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terça-feira, 17 de março de 2015

Twittando o Amor

de Teresa Medeiros (Edtora Novo Conceito)

Abigail Donovan é uma autora best-seller, mas este rótulo não lhe traz a satisfação que gostaria. Seu livro fez um grande sucesso, que já começa a passar e ela precisa desesperadamente escrever outro romance. Nesse meio tempo ela procrastina suas funções de escrever, enquanto toma cafés ridiculamente caros e gasta o dinheiro que está guardado. Para tentar se atualizar, ela cria uma conta no Twitter, mas sofre para compreender o microblog.

Neste momento surge em sua vida o charmoso Mark Baynard, um usuário da rede que se oferece para lhe ajudar a expressar seus sentimentos em 140 caracteres. A relação virtual dos dois escala até uma amizade, e posteriormente a um flerte. Os dois são unidos por personalidades complementares, humor e referências culturais.
 
 
Em uma troca de tweets diária, os dois acabam compartilhando muito de suas vidas diárias um com o outro, mesmo separados pela distância física.

O livro mistura a troca de tweets com parágrafos em terceira pessoa, e realmente é impossível não se prender em uma história tão dinâmica. Apesar de a trama acontecer em uma quantidade bem restrita de locais e cenários, os diálogos valem por muito mais do que meras descrições.
 
 
 Abby é muito engraçada, e é fácil entender sua situação, é uma mulher solteira inteligente e independente que quer se estabelecer na vida fazendo o que gosta, mas chegou a um ponto de bloqueio.

Já Mark é muito misterioso, em todo o tempo que ele se relaciona com Abby é fácil perceber que apesar de falar muito sobre si mesmo ele não conta tudo. E isso traz uma sensação de suspense à história que é muito inesperada, em um livro que deveria ser apenas um romance leve.
 

A escrita de Teresa agrada muito facilmente, e o livro é no geral uma leitura muito agradável, cuja história ganha profundidade próximo do final, que eu preciso dizer, é surpreendente. Gostei muito deste livro, e terminei rapidinho, quero mais livros da autora no Brasil!
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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Super Desapegada

de Jaqueline de Marco (Editora Create Space)

 Raquel é uma mulher muito segura independente, uma mulher moderna. Ela trabalha em uma grande empresa de assessoria de imprensa e tem um blog bombando na internet. No Super Desapegada, Raquel escreve textos sobre a importância de se desapegar de coisas ruins para ter uma vida melhor, e responde às dúvidas e inquietações de dezenas de leitoras desconhecidas.
O único problema é que ela não é tão bem resolvida quanto faz parecer para as leitoras que não a conhecem. Ela quer ter mais reconhecimento no trabalho, e principalmente, ela está apaixonada pelo seu melhor amigo Alan, há muitos anos, mas não consegue se declarar.
Quando finalmente decide mostrar seus sentimentos para ele, em seu aniversário de 30 anos, ele está noivo e de casamento marcado com uma amiga de infância dos dois, a linda Bianca. Raquel então reencontra Eric, irmão de Bianca através de seu trabalho, e ele também não quer que ela case com Alan. Os dois bolam um plano então para evitar que o casal chegue ao altar.
No entanto, as coisas não saem como o planejado. Enquanto Raquel trabalho no evento para a empresa de Eric, ela tenta voltar a ser amiga de Bianca para colocar algumas dúvidas em sua mente sobre o casamento. E isso acontece, mas ela se sente culpada, e percebe que prefere que Alan seja feliz mesmo que seja sem ela. Isso causa uma reviravolta na história, e principalmente na vida e nas percepções de Raquel, e sua opinião sobre as pessoa na sua vida muda.
Raquel é uma personagem tão cativante e engraçada, mas tão real. Ela tem dúvidas, reações, diálogos e pensamentos que eu e você já tivemos e isso cria uma ligação muito legal. Parece aquela amiga que você comemora quando ela toma decisões acertadas e depois dá bronca quando ela faz algo errado.
O estilo da autora é realmente muito bom, me lembrou um pouco os chick-lits da Emily Giffin, pela qualidade da história e dos diálogos (com o bônus da personagem principal não ser uma mala). Foi um dos melhores livros nacionais que li nos últimos tempos, e fiquei super encantada pelo romance. Eu terminei de ler muito rápido, por que estava muito curiosa pelo final. O livro vai num crescendo, melhorando e melhorando e o fim é espetacular.

