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quarta-feira, 24 de abril de 2019

A Guerra dos Tronos agora em audiobook

Em A Guerra dos Tronos, primeiro livro da aclamada série As Crônicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin cria uma obra de arte, trazendo o melhor que o gênero pode oferecer. Mistério, intriga, romance e aventura se alternam nas páginas deste livro, que deu origem à adaptação de sucesso da HBO, Game of Thrones. E para celebrar a chegada da última temporada da série de TV, temos um lançamento especial: A Guerra dos Tronos em audiobook!



Produzido pela Tocalivros, o audiobook conta com um time de dois narradores e 28 atores que dão voz aos personagens marcantes criados por George R. R. Martin. Com este novo formato, os leitores terão a oportunidade de mergulhar nessa história e explorar os Sete Reinos de um jeito diferente.
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quinta-feira, 7 de março de 2019

O Velho Código e o Inimigo Invencível


A descrição do cenário onde se desenrola a tessitura narrativa de O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman, não poderia ser mais autêntica. Estima-se que a Grande Peste Negra – assim ficou conhecida a pandemia que assolou a Europa entre os anos de 1348 e 1352 – ceifou a vida de 32 milhões de pessoas. Diante desse contexto apocalíptico, recém regresso das cruzadas, Antonius Block (Max Von Sydow) começa a questionar a religião e racionalizar sobre a vida e a morte.

Nesse fiorde de absoluto medo e terror a Dona Morte se apresenta, não só como a certeza mais absoluta como também um personagem que interagia com os demais. 

A exterioridade das indagações do cavaleiro diante da peste produziu uma das mais memoráveis cenas do cinema mundial. Block se encontra com a Morte e ela está pronta para leva-lo. Ele diz que sua alma está preparada, mas que sente medo. De maneira a fugir de sua sina, o cavaleiro propõe uma partida de xadrez. Caso ganhe, a morte o poupará, caso perca, será levado por ela.

De pronto a morte aceita o desafio.

Inspirado nessa ideia e sintonizado nesse ideal, o escritor paulista M. R. Terci utilizou a referência a esse icônico desafio para idealizar a capa do livro Imperiais de Gran Abuelo, publicado pela Editora Pandorga.

Muito embora seu romance não se passe na idade média, há entre essas obras um tópico em comum. Tanto o filme de Bergman como o livro de Terci retratam e questionam o alto grau de superstição de seus cenários. Em O Sétimo Selo, uma mulher, acusada de manter entendimento com o oculto, é procurada pelo cavalheiro para saber se o diabo tem as respostas para os questionamentos que a igreja não soube dirimir, numa clara referência à árvore do fruto proibido, do conhecimento e da ciência. Em Imperiais, finda a Guerra do Paraguai, no tabuleiro da guerra bacteriológica, o narrador refuta a superstição e os terrores desencadeados pela suposta bruxaria do inimigo, corroborando o fato de que a ciência, àquela altura, já havia revelado verdades extraordinárias acerca do mundo natural.

Após a 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, palco onde os Imperiais de Gran Abuelo sagraram-se sucesso de público e vendas, o livro ainda foi indicado ao Prêmio Cubo de Ouro, na categoria Melhor Literatura Geek 2018 e este ano estará concorrendo à quatro dos principais prêmios da literatura nacional, entre esses, o Prêmio Jabuti organizado pela Câmara Brasileira do Livro.

Mesmo diante da realidade de que o mercado editorial e livreiro do Brasil ainda respira por aparelhos após atravessar uma das maiores crises de sua história, pudemos nos certificar de que ainda existe um traço heroico e medievalesco no ato de lutar contra o inimigo invencível e as regras do combate ainda são as mesmas estampadas no velho código da cavalaria. Na sempre contemporânea peleja do xadrez, mesmo diante do inimigo invencível, saldo positivo para o escore de Imperiais de Gran Abuelo.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Salvar o mundo ou vê-lo destruído?

Paulista natural de Botucatu, Raphael Miguel já conta com um repertório de 26 trabalhos publicados. Entre coletâneas, contos, poemas, antologias, e histórias próprias, o autor possui uma paixão por fantasia e com o sobrenatural, as quais transparecem em suas obras e escrita talentosa.

Um projeto inovador e uma parceria entre autores sedentos por uma fantasia super-heróica nacional de qualidade, foram os inícios da obra Os Supremos. Coordenado por Raphael, o título também contou com a participação de outros três nomes de destaque na literatura nacional contemporânea: Jadna Alana, Renata Maggessi e Jefferson Andrade escreveram cada um suas histórias, que comporiam a obra final. Aslam, Alexia, Abel, Átila e Ágata, personagens que num primeiro momento seriam cidadãos quaisquer, mas que descobrem uma segunda identidade quando seus poderes emergem.

Apresentando uma visão de como seria ter super-heróis brasileiros, cada um com sua particularidade e inseridos em realidades tipicamente nacionais, Os
Supremos excita o leitor com sua fantasia e ação. “Queria ver os personagens brasileiros protagonizando livros. Ver os nossos astros e estrelas nacionais trazendo criações originais e poderosas à vida seria o máximo. Ansiava por isso, sonhava com isso e sabia que era possível”, confirma Raphael.

