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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Colecionar HQ não é brincadeira de criança

Colecionar HQ exige muito mais do que comprar uns gibizinhos aqui ou ali. Para ser um colecionador de primeira é preciso habilidade e dedicação.

Os pontos a serem considerados são:

- Renda disponível: eles não são baratos e os melhores, geralmente, são capa dura, o que implica que desembolsar mais dinheiro ainda. Pode ser 50,00 por mês ou 100,00, apenas administre bem e separe todo mês um tantinho para isso.

- Espaço adequado: além de ocupar muitas prateleiras, os que são de capa comum não podem ser amassados, neste sentido, precisam de um lugar que eles fiquem seguros. O local deve ser ventilado, livre de exposição ao sol e umidade.

- Tempo: precisa limpar o local, folhear para tomar um arzinho, e arrumar sempre. Separe um bom tempo por mês para fazer tudo isso.

- Foco: faça uma coleção por vez. Quando começar, termine. Procure as primeiras edições e compre sempre em sequência.

- Paciência: é uma virtude, não é mesmo? Procure preços mais baixos, aguarde respostas dos vendedores, espere as feiras literárias. Tenha paciência que a coleção vai se completar.

E para começar, existem duas dicas incríveis e dignas de colecionador.

A Lenda do Batman é um encontro cataclísmico entre o homem-morcego e todo o seu universo. São 100 volumes com momentos que transformaram Bruce Wayne cada vez mais em um dos heróis mais conhecidos em todo mundo. Aproveitando a comemoração dos 80 anos da primeira aparição do Cavaleiro das Trevas, a coleção é um compilado das histórias mais aclamadas pelo público e também de algumas HQs que nunca foram traduzidas para o português.

O Príncipe Valente, de Harold Foster, deve ser cultuado como o melhor dos quadrinhos de época. Desde a publicação da sua primeira página, em 13 de fevereiro de 1937, as tiras do herói foram lançadas ininterruptamente até hoje nas páginas dominicanas dos jornais norte-americanos. São 82 livros dos quadrinhos, um para cada ano, desde a primeira tira até 2018, e oferece aos leitores uma criação artística transbordante e uma aventura épica inesquecível.

Para começar:
A Lenda do Batman - a coleção, produzida pela Eaglemoss, vendida e distribuída pela Planeta DeAgostini, estará disponível exclusivamente para assinaturas na primeira semana de maio no site e o primeiro livro começa a chegar às bancas na segunda quinzena do mesmo mês.

Príncipe Valente - A coleção já está disponível para assinatura e a primeira edição já está nas bancas de diversas regiões do país.
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domingo, 23 de junho de 2019

O retrô Príncipe Valente e a Lenda do Batman


A coleção A Lenda do Batman é um encontro cataclísmico entre o homem-morcego e todo o seu universo. São 100 volumes com momentos que transformaram Bruce Wayne cada vez mais em um dos heróis mais conhecidos em todo mundo. Aproveitando a comemoração dos 80 anos da primeira aparição do Cavaleiro das Trevas, a coleção é um compilado das histórias mais aclamadas pelo público e também de algumas HQs que nunca foram traduzidas para o português.

O Príncipe Valente, de Harold Foster, deve ser cultuado como o melhor dos quadrinhos de época. Desde a publicação da sua primeira página, em 13 de fevereiro de 1937, as tiras do herói foram lançadas ininterruptamente até hoje nas páginas dominicanas dos jornais norte-americanos. São 82 livros dos quadrinhos, um para cada ano, desde a primeira tira até 2018, e oferece aos leitores uma criação artística transbordante e uma aventura épica inesquecível.

A Lenda do Batman - a coleção, produzida pela Eaglemoss, vendida e distribuída pela Planeta DeAgostini, estará disponível exclusivamente para assinaturas na primeira semana de maio no site e o primeiro livro começa a chegar às bancas na segunda quinzena do mesmo mês.

Príncipe Valente - A coleção já está disponível para assinatura e a primeira edição já está nas bancas de diversas regiões do país.

