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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Artista usa HQ para mostrar dificuldades de ser criança no Brasil


Um bebê nasce numa pequena casa de madeira do Brasil do século 16. Ao saber que a criança nasceu, o pai entra afobado no quarto querendo saber se sua mulher finalmente deu à luz um menino, porque ele não quer mais filhas. Esse é o primeiro capítulo da história em quadrinho (HQ) A Infância do Brasil, de José Aguiar.

A HQ é dividida em seis capítulos, cada um dedicado a um século desde o início da colonização do Brasil por Portugal. E, em cada capítulo, o autor mostra as dificuldades enfrentadas pelas crianças, principalmente as mais pobres e de minorias étnicas, no país, como a desigualdade de gênero, o preconceito racial, o trabalho infantil, a mortalidade infantil e a pobreza.

Tudo isso usando, como pano de fundo, episódios históricos como as bandeiras paulistas, a promulgação da Lei do Ventre Livre e a consolidação das leis trabalhistas. Durante a execução do projeto, o artista contou com a consultoria e pesquisa da historiadora Claudia Regina Baukat Silveira Moreira.

“Foi um processo bastante delicado, de auto-descoberta e de tomar consciência das coisas que acontecem ao nosso redor. Eu percebi que, infelizmente, continuamos repetindo os mesmos erros e insistindo em questões que já poderiam ter sido superadas. Em cada capítulo, eu comparo o passado com o século 21, para mostrar que ainda temos discriminação, abandono, indiferença, exploração do trabalho infantil, questões raciais, discriminação de gênero”, conta Aguiar, que teve a ideia de criar o projeto depois do nascimento do filho, em 2010.

A Infância do Brasil foi publicado em formato de revista, pela editora Avec, e conquistou neste ano o Troféu HQMix, a principal premiação brasileira do segmento. O trabalho também pode ser lido gratuitamente na internet. No site, os leitores podem não só ler a história em português, inglês, francês e espanhol, como também podem escolher uma versão comentada da história, em que são contadas curiosidades da história do Brasil, como as informações sobre o parto no século 16.

HQs e a realidade brasileira

Além de A Infância do Brasil, outras histórias em quadrinhos lançadas recentemente também abordam a realidade brasileira. Uma delas é Medeia, HQ de Mariana Waechter, que usa um mito grego para tratar de questões como o terrorismo, a violência policial e as injustiças sociais.

Em O Aguardado, Augusto Botelho usa a lenda de Dom Sebastião I, rei português que teria morrido durante uma batalha no norte da África, no século 16. O fim incerto do rei alimentou uma lenda popular de que o rei retornaria, um dia, para salvar Portugal.

Na HQ, o autor imagina um retorno de Dom Sebastião ao Brasil contemporâneo e aproveita para abordar questões como a situação política brasileira e a onda de manifestações de 2013.
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segunda-feira, 3 de abril de 2017

'Guanabara Real: A Alcova da Morte' mescla os gêneros steampunk, policial e horror


A Avec Editora lança em abril “A Alcova da Morte” (formato: 16cm x 23cm x 1,5cm, páginas: 240, preço sugerido: R$ 34,90), primeiro livro da trilogia “Guanabara Real”, um romance de aventura e suspense que flerta com os gêneros investigação policial, ficção científica e horror sobrenatural. A saga foi concebida pela escritora e acadêmica Nikelen Witter, pelo criador da série transmídia Le Chevalier, A.Z. Cordenonsi e pelo premiado autor de Brasiliana Steampunk, Enéias Tavares. 

O livro já pode ser encontrado em pré-venda no site da livraria Saraiva.

A trama
Ambientado em meados de 1892, em um Rio de Janeiro retrofuturista, o livro apresenta a inauguração de uma importante obra de engenharia, financiada pelo Barão do Desterro, no topo do Corcovado, modificando definitivamente a paisagem carioca. O que ninguém esperava é que no interior do complexo turístico, um misterioso cômodo repleto de signos arcanos inscritos em sangue revelasse um horrendo assassinato. Para integrar a equipe investigadora, a agência de detetives Guanabara Real é contatada. Cabe a seus exóticos integrantes investigar uma capital repleta de crimes não resolvidos, desaparecimentos inexplicáveis e as várias perguntas que circundam o Barão do Desterro e sua intrigante Alcova da Morte.

Projeto singular
Este é o primeiro romance da AVEC que tem produção a seis mãos, o que requer um nível extra de coordenação entre o time responsável pelo livro. Enéias Tavares explica como foram estruturados os personagens da trama. “Pensamos em três heróis que não apenas dialogassem com o nosso tipo preferido de ficção como também com algumas peculiaridades que dizem respeito às nossas personalidades foi impagável. Mas obviamente, como você deve imaginar, não foi um trabalho fácil. Ao contrário: não apenas definir o enredo de um romance escrito por três pessoas como depois ajustar o narrador das três propostas - Maria Tereza, Firmino e Remy - foi um desafio gigantesco. Certamente, é um dos projetos mais singulares da nossa literatura e para mim foi uma honra fazer parte dele", explica.

A respeito do processo criativo, A.Z. Cordenonsi complementa: “A possibilidade de criar em grupo é uma atividade desafiadora, mas com vastas recompensas. Apesar de cada um de nós ter a obrigação e a responsabilidade de criar seus próprios capítulos, a espinha dorsal da história foi formatada pelos três antes que iniciássemos a jornada. Foi difícil e estafante, mas mal posso esperar para começar o segundo livro”. 

