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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Como a psicanálise compreende a sexualidade e as questões de gênero

"No que determinadas pessoas estão acreditando quando afirmam a sua identidade de gênero, dizendo serem homens ou mulheres?" Pág. 83 Essa e outras perguntas são respondidas na obra Faces do Sexual: Fronteiras entre gênero e inconsciente, organizada pelo psicanalista Rafael Kalaf Cossi e publicada pela Aller Editora.

Formado por artigos de renomados psicanalistas, como Vladimir Safatle, Patricia Porchat e Christian Ingo Lenz Dunker, o livro apresenta um debate claro e aberto da psicanálise com o estudo de gênero, apontando as possíveis aproximações e aprofundando o tão atual debate sobre sexualidade, o que é bastante controverso entre os psicanalistas mais arraigados à tradição.

De maneira didática, os textos quebram com a ideia da transexualidade ou da homossexualidade ligadas à perversão. A obra mostra ao leitor que a psicanálise está atenta aos sujeitos de seu tempo, às suas necessidades e ao seu modo de ser e estar no mundo – o que inclui a sexualidade como parte importante desse processo.

Desde Freud, para a psicanálise, a identidade sexual não está forçosamente atrelada aos caracteres biológicos e isso abre diversas possibilidades para pensar o sujeito e suas possíveis maneiras de viver sua sexualidade. Dessa forma, o livro amplia o debate psicanalítico ao conversar com autores de outras áreas, como Judith Butler.

Sem qualquer pretensão de limitar as discussões, Faces do Sexual: Fronteiras entre gênero e inconsciente quebra paradigmas e convida o leitor e a leitora a se permitirem seguir os descaminhos do debate que conduzem a diferentes interpretações dentro desse universo plural.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Avaliação empresarial pela primeira vez "Made in Brazil"

O Brasil é um país de dimensões continentais e, apesar de ser a oitava economia do mundo, quando o assunto é avaliação empresarial, a falta de material teórico sobre a realidade brasileira é uma das maiores dificuldades encontradas pelos avaliadores. Para preencher essa lacuna, o administrador e consultor Fernando Cabral lançou um verdadeiro guia de como avaliar empresas no país: Avaliação de empresas – e os desafios que vão além do Fair Value, lançamento da Lura Editorial.

Ao avaliar a primeira empresa de sua carreira, em 2005, Fernando teve a impressão de que “havia uma abismo entre o mundo teórico e prático”. Na época, encontrou apenas literatura voltada para o mercado norte-americano. Fato que, segundo ele, pouco mudou com o passar dos anos.

Para o autor, ao se basearem apenas em obras estrangeiras os avaliadores deixam de assumir problemas peculiares do Brasil, tais como: instabilidade econômica, mudanças de ordem tributária e crises políticas, além de outras particularidades empresariais típicas da cultura brasileira. “A ideia de fazer a obra, portanto, é fruto das minhas dificuldades e da minha paixão pelo assunto. (...) parte significativa dessa operação não está nos valores, mas na relação humana”, admite.

A obra é dividida em três partes. Na primeira, Fernando apresenta as metodologias de Avaliação de Empresas (Valuation) e suas armadilhas. Na segunda, de forma didática, explica como ocorrem as etapas do processo de compra e venda de empresas. Na terceira, o leitor é apresentado aos caminhos alternativos mais utilizados em Fusões e Aquisições (F&A) e à realidade do mercado nacional. Um dos destaques da obra é a descrição detalhada de uma avaliação na prática, com o uso do software de análise de risco chamado @RISK.

Fernando assume um grande desafio na tentativa de desmistificar a complexa teoria de valuation e como ela ocorre na prática. A obra se propõe a responder questões pontuais como: por que o valuation das empresas estão superavaliados? Quais são as armadilhas e os cuidados que deve ter? Mudanças de regime tributário fazem diferença no valor do negócio? Como proceder com o caixa da empresa e faturamento?

Ou seja, de maneira direta, o autor revela o que acontece no mundo da avaliação de empresas sem censura. E chega a uma conclusão: não importa de que lado você está, comprador ou vendedor, os desafios vão além do fair value (valor justo). É preciso ter conhecimento e habilidade para fechar o melhor negócio.
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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Livro fala da importância do amor próprio


Conectar mulheres e suas histórias como forma de promoção da regulação emocional e elevação de autoestima. Essa é a proposta do livro Autoamor, com a coordenação autoral das psicólogas Ellen Moraes Senra e Gizeli Hermano. A obra conta com análises de 21 especialistas que visam exercitar a importância da empatia entre as mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas em suas dores ou amores.

A psicóloga Ellen explica que o “autoamor” não se trata apenas de autoestima, mas inclui o amor-próprio, generosidade, empatia, carinho e tudo aquilo voltado para as figuras femininas fortes que são tão cobradas pela sociedade. “Encaradas sempre como fortalezas, muitas vezes, somos impedidas de demonstrar nossas fragilidades, como se tivéssemos que nos mostrar ‘super’ a todo momento”.

Sofrimento feminino
Para ela, um dos motivos da obra foi para se discutir o porquê de tantas pessoas se mutilando em prol de um padrão imposto, sem contar nos casos de mulheres sendo agredidas, abusadas e acreditando que merecem passar por isso.

A especialista lembra também das mães que sofrem por acharem que não fazem o suficiente ou fins de relacionamento que levam embora o amor próprio. “Precisamos encontrar a compreensão necessária para entender que as emoções são passageiras e que depende de nós dar o primeiro passo rumo à revolução do Autoamor”.

- Para piorar, vemos uma grande rivalidade entre as mulheres, quando elas podem se apoiar mutuamente. Por que nos atacarmos e apontamos defeitos umas nas outras quando sabemos que todas nós já estivemos exatamente na mesma posição ou estaremos algum dia? – questiona a psicóloga.