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quinta-feira, 20 de junho de 2019

As HQs mais caras do mundo

As histórias mais clássicas dos super-heróis que hoje são sucesso de bilheteria vieram das HQs, que antes eram as mais consumidas pelo público. Apesar das histórias em quadrinhos se tornarem algo tão raro atualmente, elas acabam também custando mais caro de acordo com o tempo em que foi lançada. Então se você é um colecionador ou deseja comprar uma HQ clássica, prepare o bolso, porque os valores são exorbitantes! 

Descubra abaixo, as HQs mais caras do mundo listadas pelo site Boa Finança.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Mulheres na Luta: A história do movimento feminista em quadrinhos


Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade.

Em Mulheres na luta, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres — pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras —, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito — e tudo o que ainda precisamos conquistar. 

O livro, que é totalmente colorido e tem capa dura, ainda conta com um posfácio de Bárbara Castro sobre o movimento feminista no Brasil. Veja uma entrevista com a autora Marta Breen no YouTube.

Confira alguns trechos:







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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Cartoon Network e Turma da Mônica lançam tirinhas digitais


Os personagens do Cartoon Network e da Turma da Mônica vão ganhar as redes sociais com tirinhas digitais divertidas e exclusivas. Isso mesmo! Você verá a Magali fazendo cosplay de Steven Universo; o Xaveco com o Irmão do Jorel; o Cebolinha com o Clarêncio; a Mônica com as Meninas Superpoderosas e muito mais.

O cross entre os personagens é parte da estratégia multiplataforma do Cartoon Network e uma iniciativa inédita entre as duas marcas, ampliando a parceria que já dura 14 anos. "Depois do sucesso que tivemos com o especial 'Surra de Sansão' em novembro, enxergamos uma grande oportunidade de conexão com os fãs também em conteúdo digital, por isso, esta é a primeira de outras ações que ainda estão por vir", conta Adriana Alcântara, diretora sênior de conteúdo e produção nacional do Cartoon Network.


Os personagens escolhidos e as temáticas envolvidas no conceito criativo das tirinhas estão diretamente relacionadas às iniciativas do Cartoon Network para 2019 e temáticas que são comuns entre as duas marcas, como é o caso do universo de cosplay, por exemplo. "Tentamos focar nas nossas propriedades conhecidas pelo público, como Steven Universo e Hora de Aventura; apresentar as novas, como O Mundo de Greg; ressaltar as que já são sucesso como Ben 10 e comemorar os 20 anos das Meninas Superpoderosas. E claro, valorizar as que são made in Brazil, como Irmão do Jorel", explica a executiva. Todo trabalho foi desenvolvido em conjunto com as áreas criativas das duas marcas para alinhar as linguagens e criar um conteúdo que fizesse sentido para o mundo dos quadrinhos.

"Somos mais que parceiros do Cartoon Network, somos verdadeiros fãs do canal. Temos uma longa e sólida relação e trazer as duas famílias de personagens para as histórias em quadrinhos, que são nosso formato mais tradicional, foi mais um desafio que tivemos a honra de participar. Esperamos que o público goste do resultado tanto quanto nós", revela Mônica Sousa, diretora executiva da MSP.



Em novembro de 2018, o Cartoon Network dedicou o mês inteirinho para a dona do coelho mais famoso do mundo, com uma iniciativa especial que começou no cinema, passou pela TV, foi para as redes sociais e fechou com um caminhão cheio de Sansão circulando pelas ruas de São Paulo. O resultado foi incrível! Com esta iniciativa, o canal cresceu em novembro 19% entre as crianças de 4-11 em relação ao mês anterior. E o especial esteve presente entre os 15 melhores programas do Cartoon Network entre as crianças com TV Paga de 4-11 anos em novembro.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

As primeiras HQs brasileiras estão disponíveis gratuitamente no Social Comics


Desde 2002, o Senado Federal passou a disponibilizar ao público conteúdos digitais de obras clássicas que constituem referência histórica e auxiliem os leitores a conhecerem melhor o Brasil. Agora, com o objetivo de popularizar ainda mais esse acesso, o Órgão anuncia parceria com o Social Comics para leitura online dos primeiros quadrinhos brasileiros, que fazem parte de seu acervo editorial. Com isso, os clássicos O Guarani, Nhô-Quim e O Tico-Tico podem ser lidos gratuitamente por todos os usuários do aplicativo, até mesmo os não assinantes.

