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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Como a psicanálise compreende a sexualidade e as questões de gênero

"No que determinadas pessoas estão acreditando quando afirmam a sua identidade de gênero, dizendo serem homens ou mulheres?" Pág. 83 Essa e outras perguntas são respondidas na obra Faces do Sexual: Fronteiras entre gênero e inconsciente, organizada pelo psicanalista Rafael Kalaf Cossi e publicada pela Aller Editora.

Formado por artigos de renomados psicanalistas, como Vladimir Safatle, Patricia Porchat e Christian Ingo Lenz Dunker, o livro apresenta um debate claro e aberto da psicanálise com o estudo de gênero, apontando as possíveis aproximações e aprofundando o tão atual debate sobre sexualidade, o que é bastante controverso entre os psicanalistas mais arraigados à tradição.

De maneira didática, os textos quebram com a ideia da transexualidade ou da homossexualidade ligadas à perversão. A obra mostra ao leitor que a psicanálise está atenta aos sujeitos de seu tempo, às suas necessidades e ao seu modo de ser e estar no mundo – o que inclui a sexualidade como parte importante desse processo.

Desde Freud, para a psicanálise, a identidade sexual não está forçosamente atrelada aos caracteres biológicos e isso abre diversas possibilidades para pensar o sujeito e suas possíveis maneiras de viver sua sexualidade. Dessa forma, o livro amplia o debate psicanalítico ao conversar com autores de outras áreas, como Judith Butler.

Sem qualquer pretensão de limitar as discussões, Faces do Sexual: Fronteiras entre gênero e inconsciente quebra paradigmas e convida o leitor e a leitora a se permitirem seguir os descaminhos do debate que conduzem a diferentes interpretações dentro desse universo plural.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Cinco mitos sobre escrita e publicação de livros

Além de um legado para as próximas gerações, lançar um livro também pode funcionar como um alavancador da carreira e dos negócios de seu autor, a realização do sonho de registrar memórias, experiências e aprendizados e uma forma de compartilhar seus conhecimentos e expertise sobre algum tema.

Existem vários mitos que cercam a vida de um escritor principiante e para esclarecer e desvendar os mistérios da escrita e publicação de livros, Eduardo Villela, Book Advisor, que por meio de assessoria especializada, ajuda pessoas a escrever e publicar suas obras, fala sobre o assunto. Confira:

1) Escrever um livro é um processo solitário

MITO - O Primeiro grande mito que cerca quem quer ser um autor é o de que é preciso trabalhar sozinho na construção de sua obra. De acordo com Eduardo Villela, "Quem deseja escrever e publicar um livro pode e deve contar com a ajuda do Book Advisor. Ele é um profissional que assessora o autor em todas as etapas de seu livro: no planejamento do projeto, que envolve análises sobre a temática escolhida e público-alvo de leitores, a elaboração de um roteiro de capítulos, cronograma e outros aspectos; durante o processo de escrita, dando feedback para os textos; e na publicação do livro, seja buscando uma editora no mercado para publicá-lo ou auxiliando o autor na realização de uma edição independente", explica.

Villela ainda compara a escrita de um livro ao processo de construir uma casa: é necessária ajuda profissional para a sua realização. "Quando explico como é o meu trabalho, eu faço uma analogia com a área de construção civil. Elaborar o projeto de um livro e escrevê-lo requer assessoria especializada de um Book Advisor assim como a criação do projeto de uma casa necessita de um arquiteto e a sua construção do acompanhamento de um engenheiro. O Book Advisor facilita o trabalho do escritor fazendo os papéis de arquiteto e de engenheiro.", revela Villela.

2) Como já tenho o livro "pronto" na minha cabeça, vou conseguir escrevê-lo rapidamente 

MITO - Muitas pessoas querem sentar e escrever seus livros de uma só vez, de forma bem rápida, pois acham que têm todo o conteúdo já pronto e organizado na cabeça. "Isso é um grande mito. A pessoa que já senta e sai escrevendo o primeiro capítulo, sem ter feito nenhum planejamento prévio, corre um risco bastante alto de, em pouco tempo de trabalho, travar e ficar confusa. Como ela não fez nem o básico (um roteiro detalhado de capítulos e um levantamento prévio de informações), ela se verá perdida, sem saber como dar continuidade ao livro. E aí, a grande maioria dos novos autores desiste de seu livro", alerta Villela.

Para escrever um livro bem feito é necessário investir tempo em um planejamento completo e por etapas. "Três a quatro semanas é o tempo suficiente para um bom planejamento do projeto. Durante o processo, converso muito com o autor e fazemos uma análise da relevância do tema, definimos e estudamos o público-alvo, avaliamos o que já existe no mercado sobre o assunto, verificamos se esta temática é uma tendência, criamos um roteiro detalhado de capítulos, pensamos o número de páginas, montamos um cronograma de escrita, entre outros vários detalhes", esclarece o Book Advisor.

3) Escrever um livro exige uma baita criatividade, muita inspiração e um dom especial 

MITO - Várias pessoas acham que para escrever um livro é preciso ter talento, inspiração e criatividade fora do comum, mas, de acordo com Villela, isso é bobagem. "Para escrever seu livro, é fundamental que você, autor, conheça muito bem o tema escolhido (tanto na prática como na teoria), quem serão os seus leitores e suas necessidades, ou seja, por quais razões eles se interessarão pelo seu livro. Quais são os sonhos, as dúvidas, os medos de seus leitores? Quais desafios e mudanças ele estão vivendo no dia a dia?", pondera Villela.

Villela complementa que "também é necessário saber se há concorrência ou não para o seu livro. E caso existam outras obras sobre o assunto, é preciso pensar o que diferenciará o seu livro delas. A pergunta a ser respondida é a seguinte: O que tornará o seu livro único e especial no mercado?".