Acolhimento mútuo
A coautora diz que o livro é voltado para todas as mulheres: mães, esposas, filhas, donas de casa, empresárias, empreendedoras, domésticas entre outras. Para ela, a obra parte dos corações de cada uma, com o intuito de proporcionar uma experiência de troca, de acolhimento, de autoconhecimento e, principalmente, de mudança com o intuito de combater todo tipo de estereótipo.

- Caso a leitora já tenha iniciado a jornada do autoamor, esperamos contribuir para que permaneça firme nela. Mas se ainda não o tenha feito, esperamos que esse material sirva de impulso para que encontre a motivação interior de cada uma possa promover uma revolução de se amar cada dia mais - conclui.
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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Tania Queiroz fala sobre "Pais Imaturos, Filhos Deprimidos e Inseguros" em sua nova obra

Lançado pela Editora Évora, o livro "Pais Imaturos, Filhos Deprimidos e Inseguros" de Tania Queiroz trata da imaturidade dos adultos para educar crianças e jovens e as consequências negativas que suas atitudes promovem na vida dos filhos. O livro serve como um grito de alerta para que os pais possam rever sua postura e perceber como seu comportamento afeta a formação dos filhos, contribuindo para sua felicidade ou infelicidade.

"Quando crianças têm pais emocionalmente mais maduros e equilibrados elas tendem a lidar melhor com os desafios de suas vidas cotidianas, superar perdas e frustrações mais facilmente e também a se desenvolver emocional, social, psicológica e cognitivamente", afirma a escritora Tania Queiroz.

Com mais de dez anos de pesquisa, a autora apresenta uma obra com orientações, dicas e ensinamentos que desvendam a importância dos pais se educarem emocionalmente, reverem suas posturas e então educarem os filhos com uma mente mais madura.
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domingo, 28 de julho de 2019

Dr. Leandro Teles aborda em novo livro a depressão e suas variações


Transtorno cada vez mais comum nos tempos modernos, a depressão é um monstro que assusta tanto quem sente seus efeitos devastadores como quem convive com seus portadores. Em seu novo livro, Depressão não é fraqueza (Editora Alaúde), o neurologista Leandro Teles desvenda inúmeros aspectos do transtorno depressivo.

Ao longo dos capítulos, o autor demonstra a diferença entre tristeza e depressão e ensina o leitor a reconhecer em si e nas pessoas que estão ao seu redor os sintomas da doença, além de mostrar por que essa doença afeta milhares de pessoas no planeta. Baixa autoestima, ansiedade e sentimento de culpa, além de dificuldade de tomar decisões e sentir prazer, são apenas alguns dos indícios de que a doença pode estar presente.

Ao apresentar as variações clínicas do transtorno, dr. Leandro descreve alguns de seus casos mais significativos e surpreendentes, e mostra como é fundamental procurar ajuda especializada para obter uma orientação precisa.

De forma abrangente e acessível, a obra empodera o leitor possibilitando que ele adquira mais conhecimento sobre a doença, combata o preconceito, peça ajuda e encontre o melhor tratamento.
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domingo, 14 de julho de 2019

Escrevendo sobre escrever sobre a crise na fronteira

Ao abordar temas relevantes como a crise da imigração nos Estados Unidos, Arquivo das crianças perdidas mostra uma empatia rara. Por meio de diversas vozes, sons e imagens, Valeria Luiselli cria um romance virtuoso, que fala tanto de uma família quanto de um país.

Leia abaixo o ensaio do crítico literário James Wood, publicado originalmente na revistaThe New Yorker em fevereiro de 2019 e traduzido para o português por Renato Marques.

Escrevendo sobre escrever sobre a crise na fronteira, por James Wood

“Nesse meio-tempo, enquanto a história continua, a única coisa a fazer é contá-la de novo e de novo, à medida que ela se desenrola, se desdobra e se bifurca, enovelando-se em torno de si mesma. E ela tem que ser contada, porque antes que qualquer coisa possa ser entendida, precisa ser narrada muitas vezes, em muitas palavras diferentes e de muitos ângulos diferentes, por muitas mentes diferentes.” Essas frases são de Tell Me How It Ends, mas poderiam facilmente ter aparecido em Arquivo das crianças perdidas, o novo romance de Luiselli, que oferece uma versão ficcionalizada do material de seu livro anterior –– a autora retornando, de modo diferente, às mesmas histórias, e lutando consigo mesma e com seu instrumento de maneira ainda mais produtiva do que em Tell Me How It Ends. O formato e diversos detalhes de sua jornada de 2014 permanecem inalterados. O romance é narrado por uma mulher não nomeada, que, na companhia do marido, igualmente sem nome, e seus dois filhos –– uma menina de cinco anos, filha que a mulher teve em um relacionamento anterior, e um menino de dez anos, filho do marido dela, também de outro relacionamento–– viaja de carro, no verão, de Nova York para o rincão sudeste do Arizona. A mãe e o pai não são exatamente escritores; são documentaristas do mesmo tipo e se conheceram enquanto trabalhavam em um grandioso projeto de gravação de áudio cujo objetivo era criar uma paisagem sonora de barulhos emblemáticos de Nova York –– o guinchar dos vagões do metrô parando de repente, pastores pregando, caixas registradoras abrindo e fechando, balanços oscilando. No Arizona, os dois planejam fazer coisas diferentes e adjacentes: ela trabalhará em “um documentário sonoro sobre a crise das crianças na fronteira”; ele pretende levar a cabo algo mais vago e abstrato: fazer o que ele chama de “inventário de ecos” sobre “os fantasmas de Gerônimo e os últimos apaches”.

[...]