A versão em quadrinhos do romance O Guarani, de José de Alencar, foi publicada originalmente em 1937 e recebeu ilustrações do historiador de arte F. Acquarone. No Social Comics, os leitores têm acesso ao volume 235 com 122 páginas.

Já Nhô-Quim é considerada a primeira HQ brasileira e uma das antigas do mundo. Foi publicada na revista Vida Fluminense em 30 de janeiro de 1869 e contava as aventuras de um caipira vivendo na cidade grande. As histórias eram divididas em capítulos nas páginas centrais da revista e o Senado recuperou alguns desses conteúdos que agora estão disponíveis no Social Comics.

O Tico-Tico foi a revista responsável pela publicação do primeiro herói nacional dos quadrinhos infantis, o Juquinha, no dia 14 de fevereiro de 1906. Seu idealizador, José Carlos de Brito e Cunha, o J. Carlos, também foi o criador do primeiro afro-brasileiro dos quadrinhos, o Giby, companheiro do Juquinha. De tão marcante, o nome virou sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil. Com pesquisa e texto de Athos Eichler Cardoso, o Conselho Editorial do Senado lançou o livro "Memórias d'O Tico-Tico - Juquinha, Giby e Miss Schocking", que reúne as primeiras experiências gráficas de J. Carlos (1884-1950) na revista. A publicação contou com projeto gráfico e capa de Josias Wanzeller da Silva, que retocou todas as imagens e trabalhou também na restauração e diagramação da obra que entra agora no catálogo da plataforma de streaming de quadrinhos.



Todos os materiais do Senado apresentam matérias especiais e conteúdos extras sobre a importância histórica de cada um deles.

O Social Comics é um serviço de streaming de quadrinhos com um conceito similar à Netflix. É a maior plataforma do gênero na América Latina e já possui mais de 5000 quadrinhos para todas as idades disponíveis em seu catálogo. Há um mês, anunciou sua fase 3.0, onde apresenta inovações na experiência do usuário e traz importantes mudanças, como criar uma conta grátis, que dá acesso a navegação pela plataforma e a leitura de várias edições, novos planos de assinatura e o perfil Kids, com acesso conforme a faixa etária, além de conteúdos inéditos e exclusivos, como esses do Senado.

O acervo da plataforma é feito por material de autores independentes e também das maiores editoras do país, com conteúdos como Turma da Mônica, Disney/Pixar, The Walking Dead, Valiant, Estranhos no Paraíso, 10 Pãezinhos, entre muitos outros. O valor das assinaturas é a partir de R$ 14,90.

Para saber mais, acesse o site oficial e baixe o Social Comics: Google Play / Apple Store
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sexta-feira, 27 de julho de 2018

O Fantástico Jaspion está de volta em uma aventura inédita em mangá

 O Fantástico Jaspion, um dos maiores heróis japoneses de todos os tempos, está de volta em uma aventura inédita em mangá produzida inteiramente no Brasil. Tudo graças a uma parceria inédita entre a Editora JBC, a Toei Company e a Sato Co.

Para essa empreitada comandada pelos editores da JBC Marcelo Del Greco e Cassius Medauar e com produção executiva de Edi Carlos Rodrigues, foram convidados os premiados quadrinistas Fábio Yabu(roteiro) e Michel Borges (arte), autores da trilogia Combo Rangers, também publicada pela JBC.

Sucesso absoluto na virada dos anos 1980 para os anos 1990, quando sua série foi exibida na extinta TV Manchete, Jaspion foi um marco e, ao lado de Changeman, foi responsável por desencadear uma verdadeira febre de heróis japoneses na época. O Campeão da Justiça faz parte da quarta geração de metal heroes do Japão cujos antecessores são os policiais do espaço Gaban, Sharivan e Sheider. O sucesso do algoz do maligno Satan Goss ainda impulsionou a vinda de outro herói japonês: Spielvan, que chegou a ser batizado no Brasil de Jaspion 2 – embora as séries não tivessem correlação.