E não é só com histórias de heróis que o autor demonstra talento. Na fantasia distópica de Planeta Brutal, o escritor desenvolve o drama de uma mãe protegendo o filho das adversidades de um deserto, um dos meio ambientes mais drásticos do nosso planeta. É, acima de tudo, um alerta para o possível futuro que assolaria a Terra. Um desastre ambiental devido ao aquecimento global, extinção de espécies chave e um estouro da população mundial, acarretaram na morte de milhares e em uma mudança radical na vida dos poucos sobreviventes. Uma realidade como o próprio autor explicita no título: brutal.

Essa vida dedicada à fantasia, mas com muito pé no chão para saber sobre o que está faltando no mercado literário e consciência para identificar o que está acontecendo com nosso planeta. Assim, com a cabeça cheia de ideias, que Raphael Miguel conquista seus leitores e ganha um espaço relevante entre os talentosos autores nacionais contemporâneos.
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Magia, conspiração e a busca pela verdade

Escritora, cantora e booktuber, a paraibana Jadna Alana encanta com sua escrita recheada de detalhes e sentimento. Em seus lançamentos A Princesa de Ônix e O retorno do príncipe, pertencentes à série duológica “Os sete reinos de Olivarum”, a jovem autora exprime a vontade de mudança em uma sociedade que mascarou as verdadeiras intenções para o povo.

No primeiro livro A Princesa de Ônix, o leitor acompanha a história de Amie Bell, uma princesa do reino de Ônix que, em seu aniversário de 18 anos, precisa impressionar a sociedade mágica. De uma tradicional família de bruxos, Amie só possui conhecimentos que foram ensinados pela escola do reino, e pouco explorou o mundo fora dos muros do castelo. Entretanto, seu feitiço para cativar a nobreza dá errado e ela é teletransportada para um reino distante. No caminho de volta para casa, a personagem se encontra com um grupo de rebeldes, que se opõem à realidade da sociedade e dos valores que dividiram os sete reinos do Mundo de Olivarum.

Agora, Amie viaja junto do Clã do Pacto, e precisa decidir-se entre retornar à vida de princesa, obsoleta à verdade e violências que ocorre no reinado, ou se juntar ao grupo e iniciar uma revolução pela liberdade, igualdade e amor, unificando toda uma nação.

Já na continuação O retorno do Príncipe, a narrativa se transforma. Lutando pelo lado dos rebeldes, a princesa Amie terá que controlar o seu desejo de vingança da nação que lhe tirou uma das pessoas que mais amava. Suas ações terão um desdobramento que modificará a realidade de muitos, e que se tornará uma verdadeira jornada de descobrimento e revolução.

Em muitos aspectos, Jadna encanta com um mundo de magia e fantasia, totalmente desconexo da realidade. Mas, suas percepções quanto à razão, liberdade e humanidade continuam. Quem poderia pensar, que fadas, sereias, vampiros, lobisomens e feiticeiros poderiam inspirar nos jovens leitores a vontade de lutar por seus direitos? Jadna Alana, com certeza, foi uma delas.
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sábado, 14 de julho de 2018

Bruno Ledur lança o livro 'Presas e Garras'


O autor santa-cruzense Bruno Ledur lança o livro 'Presas e Garras'. A obra de estreia do autor é o primeiro volume da série Crônicas Sobrenaturais e foi lançado pela Gramatti Produções Literárias. 

O jovem autor criou uma obra envolvente, bem elaborada e cheia de detalhes sobre o Mundo Sobrenatural. Povoam o volume que está sendo lançado seres de diversas naturezas, como a demoníaca, a mágica, a selvagem, entre outras, e a promessa é de muitas surpresas e reviravoltas durante a leitura. Mais informações sobre o lançamento do livro podem ser obtidas através do evento oficial no Facebook ou com a Gramatti Produções Literárias pelo e-mail contato@gramatti.com. 

Sinopse

Criado por Ulric Lombargine no final de 1697, o Condado pretende manter a paz mútua entre seres humanos e sobrenaturais. A Caça às Bruxas exterminou muitos inocentes, fazendo com que bruxos e feiticeiros, sob a supervisão dos Membros-Chefes do Condado, lançassem o Feitiço-Camuflagem em larga escala na Terra: os seres sobrenaturais se tornariam invisíveis aos olhos humanos. Mas isso não bastou. Rebeliões aconteceram e A Causa foi criada como forma de protesto contra a Lei de Paz Mútua. O Condado revidou com os Espectrais. A guerra estava declarada.

E agora, mais de 300 anos depois, um adolescente chamado Andrew Hasegawa é diagnosticado com uma doença desconhecida. Embora tente viver uma vida normal com seus amigos, Andrew não demora a descobrir que existe algo de muito estranho acontecendo. Talvez suas alucinações não sejam simples alucinações. Talvez todos eles corram perigo. Mas Andrew não é uma pessoa confiável.
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

200 anos de Frankenstein: conheça 10 curiosidades sobre o clássico


Em 2018, a clássica obra de Mary Shelley, Frankenstein, completa 200 anos. Publicada originalmente em 1818, quando a autora tinha apenas 20 anos, revolucionou o gênero literário dos contos de terror. A obra mistura elementos de terror e ficção cientifica e rapidamente tornou-se um grande clássico da literatura gótica.

Para comemorar os 200 anos do monstrinho, o selo Via Leitura, da Edipro, traz uma nova edição da obra, que é considerada uma das maiores e mais fascinantes histórias de horror de todos os tempos.

Confira 10 curiosidades que poucas pessoas conhecem sobre o conto:

1. Frankenstein surgiu de uma aposta?
Em 1816, Mary Shelley, John Polidori, Percy Shelley e Lord Byron (os dois últimos considerados uns dos maiores poetas da língua inglesa), fizeram uma aposta entre amigos de quem conseguiria escrever a melhor história de horror de todos os tempos. Nesta ocasião, Mary escreveu o clássico Frankenstein, o que a tornaria “a mãe da ficção cientifica”.