Acho que a edição do livro ainda está simples, e que ele merecia uma capa mais legal. Fico feliz de ter aceitado participar do booktour, e ajudar a Jaqueline de Marco a divulgar seu livro, porque a história é boa de verdade. é impossível não se perder nos olhos azuis de um certo alguém que usa lindas camisetas geeks (desejei a do Senhor dos Anéis). E todos esses detalhes, e descrições acuradas são um complemento ao talento natural para a autora. 

Honestamente, eu adoraria ter alguma crítica para fazer, por que gosto de mostrar os dois lados de um livro, mas nada de ruim me vem à mente sobre Super Desapegada. 
Um livro realmente muito bom, bem escrito e que eu tenho certeza que vai te conquistar se você der uma chance!     

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sábado, 21 de setembro de 2013

Cabeça de Vento

de Meg Cabot (Editora Galera Record)

Emerson Watts é uma adolescente do tipo geek que gosta de tecnologia, e adora passar muitas horas com seu melhor amigo Christopher sem fazer nada além de jogar Journeyquest. Ela tem essa queda por ele que não pode assumir, por que ela vê ela apenas como amiga, ou pior, como um menino. Ela ainda lida com os mortos vivos da escola que só pensam em futilidades, sua irmã que quer se juntar a eles sendo uma líder de torcida, sua mãe feminista e o pai professor da universidade que está sempre longe de casa. 
Ao levar sua irmã Frida em uma inauguração da nova Stark Megastore, Em (apelido de Emerson) e Christopher vem as celebridades juvenis do momento, a supermodelo Nikki Howard e o cantor britânico Gabriel Luna. Mas um grupo de ativistas protestando contra a abertura da loja acertam uma tv de plasma pendurada no teto, e ela acerta a cabeça de Emerson. A acordar no hospital, ela descobre que algo terrível aconteceu, e que de certa forma ela e Nikki Howard estão com os corpos trocados. 
Meg Cabot é diva né gente, os livros dela tem esta maneira de prender a gente que não sei como é possível. Mas todos os personagens dela parecem gente de verdade, e eu fiz amizade com a Em de cara, achei ela uma fofa, cheia de incertezas como eu era na idade dela, e fiquei igualmente confusa com o procedimento pelo qual ela passou. Decidi não contar o que é por que me surpreendeu muito.
A linguagem da autora, como sempre é muito fluida e simples, e com muitas referências a personagens e cultura pop. O modo como Emerson é obrigada a entrar no mundo de Nikki é incrível, e as reações dela e das pessoas são muito engraçadas, a autora sempre faz com que as situações sejam possíveis e constrangedoramente reais ao mesmo tempo em que tem um absurdo inerente. A paixonite de Em pelo seu melhor amigo, associado ao passado romântico atribulado de Nikki causa uma dualidade entre as duas, que existe em todos os níveis de personalidade e aparência: Nikki é extraordinária, Em é Comum, Nikki é maldosa, Em é naturalmente boa.
Adorei como fui cativada pelo livro e fiquei morrendo de vontade de ler o restante da série, sempre adorei Meg Cabot e ela nunca me decepcionou.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Presentes da Vida

de Emily Giffin (Editora Novo Conceito)