4) Não posso escrever meu livro pois não sou bom em língua portuguesa, redação e não tenho tempo

MITO - É comum pessoas que desejam escrever um livro desistirem do sonho por não dominarem o português e terem dificuldades com a escrita. "Se a pessoa conhece bem o assunto que deseja abordar e o público-alvo de leitores, ela pode contar com a ajuda de um Ghostwriter para realizar a parte escrita. Este profissional produzirá os textos dos capítulos por meio de entrevistas feitas com o autor sobre o conteúdo de cada um deles. O Ghostwriter atua como um escriba: ele transforma a fala do autor em texto. Porém, para o trabalho com o Ghostwriter funcionar bem, o autor deve previamente fazer um roteiro detalhado de capítulos, o qual servirá de base para as entrevistas. A construção deste roteiro deve ser feita em conjunto com o Book Advisor e é recomendável que ele coordene o trabalho do autor com o Ghostwriter ", diz Villela.

Outra preocupação corriqueira é a falta de tempo para escrever o livro. Segundo o Book Advisor, uma organização eficaz da rotina de escrita do autor e um cronograma detalhado tornam o processo de escrita bem mais simples. "Um Book Advisor experiente está preparado para orientar o autor a encontrar a dinâmica de trabalho que funcione para sua realidade de tempo.", destaca Villela.

5) Meu livro só será lido e valorizado pelos leitores se publicado por uma editora

MITO - Muita gente acredita que seu livro só vai ser lido e bem-aceito pelos leitores caso seja publicado por uma editora, mas, de acordo com Villela isso não é uma regra. "Hoje, se você é um autor que cria vínculo, conexão, com o seu público-alvo nas redes sociais, uma edição independente de seu livro pode ser um caminho bastante interessante e viável. Existe, por exemplo, um bom número de autores que lançam seus livros como e-book em plataformas como o Kindle da Amazon e alcançam resultados muito bons", revela.

* Eduardo Villela é Book Advisor e, por meio de assessoria personalizada, ajuda pessoas a escrever e publicar suas obras. Mais informações em www.eduvillela.com
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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Livro fala da importância do amor próprio


Conectar mulheres e suas histórias como forma de promoção da regulação emocional e elevação de autoestima. Essa é a proposta do livro Autoamor, com a coordenação autoral das psicólogas Ellen Moraes Senra e Gizeli Hermano. A obra conta com análises de 21 especialistas que visam exercitar a importância da empatia entre as mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas em suas dores ou amores.

A psicóloga Ellen explica que o “autoamor” não se trata apenas de autoestima, mas inclui o amor-próprio, generosidade, empatia, carinho e tudo aquilo voltado para as figuras femininas fortes que são tão cobradas pela sociedade. “Encaradas sempre como fortalezas, muitas vezes, somos impedidas de demonstrar nossas fragilidades, como se tivéssemos que nos mostrar ‘super’ a todo momento”.

Sofrimento feminino
Para ela, um dos motivos da obra foi para se discutir o porquê de tantas pessoas se mutilando em prol de um padrão imposto, sem contar nos casos de mulheres sendo agredidas, abusadas e acreditando que merecem passar por isso.

A especialista lembra também das mães que sofrem por acharem que não fazem o suficiente ou fins de relacionamento que levam embora o amor próprio. “Precisamos encontrar a compreensão necessária para entender que as emoções são passageiras e que depende de nós dar o primeiro passo rumo à revolução do Autoamor”.

- Para piorar, vemos uma grande rivalidade entre as mulheres, quando elas podem se apoiar mutuamente. Por que nos atacarmos e apontamos defeitos umas nas outras quando sabemos que todas nós já estivemos exatamente na mesma posição ou estaremos algum dia? – questiona a psicóloga.

Acolhimento mútuo
A coautora diz que o livro é voltado para todas as mulheres: mães, esposas, filhas, donas de casa, empresárias, empreendedoras, domésticas entre outras. Para ela, a obra parte dos corações de cada uma, com o intuito de proporcionar uma experiência de troca, de acolhimento, de autoconhecimento e, principalmente, de mudança com o intuito de combater todo tipo de estereótipo.

- Caso a leitora já tenha iniciado a jornada do autoamor, esperamos contribuir para que permaneça firme nela. Mas se ainda não o tenha feito, esperamos que esse material sirva de impulso para que encontre a motivação interior de cada uma possa promover uma revolução de se amar cada dia mais - conclui.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Conheça as cinco linguagens do perdão

Como saber o jeito certo de se desculpar? Como ter certeza de que o pedido de perdão transmitirá sinceridade e sensibilizará a parte prejudicada? Como dar passos certos rumo à restauração de relacionamentos ofuscados pela dor e decepção? Gary Chapman, doutor em Antropologia e autor best-seller na área de relacionamentos, e Jennifer Thomas, doutora em Psicologia Clínica, trazem respostas a essas perguntas em As Cinco Linguagens do Perdão. 

Fruto de intensas pesquisas sobre a importância de pedir perdão de maneira efetiva, a nova edição da obra chega às livrarias brasileiras pela Editora Mundo Cristão. Nela, Gary e Jennifer compartilham uma curiosa constatação: o perdão não tem o mesmo significado para todas as pessoas. Isso acontece porque os seres humanos possuem diferentes “linguagens” para pedi-lo. É por isso que um suposto pedido de desculpas não tem o efeito desejado em quem o recebe. Dessa forma, quando se aprende a pedir perdão de fato, e se entende a linguagem do outro, é possível trocar velhas desculpas por honestidade, confiança e alegria.

A cada capítulo, os autores abordam princípios transformadores e mostram como é possível evitar discussões acaloradas, pedir perdão de forma assertiva e adequada, reacender o amor e restaurar laços valiosos. Assim, ao longo da obra, o leitor aprenderá a identificar, compreender e aplicar as “cinco linguagens do perdão” e conhecerá maneiras adequadas para abordar diferentes situações no dia a dia, seja no casamento, no círculo de amizades ou entre os familiares.

Repleto de histórias esclarecedoras, As Cinco Linguagens do Perdão é uma excelente fonte de encorajamento para quem precisa dar um passo a favor da reconciliação, uma fonte de esperança que estimulará o leitor a escrever uma nova história.
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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Um livro digno dos roteiros de novela

As novelas de época costumam fazer sucesso por carregar uma conexão emocional com o público. O gênero também ganha destaque na literatura. A escritora Aline Galeote convida os noveleiros para apreciar o estilo no meio literário. A sua mais recente obra Promessas de Uma Vida, lançada no Brasil pela Hugin & Munin Editora, tem todos os ingredientes de um folhetim: costumes, tradições, títulos de nobreza, indumentárias.