2. Quem escreveu Frankenstein mesmo?
Apesar de hoje em dia todos conhecerem Mary Shelley como a criadora do famoso monstrinho, nem sempre foi assim. Isso porque a primeira publicação da obra foi lançada de forma anônima. Os motivos para Mary ter feito isso ainda são discutidos. Alguns defendem que a autora preferiu o anonimato por temer críticas enviesadas por ser uma jovem mulher. Outros acreditam que foi devido a fama de seus pais. Mary é filha do filósofo William Godwin e da feminista Mary Wollstonecraft.

3. O monstro não chama Frankenstein? Como assim?
Frankenstein na realidade é o nome do cientista que criou o monstro, o Dr. Victor Frankenstein. Na história original o monstro não tem nome, sendo chamado de “O monstro”, “A criatura”, ou “Aquilo”.

4. Frankenstein e a bioética.
Na história, o monstro é concebido de forma desumana, movido unicamente pela ambição do cientista. A criatura não recebe sequer um nome e é altamente desprezada pela sociedade. Inclusive, esse é um dos temas no qual Frankenstein é debatido até hoje: o da bioética. Esse ano, o The Royal Institution (fundado em Londres em 1799) irá organizar um congresso devido os 200 anos de Frankenstein, para discutir, entre outros temas, a bioética e a biotecnologia.

5. A obra de Marry Shelley e a transfusão de sangue.
No ano de 1818, foi realizada a primeira transfusão de sangue com sucesso. Mesmo assim o processo, por décadas, foi considerado como um procedimento bastante arriscado. O desenvolvimento de novas técnicas e descobertas cientificas da medicina sempre geraram muitos debates. E na obra, Mary traz ao público algumas dessas discussões que estavam surgindo na época.

6. Frankenfoods?
A obra de Mary Shelley inspirou não somente grandes nomes da cultura, mas também ultrapassou barreiras e chegou ao ramo alimentício. Frankenfood, ou comida Frankenstein, é o termo derivado em inglês para alimentos geneticamente modificados, que são mais conhecidos como transgênicos. O nome Frankenfood é usado normalmente por críticos dessa descoberta, como Paul MacCartney em sua campanha “Say no to GMO” (diga não para o Organismo Geneticamente Modificado).

7. O Frankenstein não é verde.
Na obra original de Mary Shelley, o monstro não é da cor verde, como estamos habituados a ver nas inúmeras adaptações cinematográficas do livro, mas sim a criatura é descrita com um tom de pele “amarelo pálido”, uma cor cadavéria. Assim como é visto na versão interpretado por David Prowse, de 1970, e Penny Dreadful, exibida no Brasil pela HBO e tem a versão também disponível no Netflix.

8. Frankenstein realmente existe?
Sim, Frankenstein realmente existe, e não, não é da maneira que as pessoas pensam. Na verdade, Frankenstein é o nome de um castelo que fica localizado na região de Darmstand, na Alemanha. Inclusive, o local foi visitado por Mary Shelly na época, e o nome foi usado de inspiração para sua obra.
A melhor parte disso é que o castelo ainda existe, bom pelo menos em parte. A edificação hoje encontra-se em ruínas, porém ainda existem algumas torres de pé e partes do castelo ainda podem ser visitadas. O local possui um pátio enorme, uma pequena lanchonete e uma área para piquenique com mesinhas.

9. Assistente Igor
O assistente Igor, que nas adaptações cinematográficas é criado para dialogar com o Dr. Victor, e também serve, em alguns momentos, como alívio cômico na história, de nada tem a ver com o personagem da literatura. Na obra, o assistente é descrito como recluso e que cada vez mais passa a se distanciar da sociedade.

10. O que a aposta rendeu no final?
Já citamos que a motivação para Mary Shelley começar a produzir esta obra de terror foi uma aposta feita entre amigos. Porém, alguns fatos interessantes podem ser contextualizados. Na aposta, além de Mary, também participa o escritor Percy Shelley. O sobrenome do autor não é mera semelhança, pois Mary e ele se casaram alguns anos depois.
Além do Frankenstein, a aposta também rendeu o início de outro gênero de terror literário que é aclamado até hoje, o dos vampiros. Já que John Polidor escreveu The Vampyre, que seria a primeira obra literária sobre o tema.
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sábado, 24 de março de 2018

Editora Myhtos lança edição de luxo em capa dura da HQ Elfos

Uma das HQs mais vendidas da Europa, o selo Gold Edition da Mythos Editora lança com orgulho no Brasil a mais recente obra-prima do gênero Fantasia Medieval: ELFOS. Escrita e desenhada por grandes nomes do quadrinho europeu, ELFOS figura entre os quadrinhos mais vendidos da França.

Uma das criaturas mais conhecidas da literatura fantástica, a editora francesa Soleil incumbiu o escritor e editor Jean-Luc Istin de coordenar cinco equipes de roteiristas e desenhistas para dar vida à grandiosa epopeia de Elfos.

Aos poucos uma grande história vai sendo construída, unindo os contos isolados em uma saga de proporções épicas! Esta nova edição da Mythos Gold Edition traz as duas primeiras histórias completas dos elfos da Terra de Arran!