É impossível não admirar a poderosa ambição do romance. Mas é também um livro estranhamente sintomático, característico das dúvidas e inseguranças de nossa época, dividido entre o realismo cotidiano da autoficção diarística e os privilégios mágicos da irrestrita criação ficcional (as crianças no deserto, os textos de Ella Camposanto). O que está faltando –– a ausência é por certo intencional –– é, precisamente, o meio: um artifício ousado o bastante para inventar e evocar as especificidades cotidianas de pessoas cuja vida é muito diferente da nossa e cujo sofrimento parece quase inacessível. De modo estranho, tais histórias mal e mal aparecem neste livro cujo engajamento é veemente. A evidência de que a escrupulosa compreensão dessa alteridade é compatível com a criação ficcional original e séria pode ser encontrada em romances recentes de Jenny Erpenbeck (imigrantes africanos na Alemanha) e Rachel Kushner (um presídio feminino na Califórnia). Luiselli, mais brincalhona do que qualquer uma dessas escritoras, honrou, neste livro brilhantemente intrincado e constantemente surpreendente, sua própria e difícil diretiva: “a única coisa a fazer é contá-la de novo e de novo, à medida que ela se desenrola, se desdobra e se bifurca, enovelando-se em torno de si mesma”. A história ainda não terminou –– longe disso.
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terça-feira, 9 de julho de 2019

Conheça "A Mãe Recém-Nascida", por Thaís Vilarinho

Quando se fala em livros de maternidade, logo se pensa em bebês. Não é mesmo? Estamos acostumadas a ler livros, diários sobre bebês e todo o tipo de informação sobre seu universo. Mas, e a mãe que acabou de nascer? Seus questionamentos? Medos e alegrias? Mamães prestem atenção! Aqui está algo para você... 

Depois do sucesso de "Mãe Fora da Caixa" ao compartilhar sua rotina com o objetivo de desabafar e ajudar também através de publicações em seu blog e Instagram , que funcionam como um bálsamo na vida das mamães, em especial, as de primeira viagem, Thaís Vilarinho lança "A Mãe Recém Nascida", que promete ser muito mais que um livro e sim, uma conversa entre amigas. 

Fisioterapeuta e mãe de dois meninos, Matheus e Thomás, Thaís faz palestras em todo o Brasil e se tornou uma das maiores referências nas redes sociais sobre o tema, alcançando 453k seguidores. 

Em sua obra, Thaís mostra através da perspectiva da mãe todas emoções que a gravidez faz uma mulher sentir, desde os choros compulsivos de alegria por sentir o bebê mexer, até mesmo, o desespero por querer o seu corpo de volta. "Aceite. Simplesmente aceite a sua fragilidade, trabalhe os seus medos e inseguranças. Não esconda nada de si nem de ninguém. Deixe tudo pulsar naturalmente. Abra a porta da frente para os seus sentimentos. Ofereça café quentinho e bata um papo com cada um deles. Cada um deles tem razão de ser. Não se cobre e viva um dia de cada vez. Como mãe, você acabou de nascer", explica Thaís. 

Será que eu nunca mais vou dormir uma noite inteira?Nunca mais vou comer uma refeição com tranquilidade?Ter um tempo para cuidar de mim? Tomar um café com as minhas amigas? "Ah, como eu já me fiz essas perguntas, como eu entendo o que você está sentindo nesse início da maternidade. Parece que não passa, né? Mas sem perceber os primeiros meses passam, o blues vai embora, o bebê já não é mais um recém-nascido e a vida nova vai entrando nos trilhos", revela a autora. 

De maneira acolhedora em uma leitura cativante, "A Mãe Recém Nascida" é um convite às mulheres que desejam descobrir mais sobre os questionamentos do universo da maternidade. "Foram tantos os questionamentos! Por isso, se eu pudesse voltar no tempo e estar aí no seu lugar, sabe o que eu sussurraria no meu ouvido? Cada palavra deste livro".
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sexta-feira, 5 de julho de 2019

A visão materna sobre o mundo

Os Rios da Vida reúne fatos históricos do mundo com o olhar materno que compreende e dispensa o amor incondicionalmente. A obra, da cientista social e mãe Johanna S. P. Ferreira, publicada pela editora Ofício das Palavras, é um verdadeiro tratado de gratidão.

Na narrativa, a mãe explica aos filhos as lindas passagens e as mazelas de diversos lugares como Espanha, Brasil, Portugal, Índia, Grécia, entre outros. Desperta o interesse em diversos campos de conhecimento como a história, cultura, geografia, artes, ou seja, todos aqueles que são essenciais para que as pessoas compreendam um pouco do conjunto de importantes episódios da humanidade.

Com simplicidade em descrever os acontecimentos e costumes dos locais das mais diversas cidades, países e tribos, a autora traz a riqueza de detalhamento, capaz de unir mães e filhos na literatura.
São muitas as questões discutidas, como a divisão do mundo, quais terras eram/são pertencentes a quais países. As grandes navegações, as expedições para conhecer outras terras e a escravidão. A sincronicidade entre as religiões e os deuses, tal qual Thor (Países Nórdicos) e Tupã (Brasil), ambos Deuses do trovão.

Quando a escritora pensou neste livro, procurou exaltar os pontos positivos das culturas indígenas, africanas e dos portugueses. Descrever os índios e a sabedoria que carregam e, também, a formação do brasileiro e os aspectos positivos da miscigenação.

A autora fala das artes como um prelúdio da realidade que está por vir, da sensibilidade criada por meio da música, escultura, literatura, pintura, entre outras. Mostra a dualidade da tecnologia e avanços, como as muitas luzes que transpassam segurança, mas contribuem com a perda da conexão com as estrelas.

Neste tratado, Johanna enfatiza o fato das histórias se repetirem e as pessoas não se desligarem dos poderes e guerras. E, também, mostra que é essencial o reparo das dívidas históricas pelas novas gerações. Principalmente, quando se trata do habitat da humanidade, que é cada vez mais destruído pelos homens de forma inconsciente, como se fosse um DNA comportamental de destruição. O Planeta Terra é uma biblioteca viva que Deus nos deu de presente, a natureza deve ser preservada.