E claro, uma arrebatadora história de amor indispensável para que o leitor seja sensibilizado e se deixe levar pela trama. Neste quesito, Aline não ficou atrás de nenhuma novela das 18h. A obra traz um mocinho de caráter e uma mocinha forte e decidida, com cenas de romance, sensualidade e um retrato autêntico e detalhista dos costumes da Inglaterra do começo do século 19.

Damian Montrose e Victoria Ashfield vivem um verdadeiro amor impossível, mas depois de grandes reviravoltas, encerram com o tão esperado: “viveram felizes para sempre”, o desfecho mais que aguardado nos romances de época. A autora não poupa quando a proposta é emocionar: logo no começo da obra, Victoria foge para Londres depois de uma proposta de casamento desastrosa. Torna-se dama de companhia de uma respeitável senhora e viverá um affair com um conde libertino.

Já Damian unirá forças britânicas contra Napoleão em uma tentativa de frustrar os planos de seu pai após a morte prematura de seu irmão e herdeiro. Modificado pelos horrores da guerra, retorna a Londres para assumir o título ao qual tem direito. Ao conhecer Victoria, o mocinho é imediatamente atraído por seus irresistíveis encantos. A trama se desenrola com uma escrita detalhista com uma notória pesquisa histórica da autora.

Aline admite que seu fascínio pela história da humanidade. Seus costumes e tradições fizeram com que enxergasse neste tipo de literatura uma oportunidade para unir duas grandes paixões: a escrita e um mergulho ao passado através das pesquisas históricas. Promessas de Uma Vida é o primeiro título da série Consequências, um conjunto de cinco livros que a escritora pretende lançar nos próximos anos.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

E os demônios foram parar nas páginas do livro "O Inferno é Aqui"

O inferno está vazio, já alertou William Shakespeare. E os demônios foram parar nas páginas do livro O Inferno é Aqui, lançamento do escritor, cineasta e publicitário André Schuck, publicado no Brasil pela Editora Coerência. O enredo desta perturbadora história gira em torno de um psicopata que convive com demônios. Ele e sua esposa sequestram uma garota que acreditam ser a reencarnação da filha que perderam ainda na gravidez, devido ao abuso de drogas.

Ao mesmo tempo que tentam conquistar o amor da criança, eles terão de sobreviver a uma caçada policial pelo país. Essa não é a maior ameaça. Ambos embarcam em uma jornada de loucura e assassinatos. E os demônios? Eles ajudam, mas em troca querem a alma da garota.

Esse amor doentio do protagonista pela menina é contado por André de três formas bem diferentes, mas que se complementam: literatura, ilustração e fotografia. Ao trabalhar com essas mídias, o escritor consegue amarrar a trama e ajudar o leitor a entrar na vida do personagem principal. “Quis fazer uso delas de uma maneira que a narrativa do texto parecesse o mais verdadeira possível. Uma dando suporte a outra para impactar e levar a história adiante”, conta.

Fã de Stephen King, André já escreveu livros publicados no Brasil e em Portugal, dirigiu curtas-metragens finalistas em festivais internacionais e editou o longa-metragem Attachments, uma comédia romântica produzida em Los Angeles. Seu agente literário, Felipe Colbert, classifica o livro como uma mistura estética do cineasta Rob Zombie com o filme de Oliver Stone, Natural Born Killers. O cineasta já esteve com algumas celebridades que representaram o mundo sanguinário do terror: Linda Blair (O Exorcista) e Robert Englund, famoso por interpretar o vilão Freddy Krueger no cinema.

Como é de se imaginar, uma obra com diferentes mídias requer um trabalho impecável de produção. Especialista em dirigir cenas, o escritor realizou com o auxílio do parceiro de produção, Bruno Frede, artista de vfx, uma exaustiva sessão fotográfica, com 15 horas de duração – 12 para a produção das imagens e três para limpar o sangue cenográfico do set fotográfico. 

O Inferno é Aqui também contou com os traços da ilustradora Suzana Saito que deu vida às cenas insanas que completam a narrativa com textos e fotos.
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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Antiga lenda indígena agora é narrada pela Estrela Cultural


A terrível Mãe do Pranto vive na floresta, o que o curumim fará quando ela o encontrar?

Para tentar matar sua fome insaciável, Ceuci come tudo o que vê pela frente e sempre quer mais! Agora chegou a vez do pequeno garoto enfrentar a criatura mais temida de toda a floresta.

A obra “Ceuci, A Mãe do Pranto”, publicada pela Editora Estrela Cultural, é uma lenda do antigo povo Anambé, natural do Pará, narrada agora pelo escritor indígena Cristino Wapichana. O pequeno leitor é apresentado, de forma lúdica e divertida, à história de um curumim – menino, na língua Tupi –, que decide se aventurar em uma pesca, contrariando os conselhos de sua mãe.

Corajoso, ele se julgava mais esperto do que todos. No entanto, mal sua jornada começa e o pequeno encontra Ceuci sobre uma canoa. Uma senhora gulosa, a Mãe do Pranto, devorava peixes sem parar e, quanto mais comia, mais fome tinha. Não tardou, para que a criatura descobrisse sua presença bem ali, no meio da mata. A partir disso, a narrativa se transforma em uma incrível aventura, com a perseguição de Ceuci atrás do curioso curumim.

A canoa continuou descendo em sua direção, enquanto quem estava lá jogava a rede no rio e a recolhia cheinha de peixes. Era Ceuci! Ela pegava os peixes pela cauda um em cada mão e estraçalhava primeiro a cabeça e devorava todos os peixes rapidamente. Quanto mais comia, mais queria! (pág. 8)

Com uma escrita cativante e sutil, o premiado escritor convida o jovem a refletir sobre questões da vida, como amizade, confiança e respeito. Dinâmico e encantador, o livro é ilustrado pelo pernambucano Jô Oliveira. Além de enriquecer as páginas, as ilustrações levam as crianças a exercitar a imaginação e vivenciar a história de uma maneira única, tornando a leitura ainda mais emocionante.