História
Elfos conta as aventuras de importantes figuras dos cinco povos élficos (azuis, silvestres, brancos, negros e meio-elfos) num mundo compartilhado, cada uma delas elaborada por equipes criativas diferentes. Este primeiro volume pelo selo Gold Edition reúne duas histórias completas da saga: O Cristal dos Elfos Azuis, em que a elfa Lanawyn e seu amigo humano Turin investigam o misterioso massacre de uma vila élfica, enquanto a jovem Vaalann passa por um perigoso teste para portar o Cristal Sagrado, artefato de incrível poder.

Em meio a tudo isso, humanos de Yrlan e os elfos das águas estão à beira de uma guerra. A Honra dos Elfos Silvestres fala de um antigo pacto quebrado entre os elfos da floresta e os humanos, e sobre Llali, filha do rei de Eysine, que arrisca a vida para refazer esse acordo frente à ameaça dos orcs. Com a ajuda do elfo Yfass, ela descobre em si um poder capaz de salvar seu reino. Mas poderá essa dupla reatar o laço entre as raças a tempo de impedir uma tragédia? 

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Obra juvenil Guerra das raças promete cativar o leitor até a última página

Para quem adora uma boa história de aventura e fantasia, o livro de Daniel Jahchan é a indicação perfeita. Em um mundo cheio de criaturas míticas e muitos perigos, Guerra das raças traz uma história aventuresca que conquista o leitor do começo ao fim. Com uma escrita bem elaborada e instigante, o autor consegue fisgar quem lê com sua narrativa fascinante.

Na trama, séculos se passaram desde a queda dos donmen. Com eles, a Ordem Igualitária das Raças foi destruída. Durante seis séculos, humanos, elfos, orcs e anões são apenas soldados mergulhados na maior guerra da história. Todos peões no conflito entre os angeli e daemon pelo poder.

Daemon são criaturas horríveis. Em alguns casos, é difícil até de entender o que dizem. Eles não têm uma forma definida, podem se parecer com anões, humanos e até mesmo com animais. Dizem que os daemon vieram do próprio inferno. Assim como esses seres caídos, os mais poderosos Angeli tinham habilidades sobrenaturais, como telecinese e telepatia. Sabem falar diversas línguas e tem a mesma sede por sangue que os daemon. Só que eram mais espertos, pois, antes de matar sempre torturavam o inimigo para obter dele alguma informação.

Na guerra, a única coisa que importa é o lado pelo qual se luta. Um casal de irmãos, aos poucos, vai descobrindo a verdade sobre sua origem quando são guiados por um ser mágico, que todos acreditavam estar extinto. Será que eles serão capazes de unir as raças novamente para contra-atacar aqueles que os oprimiram durante séculos?

Com uma uma premissa atraente e personagens cativantes, Guerra das Raças – A caça aos desertores garante uma ótima leitura.
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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Fenômeno da literatura de fantasia argentina chega às livrarias brasileiras


Chega ao Brasil o primeiro volume da pentalogia Bruxas, série best-seller da Argentina. Escrito pela “rainha do gênero de fantasia”, segundo o jornal Clarín, Tiffany Calligaris virou uma febre entre os jovens do país. Influenciada pela autora J.K Rowlling, a escritora fez uma pesquisa de campo em Salém para criar o enredo que envolve bruxas e outros seres míticos.

O livro conta a história de Madison Ashford, estudante de design em Boston, que leva uma vida sossegada até o aparecimento de um novo aluno da faculdade, Michael Darmoon. O jovem e suas duas primas, também recém-chegadas à cidade, parecem ser envoltos em uma aura misteriosa. 

Na presença de Michael e suas exóticas primas, nascidos em Salem, situações bizarras começam a ocorrer no campus e Madison vira alvo de alguns desses acontecimentos: lâmpadas estouram quando ela e o garoto se esbarram nos corredores, sonhos enigmáticos passam a ocumpar as noites da jovem e um gato preto surge nos momentos mais inesperados. 

Como tais acontecimentos bizarros conectam todos os personagens? Como os episódios acontecidos em Salém, palco principal do julgamento das bruxas em 1692, podem reverberar na atualidade? Essas só algumas das questões que Madison precisa desvendar no primeiro livro da pentalogia Bruxas.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

'A morte não é o bastante' é terceiro livro da série Hollows, de Kim Harrison


O mundo de fantasia da série Hollows – cheio de ação, humor e luxúria – está de volta com o lançamento no Brasil de “A morte não é o bastante” (Pavana), terceiro título da saga de Kim Harrison. A autora americana, best-seller do New York Times, já possui notável reputação nos Estados Unidos, contando com uma imensidão de fãs de suas obras, e vem alcançando um espaço cada vez maior em terras brasileiras. 

Em “A morte não é o bastante”, voltamos a adentrar num universo em que feiticeiros, vampiros, lobisomens e outras criaturas da noite convivem abertamente com humanos, enquanto acompanhamos a jornada da protagonista Rachel Morgan, uma bruxa que enfrenta os mais variados perigos em seu trabalho como caça-recompensas – e também em sua vida pessoal.

Desta vez, Rachel precisa controlar a guerra que está prestes a eclodir no submundo de Cincinnati. Depois que o antigo chefão do crime foi colocado atrás das grades, com a ajuda da caçadora de recompensas, o cruel Saladan chega à cidade para tentar tomar o lugar dele, colocando nas ruas uma versão mortal da droga Enxofre. E, para além da ameaça de Saladam, a nossa bruxa preferida também precisará salvar a sua pele do poderoso demônio Algaliarept, com quem ela fez um acordo que pode lhe custar uma eternidade de dor e tormento. Agora, o demônio está de volta para coletar sua dívida, determinado a levar Rachel consigo.