A ordem respeitada nesta obra não é a cronológica, mas sim aquela que dá prioridade aos casos mais grandiosos da plenitude e do sofrimento. A partir disso, a autora chega ao “Ho'oponopono”, que pode nortear a humanidade em busca da evolução.
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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Um novo olhar sobre a Psicanálise

Focada em livros de Psicanálise, a Aller Editora oferece em seu catálogo obras que se debruçam sobre os temas cruciais da teoria e da prática clínica, desde seus fundamentos até os novos debates sobre questões da atualidade e suas repercussões sobre o sujeito contemporâneo.

Entre seus lançamentos, a casa editorial traz ao leitor obras de grande sucesso no meio internacional, como A perversão e a psicanálise, do psicanalista e psiquiatra francês Luis Izcovich. A obra disseca um dos conceitos mais importantes da Psicanálise e, ainda, suscita discussões.

Colette Soler, agrégée da Universidade em Filosofia, diplomada em Psicopatologia e doutora em Psicologia, também chega ao mercado literário brasileiro pela Aller. Na obra Lacan, leitor de Joyce, Soler afirma que os lacanianos (inclusive ela) se precipitaram a responder que o escritor irlandês James Joyce seria um psicótico. A autora desconstrói essa resposta e mostra ponto a ponto como ela errou anteriormente e como pensa em se corrigir.

Até mesmo mortos-vivos ganham espaço na editora. A obra Ensaios sobre mortos-vivos, organizada pelos psicanalistas Rodrigo Gonsalves e Diego Penha, reúne textos que analisam o conceito de decomposição para revelar o que há de comportamento zumbi nas relações humanas (ou desumanas) na atualidade.

Já na obra Laços possíveis, as psicólogas e psicanalistas Renata Kerbauy, Márcia Barone Bartilotti e Gislaine De Dominicis organizam e apresentam diversas experiências clínicas com casais e família a fim de viabilizar a ampliação de caminhos para a compreensão e condução de casos semelhantes, considerando o significativo aumento da demanda clínica, tanto institucional quanto privada.

Inspirada na palavra francesa Aller, que significa “ir”, a casa editorial convida leitores, atuantes na área de Psicanálise ou não, a percorrer caminhos que cruzam fronteiras e a embarcar nessa aventura que é ler como movimento.

Conheça alguns:

Título: A perversão e a psicanálise
Autor: Luis Izcovich
A perversão, um dos conceitos mais importantes da psicanálise, ainda suscita muitas dúvidas e discussões. Questões como “os perversos são analisáveis?” ou “existem mulheres perversas?” são objeto de debate. Mais ousado ainda é aventurar-se a abordar o tema a partir da leitura que Jacques Lacan fez da obra freudiana – e é exatamente a isso que se propõe Luis Izcovich nesta obra. 
A partir das estruturas clínicas (que incluem também a neurose e a psicose), ele sustenta a perversão como uma entidade clínica muito bem definida que mostra uma relação particular com o desejo e a falta. É isso que permite ao analista – diferentemente do que acontece com a psiquiatria ou mesmo com o discurso social – olhar de forma clinicamente diferenciada a maneira como o sujeito trata essa falta. 
“O perverso não cessa de, incansavelmente, restituir ao corpo do Outro o gozo perdido”, afirma o autor de A perversão e a psicanálise. “O que o perverso sabe é o que constitui a falta do Outro.” Acompanhe Luis Izcovich nessa jornada audaciosa em um dos temas mais complexos e controversos da clínica psicanalítica.


Título: Lacan, leitor de Joyce
Autora: Colette Soler
Acompanhar Soler neste livro é uma oportunidade de fazer, parafraseando Joyce, uma recirculação de volta a Freud, Lacan e cercanias.
Poderíamos colocar no início desse livro: “Cuidado, tinta fresca, work in progress”. Isso porque, apesar da leveza com que a autora escreve, ela nos convoca a pensar sobre assuntos que giram dias na cabeça, que tiram as certezas já empoeiradas das prateleiras e que obrigam a pensar sobre temas aparentemente resolvidos. “Joyce era louco?”, pergunta Lacan. Soler nos afirma que os lacanianos, inclusive ela, se precipitaram a responder que ele era um psicótico. E essa afirmação apoiou vários teóricos em suas construções. No entanto, Soler desconstrói essa sua resposta e mostra ponto a ponto como ela errou anteriormente e como pensa em se corrigir.
Para rever os diagnósticos, Soler nos entrega sua própria leitura da obra de James Joyce, trazendo exemplos nos trechos dos textos desse autor. Damos, com Soler, uma volta a mais sem voltar ao mesmo lugar, sem nos acomodar. Acompanhamos cada retomada, feita a partir de perguntas que abrem o caminho.


Título: Ensaios sobre mortos-vivos
Organizadores: Diego Penha e Rodrigo Gonsalves
Os rostos são pálidos e sem expressão. Os olhos, vidrados e sem profundidade. Os corpos se movimentam como se fossem autômatos. Eles vagueiam pelas ruas, pátios de fábricas, escritórios e muitos outros lugares em busca de algo que possa satisfazer sua fome.
Ao ler esse relato, seria natural pensar nos zumbis que povoam os cenários de filmes como o clássico A noite dos mortos-vivos, da série The walking dead ou do vídeo da música Thriller, de Michael Jackson – aquelas criaturas macabras, em estado de putrefação, que partem de suas tumbas em busca de carne humana para alimentar sua (não) existência.
Mas a descrição também cabe na dimensão da labuta repetitiva do operário, na ronda dos grupos adolescentes consumistas dentro do shopping, no semblante da executiva durante a reunião de uma multinacional diante da pressão por resultados. E é sobre esse tipo de vida-meio-morte, desprovida dos humores e fluidos que a aproximam do que há de mais fundamental em sua humanidade, que os autores reunidos nesta obra propõem reflexão.
A partir de um olhar ora político, ora psicanalítico, ora artístico, mas sempre contextualizando sobre o simbólico dos corpos sem alma, os textos reunidos por Rodrigo Gonsalves e Diego Penha em Ensaios sobre mortos-vivos, elaborados por um seleto grupo de pensadores da contemporaneidade, decompõem o conceito de decomposição para revelar o que há de comportamento zumbi nas relações humanas (ou desumanas) e nos alertar: cuidado, pois eles tão em todo lugar!
Estar à altura de seu tempo é o convite final deste livro. O final da obra lacaniana aberto a partir da proposta de Joyce: Finn again.