A vida de Darcy Rhone era muito fácil. Todos nós conhecemos um tipinho como ela, que com um rostinho bonito e jeitinho simpático conquista tudo e todos, consegue o melhor emprego, namorados maravilhosos, e tem uma vida muito boa sem nenhum esforço, apenas pela sorte de ter nascido bonita.E sua vida foi assim, do maternal até sua vid adulta, quando as coisas começam a dar errado para ela. Achando que não importando o que fizesse ou o qaunto seria má ela vai até as últimas consequências, traindo seu noivo perfeito Dexter com o melhor amigo dele, o que causa uma separação e também a perda de sua melhor amiga, Rachel.
 Quando tudo está errado na sua vida, e todos parecem virar suas costas para ela, Darcy decide se mudar para Londres, e na casa de um velho amigo organizar sua vida e seus pensamentos. Ela cria planos e fantasias onde, usando sua sensualidade e sua capacidade nata de conquistar as pessoas vai ser muito feliz. Mas o caminho para a realização não é assim tão fácil, e ela vai ter que passar por muito sofrimento até perceber o que realmente tem valor.
Achei um livro muito bom, foi o primeiro que li da autora, e ela com certeza escreve muito bem. Não gostei muito da personagem principal, talvez por conhecer pessoas assim que não dão nenhum valor ao esforço alheio e que sempre se dão bem apesar do esforço zero. Acredito que devemos nos esforçar, lutar pelas coisas para merecê-las e que tudo que vem de mão beijada não é devidamente valorizado. E se vê muito disto no livro, mesmo tomando as atitudes mais absurdas, Darcy espera ou acha, que está sempre certa, e na maioria das vezes está certa. Mas no geral a história é muito boa, o tipo de aprendizado por experiência que este tipo de pessoa merece.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Release Linhas

Livro: Linhas
Autora: Sophia Bennett
Editora: Intrínseca

Nonie é apaixonada por moda. Edie quer salvar o mundo. Jenny ganhou um papel numa produção de Hollywood. Certo dia, as três melhores amigas conhecem Crow, uma garota refugiada da guerra civil em Uganda, que se veste com tutu e asas de fada e desenha vestidos fan-tás-ticos – é quando têm a chance de realizar algo realmente grandioso e, com isso, tornar todos os seus sonhos realidade. As amigas conhecem Crow esboçando um vestido no Victoria and Albert Museum, e tem a chance única de usar seus talentos e fazer algo verdadeiramente fantástico, provando que os contos de fadas de moda realmente podem acontecer. Vibrante, contemporâneo e atraente.


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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Fala Sério, Amor!

de Thalita Rebouças (Editora Rocco)


Já li algumas coisa da Thalita Rebouças, acho que ela é muito inteligente e realmente entende muito do mundo dos jovens, e dá pra dar umas boas risadas, mas não é um livro para quem busca uma história genial, ou mega-blaster interessantíssima e crânio, saca? É mais como um livro pra descontrair e se reconhecer, e reconhecer pessoas que se conhece.
Conta a história de Maria de Lourdes, mais conhecida como Malu, as crônicas de seus relacionamentos amorosos desde a infância, até o final da adolescência. Tem namoradinhos de todo tipo, enrolado, chato, que esquece dia dos namorados, ciumento, marrento, tímido... Dá pra rir dos encontros, das dúvidas dela, e principelmente dos encontros dela com os sogros e de seus pais com os pretendentes.
O livro é assim meio infantil, infanto-juvenil, mas eu achei bem divertido, é uma leitura bem leve e divertida, não precisa ficar pensando muito.
Acho que é ridículo alguém falar mal de livros antes de ao menos tentar lê-los, não gosto de carregar este tipo de preconceito. Muitas pessoas falam mal dos livros da Thalita e tem gente que simplesmente ouve, e nem tenta conhecer.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Moinhos de Sangue

de Ana Cristina Klein (Editora Dublinense)