Essa é mais uma obra da Estrela Cultural que tem como pilar prestigiar a cultura brasileira e nossos autores, tanto escritores como ilustradores.
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sábado, 3 de agosto de 2019

Descubra como a ciência pode te ajudar a ser feliz


"O sucesso acontece no futuro para quem está feliz agora". Cuidar da motivação diária é mais que um motivo para compreender a vantagem de ser feliz neste momento. O escritor, palestrante e professor Luiz Gaziri é um defensor de que a felicidade é uma questão de “ser” e que a ciência é a chave para desvendar todos os segredos para alcançar a tão sonhada realização pessoal. Gaziri se debruçou por anos em milhares de pesquisas e artigos científicos e visitou outras dezenas de universidades espalhadas pelo mundo. O resultado está no livro A Ciência da Felicidade, publicado no Brasil pela Faro Editorial.


Os estudos trazidos pelo autor revelam que, ao contrário do que muita gente pensa, a felicidade não é o resultado de se conquistar o sucesso e, sim, uma das causas dele. A revelação está no trabalho realizado por Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia em Riverside, Ed Diener, da Universidade de Illinois, e Laura King, da Universidade do Missouri - pesquisadores extremamente influentes na ciência da felicidade.

Esta não foi uma evidência qualquer, tratou-se de uma metanálise (um estudo dos estudos). A conclusão a que Lyubomirsky e seus colegas chegaram foi de que pessoas felizes apresentam mais chances de ter ótimas relações de amizade, excelentes relacionamentos conjugais, salários maiores, melhor desempenho no trabalho, mais criatividade, saúde, otimismo, energia e altruísmo do que aquelas que vivenciam emoções positivas com menos frequência.

Para que você reconheça quão robusta é essa relação entre felicidade e performance no ambiente de trabalho, a referida metanálise revelou que funcionários felizes são, em média, 31% mais produtivos, vendem 37% mais e são três vezes mais criativos. “Pessoas felizes também acabam conquistando salários maiores no futuro”, prevê.

Sinopse do livro: A Ciência da Felicidade é uma obra que fará seu entendimento sobre felicidade e motivação virar de cabeça pra baixo, revelando como alguns conceitos que você acreditava podem passar de mocinhos a vilões e interferir negativamente em sua vida. O autor Luiz Gaziri estudou milhares de artigos científicos e visitou alguns dos cientistas mais renomados do mundo em universidades como Harvard, Stanford e New York University para encontrar a resposta. E descobriu que grande parte da nossa motivação e felicidade depende unicamente das nossas escolhas. Crenças como: dinheiro traz a felicidade; reconhecimento é o que motiva as pessoas; e pensamento positivo é a chave para atingir objetivos na vida são substituídas por: a forma como você usa o seu dinheiro é mais importante do que quanto você ganha; o poder do reconhecimento acontece de forma inversa ao que a maioria das pessoas acredita e pensar positivo, por incrível que pareça, reduz suas chances de atingir objetivos.
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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Colecionar HQ não é brincadeira de criança

Colecionar HQ exige muito mais do que comprar uns gibizinhos aqui ou ali. Para ser um colecionador de primeira é preciso habilidade e dedicação.

Os pontos a serem considerados são:

- Renda disponível: eles não são baratos e os melhores, geralmente, são capa dura, o que implica que desembolsar mais dinheiro ainda. Pode ser 50,00 por mês ou 100,00, apenas administre bem e separe todo mês um tantinho para isso.

- Espaço adequado: além de ocupar muitas prateleiras, os que são de capa comum não podem ser amassados, neste sentido, precisam de um lugar que eles fiquem seguros. O local deve ser ventilado, livre de exposição ao sol e umidade.

- Tempo: precisa limpar o local, folhear para tomar um arzinho, e arrumar sempre. Separe um bom tempo por mês para fazer tudo isso.

- Foco: faça uma coleção por vez. Quando começar, termine. Procure as primeiras edições e compre sempre em sequência.

- Paciência: é uma virtude, não é mesmo? Procure preços mais baixos, aguarde respostas dos vendedores, espere as feiras literárias. Tenha paciência que a coleção vai se completar.

E para começar, existem duas dicas incríveis e dignas de colecionador.

A Lenda do Batman é um encontro cataclísmico entre o homem-morcego e todo o seu universo. São 100 volumes com momentos que transformaram Bruce Wayne cada vez mais em um dos heróis mais conhecidos em todo mundo. Aproveitando a comemoração dos 80 anos da primeira aparição do Cavaleiro das Trevas, a coleção é um compilado das histórias mais aclamadas pelo público e também de algumas HQs que nunca foram traduzidas para o português.

O Príncipe Valente, de Harold Foster, deve ser cultuado como o melhor dos quadrinhos de época. Desde a publicação da sua primeira página, em 13 de fevereiro de 1937, as tiras do herói foram lançadas ininterruptamente até hoje nas páginas dominicanas dos jornais norte-americanos. São 82 livros dos quadrinhos, um para cada ano, desde a primeira tira até 2018, e oferece aos leitores uma criação artística transbordante e uma aventura épica inesquecível.

Para começar:
A Lenda do Batman - a coleção, produzida pela Eaglemoss, vendida e distribuída pela Planeta DeAgostini, estará disponível exclusivamente para assinaturas na primeira semana de maio no site e o primeiro livro começa a chegar às bancas na segunda quinzena do mesmo mês.

Príncipe Valente - A coleção já está disponível para assinatura e a primeira edição já está nas bancas de diversas regiões do país.
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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Tania Queiroz fala sobre "Pais Imaturos, Filhos Deprimidos e Inseguros" em sua nova obra

Lançado pela Editora Évora, o livro "Pais Imaturos, Filhos Deprimidos e Inseguros" de Tania Queiroz trata da imaturidade dos adultos para educar crianças e jovens e as consequências negativas que suas atitudes promovem na vida dos filhos. O livro serve como um grito de alerta para que os pais possam rever sua postura e perceber como seu comportamento afeta a formação dos filhos, contribuindo para sua felicidade ou infelicidade.

"Quando crianças têm pais emocionalmente mais maduros e equilibrados elas tendem a lidar melhor com os desafios de suas vidas cotidianas, superar perdas e frustrações mais facilmente e também a se desenvolver emocional, social, psicológica e cognitivamente", afirma a escritora Tania Queiroz.