Para se livrar desse destino, a jovem feiticeira terá de repensar seus conceitos sobre o bem e o mal, encarando situações em que nunca imaginaria estar. Além de seus aliados Ivy e Jenks, ela ganha a companhia do lobisomem David, que parece sempre estar por perto, e da elfa Ceri, que escapou do demônio depois um milênio sob seu domínio – e cujo poder e conhecimento parecem ser maiores do que se mostram.

Em meio à ação e ao perigo, Rachel descobre coisas sobre seu passado que desafiarão tudo o que julgava saber a respeito de si mesma. Sua vida amorosa também está um turbilhão de emoções – quando a relação com Nick toma um rumo inesperado, dar uma chance a Kisten começa a se tornar cada vez mais uma possibilidade real. Com muita emoção e momentos imprevisíveis, A morte não é o bastante vai deixar os leitores grudados em cada página.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rubra, a Guerreira Carmesim: destinada a libertar seu povo da escravidão


Em Rubra, a Guerreira Carmesim, a cantora e ilustradora Gaby Firmo de Freitas estreia na literatura com uma história fantástica, resultado de um concurso cultural promovido pela editora Pandorga.

No livro, Gaby apresenta ao leitor o mundo de Akkikana, uma terra permeada por deuses, dragões e outros seres sobrenaturais – como os selvagens. Assim são chamados os seres de orelhas pontudas e olhos animalescos que conseguem se transformar em temíveis bestas, motivo pelo qual foram escravizados pelos humanos em guerras passadas.

Neste cenário desolador, a cidade de Duine ergue-se poderosamente, alastrando seu domínio por todo o continente de Akkikana e enriquecendo-se através do mercado escravista. Uma jovem selvagem de cabelos cor-de-fogo, porém, consegue fugir desse terrível destino graças à ajuda do mago Nappises, que a mantém escondida desde que fora descoberta, sem memórias de seu passado, dentro de uma misteriosa gema incandescente.

Depois de passar por um episódio que revela poderes que Rubra nunca imaginaria possuir, ela descobre a realidade de seu mundo e da escravidão, sendo levada como prisioneira do Forte Vojni. É lá que Rubra aprenderá a domar seus poderes e se tornará a Guerreira Carmesim, destinada a libertar seu povo da supremacia de Duine. No extremo sul do continente, Karesh, um pequeno povoado de meia-orelhas – raça mestiça entre humanos e selvagens – se mantém resistente ao impiedoso império.

“— Nós acreditamos que a magia veio do mundo dos deuses, Rubra — aclarou a cavaleira negra enquanto apanhava sua espada. — A lenda diz que eles a depositaram sobre nós quando formaram este planeta. O vínculo entre os dois mundos faz com que ela flua através de nossos corpos como uma energia vivente. Aparentemente, mais nos animais e dragões. Pois quando houve dúvida na existência de Sappiens, a maior parte dos homens perdeu a conexão. Talvez, por isso, sejamos tão odiados. Nossos deuses estão vivos e presentes na história deste mundo enquanto Sappiens é o coração e a força da crença humana.
— Então somos odiados porque temos a magia? — questionou a garota.
— Temos um poder que eles devem fazer esforço para ter, enquanto nascemos com ele.”

Apesar de iniciante, Gaby mostra em Rubra, a Guerreira Carmesim uma escrita supercriativa e envolvente, além de uma narrativa rica em detalhes, que fala – no fundo – sobre igualdade e libertação.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A Guerra dos Fae conduz o leitor a um fantástico mundo com seres sobrenaturais

Sucesso entre jovens e adolescentes, A Guerra dos Fae é uma série publicada pela Geração Editorial no Brasil. A sequência consagrou o trabalho da norte-americana Elle Casey, hoje considerada um grande talento da literatura fantástica e uma das autoras independentes mais bem-sucedidas.
A saga conta a história de Jayne Sparks, uma adolescente rebelde e desbocada que inicia sua aventura com o livro As Crianças Trocadas.  Depois de ser assediada pelo padrasto, ela foge para Miami com o melhor amigo e os dois acabam sendo sequestrados por uma misteriosa organização que os coloca em competição numa floresta sinistra repleta de gnomos, magos, lobisomens, elfos, íncubos, bruxas, e outros seres sobrenaturais.
Na floresta, Jayne descobre que possui uma série de dons que serão muito úteis quando ela se encontrar em um mundo paralelo, o mundo dos Fae, no qual terá que se adaptar à novas regras, nem sempre claras ou bem-intencionadas.
No segundo volume, Chamado às Armas, as crianças trocadas passam por uma intensa transformação sobre-humana, que os prepara para iniciar a guerra entre os Fae da Luz e os Fae das Trevas. Novos personagens também acrescentam elementos mais ágeis, imprevisíveis e vigorosos à narrativa, que tem mais suspense e muito mais romance.
A história atinge seu ápice no terceiro volume, Luz e Trevas, que finalmente revela os motivos por trás da guerra entre os Faes da Luz e os das Trevas. A heroina Jayne, mesmo traída por um aliado, permanece destemida, e, às vezes, inconveniente, ao mesmo tempo em que deve aprender a lidar com os novos aspectos de seus poderes, que poderão ser usados contra a sua vontade para fins obscuros e ilícitos.
A Nova Ordem Mundial, o quarto volume da saga, mostra Jayne dividida entre dois personagens. Outra encruzadilha atrapalha o caminho da protagonista: a batalha que decidirá a formação da nova ordem exigida pelo mundo sempre em guerra entre os Fae da Luz e os da Escuridão. As decisões que Jayne tomará exigirão que ela amadureça e se mostre à altura de desafios bem menos adolescentes.
Não é apenas a magia e os seres fantásticos que fazem da saga uma aventura inesquecível, mas também a história sensacional e os personagens fortes, plausíveis, cheios defeitos e qualidades e fáceis de identificar. Criada com maestria, A Guerra dos Fae é uma leitura envolvente e deliciosa, que puxa o leitor para dentro da história e não o deixa sair dela enquanto não chegar ao fim.
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Em briga de irmãos, elfos e lobos não se intrometem