Título: Laços possíveis: exeperiências clínicas com casais e famílias
Organizadoras: Renata Kerbauy, Márcia Barone Bartilotti e Gislaine De Dominicis

Uma das grandes pretensões da cultura de generalização contemporânea é a de supor que é possível engendrar um plano ou uma superequação capaz de resolver todos os problemas de determinada natureza. Mas a vida em família não é resultado de fórmulas. Quando um casal se vê diante de uma crise no relacionamento e se dispõe a buscar acompanhamento clínico, seu caso é singular, único, assim como deve ser a escuta e o acompanhamento do analista.
A proposta das organizadoras de Laços possíveis: experiências clínicas com casais e famílias é apresentar e compartilhar diferentes modalidades de intervenções clínicas, funda- mentadas por diversos recortes teóricos e técnicos de autores com experiência ampla e reconhecida. O objetivo é viabilizar a ampliação de caminhos para a compreensão e condução de casos semelhantes, considerando o significativo aumento da demanda clínica, tanto institucional quanto privada.
Com essa obra, tanto organizadoras quanto autores esperam contribuir para a forma- ção de novos terapeutas de casal e família, bem como incentivar outros profissionais a escrever e compartilhar suas vivências, dificuldades e olhares teóricos clínicos acerca dessa temática.
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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Deepak Chopra ensina como atrair mais prosperidade para a vida

Com mais de 300 mil exemplares vendidos nos EUA, Deepak Chopra explica nesse livro que riqueza não quer dizer só dinheiro, mas também a abundância, o fluxo, a generosidade do universo. Em Criando Prosperidade, obra que deu origem ao best seller, As 7 leis espirituais do sucesso, Chopra apresenta 26 passos para trazer sucesso e realização em para todos os níveis de nossas vidas. 

Segundo o autor, a prosperidade é o nosso estado natural, e o universo físico, com toda a sua abundância, é fruto de um campo ilimitado de possibilidades. Com uma linguagem simples e direta, Chopra explica alguns dos princípios básicos da física quântica – assunto que explora com mais profundidade em Você é o universo, outro best-seller do autor – e os aproxima da sabedoria contida na filosofia hindu.

Através destes passos, o leitor vai aprender quais posturas adotar e treinar para atrair mais riqueza, seja ela material ou espiritual. O autor ensina a trilhar um caminho para além da riqueza material, rumo ao desapego, a empatia e a verdadeira iluminação do espírito.
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domingo, 16 de junho de 2019

O que é nudge? Entenda como este conceito influencia a tomada de decisões

Richard Thaler, um dos autores de Nudge: como tomar melhores decisões sobre saúde, dinheiro e felicidade, ganhou o prêmio Nobel de economia de 2017 por suas contribuições no campo da economia comportamental, especialmente ao examinar como nossos instintos podem muitas vezes dominar nossas escolhas racionais. Ele é um dos pais fundadores da teoria nudge, a noção de que as pessoas podem ser influenciadas por “pequenos estímulos” para alterar seu comportamento.

Segundo Thaler e o coautor de Nudge, Cass Sunstein: "Esse nudge é um estímulo, um empurrãozinho, um cutucão; é qualquer aspecto da arquitetura de escolhas capaz de mudar o comportamento das pessoas de forma previsível sem vetar qualquer opção e sem nenhuma mudança significativa em seus incentivos econômicos."

Os autores mostram que nenhuma opção nos é apresentada de forma neutra, e que estamos todos suscetíveis a tomar decisões ruins. No entanto, ao compreender como as pessoas pensam, é possível estabelecer uma “arquitetura da escolha” que facilita o reconhecimento das melhores opções para nós mesmos, nossa família e nossa sociedade, sem restringir nossa liberdade.

Exemplos de nudges
  • Nudge na política de doação de órgãos: A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou no início do ano que, a partir de 2020, o estado seguirá o “opt out” na política de doação de órgãos. A nova lei transforma todas as pessoas em doadoras de órgãos, a menos que digam o contrário. Fazer com que você seja automaticamente um doador é um nudge. Áustria, Portugal e Espanha são alguns dos países que aderiram ao “opt out”, e já alcançaram números muito maiores em doação de órgãos do que em países nos quais vigora o “opt in”, ou seja, nos países em que você precisa se declarar doador. O que acontece no “opt in” é que muitas vezes as pessoas estão dispostas a doar, mas não fazem o procedimento para se declararem doadoras.
  • Nudge contra o desperdício: Quando estão em um lugar onde a comida é liberada, as pessoas tendem a desperdiçar, a se servir mais do que comem e bebem e a pegar mais guardanapos do que utilizam. Pensando nisso, gestores e estudantes da Universidade Alfred, em Nova York, testaram a política da “bandeja zero” por dois dias. Quando as bandejas não eram disponibilizadas, o desperdício de alimentos e bebidas caía entre 30% e 50%.
  • Nudge para uma alimentação saudável: Simplesmente mudar a posição dos alimentos no refeitório de uma escola ou de uma empresa é um ótimo nudge para fazer com que as pessoas optem por uma alimentação mais saudável. Colocar frutas e verduras em uma posição mais visível que frituras, por exemplo, pode comprovadamente aumentar o consumo de alimentos saudáveis e reduzir o de alimentos prejudiciais à saúde.
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terça-feira, 7 de maio de 2019

"A difícil arte de ser você mesmo", sucesso de Donald Miller, agora em português


Como seria se todos deixassem de lado o mau hábito de criar artifícios para impressionar as pessoas e passassem a projetar uma imagem mais autêntica? Já parou para pensar quanto tempo o ser humano perde projetando ao mundo um personagem fictício, quando o verdadeiro eu fica sufocado sob traumas e padrões de pensamento que minam a alegria, a paz e a leveza do dia a dia?