Ao todo Jaspion teve 46 episódios lançados no Japão em 1985. No Brasil, o herói chegou três anos depois, em 1988, trazido pela Everest Vídeo (a mesma que, depois de trocar de nome para Tikara Filmes, trouxe Shurato e Yu Yu Hakusho). Hoje é possível acompanhar as clássicas aventuras do herói em DVD e no canal Tokusatsu TV, no YouTube.

Além de comemorar os 30 anos do lançamento da série original em vídeo e na televisão brasileira, o lançamento da aventura inédita de Jaspion em mangá também faz parte das celebrações dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil.

A história em si retomará o que foi visto na série clássica, contextualizando os eventos ocorridos 30 anos atrás para os tempos atuais, com novos conflitos, velhos conhecidos e, talvez, até um novo penteado. Mas é certo que antigos e novos vilões estarão presentes na aventura.

O mangá do Fantástico Jaspion já está em produção e a previsão de lançamento é para o final de 2018. Jaspion é a primeira obra desenvolvida exclusivamente para o Henshin Universe, selo destinado para a produção nacional de mangás originais da Editora JBC.

Para que todos possam acompanhar todos os detalhes dessa iniciativa inédita no Brasil, o canal Made in Japan no YouTube irá lançar o Henshin Universe, programa semanal que mostrará os bastidores da produção do mangá até o seu lançamento. Ao longo dos episódios, Marcelo Del Greco e Edi Carlos Rodrigues ainda irão esmiuçar todo o universo de Jaspion e das séries Tokusatsu – com direito a muitos convidados especiais, curiosidades e informação.

A HISTÓRIA DE JASPION
Órfão de pai e mãe, Jaspion foi criado pelo sábio Edin e chega à Terra a bordo da nave-robô Daileon. Junto do herói também chegam no nosso planeta a sua companheira andróide do herói, Anri, e a mascote Miya.
A missão do Campeão da Justiça é enfrentar o temido Satan Goss. Mas para que seu objetivo seja cumprido, Jaspion precisa encontrar as crianças escolhidas por Deus que teriam o poder de localizar o Pássaro Dourado, a ave mítica que trazia consigo o segredo para derrotar o pai do abominável MacGaren.
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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Direto das trevas mais densas - Réquiem: O Cavaleiro Vampiro


Direto das trevas mais densas, a Mythos Editora lança no Brasil uma graphic novel de arrepiar a alma. Réquiem: Cavaleiro Vampiro, nova obra do Selo Gold Edition. Ela não pode faltar na sua coleção. 

Um voraz soldado nazista tem sua vida na Terra interrompida e então renasce em Ressurreição, onde as coisas são o inverso do esperado, e, em vez de um local de tormento, naquela dimensão as entidades mais malignas podem prosperar. Renascendo como vampiro, Heinrich é treinado para se tornar um Cavaleiro da mais alta casta e servir ao Conde Drácula em pessoa. Ele aprende inúmeras formas de combate, além de receber seu novo nome: Réquiem! 

Com o roteiro de Pat Mills e a incrível arte de Olivier Ledroit, você vai mergulhar em um mundo sem volta e vai se apaixonar por essa história.
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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Okko - Uma interpretação do místico folclore japonês por um olhar europeu


A Mythos Editora traz uma exótica e fantástica versão do Japão feudal pelo Selo Gold Edition! Em Okko: O Ciclo da Água, é possível encontrar toda a qualidade de um excelente quadrinho europeu, combinada a um mix cultural japonês, que irá interessar aos fãs de ambas as tradições de quadrinhos.

Okko: O Ciclo da Água traz uma visão estrangeira para diversos aspectos e elementos que circundam o ar místico do Nihon e de todo o Oriente. O artista HUB (Humbert Chabuel) empregou seu talento como roteirista e desenhista para conceber esta aventura ímpar do ronin Okko no conturbado Império do Pajão. Justamente por ser de fora da cultura nipônica, HUB consegue empregar uma ambientação que, embora rica em detalhes leais às suas raízes orientais, também apresenta uma grandiosidade respeitosa que só poderia vir de um grande admirador do Japão.

Mais do que só uma reinterpretação de vários elementos clássicos da Terra do Sol Nascente em sua era feudal, Okko: O Ciclo da Água é a criação de um grande fã para outros grandes fãs de sagas japonesas, filmes de Akira Kurosawa e Toshiro Mifune, mangás, animes e games. Com diálogos incríveis, enredo cativante e arte estupenda, a graphic novel une o quadrinho europeu com o japonês em um trabalho sem precedentes.

