiros, ele relembra momentos marcantes de sua vida. O pai, deputado, desapareceu nos porões da ditadura militar. A mãe a irmã, também foram presas, mas foram libertas, e o pai nunca mais foi encontrado. O posicionamento político da família é um dos aspectos mais interessantes da história, que ele mostra com muita naturalidade.

Algumas resenhas que li apontavam não ter gostado do livro pelo conteúdo "subversivo", "sexual" e "linguagem imprópria". Digo a vocês que essas pessoas são apenas excessivamente puritanas. Não vi nada demais. Talvez por ter a mesma idade do Marcelo quando escreveu o livro, entendo muito bem o comportamento dele, e não me senti ofendida como algumas pessoas, pelas menções à sexo e drogas.


Acho que o mais legal do livro, é mostrar um cadeirante que trata a sua condição com muita naturalidade, e consegue transmitir essa calma para o leitor. Fiquei encantada com os relatos ainda no hospital, quando ele brincava com os enfermeiros e enfermeiras, fazia piadas com quem o visitava, e tinha um espírito elevado numa situação em que a maioria das pessoas estaria destruída. 

Na verdade o grande trunfo de Feliz Ano Velho é que Marcelo continuou fiel a si mesmo após o acidente, e isso fez toda a diferença. O rapaz alegre, brincalhão, culto, e interessante de diversas maneiras seguiu com sua forma de pensar, e conseguiu transmitir isso no livro, escrito logo após o acidente. Talvez por isso ele não tenha uma estrutura narrativa complexa, mas foi por isso mesmo que gostei mais ainda do livro. Uma narrativa de certa forma brutal, mas otimista, e acima de tudo, honesta.
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

'A Guerra dos Mundos' está de volta em edição especial

Publicado pela primeira vez em 1898, A guerra dos mundos aterrorizou e divertiu muitas gerações de leitores. Esta edição especial publicada pela Editora Suma de Letras contém as ilustrações originais criadas em 1906 por Henrique Alvim Corrêa, brasileiro radicado na Bélgica. Conta também com um prefácio escrito por Braulio Tavares, uma introdução de Brian Aldiss, membro da H. G. Wells Society, e uma entrevista com H. G. Wells e o famoso cineasta Orson Welles — responsável pelo sucesso radiofônico de A guerra dos mundos em 1938 —, que fazem desta a edição definitiva para fãs de Wells. A edição com capa dura e nova tradução chegou às livrarias dia 27/05.
 
Eles vieram do espaço. Eles vieram de Marte. Com tripés biomecânicos gigantes, querem conquistar a Terra
e manter os humanos como escravos. Nenhuma tecnologia terrestre parece ser capaz de conter a expansão do terror pelo planeta. É o começo da guerra mais importante da história. Como a humanidade poderá resistir à investida de um potencial bélico tão superior? 

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terça-feira, 7 de junho de 2016

American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson

Ele construiu sua reputação escapando dos adversários. Mas dos campos de futebol americano para as rodovias de Los Angeles, muita coisa aconteceu. Agora era a polícia que corria atrás dele. O derradeiro touchdown de O.J. Simpson seria a bordo de uma caminhonete Ford Bronco, durante a primeira perseguição de carro transmitida ao vivo via satélite para todo o mundo.

Vinte anos depois, é fácil enxergar O.J. Simpson apenas como um assassino frio que escapou das mãos da Justiça. Mas é preciso entender a dimensão daquele garoto de origem humilde, que saiu de um conjunto habitacional em São Francisco para virar símbolo do sonho americano. O.J. não era um réu qualquer. Craque recordista da NFL, a liga de futebol americano, o ídolo O.J. estava acima do bem e do mal. Seria pouco compará-lo ao goleiro Bruno, condenado pelo desaparecimento da mãe de seu filho. Simpson era o equivalente a Pelé, Messi ou Neymar em seu país.

Figura carismática, O.J. atuou em diversos filmes de sucesso, como O Inferno na Torre e Corra que a Polícia Vem Aí. Ícone da cultura pop, foi garoto-propaganda de diversas marcas populares dos EUA e por pouco não ganha de Arnold Schwarzenegger o papel de protagonista em O Exterminador do Futuro. Tente agora imaginar a comoção que um país inteiro sentiu ao ver um herói do porte de O.J. ser acusado de um crime tão brutal: o assassinato de sua esposa, Nicole Brown, e do amigo dela, Ronald Goldman, a facadas. Em 13 de junho de 1994, tinha início um dos mais infames casos da história criminal dos Estados Unidos. 


American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson é o mais completo livro sobre o caso, e foi escrito por Jeffrey Toobin, repórter que cobriu o julgamento para a revista New Yorker. Mesmo partindo do princípio que Simpson era culpado, o livro apresenta informações minuciosas que ajudam a desvendar por que O.J. foi inocentado naquele grande circo que virou seu julgamento.