Em A difícil arte de ser você mesmo, Donald Miller, escritor best-seller americano, compartilha sua jornada de autoconhecimento ao contar como, aos 40 anos, derrubou muros antigos para criar uma mente saudável, uma família forte e uma carreira satisfatória, abrindo-se para relacionamentos consistentes, em que há verdadeira conexão.

Para isso, ao longo da obra, ele retoma lições e experiências que o ajudaram a superar feridas antigas, a vencer a constante necessidade de impressionar os demais e a enxergar todo o potencial que tinha. Escrito com sinceridade intelectual e absoluta transparência, A difícil arte de ser você mesmo leva o leitor a revisitar recônditos de sua mente e coração, a rever a própria história e a encontrar um caminho de cura e restauração que resultará em uma nova maneira de enxergar a vida e as pessoas.

Inspirador, o livro elucida a importância da amizade, dos laços familiares, do bom relacionamento conjugal, da integridade e do amor genuíno, e incentiva o leitor a não ter medo de se deixar aproximar, de permitir que a máscara caia, para que todas as muletas sociais, geralmente usadas para chamar a atenção — como trabalho, títulos e status — cedam lugar ao amor, onde não há medo nem ansiedade.

Dentre diversas lições, o autor afirma que as pessoas não estão procurando prejudicar umas às outras e, por isso, não há razão para ter tanto medo de se aproximar dos demais; os maiores receios da humanidade podem ser vencidos; e que sempre é tempo de recomeçar. Além disso, ele traz à tona a importante verdade de que não se pode esperar que outras pessoas o completem.

Indicado para todos que desejam reencontrar a identidade, dar um basta nos temores que aprisionam, empreender mudanças na forma de adquirir respeito, criar laços duradouros e amar a vida, A difícil arte de ser você mesmo é um livro cativante, inteligente e altamente instrutivo que levará os leitores a um novo patamar de satisfação e bem-estar interior.
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quarta-feira, 6 de março de 2019

Um novo olhar sobre a medicina

As ciências possuem leis – verdades absolutas baseadas em experimentos que descrevem algum atributo universal da natureza – mas será que a medicina segue a mesma regra? Essa é a provocação de As leis da medicina, novo exemplar da coleção TED Books, lançamento da Editora Alaúde, escrito pelo premiado médico indiano Siddhartha Mukherjee. O livro aborda a importância de um olhar mais humano sob a profissão e para a saúde como um todo. 

Inspirado pelo livro The Youngest Science, o jovem Mukherjee passou a ponderar sobre a maneira como entendia a profissão do médico, o que o levou a uma pergunta fundamental: será que a medicina é uma “ciência”? A partir daí Mukherjee seguiu sua carreira refletindo sobre essa questão o que gerou alguns dos mais sérios estudos em torno dos princípios de sua disciplina – culminando em As leis da medicina.

Mukherjee instiga seus leitores com casos desconcertantes e, ao mesmo tempo, esclarecedores. Esta percepção única levou o médico indiano a identificar os três princípios que, segundo ele, regem a medicina: O primeiro deles fala sobre o peso de uma intuição frente a um exame insatisfatório, mostrando que a bagagem do profissional é que faz a diferença no diagnóstico. Já a segunda lei mostra que casos incomuns são os que mais geram ensinamentos, pois as situações denominadas pelo autor de “fora da curva” ajudam a redefinir o conhecimento sobre uma determinada doença. E a terceira lei acentua que o viés humano é essencial para um experimento médico perfeito, ou seja, a tecnologia para coletar, armazenar e manipular dados não substitui a interpretação do profissional. 

Com uma linguagem envolvente, As leis da medicina, além de estar repleto de detalhes históricos fascinantes e maravilhas médicas modernas, também vislumbra as lutas da profissão do médico e os impasses que raramente vem à tona. É, sem dúvida, um livro que estabelece as bases para uma nova maneira de entender a medicina, agora e no futuro.
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terça-feira, 5 de março de 2019

São Tomás de Aquino, filosofia e currículo escolar

Tommaso d’Aquino, mais conhecido como São Tomás de Aquino, é o padroeiro dos estudantes e professores, o protetor dos incansáveis colecionadores de conhecimento. O filósofo era considerado como um dos mais brilhantes teólogos da Igreja Católica. Um dos pensadores mais comprometido com a oração.

Os ensinamentos do Santo deixaram um legado importantíssimo à filosofia moderna com suas obras que discutem ética, lei natural, metafísica e teoria política.

O dominicano, influenciado por Aristóteles, Averróis entre outros importantes pensadores, afirmava que a sabedoria é o mais perfeito, sublime, útil e alegre dos estudos humanos.

O que diria São Tomás de Aquino sobre o fato da filosofia não ser mais uma matéria obrigatória no currículo escolar?

Apesar do cunho religioso abordado em suas obras, a filosofia sempre esteve presente nos estudos de Aquino. Como nas obras, publicadas pela Editora Edipro, O Livre Arbítrio, A Fé, O Apetite do Bem e da Vontade, Do Governo dos Judeus à Duquesa de Brabante , entre outras.

O pensador estudava a relação entre a razão e a fé e, segundo a sua interpretação, esses conceitos não se opõe um ao outro, são diferentes e convergem em harmonia. Para o filósofo, a teologia é a ciência suprema, fundada na revelação divina, e a filosofia sua auxiliar.

Neste sentido, a filosofia, para o São Tomás de Aquino, era imprescindível. Como defensor da sabedoria e dos estudos, dono de uma inteligência e perspicácia fascinante, embutiu a filosofia como uma complementar para seus estudos, que são considerados importantes contribuições para a filosofia moderna.
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sexta-feira, 1 de março de 2019

Quer saber como Van Gogh realmente morreu?

