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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Livro aborda o Nazismo e sua face mística


Já ouviu falar em “misticismo nazi”? Trata-se de uma subcorrente do nazismo que combinava ocultismo, esoterismo e paranormalidade. Esta vertente é relatada na obra A Filha do Reich, romance de ficção ambientado na Alemanha de 1948, escrito pelo jornalista e historiador Paulo Stucchi, lançamento da editora Jangada, do grupo Editorial Pensamento. 

É fato que a face mística do nazismo é pouco explorada, mas foi contextualizada nesta ficção de fundo histórico como um grande mistério. Este lado oculto do movimento deixou a trama ainda mais instigante.

Em várias partes do livro, o escritor faz referência ao “misticismo nazi” e atribui o segredo sobre a enigmática filha de Reich a esse poderes ocultos. “De fato, os nazistas investiram muito dinheiro em pesquisas sobre ocultismo - financiaram expedições à Amazônia atrás da Cidade de Ouro, ao Oriente Médio em busca do Santo Graal e da Arca da Aliança”, esclarece Paulo.

Um dos protagonistas, o designer Hugo Seemann, filho do ex-soldado alemão e Olaf Seemann, descobre a Versteckstudiumliga (liga de estudo do oculto). O que está por trás dessa organização? Segredos obscuros que os membros do Terceiro Reich, a todo momento, tentam esconder.

E um deles envolve a tal garota misteriosa. É claro que esses fatos fazem parte da ficção, mas têm como base uma intensa pesquisa do jornalista. Na verdade, a intenção do escritor nunca foi ser fiel aos acontecimentos, mas “usá-la como catalisador criativo”.

Sinopse do livro: Ao receber a notícia da morte de seu pai Olaf – um ex-soldado alemão refugiado no Brasil –, Hugo Seemann viaja à Serra Gaúcha para cuidar do funeral. Contudo, o que parecia ser uma mera formalidade de despedida a um pai que nunca conhecera de verdade, torna-se uma jornada ao passado – aos horrores da Alemanha nazista. Durante o funeral, Hugo recebe a visita da jovem Valesca Proença, que lhe mostra uma carta enviada por Olaf à sua mãe, contendo estranhas revelações que contradizem tudo o que achavam que sabiam a respeito de seus respectivos pais. Buscando desvendar esses antigos segredos há muito enterrados, eles partem para Colônia, onde descobrirão suas origens e o passado sombrio de Olaf. Uma trama envolvendo amizades, traição, morte, amor e milagres que uma obscura organização surgida na época do Terceiro Reich fará de tudo para manter em segredo, na intenção de encobrir a verdadeira identidade sobre uma criança conhecida somente como... A Filha do Reich.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O mistério sobre a morte de Hitler, enfim, resolvido


Um relato dramático e revelador dos últimos dias no bunker de Hitler, baseado em arquivos soviéticos nunca antes revelados e investigações forenses de última geração.

Os nazistas capitularam no dia 8 de maio de 1945. Hitler se suicidou uma semana antes, em seu bunker berlinense. Os aliados e os soviéticos festejaram a vitória juntos. Essa é a versão mais conhecida da história. Na realidade, porém, no dia 1º de maio, Stálin ordenou que seus soldados investigassem a morte de Hitler e capturassem o corpo do ditador. O objetivo era buscar evidências da morte do homem ou um troféu de guerra que provasse ao mundo inteiro que seu país derrotara o monstro?

Em 2017, depois de dois anos negociando com as autoridades russas, os jornalistas Jean-Christophe Brisard e Lana Parshina tiveram acesso aos dossiês confidenciais referentes à inacreditável perseguição ao corpo de Hitler empreendida pelos espiões soviéticos, assim como aos interrogatórios daqueles que testemunharam os últimos dias do Führer. E o mais importante: Moscou concordou em mostrar pela primeira vez e deixar que examinassem seus restos mortais - um pedaço do crânio com a marca da bala e a mandíbula.