Com mais de dez anos de pesquisa, a autora apresenta uma obra com orientações, dicas e ensinamentos que desvendam a importância dos pais se educarem emocionalmente, reverem suas posturas e então educarem os filhos com uma mente mais madura.
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terça-feira, 30 de julho de 2019

A rainha descrita na Bíblia existe e vive

Ela está na imaginação dos cineastas, pintores, historiadores e músicos, porém a rainha de Sabá tem sua história pouco contada nas em livros de ensino. Já foi personagem de carnaval (Salgueiro, 2018 e Vai-Vai, 2019), na música Raízes da Negra Li e na obra da cientista social Johanna S. P. Ferreira, Os Rios da Vida.

A rainha era soberana do antigo Reino de Sabá, reino mais poderoso da Arábia Feliz, que ficava entre os territórios da Etiópia e do Iémen. Descrita em uma passagem da Bíblia e da Torá, atualmente foi comprovada a existência da rainha Saba, segundo estudos pela Universidade de Harvard, por meio de pesquisas genéticas. Ainda, arqueólogos alemães encontraram escombros do palácio da rainha, localizado em Axum (Etiópia).

Na obra Os Rios da Vida, Johanna conta do encontro da rainha de Sabá com o rei Salomão. Curiosa, a etíope sabia da fama intelectual do rei e resolveu conhece-lo. Marcada a visita, a rainha pediu que ele não a tomasse a força, como era o costume, e ele impôs a condição que ela não pegasse nada que não lhe fosse oferecido ou não fosse permitido durante a estadia.

Após um banquete com muitas especiarias e pimenta, ela se serve de um copo de água em seu quarto e é surpreendida pelo rei acusando-a da quebra do trato. A rainha se desculpou e eles dormiram juntos.

Essa é uma história que nunca foi comprovada, mas estudos científicos vem cada vez mais provando a sua existência. Mito ou realidade, não sabemos, mas o que é divino de explorar são os magníficos causos que inspira tanta gente com as lições.

Sobre o livro: Da queda de Constantinopla aos indígenas do Xingu uma mãe percorre inúmeros caminhos pela história do Brasil e do mundo ao tentar responder duas perguntas feitas por seus filhos. Suas conexões os levam a mundos muito antigos e ao mesmo tempo atuais. Ela discorre sobre o embate entre muçulmanos e cristãos; sobre personagens importantes como o persa Ciro, o Grande, pioneiro em defender os direitos humanos e sobre uma misteriosa santa, cuja morte pode ter influenciado o inconsciente coletivo da humanidade. Quem não gostaria de entender o presente? Por que o povo armênio foi importante na História? O que os fenícios criaram?
Para se compreender o que valorizamos hoje é preciso olhar o passado, debruçar-se sobre ele, desvendá-lo. Exatamente o que essa mãe decidiu fazer ao instigar seus filhos a explorarem juntos a História.
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domingo, 28 de julho de 2019

Dr. Leandro Teles aborda em novo livro a depressão e suas variações


Transtorno cada vez mais comum nos tempos modernos, a depressão é um monstro que assusta tanto quem sente seus efeitos devastadores como quem convive com seus portadores. Em seu novo livro, Depressão não é fraqueza (Editora Alaúde), o neurologista Leandro Teles desvenda inúmeros aspectos do transtorno depressivo.

Ao longo dos capítulos, o autor demonstra a diferença entre tristeza e depressão e ensina o leitor a reconhecer em si e nas pessoas que estão ao seu redor os sintomas da doença, além de mostrar por que essa doença afeta milhares de pessoas no planeta. Baixa autoestima, ansiedade e sentimento de culpa, além de dificuldade de tomar decisões e sentir prazer, são apenas alguns dos indícios de que a doença pode estar presente.

Ao apresentar as variações clínicas do transtorno, dr. Leandro descreve alguns de seus casos mais significativos e surpreendentes, e mostra como é fundamental procurar ajuda especializada para obter uma orientação precisa.

De forma abrangente e acessível, a obra empodera o leitor possibilitando que ele adquira mais conhecimento sobre a doença, combata o preconceito, peça ajuda e encontre o melhor tratamento.
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sábado, 27 de julho de 2019

Serotonina: o novo livro de Michel Houellebecq

O novo livro de Michel Houellebecq já está nas livrarias. Niilista lúcido, o autor constrói um personagem obsessivo e autodestrutivo, que analisa a própria vida e o mundo que o rodeia com um humor ácido e virulento.

Florent-Claude Labrouste tem 46 anos, detesta seu nome e toma antidepressivos que liberam serotonina e causam três efeitos colaterais: náusea, falta de libido e impotência. A França está afundando, a União Europeia está afundando, a vida de Florent-Claude não parece muito melhor. O sexo é uma catástrofe. A cultura não é mais uma tábua de salvação — nem mesmo Proust ou Thomas Mann são capazes de ajudá-lo.
Em uma espiral de problemas, ora patéticos, ora cômicos, Florent-Claude se torna um hábil analista da contemporaneidade, de seus anseios e problemas. Sua vida, um reflexo do desinteresse pelo mundo, será o espelho das mais cruéis agruras. Ao narrar seu périplo por uma França decadente e esquecida, Houellebecq compõe um retrato sobre a falência dos ideais humanistas e do bem-estar social, em um romance ousado, magistral.


Sobre o autor

Michel Houellebecq é romancista, poeta e ensaísta. É um dos autores mais importantes da literatura francesa contemporânea. Publicou, entre outros livros, os romances Partículas elementares, Plataforma, O mapa e o território, vencedor do Prêmio Goncourt em 2010, e, mais recentemente, Submissão.
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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Pintor Candido Portinari tem poemas reeditados pela Funarte

A Fundação Nacional de Artes – Funarte lança no dia 25 de junho, terça-feira, às 18h, no Museu Nacional de Belas Artes, no Centro do Rio de Janeiro, o livro Poemas de Portinari, em nova edição ilustrada. Ela comemora os 40 anos do Projeto Portinari.

Nos últimos anos de sua vida, já consagrado como o grande pintor brasileiro, Candido Portinari passou a escrever poesia, sem a pretensão de publicar. Foi por insistência do amigo Antonio Callado que decidiu aprovar a publicação de uma coletânea, que saiu em 1964, dois anos após a morte do autor, pela José Olympio Editora.