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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Coleção HQ Brasil transforma grandes obras brasileiras em história em quadrinhos

A sensibilidade e a curiosidade de Mário de Andrade pelo povo brasileiro estão evidentes em suas obras que ressaltam a identidade brasileira e suas diversas nuances em qualquer gênero. Na adaptação para quadrinhos “O Peru de Natal e outros contos de Mário de Andrade” quatro contos desse grande escritor modernista foram selecionados e abordam temas como relacionamentos, sonhos, ética e ciúme.

Entre a seleção proposta pela Editora do Brasil está "O Peru de Natal" e "Vestida de preto", ambos extraídos de “Contos novos”; "Será o Benedito!", publicado em um jornal da época; e "Caim, Caim e o resto" que foi extraído do livro “Os contos de Belazarte”.

No enredo do conto que dá nome ao título, conhecemos a história de Juca, personagem com os traços do autor, que está cansado de cultivar o luto pela morte de seu pai e resolve cometer um desatino no Natal, que assusta os familiares e principalmente a mãe, acostumada a se contentar com as migalhas do peru na ceia “Vestida de preto” traz as lembranças fortes do primeiro amor de Juca pela prima Maria.

Já em “Será o Benedito!”, o narrador traz as ironias da vida e do viver na visita à Fazenda Larga e no encontro com Benedito, um menino curioso e cheio de sonhos . E, para finalizar, “Caim, Caim e o resto”, apresenta a vida dos irmãos Aldo e Tino retratando o dia a dia na periferia de uma cidade grande nos anos de 1920, e as semelhanças com os dias atuais.

Francisco Vilachã, responsável por adaptar os contos em quadrinhos, comenta que havia lido apenas “O Peru de Natal” antes de fazer todas as releituras. “Devo confessar que na época não me causou grande impressão. Relendo hoje, achei simplesmente genial, assim como os demais ilustrados para essa edição”, declarou.

Vilachã detalha seu processo de criação. Primeiro começa lendo o conto e escolhe o que é mais relevante para adaptação. “Normalmente a parte descritiva é eliminada de cara. Nos diálogos e legendas procuro ser o mais fiel possível ao texto original. Depois de decupada as cenas em closes, plano geral e médio, trabalho a arte final com caneta e digitalizo os originais em alta definição”, descreve. As cores são todas aplicadas de forma digital.

O livro segue a proposta dessa coleção e traz ainda excertos e pequenos textos dos mais variados gêneros produzidos pelo autor, brindando os leitores com um apanhado sucinto da obra de Mário de Andrade, um ícone da literatura nacional, apontado como um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos.


Quatro histórias de Machado de Assis, recebem releitura de Francisco Vilachã


Machado de Assis é praticamente uma unanimidade e sua obra possui um vasto alcance. No Brasil, mesmo quem não a leu na íntegra, já teve contato com parte desse trabalho. Muito da identidade brasileira é retratada no livroMissa do galo e outros contos de Machado de Assis. Assuntos como relacionamento, ética e sentimentos são postos em pauta.

De acordo com Francisco Vilachã, responsável por adaptar os contos "Missa do galo", "Conto de escola", "O espelho" e "Umas férias" para histórias em quadrinhos, as narrativas históricasdenunciam mazelas da sociedade brasileira.

“A forma como esses males se estabelecem no habitual das relações interpessoais não se dá de maneira explícita. E o que acontece em “Missa do Galo”, conto em que pouca coisa ocorre objetivamente, mas, nas entrelinhas, tudo pode estar subjetivamente se realizando”, explica. Nesta narrativa sobre a vida de um homem quando jovem está um tocante retrato da hipocrisia do cotidiano da Corte da época (1899).

Já na adaptação do “Conto de Escola” (1896), por exemplo, Vilachã ressalta a questão ética, quando Pilar, o herói, pela primeira vez toma conhecimento da corrupção e da delação. Em “O Espelho” (1882), há uma reflexão filosófica sobre as aparências e o ser; e, em “Umas férias” (1906), uma experiência definitiva na vida de duas crianças transforma seus modos de ver a realidade.