Leia Van Gogh: A vida, de Steven Naifeh e Gregory White Smith. O e-book está com 25% de desconto até o dia 22 de fevereiro e, para os leitores que aguardam a nova tiragem da edição física, a nova reimpressão estará disponível até o fim do mês.

Steven Naifeh e Gregory White Smith apresentam nesta monumental reconstituição biográfica uma visão ao mesmo tempo erudita e apaixonada sobre o artista holandês. Os autores, responsáveis por uma biografia de Jackson Pollock, esmiúçam o conturbado relacionamento com os pais, a amizade com o irmão Theo, a relação intensa com a religião, a errância entre diversas cidades, a vida sexual desregrada, o fracasso em vender suas obras, a amizade conturbada com Paul Gauguin, a loucura, a orelha mutilada - e sugere uma explicação surpreendente para o suposto suicídio. 

O livro é complementado pelo site www.vangoghbiography.com (em inglês), com notas bibliográficas e vasto material iconográfico.

Também está em cartaz nos cinemas o filme Van Gogh - No portal da eternidade, dirigido por Julian Schnabel e estrelado por Willem Dafoe, que concorre a um Oscar de Melhor Ator pelo papel de Van Gogh.

Apesar de não ser uma adaptação direta da obra, é possível perceber semelhanças com a pesquisa de Naifeh e Smith no longa:

Nas aldeias de Arles e Auvers-sur-Oise, onde se refugiou para escapar das pressões de Paris, o pintor Vincent van Gogh é tratado gentilmente por alguns e brutalmente por outros. Madame Ginoux, proprietária do restaurante local, tem pena de sua pobreza e lhe dá um livro de contabilidade, que ele preenche com desenhos. Seu amigo e artista Paul Gauguin, após uma convivência intensa, se afasta. Seu amado irmão e negociante de arte, Theo, é inabalável em seu apoio, mas nunca consegue vender uma única pintura de Vincent. Premiado no Festival de Veneza. 
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Conheça 'As últimas notícias do Sapiens', novo livro da Editora Vestígio


Uma leitura imperdível para quem gosta de não ficção, história e antropologia, dos mesmos autores de Neandertal, nosso irmão.

O Homo sapiens é mesmo uma espécie surpreendente. Achávamos que ele tinha surgido em algum lugar da África há 200 mil anos, e agora encontramos provas de sua presença desde muito antes disso, e em todos os continentes.

Pensávamos que ele tinha saído do berço 80 mil anos atrás, até descobrirmos, na China, fósseis muito mais antigos. Pior que isso – ou melhor, se preferir –, a genética nos mostrou recentemente que chegamos a dividir nosso planeta com outras espécies humanas hoje extintas e com as quais nós nos misturamos!

Por todas essas razões, é urgente fazer um balanço sobre nossos ancestrais e escutar as últimas notícias do sapiens. Dos Australopitecos ao Neolítico, os autores nos contam a fascinante saga de um estranho primata, transformado para sempre pela evolução e pelo nosso bem mais valioso: a cultura.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019


Ao longo de sua jornada, a paquistanesa Malala Yousafzai visitou uma série de campos de refugiados, o que a levou a pensar sobre sua própria condição de migrante — primeiro dentro de seu país, ainda quando criança, e depois como ativista internacional, livre para viajar para qualquer canto do mundo, exceto sua terra natal.

Em Longe de casa, que é ao mesmo tempo um livro de memórias e uma narrativa coletiva, Malala explora sua própria trajetória de vida e apresenta as histórias de nove garotas de várias partes do mundo, do Oriente Médio à América Latina, que tiveram que deixar para trás sua comunidade, seus parentes e o único lar que conheciam.

Numa época de crises migratórias, guerras e disputas por fronteiras, Malala nos lembra que os 68,5 milhões de deslocados no mundo são mais do que uma estatística — cada um deles é uma pessoa com suas próprias vivências, sonhos e esperanças.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

O novo livro do autor de "Zero zero zero" e "Gomorra"

Meninos com fuzis, disputa por pontos de tráfico de drogas e um governo que faz vista grossa para a máfia. Essa é a atmosfera de Os meninos de Nápoles, o mais novo livro de Roberto Saviano, que chega às livrarias em fevereiro pela Companhia das Letras.

Aqui, os protagonistas são jovens de quinze anos com apelidos inofensivos — Peixe Frouxo, Dentinho, Drone —, que vêm de famílias comuns e cujo único desejo é conquistar dinheiro e poder. E para isso estão dispostos a pagar qualquer preço.

Liderados pelo jovem Nicolas Fiorillo, o Marajá, eles formam uma paranza (ou gangue juvenil) para conquistar o bairro de Forcella. No entanto, conforme ganha poder e importância, eles se veem presos a uma espiral — talvez irreversível — de crime e violência. Ao unir ritmo eletrizante e prosa original, Os meninos de Nápoles é Roberto Saviano em sua melhor forma.

Roberto Saviano nasceu em Nápoles, em 1979. Jurado de morte pela máfia italiana, o escritor revelou ao mundo os segredos do crime organizado em seu best-seller Gomorra, que ganhou tradução em mais de quarenta países, ultrapassou 10 milhões de cópias vendidas e originou o filme e a série homônimos.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Dicas para viver melhor na era da sobrecarga de informação

Vivemos na era da informação, uma era de excessos, na qual fazemos mil coisas ao mesmo tempo e recebemos os mais diversos tipos de estímulo das mais variadas fontes. No meio disso tudo, como não se esquecer de coisas importantes? Como conseguir se organizar? Segundo Daniel Levitin, autor de A mente organizada, “sozinha a mente não organiza as coisas da maneira que você gostaria que fizesse. Ela é pré-configurada, e, apesar de ter enorme flexibilidade, foi construída sobre um sistema que evoluiu durante centenas de milhares de anos para lidar com tipos e volumes diferentes de informação de que hoje dispomos. Para ser mais específico: o cérebro não é organizado da maneira que você talvez arrumaria seu escritório em casa ou o armário de remédios do banheiro."