A primeira edição saiu sem ilustrações, conforme determinara Candinho, que não queria se aproveitar da boa fama de pintor para vender o livro. Nesta reedição da Funarte, porém, uma vasta pesquisa foi empreendida pelo Projeto Portinari para encontrar as pinturas mais apropriadas para ilustrar os poemas.

O resultado é um belíssimo livro ilustrado, com poesia e pintura inspiradas nas memórias da infância do artista em Brodowski (SP). Preservada a seleção dos poemas preparada por Antonio Callado, o Projeto Portinari alterou levemente a disposição dos textos e fez alguns acréscimos, a partir de minuciosa comparação com os manuscritos originais de Candinho.

A organização original dividiu os poemas em três grandes partes: a primeira sobre a alegria do menino no interior paulista; a segunda sobre os medos da infância; e a terceira, de cunho social, sobre a revolta que o homem feito sentiu ao se dar conta dos horrores da fome e da miséria. A nova edição vem acrescida de uma quarta parte, Odes, em que Portinari tece homenagens poéticas.

Os textos de abertura históricos de Manuel Bandeira e Antonio Callado foram mantidos e a nova edição traz ainda uma nova apresentação de Marco Lucchesi, presidente da Academia Brasileira de Letras. Com a reedição, o Projeto Portinari comemora 40 anos de empenho na preservação e difusão da obra do grande pintor brasileiro Candido Portinari.


CANDIDO PORTINARI nasce em 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café perto do povoado de Brodowski, no estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos de origem humilde, recebe apenas a instrução primária e começa a pintar aos nove anos. Seis anos mais tarde, muda-se para o Rio de Janeiro e se matricula na Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem à Europa, com o Retrato de Olegário Mariano. Permanece em Paris durante todo o ano de 1930, de onde, à distância, vê melhor a sua terra. 

Ao retornar, põe em prática a decisão de retratar nas suas telas o Brasil. Preocupado, também, com aqueles que sofrem, Portinari mostra em cores fortes a pobreza, as dificuldades, a dor. Portinari participa da elite intelectual brasileira numa época em que se verifica uma notável mudança na atitude estética e na cultura do País. Torna-se um dos maiores pintores do seu tempo. Por seu envolvimento político, foi perseguido e chegou a se exilar por certo tempo no Uruguai. Na última década de sua existência cria, para a sede da Organização das Nações Unidas, os painéis Guerra e Paz. Candido Portinari morre no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas.


Trecho do livro Poemas de Portinari

Viajante Solitário 
Não me quiseram, enjeitaram
Minhas palavras...
Serei um dos meus espantalhos?
Afugento os caminhantes?
Não, eles se afugentam. Não
Entendem a lua
Não sabem da poesia
Só não estou, mesmo não estando
Comigo. Converso com o vent o e a
Tempestade.
De noite ou dia – verei as sombras
E dormirei em paz. Tenho uma
Camisa. Meu leito é embaixo das
Árvores. Tranquilo ouço o rumorejar
Das folhas secas…
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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Emma Watson e Meryl Streep serão as "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott


O romance atemporal, “Mulherzinhas” conhecido também como “Adoráveis Mulheres”, ganha mais uma adaptação para o cinema com data de lançamento prevista para dezembro de 2019 e inclui Emma Watson – a eterna Hermione da saga britânica ‘Harry Potter’ – e Meryl Streep – o maior nome da moda em ‘O Diabo Veste Prada’, a memorável e poderosa Miranda Priestly.

Colecionando cinco longas metragens, a primeira versão de “Mulherzinhas” chegou ao cinema em 1918, muda e em preto e branco. As próximas exibições, já com falas, foram protagonizadas por grandes estrelas de Hollywood como, por exemplo, Katharine Hepburn, Elizabeth Taylor e Winona Ryder, contando a história das irmãs March entre gerações.

Assim como a narrativa de Louisa May Alcott, a direção do novo filme também apresenta empoderamento feminino e traz mais uma vez aos holofotes a diretora Greta Gerwing, indicada ao Oscar de melhor roteiro original e melhor direção em 2018 com a produção independente do filme ‘LadyBird’. Além de Greta, outra importante figura para o movimento feminino está na nova versão. Emma Watson, embaixadora da ONU Mulheres e ativista pelos Direitos Humanos, é quem dará vida a jovem e meiga Meg March

A Via Leitura do Grupo Editorial Edipro apresenta o clássico da literatura americana “Mulherzinhas”, escrito por Alcott há mais de dois séculos, remodelado em uma versão de colecionador que conta com uma diagramação diferente de qualquer outra edição da obra.

Em um tom de autobiografia, Louisa narra a história de sororidade entre as quatro irmãs March após a Guerra Civil Americana. A história acompanha os dramas familiares e as questões do amadurecimento das adoráveis Jo, Meg, Beth e Amy.

A personagem principal, Jo March, apresenta uma clara discrepância à época. Na nova produção, a atriz Saoirse Ronan, conhecida pelo papel principal no filme ‘LadyBird’, viverá a personagem mais ousada do romance. Além de levantar um questionamento ao leitor sobre a sua sexualidade, a jovem também revela pensamentos que contestam normas sociais vigentes de seu período histórico, se tornando um modelo para mentes mais abertas ainda no século XIX. Atípico, Mulherzinhas é uma obra que vale a leitura e, certamente valerá o filme.
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domingo, 14 de julho de 2019

Escrevendo sobre escrever sobre a crise na fronteira

Ao abordar temas relevantes como a crise da imigração nos Estados Unidos, Arquivo das crianças perdidas mostra uma empatia rara. Por meio de diversas vozes, sons e imagens, Valeria Luiselli cria um romance virtuoso, que fala tanto de uma família quanto de um país.

Leia abaixo o ensaio do crítico literário James Wood, publicado originalmente na revistaThe New Yorker em fevereiro de 2019 e traduzido para o português por Renato Marques.