Publicada pela Editora do Brasil, esta edição representa muito bem a maravilha das histórias machadianas, que são intercaladas por trechos de outros gêneros textuais do autor. O livro é um mergulho no universo de Machado e um convite para que o jovem leitor conheça um pouco mais o trabalho desse escritor brasileiro tão importante.

Para cada conto, Vilachã realizou pesquisa de cenário e figurino da época. “Procuro ser o mais fiel possível ao texto original, mantendo certa licença poética, é claro. Busco, em cada HQ, usar um grafismo que traduza a versatilidade do autor”, explica.
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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Editora Mythos lança Fruto Estranho

Imagine se um alienígena, forte, imponente, poderoso e negro surgisse no Sul dos EUA durante a maior tensão racial do século 20. Esse é Fruto Estranho, do selo Prime Edition. 

Com a excelente arte de J.G. Jones de Wanted: O Procurado e roteiro do lendário Mark Waid de Irredimível, Fruto Estranho traz o mito do super-homem com uma força única, como símbolo da esperança e da união entre as pessoas de todas as raças.

A história se passa em Chaterlee, Missipi, 1927, quando uma enchente nunca vista antes ameaça milhares de pessoas. O caos e a tensão se avolumam em uma proporção que leva a A Ku Klux Klan e a população negra se enfrentarem abertamente.

Em meio ao caos um objeto cai do céu e a chega à cidade um ser imponente, o Gigante, que une esforços para impedir o desastre, mas com o desaparecimento de um garoto branco as acusações recaem sobre o forasteiro, provocando a insurgência dos negros e a revolta se torna um inevitável. 

Mas o que ocorreria se um homem pudesse fazer a diferença e criar um novo caminho? Um super-homem que erguesse a luz da esperança acima da raiva e da destruição?


Fruto Estranho from Marketing - Mighty Co on Vimeo.
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

"A História Secreta das Histórias em Quadrinhos de Robert Kirkman" estreia no AMC


"A História Secreta das Histórias em Quadrinhos de Robert Kirkman" estreia no AMC em 21 de novembro, às 21h30. Os seis episódios vão ao ar sempre no mesmo horario, às terças-feiras. Com produção de Robert Kirkman, a série apresenta personagens e eventos que transformaram o mundo dos quadrinhos, além de trazer entrevistas exclusivas com ícones como Stan Lee, Patty Jenkins, Lynda Carter, Kevin Smith, Famke Janssen, JK Simmons, Michelle Rodriguez e Todd McFarlane.

Além de Kirkman, a série também tem produção de David Alpert ("The Walking Dead", "Fear the Walking Dead"), Bryan e Sean Furst ("Daybreakers", "Dados"), Daniel Junge ("Saving Face", "Being Evel") e Rory Karpf ("The Book of Manning", "Dale").

"Meu amor pelo mundo dos quadrinhos não tem limites", diz Kirkman. "É um universo de histórias incríveis que impulsionaram a cultura pop durante décadas. Ser capaz de explorar os cantos escondidos deste mundo me levou a descobrir segredos que eu não sabia. Foi um prazer fazer esta série e estou muito entusiasmado em compartilhá-la com o mundo", completa.

Além de "A História Secreta das Histórias em Quadrinhos de Robert Kirkman", o AMC estreia em 2018 "A História da Ficção Científica de James Cameron", "A História do Terror de Eli Roth" e "O Anuário do Rap", todas sob a produção executiva de Black Thought e QuestLove.
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Marvel ou DC Comics: de que lado você está?


Brasileiros preferem os mutantes da Marvel ou os meta-humanos da DC Comics? A SEMrush, líder mundial em marketing digital, fez um levantamento recente e revelou quais são os heróis que têm mais fãs entre o público brasileiro. No total, a Marvel destrói os oponentes, com um total de 855.300 buscas, contra 442.220 pelos heróis da DC. 

Se considerarmos os maiores sucessos de bilheteria dos últimos tempos em longas-metragens de super heróis, a Marvel ganha de longe - ao que parece, o cinema conseguiu absorver toda a complexidade dramática dos personagens como nenhuma outra editora ao transpor suas histórias para as grandes telas. Por outro lado, a DC tem um hors-concours de peso: Batman, que sem poder sobre-humano nenhum além do QI e da conta bancária elevadíssimos, consegue se manter entre os mais famosos personagens, em uma briga homérica pelo terceiro lugar com ninguém menos que o Hulk. 