Os fãs de histórias investigativas vão conhecer todos os detalhes em American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson, livro que a DarkSide® Books lança como parte de sua coleção Crime Scene, que promete grandes surpresas – e muito suspense – para 2016. American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson chega bem a tempo de acompanhar a estreia de American Crime Story, série da Fox com roteiro adaptado do livro de Jeffrey Toobin. As duas primeiras temporadas da série criada por Ryan Murphy contam a história de O.J. Simpson, com Cuba Gooding, Jr. e John Travolta nos papéis principais. 

Assista à série, mas não deixe de ler o livro. Só nas páginas de American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson você tem acesso a todos os detalhes e consegue entender os divergentes pontos de vista de todos os personagens reais do crime que chocou o mundo.

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O Coração do Cão Negro

de César Alcázar e Fred Rubim (Editora AVEC)

Obra dos gaúchos César Alcázar e Fred Rubim, O Coração do Cão Negro conta a história do guerreiro Anrath, um mercenário irlandês do século XI. A graphic novel conta muitas histórias do protagonista mesmo sem usar palavras. A arte esconde muitos sobre a história conturbada do personagem, assim como pequenas frases e palavras dentro dos diálogos vão mostrando um pouco de sua personalidade e de suas memórias.

Nascido gaélico nas ilhas onde hoje é a Irlanda, Anrath foi criado pelos vikings, recebendo o apelido de Cão Negro por causa de seu cabelo escuro. Ele participou inclusive de batalhas do lado dos conquistadores bárbaros, lutando conta o seu próprio povo. Mas mesmo vivendo a vida toda entre os vikings, muitos o tratavam com indiferença por ele não ter o sangue deste povo. Desta forma, ele jamais foi aceito completamente por nenhuma das duasculturas, e esta dualidade fez dele um renegado.


O clima da narrativa lembra muitos as lendas nórdicas, e para quem gosta de histórias do tipo, como das séries Vikings e The Last Kingdom, com certeza vai curtir demais os personagens, locais mostrados na história e acontecimentos.

O viking Ild Vuur, antes melhor amigo de Anrath, agora oferece uma recompensa pela sua cabeça. Ele precisa tomar cuidado a cada passo porque está sendo caçado, e provavelmente se for capturado não será levado com vida. A rixa entre os antigos amigos foi porque o guerreiro de envolveu com a irmã de Ild, e Vand agora está morta. De certa forma o relacionamento de Vand e Anrath foi o causou a morte dela, e a experiência foi trágica para todos os envolvidos.

Desprovido de seu grande amor, longe de seu irmão de criação e único amigo, e sem uma terra para chamar de sua, o único aliado de Anrath é a feiticeira Grainne. Ele busca refúgio junto a ela, que entende os sentimentos de luto e perda com que ele lida, e também mostra algumas visões do futuro.


Anrath é contratado por um inglês misterioso para recuperar um artefato desconhecido e cheio de poder, conhecido como Coração de Tadg. Diz-se que a peça pode levar à localização de um tesouro inimaginável. Ele decide ir junto com o homem e tentar encontrar a peça, enterrada junto do túmulo de um druida. Mas como Anrath saberá em quem confiar?


Fiquei muito surpresa com a qualidade desse trabalho. é uma coisa muito feia que muitos de nós fazemos, mas damos mais valor aos trabalhos que vem de fora, quando aqui pertinho tem gente fazendo obras maravilhosas como O Coração do Cão Negro. 

A edição da Editora AVEC ficou excelente, com papel de muita qualidade e uma capa bem resistente. Quem acompanha as resenhas aqui no blog já deve ter percebido que eu sempre comento sobre a qualidade dos materiais que a maioria das editoras usa para imprimir as HQs, como se elas fossem sempre descartáveis, e não houvesse problema em usar papéis de baixa qualidade e capas finas, que acabam estragando a obra durante a leitura e com o passar do tempo. Felizmente esse não foi o caso, bem pelo contrário, sei que vou poder guardar a HQ sem o risco de danificar a obra. 


No geral, a HQ tem uma história envolvente, e uma arte sequencial maravilhosa, gerando uma leitura rápida, que deixa o gosto por mais histórias do Cão Negro. O personagem é envolto por um manto de segredo, e isso se torna muito sedutor para quem lê, dá vontade de saber tudo que já aconteceu na vida de Anrath. 

Os desenhos de página inteira são um deleite, e as cores dão o tom para a história, escuras, frias e sombrias. Com certeza é uma obra que vou guardar, reler e indicar para outros leitores. Uma obra que vale a pena conhecer e divulgar, para enaltecer o trabalho feito em nosso estado.

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