Se entendermos como o cérebro organiza as informações, talvez consigamos lidar com elas em vez de travar uma luta constante com a chave que perdemos, a reunião que esquecemos e o voo que não marcamos. Não existe um sistema único que funcione para todo mundo — somos todos singulares. No entanto, a neurociência e a psicologia nos brindaram com diversas estratégias que podem facilitar nossa vida.



Affordances do dia a dia

Uma ajuda fundamental para nos impedir de esquecer e perder as coisas é descarregar a informação do cérebro para o ambiente: utilize o próprio ambiente para lembrá-lo do que precisa ser feito.

Num sentido mais amplo, isso tem relação com o que os psicólogos cognitivos chamam de affordances. Uma affordance descreve um objeto cuja forma fornece a informação sobre a maneira de utilizá-lo. O formato do telefone na sua mesa mostra qual é a parte que você precisa pegar. A maioria das tesouras tem dois buracos para os dedos, um maior que o outro, e assim você sabe onde enfiar os dedos e onde enfiar o polegar (exceto para os canhotos). A xícara mostra onde você deve pegá-la. E por aí vai.

Criar affordances no seu dia a dia o ajudará a diminuir a sobrecarga do cérebro.Uma dica é colocar um gancho para as chaves ao lado da porta e uma bandeja ou prateleira para seu smartphone. Mas temos que usar esses objetos todos os dias. Para dar certo, o sistema depende de sermos repetitivos. Assim que entrar em casa, pendure-as no gancho. Sempre. Se o telefone estiver tocando, primeiro pendure as chaves. Se estiver com as mãos ocupadas, largue o que estiver segurando e pendure as chaves. Você vai ver como dá resultado!



O método Bullet Journal

Outra forma de diminuir a sobrecarga do cérebro é usando a boa e velha agenda. Um dos métodos de organização que vem ganhando enorme popularidade recentemente é o Bullet Journal, uma mistura de agenda, diário e lista de tarefas que tem o intuito de organizar toda a sua vida em um único lugar: um caderno.

Isso mesmo, um caderno. Para utilizar esse sistema, você só precisa de papel e caneta. Mas por que não usar um aplicativo ou qualquer outra ferramenta digital? Ryder Carroll, criador do método, explica:

"A tecnologia remove barreiras e diminui a distância entre as pessoas e a informação. Podemos aprender sobre praticamente qualquer coisa ou nos comunicar com qualquer um, a qualquer hora, de qualquer lugar, utilizando apenas um celular. No entanto, essa conveniência tem seu preço. Em um mundo com amplificadores de sinal de wi-fi presos a torres de igreja, nenhum lugar é sagrado. Da sala de reunião ao banheiro, a tecnologia inundou nossas vidas com mais conteúdo do que jamais conseguiremos processar. Isso acabou com nosso tempo de atenção. Estudos sugerem que nossa concentração sofre simplesmente por estarmos na mesma sala que nossos smartphones, mesmo se estiverem em modo silencioso ou desligados! Estamos diminuindo cada vez mais a quantidade de tempo que temos para pensar. Sentar com seu caderno lhe permite esse precioso luxo. Cria um espaço pessoal, livre de distrações, para se conhecer melhor. Uma das principais razões para usarmos o caderno no método Bullet Journal é que ele nos obriga a desconectar."
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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Citadel lança obra com artigos inéditos de Napoleon Hill

Vencer também pode ser uma ciência, assim como se aprende física ou matemática é possível estudar a fórmula do sucesso! Publicação oficial da The Napoleon Hill Foundation pela Editora Citadel, a casa editorial das obras de Napoleon Hill no Brasil, A Ciência do Sucesso reúne textos previamente não compilados publicados durante a vida de Napoleon em jornais e edições especiais de revistas, mostrando que vencer não é impossível para quem tem determinação.

Além disso, a obra também mostra a história de vida do autor, contando mais sobre sua infância humilde, época da escola, primeiro emprego e as grandes conquistas da carreira. Considerado o mestre do desenvolvimento pessoal, Hill vendeu mais de 120 milhões de livros pelo mundo. Mesmo depois de tantos anos, seus best-sellers ainda motivam e inspiram aqueles que buscam sucesso no mundo dos negócios.

A pesquisa que realizou durante 30 anos e analisou cerca de 16 mil empresários com cases de sucesso e fracasso é atemporal e traz respostas eficazes de Hill, que prova ser fruto de seu próprio estudo. Filho de um pobre montanhês, o estadunidense trilhou uma infância simples na Virgínia, mas com o esforço de seu trabalho conseguiu se tornar um dos nomes mais influentes dos Estados Unidos.

O prefácio e a organização do livro são de Judith Williamson, diretora educacional do Centro de Aprendizado Napoleon Hill para a Filosofia do Sucesso do Dr. Hill. Ela conta que como aluna e instrutora é sempre instigante encontrar textos que o próprio Napoleon escreveu, e comenta que nos artigos publicados em colunas de jornais, presentes nessa obra, Hill usa os mesmos conceitos que aparecem em seus livros, mas com exemplos diferentes para ilustrar seus argumentos de forma simples e garantir que qualquer um possa compreendê-los.

Estes artigos de repórteres e do próprio Hill oferecem insight adicional sobre a popularidade e o estilo envolvente do autor, tanto como orador motivacional quanto como escritor. Acredito que exista um verdadeiro tesouro na série Ciência do sucesso, que inclui 35 artigos do jornal Miami Herald e dezoito ensaios aprofundados adicionais que detalham os princípios do sucesso, um conceito por vez. Judith Williamson – Prefácio de A Ciência do Sucesso

Para os que apreciam os livros de Napoleon Hill, esses artigos inéditos e nunca antes compilados são um presente, pois demonstram ainda mais o grande conhecimento do pensador, além da grande influência de seu trabalho, que ultrapassa muitas barreiras para falar sobre como atingir o sucesso pessoal.
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