Numa investigação digna de um romance de espionagem, os autores colocam um ponto final nos últimos questionamentos a respeito da morte de Hitler.
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domingo, 4 de março de 2018

Os impressionantes retratos de família da elite do nazismo


Até 1945, seus pais eram considerados heróis. Depois da derrota alemã, ficou claro que eram carrascos. Gudrun, Edda, Niklas e os outros retratados neste livro são os filhos de Himmler, Göring, Hess, Frank, Bormann, Höss, Speer e Mengele, alguns dos principais responsáveis pelo horror nazista. Crianças ou adolescentes durante a guerra, eles a viveram sob a proteção de seus pais afetuosos e poderosos. 

Para eles, a queda do Reich foi um verdadeiro choque de realidade. Inocentes, inconscientes dos crimes de seus pais, descobriram então toda a sua extensão. Alguns julgaram e condenaram. Outros continuaram reverenciando esses homens execrados por toda a humanidade. 

Filhos de nazistas, lançado no Brasil pela Editora Vestígio retrata a ascensão e o cotidiano, ao mesmo tempo extraordinário e banal, desses altos funcionários que realizavam diariamente seu trabalho de morte – e depois conviviam com suas famílias, instaladas por vezes ao lado dos campos de concentração e extermínio – e descreve as existências singulares de seus filhos ao se tornarem adultos: a queda, a miséria, a vergonha ou o isolamento. 

Que laços eles mantiveram com seus pais? Como viver com um nome amaldiçoado pela História? Em que medida a responsabilidade pelos crimes é transmitida aos descendentes?
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sábado, 8 de abril de 2017

A comovente história de amor entre dois sobreviventes do Holocausto


Baseado na história real dos pais do autor, 'A febre do amanhecer', de Péter Gárdos é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. 

Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança.

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quinta-feira, 9 de março de 2017

O Diário de Anne Frank ganha versão em quadrinhos

Em 1942, Anne Frank, uma garota judia de apenas 13 anos, é forçada a se esconder com a família diante das constantes ameaças dos nazistas. Em seu diário, ela narra a própria história, privada do mundo exterior, enquanto sonha em ter sua liberdade de volta. Por meio dele, podemos acessar os sentimentos mais profundos da garota que, presa por tanto tempo em um pequeno abrigo com outras sete pessoas, ainda se revela uma jovem engraçada, sensível e cheia de esperança.
Anne Frank não conquista a tão sonhada liberdade, mas sua história sobrevive.
O diário de Anne Frank em quadrinhos de Mirella Spinelli é uma adaptação do título O anexo: notas do diário de 12 de junho de 1942 a 1º de agosto de 1944, um relato doce e, ao mesmo tempo, melancólico da menina judia e sua experiência durante a Segunda Guerra.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Toda Luz Que Não Podemos Ver

de Anthony Doerr (Editora Intrínseca)

Em 'Toda luz que não podemos ver', o autor cria duas histórias  principais encantadoras, acompanhadas de dezenas de histórias menores que acompanham a linha narrativa principal.

Entrelaçando eventos ocorridos durante a ocupação alemã na França nos primeiros anos da década de 1940, ele nos presenteia com mais um romance que acontece durante a Segunda Guerra Mundial. Poderia até se dizer que houve uma exploração deste tema nos últimos anos com títulos que se tornaram best-sellers como O Menino do Pijama Listrado e A Menina que Roubava Livros, mas este livro é diferente dos dois de muitas maneiras, apesar de também iniciar a narrativa com crianças como protagonistas. 


Os personagens principais do livro são a menina cega Marie-Laure, filha do chaveiro do Museu de História Natural de Paris, que foge com seu pai para a cidade costeira de Saint Malo durante a invasão da França. Já na Alemanha, na fria região mineradora do país cresce o órfão Werner, que ao lado de sua irmã Jutta, sempre se interessou por rádios e ciência.