A história do jovem Johnny Bleas segue encantando os leitores no segundo livro da trilogia. Após o sucesso do primeiro volume, a continuação da obra intitulada Johnny Bleas – O Núcleo da Montanha, do autor João Gabriel Brene, traz as novas aventuras no mundo fantástico de Asterium.

No livro, Johnny continua sua missão pela ilha de Lunarium. Com a ajuda de antigos e novos aliados, o herói tenta impedir seu irmão gêmeo, Kourem – que está movido pelo desejo por poder – de encontrar os três fragmentos do coração de Asterium.

“Para o bem de nossa dimensão, a pedra conhecida como ‘coração de Asterium’ não mais ficará em posse da monarquia. A pedra de poder será dividida em três fragmentos, que permanecerão escondidos e protegidos em três pontos de Asterium. A pedra jamais deverá ser reunida novamente, pois seu poder é demasiado grande para estar sob controle de uma só pessoa ou reino.”
Em uma jornada até o núcleo da montanha, Johnny irá enfrentar duelos marcantes e surpreendentes. Repleto de personagens místicos, como elfos e duendes, Johnny Bleas – O Núcleo da Montanha, é o livro que vai agradar qualquer tipo de leitor, desde os mais jovens até os mais adultos. Marcada por adversidades e muita emoção, a narrativa criada por João promete inovar ainda mais o gênero fantasia na literatura brasileira.
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Livros de literatura fantástica ganham espaço na CCXP 2016

A primeira participação da SESI-SP Editora na Comic Con Experience 2016, que acontece de 1 a 4 de dezembro em São Paulo, acaba de ganhar dois reforços de peso. Serão lançados no evento os títulos “O Manto Escarlate”, de Flávia Muniz, e “Alek Ciaran e os guardiões da escuridão”, de Shirley Souza, que abrem espaço para o gênero realidade fantástica. Os dois novos títulos servem de cenário para uma experiência imersiva que acontecerá dentro do estande da editora na feira, no evento: com o uso de um óculos de realidade virtual, o visitante entrará nos universos fantásticos das duas histórias.

A primeira delas, “O Manto Escarlate” tem tudo para conquistar os amantes de tramas que envolvem bruxas, com uma combinação explosiva de romance, intrigas, traição e vingança. A autora, que é pedagoga e já escreveu mais de sessenta obras para crianças e jovens, convida o leitor a desvendar os mistérios ocultos em uma aldeia medieval, no primeiro livro da coleção Nova Velha História. “Acabei de completar 30 anos de trabalho com o imaginário. Sou fã do universo de ficção, horror e fantasia. A motivação para fazer este livro nasceu de muitas perguntas feitas quando lancei o conto original”, comenta a autora Flávia Muniz.

Já “Alek Ciaran e os guardiões da escuridão” traz um jogo intrigante de sonhos e realidade, onde o
personagem título precisa enfrentar duas forças poderosas do mundo antigo. Entre a luz e a escuridão, ele deverá mudar o balanço do poder e descobrirá que existe uma terceira força prestes a entrar em ação. “Tenho uma ligação especial com o mundo dos sonhos. Muitas das minhas histórias nasceram lá. Este trabalho chama o leitor para acreditar no fantástico e a enxergar o mundo de forma mais complexa, onde o bem e o mal coexistem, de um jeito profundamente mesclado”, explica a escritora Shirley Souza.

A literatura fantástica está em alta e tem impactado as vendas de livros entrando quase sempre nas listas dos mais vendidos. Não só pelas histórias mais icônicas, como a obra de J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis ou aventuras mais recentes como Harry Potter, Jogos Vorazes, e Guerra dos Tronos, que transportam seus leitores, espectadores e fãs para experiências incríveis, mas por trazer na essência uma liberdade de criação sem limites de espaço e de tempo, onde conceitos e personagens do cotidiano podem, facilmente, ganhar o background de outras épocas e de seres míticos. Universos que atraem e prendem pela criatividade e pelo extraordinário.

Os títulos que serão lançados nesta vertente chegam para somar ao catálogo da SESI-SP Editora, que também levará para a CCXP todo seu selo de HQs, como a série cultSpirou e Fantasio e novas séries europeias como Gus e Valentine, e os diversos álbuns fruto da parceria com a Quanta Estúdio, além das tiras de humor de quadrinistas renomados como Gilmar, Orlandeli e Ruis, que junto com Tainan Rocha, Marcelo Campos e Ronaldo Barata estarão no estande desenhando e autografando.

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Nas profundezas da ficção fantástica

Intrigar o leitor com mistério e suspense. Essa é a intenção do escritor Anderson Fonseca com o seu novo livro “Sr. Bergier & Outras Histórias”. Com enredos originais, Fonseca traz para literatura um material que aborda o impacto dos limites da ciência, da política e da religião na sociedade pós-moderna.