E mesmo com a profusão de personagens masculinos, a lista tem lugar para as mulheres: Viúva Negra e Mulher Maravilha não ficaram de fora, ostentando o 7o e o 9o lugar, respectivamente. O mais popular de todos? Quase 80% à frente do Capitão América, que figura na segunda colocação: Homem Aranha! Ele mesmo, o mais adolescente dos heróis do primeiro escalão da Marvel é o dono dos corações brasileiros. 

Abaixo, a lista completa traz um TOP Ten dos super heróis mais buscados na Internet entre julho e agosto, para colocar mais fogo na eterna guerra entre fãs da Marvel e da DC Comics. Como o segundo lugar ficou empatado entre Batman e Hulk, a lista traz onze personagens. Na "lanterna" temos o Lanterna Verde - e isso não é uma piada. Confira!


Ranking /Super Herói /Editora /Total de buscas

1º - Homem Aranha, Marvel 

309.100

2º - Capitão América, Marvel 

173.000

3º - Batman e Hulk, DC/Marvel 

165.000 cada

4º - Flash, DC 

135.000

5º - Homem de Ferro, Marvel 

117.600

6º - Thor, Marvel 

90.500

7º - Viúva Negra, Marvel 

67.600

8º - Superman, DC Comics 

60.500

9º - Mulher Maravilha, DC Comics 

50.220

10º - Lanterna Verde, DC Comics 

37.500
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Artista usa HQ para mostrar dificuldades de ser criança no Brasil


Um bebê nasce numa pequena casa de madeira do Brasil do século 16. Ao saber que a criança nasceu, o pai entra afobado no quarto querendo saber se sua mulher finalmente deu à luz um menino, porque ele não quer mais filhas. Esse é o primeiro capítulo da história em quadrinho (HQ) A Infância do Brasil, de José Aguiar.

A HQ é dividida em seis capítulos, cada um dedicado a um século desde o início da colonização do Brasil por Portugal. E, em cada capítulo, o autor mostra as dificuldades enfrentadas pelas crianças, principalmente as mais pobres e de minorias étnicas, no país, como a desigualdade de gênero, o preconceito racial, o trabalho infantil, a mortalidade infantil e a pobreza.

Tudo isso usando, como pano de fundo, episódios históricos como as bandeiras paulistas, a promulgação da Lei do Ventre Livre e a consolidação das leis trabalhistas. Durante a execução do projeto, o artista contou com a consultoria e pesquisa da historiadora Claudia Regina Baukat Silveira Moreira.

“Foi um processo bastante delicado, de auto-descoberta e de tomar consciência das coisas que acontecem ao nosso redor. Eu percebi que, infelizmente, continuamos repetindo os mesmos erros e insistindo em questões que já poderiam ter sido superadas. Em cada capítulo, eu comparo o passado com o século 21, para mostrar que ainda temos discriminação, abandono, indiferença, exploração do trabalho infantil, questões raciais, discriminação de gênero”, conta Aguiar, que teve a ideia de criar o projeto depois do nascimento do filho, em 2010.

A Infância do Brasil foi publicado em formato de revista, pela editora Avec, e conquistou neste ano o Troféu HQMix, a principal premiação brasileira do segmento. O trabalho também pode ser lido gratuitamente na internet. No site, os leitores podem não só ler a história em português, inglês, francês e espanhol, como também podem escolher uma versão comentada da história, em que são contadas curiosidades da história do Brasil, como as informações sobre o parto no século 16.

HQs e a realidade brasileira

Além de A Infância do Brasil, outras histórias em quadrinhos lançadas recentemente também abordam a realidade brasileira. Uma delas é Medeia, HQ de Mariana Waechter, que usa um mito grego para tratar de questões como o terrorismo, a violência policial e as injustiças sociais.

Em O Aguardado, Augusto Botelho usa a lenda de Dom Sebastião I, rei português que teria morrido durante uma batalha no norte da África, no século 16. O fim incerto do rei alimentou uma lenda popular de que o rei retornaria, um dia, para salvar Portugal.