Marie não é definida por sua deficiência, além de se locomover sozinha pela cidade com a ajuda de uma bengala, ela tenta descobrir o máximo que pode sobre o mundo, mesmo sem enxergar. Sua posição única, de filha de um funcionário do museu, permite que ela transite pelo local, conhecendo os setores diferentes e tocando animais, plantas e objetos que as pessoas comuns jamais poderiam estar próximas. Seu pai, Monsier LeBlanc, instiga de todas as formas a curiosidade da menina, seja construindo para ela uma maquete em miniatura detalhada da cidade ou a presenteando com caixas com compartimentos secretos, que ela precisa desvendar para ganhar seu mimo.

 
Werner tem uma infância bem mais difícil, sendo criado num orfanato, junto com outras crianças, seus apoios são a irmã menor, Jutta, e Frau Elena, responsável pelo local. Como a maioria dos pequenos ali, os dois perderam o pai num acidente de mineração. Eles se viram fazendo pequenos trabalhos nas casas das redondezas para trazer dinheiro para o lar, buscando inclusive sucata que possa ser vendida. Em uma destas andanças, Werner encontra um antigo rápido que consegue consertar com muito custo, e ele lhe abre muita possibilidades na vida. A primeira vez através das ondas de longa distância, uma transmissão da França que fala sobre astronomia, física e química, e mais tarde o talento para consertar rádios lhe abre muitas portas.

Os acontecimentos vão se desenrolando com o crescimentos desses dois personagens, que por essência seriam completamente diferentes, mas têm tanto em comum que é inevitável esperar que em algum momento eles se encontrem. Ao passar dos capítulos, que mostram dois momentos distintos da linha do tempo, você inevitavelmente espera que os dois se conheçam, para que se reconheçam como os estranhos coloridos que são em um mundo cada vez mais cinza.

Na adolescência, Marie vive com o tio-avô Etienne, que sofre de agorafobia e não sai de casa há anos. O idoso, assim como seu pai cria nela uma vontade de conhecer os mistérios do mundo. Junto com Madame Manec, a governanta da casa, os três passam a colaborar com a resistência francesa enviando curtas transmissões de rádio com o rádio de Etienne. 

Neste momento, Werner usou seu talento com o conserto de aparelhos para conseguir uma vaga na escola técnica do exército, que o garante uma colocação como soldado nas comunicações. Ele sente muitas saudades da irmã e questiona o propósito da guerra em que está envolvido, mas segue para onde os comendantes o mandam, o que o leva à França.

 
A narrativa de Doerr é encantadora, tanto pela riqueza de detalhes e informações sobre o período quanto pela veracidade dos sentimentos de tantos personagens complexos. De cara já me encantei pela forma como ele escreve, simples mas cheia de poesia. Foi uma experiência realmente engrandecedora de leitura acompanhar o crescimento de Marie e Werner pelos olhos sonhadores das crianças.

O livro tem uma riqueza narrativa, uma história humana tão forte, tudo isso costurado por um período histórico tão importante de ser estudado para que não se repita. A forma como o autor construiu seu romance, linear de uma forma que não é obvia, foi uma delícia de descobrir. Sempre eu queria ler mais um capítulo, para ver onde esses personagens iam me levar.

Suas tramas laterais são tão ricas quando a história principal, cheia de mistérios como o diamante de sumiu do Museu de História Natural e é perseguido por um nazista obcecado por artefatos místicos. O desfecho é daqueles que te deixa feliz e triste ao mesmo tempo, mas o livro é em si totalmente satisfatório. 

A luz, no título, é uma metáfora que se encaixa em diversos pontos: no estudo científico sempre presente, na cegueira de Marie, na falta de oportunidades e escolhas para Werner, na falta de esperança causada pelo conflito. Um livro realmente grandioso, qualquer leitor vai se encantar. 
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A Cor da Coragem, o diário de um menino na 2ª guerra mundial

A Cor da Coragem tem tudo para se tornar um clássico como O Diário de Anne Frank, A Lista de Schindler e O Menino do Pijama Listrado. Uma obra inesquecível, um novo marco na historiografia sobre o nazismo e o holocausto, um raro e fascinante mergulho na Segunda Guerra Mundial pelo olhar de um menino soldado.

"Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?" Julian Kulski Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. 

Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás... 


"Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial". Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz
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