Novo fantástico
Para Nikelen Witter, a obra está inserida no contexto do novo fantástico brasileiro. “A década que vivemos tem sido pródiga em misturar, com uma certa ousadia, os cenários brasileiros com elementos de fantasia, ficção científica e terror sobrenatural. Creio que a Guanabara Real faz isso e mais, pois mexe igualmente com a história e a paisagem conhecida do nosso país. Além disso, tem personagens carismáticos, aventura, mistério, jogos interpessoais, tudo dosado para manter a atenção e a surpresa do leitor”. 
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terça-feira, 7 de março de 2017

HQ Alena reforça linha de protagonistas femininas fortes

A AVEC Editora abre seus lançamentos de 2017 com Alena (120 páginas coloridas, formato 19 x 28 cm, preço sugerido: R$ 59,90), a aclamada HQ sueca de Kim W Andersson. Publicada originalmente em 2012, a graphic-novel venceu o prêmio de quadrinhos mais prestigiado da Suécia, o The Adamson Statue. A obra já foi adaptada para o cinema e ganhou um longa-metragem homônimo que, no momento, percorre o circuito de festivais.

Na história, a vida da jovem Alena é um inferno. Desde que ingressou em um internato de classe alta, ela foi importunada diariamente pelas meninas mais populares da escola. Sua única amiga, Josefin, se mostra então determinada a não deixar que Alena sofra mais nenhum tipo de mal naquele lugar repugnante e passa a agir para combater qualquer pessoa que possa querer maltratá-la. Há apenas um problema: Josefin está morta há um ano.



Kim W Andersson explica que Alena segue a mesma linha de horror romântico de seu trabalho anterior, Love Hurts (inédito no Brasil), mas com uma evolução em seu estilo. “Desta vez, no entanto, é uma história muito mais sombria. Depois de fazer minhas histórias em quadrinhos curtas por alguns anos de anos e reunir uma base de fãs formada principalmente por adolescentes eu queria dar a eles uma história muito boa. Alena é sobre amor jovem e horror”, explicou.

Com o lançamento, a AVEC reforça uma de suas linhas de títulos, a que é formada por publicações que têm personagens femininas fortes e marcantes como protagonistas. Alena se une no catálogo da editora a Ember, January Jones e Guardiã, heroínas europeias que estrearam no Brasil em 2016. O tom da obra remete ao melhor da literatura de Stephen King, com Alena sendo frequentemente comparada pela Crítica a Carrie: A Estranha, o que é um prato cheio para agradar qualquer leitor ou leitora que goste de boas histórias de suspense e terror.


Alena já pode ser adquirida através do site da AVEC (http://www.avecstore.com.br/) e chegará durante as próximas semanas nas principais redes de livrarias do país.


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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Escrita por Roy Thomas, HQ Ember chega ao Brasil


Trazendo títulos contemporâneos dos quadrinhos europeus em edições caprichadas, a AVEC Editora lança em agosto a HQ Ember – A lenda de Krill (48 páginas coloridas, formato 21 x 28 cm, papel couché 150g, R$ 34,90), assinada por Roy Thomas com arte de Romano Molennar. Saída do clássico universo de Storm, série desenhada pelo inglês Don Lawrence, a bela guerreira ruiva Ember ganha carreira solo em uma aventura que se destaca pela força do protagonismo feminino. 

O álbum Ember – A lenda de Krill está disponível nas principais redes de livrarias e comic-shops do país, e também pode ser encontrado no site da Amazon Brasil ou adquirido através do site oficial da AVEC Editora (http://www.avecstore.com.br/). 


Sinopse
Em A Lenda de Krill, Ember vive uma aventura no Mundo das Profundezas, antes de conhecer Storm. Ao completar 19 anos, seu vilarejo é atacado pelos homens do governante de Rhagus. Ember, Pearl e Kiley, pai das duas, são presos e levados para a cidade. Lá, um passado misterioso e desconhecido será revelado. A série chama atenção por trazer uma protagonista destemida e independente, distante do estereótipo da donzela em perigo, através de desenhos vibrantes e uma narrativa repleta de ação e fantasia pós-apocalíptica.

Autores
Lendário roteirista de títulos como X-Men e Vingadores, Thomas chegou a ser editor-chefe da Marvel nos anos 1970, e também ficou conhecido por introduzir o personagem Conan nos quadrinhos norte-americanos, lançando o gênero de histórias apelidado de Espada & Feitiçaria. Já o artista holandês Romano Molennar tem no currículo obras como Witchblade e The Darkness, além da própria série Storm. 


Prelúdio
O lançamento é uma boa oportunidade para aqueles que desejam conhecer o universo Storm em ordem cronológica. “A série Storm, que chegou a ter dez álbuns publicados pela Abril, é imensa. Os primeiros volumes datam da década de 1970. Como em 2014 essa série foi lançada na Europa como um prelúdio, mostrando Ember antes de conhecer Storm, achei que poderia ser um material interessante tanto para os fãs quanto para quem ainda não conhece a série. Assim, vão saber um pouco mais do passado da companheira de aventuras de Storm”, explica o editor Artur Vecchi.

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