A obra reúne nove contos com narrativas de histórias que misturam ficção e fantasia. A primeira fala de um cientista que consegue de maneira extraordinária retirar a sua própria imagem do espelho e materializá-la na frente de uma multidão de estudiosos. Porém, isso acarreta problemas para ele próprio.

O conto “The New York Times” fala sobre como uma mentira pode gerar caos no mundo todo. A história é sobre um ataque hacker no mais importante jornal financeiro do planeta. Alguns recebem o exemplar com as informações corretas. Porém, outra parte recebe com as matérias jornalísticas erradas. Todas as empresas e instituições financeiras sofrem um grande abalo. Mas como saber quem está certo ou errado? Em qual versão do jornal pode-se confiar?

O livro ainda inclui histórias intrigantes de terror e mistério com doses de Hitchcock. Segundo o autor, seus livros pretendem levar ao leitor a angústia de existir em um mundo confuso cheio de aflição e medo. “Quero que as pessoas reflitam e questionem mais sobre tudo aquilo que nos rodeia”.

Segundo a escritora Marcia Barbieri, o livro faz uso da ideia do duplo, recurso muito utilizado pela literatura desde o início dos tempos. Para ela, o leitor tem a sensação de duvidar da própria indivisibilidade. Barbieri destaca ainda a utilização da ideia de duplicação e de multiplicação que aparecem tanto nos contos “Sr. Bergier” e "A máquina" como no conto “O sonho”.

"Esses detalhes mostram a ânsia do homem pela imortalidade, uma tentativa de não ser facilmente extinguível. Tema, aliás, muito aproveitado na literatura e no cinema, por ser uma fonte inesgotável", relata Barbieri. 


Sobre o autor  
Anderson Fonseca é escritor de ficção científica e fantasia. Autor dos livros "Notas de Pensamentos Incomuns" (contos, 2011), que se encontra em 20 bibliotecas norte-americanas. Produziu também "O que eu disse ao General" (2014), considerado pelo crítico Marcos Pasche para a revista Literatsi, um dos melhores de 2014. A obra ainda foi interpretada pelo diretor Antonio Abujamra no Programa Provocações em 2015.

É editor da revista Flaubert, organizador da antologia "Veredas - Panorama do Conto Contemporâneo Brasileiro" (2013), e participou do projeto "Estações", organizado pelo escritor e crítico, Sérgio Tavares, para o Jornal Opção, com o conto "Verão", escrito em parceria com o escritor Mariel Reis.

Também presente na antologia Cobain, que reúne 25 contos em homenagem a banda Nirvana, em comemoração aos 25 anos do álbum Nevermind. Atualmente trabalha em uma novela adulto-juvenil de ficção científica quando não está brincando com sua filha, Ana.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Galera Record lança A Caçadora de Bruxos de Virginia Boecker


Na Ânglia do século XVI, a prática da magia é ilegal e infratores são queimados nas fogueiras. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei: ela localiza e captura Reformistas, rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria para que sejam julgados e executados, conforme manda a lei. 

Até que, inexplicavelmente, ela é incriminada e acaba presa sob a acusação de praticar a arte que se dedicou a erradicar. A salvação, no entanto, acaba vindo na forma de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia. 

À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a uma contenda política de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir de qual lado está sua lealdade, afinal de contas?

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Livro dos Mortos Vivos

de Priscila Gorzoni (Editora Discovery)

O livro apresenta a origem de alguns mitos e histórias populares envolvendo vários tipos de mortos vivos como vampiros e zumbis. Como referência, a autora que é brasileira usa narrativas de literatura fantástica, assim como casos registrados na história e folclore de vários países.

Cada tipo de criatura ganha capítulos específicos, contando a origem, principais aparições desta criatura, incluindo lista de filmes e livros que você pode conferir, por exemplo, para quem gosta de vampiros. Entram na roda criaturas como fantasmas, o Frankenstein de Mary Shelly, Ghouls, lendas urbanas, além de uma infinidade de outros seres misteriosos e sobrenaturais que povoam histórias reais e inventadas.


Ganhei este livro de uma amiga, que imaginou que pelo tema o livro seria uma ótima leitura e bom para futuras referências, e também, porque adoro histórias sobrenaturais. No entanto, no fim a leitura não foi muito do que eu esperava. 

A autora infelizmente dá muitas voltas e enrola para contar as coisas mais simples, e acaba se repetindo demais, contando os mesmos fatos repetidas vezes, cansando o leitor com o que deveria ser uma leitura divertida e rápida. 

Também acho que a organização ficou confusa, misturando fatos da ficção com datas históricas, não deixando bem claro quais fatos são verídicos, e quais são inventadas e parte do imaginário através da ficção.

Quanto á edição do livro, que tem 80 páginas, a editoração é linda, com bordas detalhadas, fontes diferentes e muitas ilustrações, que complementam o texto. O livro porém tem um grave problema de revisão, com muitos erros de digitação e até mesmo de concordância, coisa que não costuma me incomodar, mas estava demais. 



No geral é um livro que tem informação variada e pode ser interessante para quem se interesse pelo assunto e estiver disposto a ignorar algumas coisinhas. Ele tem valor de capa de R$19,90, particularmente acho um valor alto por um livro que não entrega conteúdo à altura.  
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quarta-feira, 15 de junho de 2016

The Kiss of Deception: Crônicas de Amor e Ódio

Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante – o lugar perfeito para recomeçar – ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.


