Mostrando postagens com marcador Literatura polonesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura polonesa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A Cor da Coragem, o diário de um menino na 2ª guerra mundial

A Cor da Coragem tem tudo para se tornar um clássico como O Diário de Anne Frank, A Lista de Schindler e O Menino do Pijama Listrado. Uma obra inesquecível, um novo marco na historiografia sobre o nazismo e o holocausto, um raro e fascinante mergulho na Segunda Guerra Mundial pelo olhar de um menino soldado.

"Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?" Julian Kulski Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. 

Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás... 


"Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial". Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz
Read More

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Pianista

de Wladyslaw Szpilman (Editora Record)

No livro, o famoso pianista polonês Wladyslaw Szpilman conta a história de como sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ele descreve todos os terrores vividos no Gueto de Varsóvia e como sua família não conseguiu escapar. Szpilman era um pianista conhecido no país, trabalhando na rádio e se apresentando em diversos lugares, e sua família mantinha uma situação estável apesar de não serem muito ricos. Com a invasão alemã tudo muda na Polônia, logo ele não pode mais se apresentar em todos os lugares e a cada proibição ne nova lei contra os judeus sua família sofre. Um dos golpes mais fortes é a mudança para o Gueto, onde podem ocupar um espaço ínfimo com a família inteira e tudo começa a faltar, principalmente a comida.
Trabalhando para os nazistas no gueto, sua família consegue se manter até que começam as deportações. Wladyslaw vai trocando de esconderijos durante os anos da guerra, se virando sozinho e com a ajuda de amigos que se arriscam para mantê-lo vivo. Até mesmo um oficial Nazista o ajuda, quando descobre que ele era um grande pianista.
A história emocionante e verídica foi vista nos cinemas pelas mãos do diretor Roman Polanski, que ganhou o  prêmio do festival de Cannes pelo filme homônimo. A interpretação de Adrien Brody lhe valeu um oscar de melhor ator. A adaptação não deixa a desejar em nada a história do livro, e ambos tem nuances únicas. Vale ler e assistir.

Confira o trailer da adaptação:

Read More

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu Sou o Último Judeu - Treblinka

de Chil Rajchman (Editora Zahar)


No auge da Segunda Guerra Mundial tentando exterminar todos os judeus restantes na Alemanha, o exército nazista começa a criar campos de extermínio, no lugar dos de concentração e trabalhos forçados. Um deles, talvez o pior, foi Treblinka. Os números são impressionantes, mas não tanto quanto a história que nos é contada por Chil Rajchman, testemunha e sobrevivente dos horrores.
Ele chegou ao campo em 1942 com a irmã que foi imediatamente para a câmara de gás. Sendo um dos poucos escolhidos para ficar vivo e trabalhando no campo, ajudou a máquina da morte a funcionar. Nas inglórias tarefas de separar as roupas dos assassinados procurando riquezas, mais tarde recolhendo os cadáveres e jogando-os na vala comum, e depois arrancando seus dentes de ouro. Tudo isso sendo constantemente agredido, espancado, atingido com chibatadas, sempre sangrando e faminto, mas sobrevivendo. E assim Chil permaneceu no campo durante 10 longos meses onde foi privado não apenas de sua liberdade mas também da sua integridade e de tudo aquilo que nos torna humanos.
O livro é incrivel, mesmo sendo muito forte e pesado. Como um soco na boca do estômago, a realidade crua é difícil de sustentar, houve momentos em que meus olhos se encheram de lágrimas e outros em que tive de parar um pouco a leitura por não estar me sentindo bem. É o tipo de história que ninguém quer conhecer, mas que todos devem ler. As atrocidades do holocausto contadas de uma maneira inédita por alguém que viveu o horror, que esteve à beira da morte na porta do inferno, e conseguiu voltar. Um exemplo de coragem e resistência que merece ao menos nossa atenção e com certeza nosso respeito e admiração.
Read More

Conteúdo Relacionado

© 2011 Uma Leitora, AllRightsReserved.

Designed by ScreenWritersArena