Voltando da minha pausa venho resenhar este livro que me surpreendeu muito, principalmente porque não sabia nada sobre ele quando comecei a leitura. A autora é Porto alegrense, o que me fez reconhecer que (obrigado senhor!) ultimamente estão vindo vários lançamentos de autores gaúchos, como por exemplo, o Silêncio em Siena, do Flávio Wild.
A autora parece conhecer bem o mundinho das socialites de Porto Alegre onde o livro é ambientado. No enredo somos apresentados à Bia Tognazzi, uma das mais conhecidas patricinhas da capital gaúcha. Sempre nas colunas sociais, vestindo grifes e pertencente a uma família tradicional - e milionária - ela faz o que bem entende, tem todos os homens aos seus pés mas acha que nenhum deles é bom o suficiente.
Apesar de todo o luxo e glamour Bia se parece bem mais com a plebe que abomina do que gostaria de admitir. É preconceituosa, ambiciosa, faz tudo o que pode e o que parece não poder também para chegar aos seus objetivos, mesmo que para isso tenha que partir corações, chantagear, enganar e até mesmo começar a matar. Isso mesmo, descendo do salto, ela se envolve em crimes sem evidências, onde todas as provas estão no fundo do rio Guaíba.
Ana Cristina é inteligentíssima, tem um humor refinado e nem sempre escancarado, mas mesmo assim é possível dar boas risadas com a trama. Moinhos de Sangue é um livro que mostra as futilidades da vida em sociedade, e os preconceitos que todos nós carregamos, de uma forma discreta, mas com humor. O relacionamento de Bia com Ualdisnei, o filho da empregada que se tornou delegado, é um exemplo muito bom disto, ela, uma mulher rica, jamais poderia se envolver com alguém de classe inferior, mas ambos nutrem uma paixão um pelo outro, mesmo que Bia tente esconder. É engraçado ainda ficar abismado com as atitudes que a personagem decide tomar, mas que para ela fazem todo o sentido do mundo.
Este é definitivamente um livro muito bom, para ricos e pobres não importa o nível.

Para conferir a entrevista que fiz com a autora, clique aqui.
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Ela Foi Até o Fim

de Meg Cabot (Editora Galera Record)


Então mais um livro da Meg Cabot, acho que já li quase todos dela, devem faltar poucos. O "Ela Foi Até o Fim" conta a história de uma bem sucedida roteirista de Hollywood, Lou Calabrese, que depois de escrever um mega sucesso vencedor do oscar em que seu namorado era o protagonista, ele alcança o sucesso e a deixa pela atriz principal do filme.
Logo em seguida no set de filmagem no Alaska de seu novo filme, Lou sofre um acidente de helicóptero junto com um ator que odeia, Jack Townsend. Mas o acidente não é um acidente qualquer, é uma tentativa de assassinato. Alguém está tentando matar Jack, e eles são obrigados a fugir pela floresta, no meio de uma nevasca, de homens armados. Acontece que os dois acabam esquecendo as suas diferenças e a raiva que sentiam um do outro e - tchã-nã - eles se apaixonam.
Achei o livro legal, de leitura rápida (apesar das 400 páginas) e de simples entendimento. Tem sua veia cômica, a ação na medida certa, e o romance típicos da Meg. Surpreende por ter mais suspense, que é meio incomum para os livros da autora.
Acho que Meg Cabot tem um talento muito grande de dar vida aos seus personagens como poucos autores conseguem fazer. Mesmo que falte um pouco na história, estes caracteres parecem tão reais que tudo faz sentido. Achei o livro um pouquinho pesado em algumas partes, então não recomendável para menores de 15 aninhos.
Mas no geral, vale a leitura.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dez Ajustada

de Maria Beaumont (Editora Bertrand Brasil)


Conta a história de Charlie, uma garota de origem grega que mora em Londres e trabalha numa academia de ginástica. Sua vida é meio complicada com seu ex que manda torpedos pornograficos, sua irmã que é uma peste, seu melhor amigo gay, sua chefe vesga e por aí vai. Ela é promovida e as coisas mudam nem todos parecem gostar tanto assim dela. Exceto um cara com quem quem sai ocasionalmente. "Sair" neste caso significando outra coisa. Pois é, esta capa com motivos infantis é bem enganadora, porque na verdade o livro é bem pesadinho. A autora escreve de um jeito descontraído, só incomoda um pouco nas partes do sotaque grego do pai da personagem, que a autora escreve como ele fala e demora um pouquinho até compreender bem.
Sei lá, é do tipo de livro que se lê quando se quer ler algo, mas não se sabe bem o quê, e nem se exige uma grande qualidade, mas deu pra dar umas risadinhas de vez em quando. Mas a propaganda é enganosa.
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