O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

The Kiss of Deception foi escolhido pelo comitê da Young Adult Library Services Association (yalsa) como umas das melhores ficções ya de 2015 e escolhido uma das principais fantasias de 2014 pelos leitores no Goodreads. Esta viagem extraordinária, repleta de ação, romance e mistério cheg a ao Brasil em março de 2016 pela Darkside® Books para integrar a Coleção DarkLove. 

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

O Oceano no Fim do Caminho

de Neil Gaiman (Editora Intrínseca)

Um homem de meia idade volta para casa para um funeral. E após muitos anos ele se recorda de fatos sobrenaturais que vivenciou na infância e estranhamente esqueceu. Este é o início de O Oceano no Fim do Caminho, de Neil Gaiman (Editora Intrínseca, 208 páginas). No livro, em flashback, ficamos sabendo a história deste menino, cujo nome não é dito, de apenas sete anos de idade. 

Tudo começou quando seus pais o mudaram de seu quarto para alugar o cômodo para um minerador de opala. O homem estranho atropelou seu gato. Alguns dias depois roubou o carro da família e cometeu suicídio na estrada que dava na casa das Hempstock, trio de mulheres que vivia na antiga residência. 


Deste evento, o menino de Sussex que era como qualquer criança e reclamava de coisas normais do cotidiano, da comida, das brigas com sua irmã, é exposto a um tipo de mundo que não conhecia. Um mundo sombrio e violento, com seres ancestrais obscuros e perigosos. Um deles, sob a forma de uma bela mulher se candidata para ser sua babá. Angela Monkton é uma destas criaturas vis, e fará de tudo para destruir o complicado balanço familiar da casa.  

Como na maioria das histórias de Gaiman, o mal se apresenta de muitas formas. É o medo absurdo que sentimos do desconhecido, dos cantos escuros, de tudo que não conhecemos. Assim como o medo das pessoas, das possibilidades a que cada um está sujeito. Também tem a presença do maligno, uma maldade tão grande que chega quase a ser incompreensível. E lidando com todas estas ameaças que o menino precisa triunfar. 


Assim como em Coraline, Gaiman consegue mostrar uma criança inocente vivendo momentos de terror, e lidando com essas ameaças da melhor forma que consegue. Na narrativa, o menino é o único de casa que sabe que sua família está em perigo, e fará o que puder para salvá-los. Ele contará com a ajuda das três mulheres estranhas que moram no fim de sua rua, onde ele viu seu primeiro oceano. Não é fácil contar o que acontece, é preciso ler para compreender. 

Sua melhor companhia é de Lettie, uma menina que aparenta ser apenas alguns anos mais velha que ele, mas que tem uma sabedoria de pessoa idosa. Ela, como sua mãe e sua avó são as únicas moradores da casa no fim da rua. Os homens de sua família partiram há muitos e muitos anos para nunca mais voltar. Muitos mistérios envolvem a existência delas, e as três são uma das melhores partes do livro.


Não nego que sou fã do trabalho do autor, e mais uma vez ele consegue surpreender. O Oceano no Fim do Caminho é um livro que não entrega todas as suas verdades, dá espaço ao leitor para interpretar, e isso te ficar pensando na história mesmo depois que o livro já acabou. 

É impossível não pensar nas implicações de um trauma desta magnitude,  ou refletir sobre as experiências que vivenciamos quando somos pequenos e que ficam borradas na memória com o passar dos anos, não permitindo que a gente saiba com certeza o que aconteceu.

De novo, Neil Gaiman traz elementos tão primoridiais aos seres humanos, misturados com elementos fantásticos e cria um livro impossível de largar. Leitores de qualquer idade vão gostar desta narrativa, e para quem já é fã do autor, é uma leitura obrigatória.  
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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Sparhawk continua sua aventura no reino de Eosia

O inédito segundo volume da trilogia Ellenium, O cavaleiro de rubi, chega ao Brasil pela editora Aleph. Escrito por David Eddings, um dos mais bem-sucedidos escritores de fantasia do século XX, o livro traz de volta o mal-humorado e controverso Sparhawk, campeão da rainha Ehlana, em sua aventura para salvar o fantástico reino de Eosia.

Fonte inspiradora de diversos autores contemporâneos, como Stephen Hunt (série Jackelian) e Anne McCaffrey (vencedora dos prêmios Hugo e Nebula), David Eddings mais uma vez leva ao leitor uma combinação de heroísmo, bom humor, ritmo e leveza. O autor é capaz de narrar com maestria as viagens do paladino e seus companheiros pelos reinos de Eosia e construir um mundo que é imaginário, mas perfeitamente crível em seus conflitos, instituições sociais e códigos morais.

Na obra, sequência do livro O Trono de Diamante, os cavaleiros correm contra o tempo para salvar e curar a rainha Ehlana, ainda presa em seu trono, que ao mesmo tempo, a aprisiona e protege. A busca pela solução do mal que aflige a monarca começa a render frutos quando o grupo descobre o artefato mágico que pode salvá-la. Porém, forças ancestrais, desse e de outro mundo, seguem tramando contra o campeão da rainha e seus aliados e fecham o cerco em torno dos heróis, que não serão capazes de resolver tudo sozinhos.

Com um estilo único, personagens complexos e muita aventura, O cavaleiro de rubi mantém a saga Ellenium entre os maiores ícones do estilo “magia e espada” e encanta o leitor com a descrição do belo reino de Eosia.
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