Escrevendo sobre escrever sobre a crise na fronteira, por James Wood

“Nesse meio-tempo, enquanto a história continua, a única coisa a fazer é contá-la de novo e de novo, à medida que ela se desenrola, se desdobra e se bifurca, enovelando-se em torno de si mesma. E ela tem que ser contada, porque antes que qualquer coisa possa ser entendida, precisa ser narrada muitas vezes, em muitas palavras diferentes e de muitos ângulos diferentes, por muitas mentes diferentes.” Essas frases são de Tell Me How It Ends, mas poderiam facilmente ter aparecido em Arquivo das crianças perdidas, o novo romance de Luiselli, que oferece uma versão ficcionalizada do material de seu livro anterior –– a autora retornando, de modo diferente, às mesmas histórias, e lutando consigo mesma e com seu instrumento de maneira ainda mais produtiva do que em Tell Me How It Ends. O formato e diversos detalhes de sua jornada de 2014 permanecem inalterados. O romance é narrado por uma mulher não nomeada, que, na companhia do marido, igualmente sem nome, e seus dois filhos –– uma menina de cinco anos, filha que a mulher teve em um relacionamento anterior, e um menino de dez anos, filho do marido dela, também de outro relacionamento–– viaja de carro, no verão, de Nova York para o rincão sudeste do Arizona. A mãe e o pai não são exatamente escritores; são documentaristas do mesmo tipo e se conheceram enquanto trabalhavam em um grandioso projeto de gravação de áudio cujo objetivo era criar uma paisagem sonora de barulhos emblemáticos de Nova York –– o guinchar dos vagões do metrô parando de repente, pastores pregando, caixas registradoras abrindo e fechando, balanços oscilando. No Arizona, os dois planejam fazer coisas diferentes e adjacentes: ela trabalhará em “um documentário sonoro sobre a crise das crianças na fronteira”; ele pretende levar a cabo algo mais vago e abstrato: fazer o que ele chama de “inventário de ecos” sobre “os fantasmas de Gerônimo e os últimos apaches”.

[...]

É impossível não admirar a poderosa ambição do romance. Mas é também um livro estranhamente sintomático, característico das dúvidas e inseguranças de nossa época, dividido entre o realismo cotidiano da autoficção diarística e os privilégios mágicos da irrestrita criação ficcional (as crianças no deserto, os textos de Ella Camposanto). O que está faltando –– a ausência é por certo intencional –– é, precisamente, o meio: um artifício ousado o bastante para inventar e evocar as especificidades cotidianas de pessoas cuja vida é muito diferente da nossa e cujo sofrimento parece quase inacessível. De modo estranho, tais histórias mal e mal aparecem neste livro cujo engajamento é veemente. A evidência de que a escrupulosa compreensão dessa alteridade é compatível com a criação ficcional original e séria pode ser encontrada em romances recentes de Jenny Erpenbeck (imigrantes africanos na Alemanha) e Rachel Kushner (um presídio feminino na Califórnia). Luiselli, mais brincalhona do que qualquer uma dessas escritoras, honrou, neste livro brilhantemente intrincado e constantemente surpreendente, sua própria e difícil diretiva: “a única coisa a fazer é contá-la de novo e de novo, à medida que ela se desenrola, se desdobra e se bifurca, enovelando-se em torno de si mesma”. A história ainda não terminou –– longe disso.
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sábado, 13 de julho de 2019

5 dicas para estimular a leitura em sala de aula

Muitos educadores têm dúvidas de como incentivar os alunos a lerem, isso porque os nascidos nessa era digital estão se distanciando cada vez mais do hábito da leitura. Diante de todo esse dinamismo proporcionado pela tecnologia, é comum que jovens fiquem cada vez mais impacientes e acreditem que ler possa ser um processo demorado ou até mesmo perda de tempo.

Focada na publicação de livros infantis e infanto-juvenis, em 2018, a Editora Estrela Cultural teve todos os títulos inscritos no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC), aprovados, batendo a marca de 500 mil livros adotados. Além disso, o Centro de Ensino do Objetivo indicou "O código de Camões", de Beto Junqueyra – Publisher da casa editorial –, para as 900 unidades da rede.

Especialista em promover novas experiências de leitura, a Estrela Cultural separou 5 dicas para auxiliar os professores na missão de incentivar de maneira atrativa e prazerosa o hábito de leitura aos alunos:
Invista em projetos de leitura: A escola pode promover feiras literárias, arrecadar livros em gincanas, fazer campeonato de leitura ou até mesmo organizar semanas especiais para contar histórias ou fazer leituras coletivas, além de propor que os estudantes escrevam seus próprios contos e poesias. A produção de texto também é uma excelente estratégia para incentivar o gosto pela leitura e pela escrita, e também ajuda a desenvolver o imaginário da criança.
Incentive a interatividade: Deixe que cada aluno escolha um livro que lhe agrade e dê um prazo para que leiam. Após passar o tempo da leitura, faça uma aula interativa, monte uma roda da conversa para que cada um conte sua experiência com a obra e fale o que aprendeu com o livro. Assim, um aluno vai incentivando o outro a querer ler novas obras para obter a mesma experiência literária que ele teve.
Use a tecnologia em prol da literatura: Muitos ainda vão preferir seus dispositivos eletrônicos, mas não desanime... A tecnologia pode, e vai, ajudar no desenvolvimento do hábito de ler. Nesse meio, existem diversas bibliotecas virtuais, sites de editoras e e-books que disponibilizam obras gratuitas. Tudo isso pode ser um incentivo para que o jovem leia em seu celular, tablet, e-readers ou computadores. A tecnologia sempre traz novas formas de explorar modos de leitura, além de conhecer obras que antes eram inacessíveis. Invista também nas leituras digitais, com essa medida, muitos alunos serão incentivados para a leitura.
Promova visitas a bibliotecas: Promova e incentive o contato dos alunos com diversas obras literárias. Leve a turma para a biblioteca da escola, deixe que eles explorem os livros, folheiem os exemplares e escolham de maneira autônoma o que desejam ler. Além disso, lembre-os de que a leitura não precisa se restringir aos muros da escola. Organizar uma visita a bibliotecas municipais pode trazer resultados surpreendentes!
Mostre a importância dos livros: É primordial demonstrar a importância da leitura como fonte de informação, imaginação, cultura, vocabulário e valores. Incentive o contato e o respeito pelas obras, aproxime cada vez mais o aluno das histórias fantásticas que cada universo literário carrega. Indique livros que mais se adequa ao perfil do jovem e mostre que um bom livro pode ser um grande amigo para a vida toda.
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sexta-feira, 12 de julho de 2019

O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho

A partir de informações históricas, antropológicas, psicanalíticas e literárias, além das referências mais atualizadas da biologia molecular, da neurofisiologia e da medicina, o neurocientista compõe uma narrativa instigante sobre a ciência e a história do sonho.

O que é, afinal, o sonho? Para que ele serve? Como extrair sentido de seus tantos símbolos, repletos de detalhes e significados?
Neste livro, o renomado neurocientista Sidarta Ribeiro responde a essas e muitas outras questões sobre um dos grandes enigmas da humanidade ao recuperar narrativas literárias e históricas do mundo todo. Ele mostra como os sonhos eram importantes às civilizações antigas, como no Egito e na Grécia, situando-os no cerne da ciência e da política, ou como as culturas ameríndias preservam alguns dos exemplos mais bem documentados de profecias oníricas capazes de guiar povos inteiros. Ao mobilizar os principais debates da psicanálise, da medicina, da biologia molecular e da neurofisiologia, O oráculo da noite apresenta uma história da mente humana pelo fio condutor do sonho.
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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Livro de ficção que promete uma empolgante aventura repleta de suspense

Chega às livrarias brasileiras a obra O Mistério de Cruz das Almas, terceiro livro da série de ficção Aventuras de Daniel, escrita pelo jornalista Maurício Zágari. Na nova aventura, Daniel parte em uma viagem missionária e se vê envolvido numa trama apavorante, um mistério sobrenatural que coloca a fé do jovem à prova e o leva a questionar as próprias crenças.
Marca registrada de todos os livros da série, nessa terceira publicação, Maurício levanta debates sobre questões relacionadas a princípios bíblicos e a situações que demandam determinação e coragem. A cada página, o leitor é convidado a mergulhar numa intrigante investigação e a refletir sobre tópicos importantes como fé, comportamento e integridade.
Além de divertir, os títulos da série Aventuras de Daniel são um excelente recurso para pais, professores e líderes de jovens que podem utilizar os diferentes assuntos abordados como temas para os momentos de ensino e debate.
O Mistério de Cruz das Almas é um livro que promete bom entretenimento e muita adrenalina, tendo como pano de fundo valores milenares edificantes. Um convite para mergulhar numa história de tirar o fôlego que conquistará leitores 
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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Estudantes têm direito a assinatura grátis em app de leitura

Estudantes da iniciativa pública e privada ganham, a partir de junho, um incentivo a mais para se dedicar à leitura: o aplicativo Esens, que resume a essência de obras literárias não ficcionais em áudios de até 15 minutos, passa a oferecer assinatura gratuita a todos que comprovarem um vínculo estudantil. O benefício será garantido durante todo o período de matrícula, seja em escolas de ensino médio, cursos técnicos ou cursos superior, e dará ao estudante o acesso ao resumo de mais de 100 best-sellers das áreas de negócios, cultura, economia, saúde, história, liderança, marketing, finanças, política, psicologia, ciência, autoajuda, sociedade e tecnologia. 

Com essa iniciativa, Elizaveta Uvarova, fundadora e CEO do Esens, busca ajudar os brasileiros a criarem mais gosto pelos livros e assim melhorar os números de hábitos de leitura no país, que atualmente corresponde a 2,43 livros por ano, de acordo com dados do Instituto Pró-livro. “A leitura é uma das oportunidades mais democráticas e acessíveis de desenvolvimento humano. Queremos estimular os estudantes a conhecerem títulos que dificilmente teriam acesso sem o uso do aplicativo e, desta forma, incentivá-los a aprender algo novo a cada dia para o seu desenvolvimento pessoal e profissional, e também instigar a curiosidade para conhecer as obras completas”, afirma Elizaveta.

Para garantir o acesso gratuito, os estudantes devem curtir a página do Esens no Instagram e enviar, via DM, uma selfie onde aparece o seu rosto e a carteirinha de estudante com a data de validade visível. Depois de recebida a mensagem, o estudante receberá um código para acessar o aplicativo de forma gratuita. 

Como funciona o Esens

Sobre o funcionamento do aplicativo, Elizaveta explica que a mensagem principal das obras é resumida em um áudio de até 15 minutos, feito por uma equipe com especialistas em comunicação, linguística e tradução. 

Todos lêem os livros originais e fazem um resumo de sua essência. Em seguida, as visões são compartilhadas para que seja possível extrair a ideia principal do livro e assim passar de forma dinâmica para o aplicativo, que pode ser acessado em qualquer lugar, ajudando o usuário a economizar tempo e dinheiro enquanto aprende algo novo para acelerar a sua carreira, matar uma curiosidade ou, simplesmente, para relaxar.

Um app feito com um propósito

O grande diferencial do Esens, que será sentido em breve no mercado, é o propósito de sua criação. “Não estamos aqui para ser somente um aplicativo de resumo de livros. Nós queremos contribuir para a expansão dos rumos da leitura no Brasil. Aqueles que já lêem, vão conseguir priorizar melhor suas leituras a partir dos resumos e indicar mais livros para aqueles que gostariam de ler mais. Para os que não têm o hábito, vamos desenvolver um verdadeiro ecossistema de inclusão na leitura, a partir de resumos e áudios, que tem se tornado um formato cada vez mais popular” destaca Elizaveta.

App já conta com best-sellers

Com ao menos 30 novos livros adicionados a cada mês, o Esens já conta com alguns best-sellers em sua biblioteca, a exemplo do livro “Estratégia do Oceano Azul”. Fenômeno global que já vendeu 3,5 milhões de cópias no mundo todo, a obra ensina como investir em mercados inexplorados com base em um estudo de 150 movimentos estratégicos. Outra opção para quem já quer iniciar o uso do aplicativo aprendendo com as bibliografias mais indicadas no mercado, o título Homo Deus: A brief story of everyone who ever lived apresenta o mais recente pensamento sobre as origens africanas do Homo Sapiens e questiona o que nossos genes podem realmente nos dizer.

“Seja para aprender mais sobre liderança ou ciência, psicologia ou auto ajuda, estratégia corporativa ou política, o Esens sempre vai contar com um título que agrega informação e conhecimento ao usuário, contribuindo para a sua formação e tornando o acesso a conteúdos especializados mais palatável”, conclui Elizaveta.

O Esens já está disponível para download na App Store e Google Play.
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