Na HQ, o autor imagina um retorno de Dom Sebastião ao Brasil contemporâneo e aproveita para abordar questões como a situação política brasileira e a onda de manifestações de 2013.
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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Baseado no filme de Akira Kurosawa, mangá Samurai Seven sai em setembro pela JBC


O próximo lançamento confirmado para 2017 pela Editora JBC é o mangá Samurai 7 (Samurai Seven), de Mizutaka Suhou. Completo em dois volumes, o mangá é uma adaptação do filme Os Sete Samurais ( Shichinin no Samurai ), uma obra-prima do cineasta japonês Akira Kurosawa. 

O clássico dos cinemas foi transformado em mangá pelas mãos de Mizutaka Suhou. No Japão, foi publicado pela editora Kodansha, na Magazine Great, em 2005. Com traços marcantes, Suhou reconta a história do Japão antigo com um filtro futurístico em um cenário com samurais e ciborgues gigantes.

Sucesso no Japão e no mundo, a narrativa criada por Kurosawa influenciou a história do cinema e chegou a Hollywood servindo de inspiração para filmes como Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven), Mercenários das Galáxias (Battle Beyond the Stars) e até a animação Vida de Inseto ( Bugs Life , 1998).

Em 2004, a obra de Kurosawa ganhou sua versão em animação japonesa, pelo estúdio Gonzo . Entre os fãs brasileiros, Samurai 7 ganhou inclusive uma versão dublada, sendo exibido na televisão pelo canal Animax, em 2006.

A história Samurai 7 (Samurai Seven) é ambientado no Japão antigo, em um vilarejo que sofre constantes ataques de bandidos. Sem saber como lidar com os vilões, os lavradores resolvem pedir ajuda para aqueles que conhecem bem a arte da guerra: os samurais.

O problema é que a pobre vila só tem a oferecer uma única moeda de troca: o arroz que produz. Embora hesitantes, o experiente samurai Kambei Shimada e o jovem Katsuhiro resolvem aceitar a missão e vão atrás dos guerreiros certos para formar um clã.

Personagens

Kambei Shimada
É um samurai sábio que sobreviveu a muitas batalhas, embora ele não sinta nenhuma alegria com elas. Muitos de seus amigos morreram nessas batalhas. Lidera o grupo durante suas batalhas e geralmente planeja estratégia. No final, se tornou um samurai bem sucedido, e passa sua espada para Katsushiro enquanto deixa a aldeia de Kanna. Kambei é o primeiro samurai.

Gorobei Katayama
É um samurai habilidoso que ganhou a vida desde o fim das guerras ao divertir as pessoas nas ruas da cidade. Ele também é um veterano da Grande Guerra, conhece Kambei pela reputação. Ele é muito hábil em esquivar golpes e pode arrancar flechas e dardos do ar. Katayama também é bastante inteligente. Ele é o segundo samurai.

Heihachi Hayashida
É um samurai genial que evita lutar tanto quanto possível e prefere comer arroz em vez disso. Durante a Grande Guerra, ele tomou posição como engenheiro de combate, o que o manteve longe da linha de frente, mas também usou suas habilidades mecânicas. Hayashida é descoberto cortando madeira em troca de comida ou dispositivos que o interessam. É muito útil dentro do grupo como mecânico, na construção de armas medievais. No entanto, ele guarda um profundo ódio por traidores, o que resultou na morte de toda a unidade. Ele é preso pela espada gigante de um Bandit, enquanto tenta detonar o explosivo que separaria os motores do Dirigível. Antes de morrer, ele grita para Katsushiro: "Encontre-me no arroz". Dentro da série, ele fala sobre a antiga tradição dos "sete deuses do arroz" que vivem dentro de cada grão de arroz. Ele é o terceiro samurai.

Shichiroji
Lutou lado a lado na Grande Guerra com Kambei, e muitas vezes é referido como "velha companheiro de Kambei". Ele deixa temporariamente o seu sucesso no mercado pós-guerra, e também, sua linda namorada, para se juntar a Kambei na batalha. Tem uma prótese na mão esquerda, seu dedo indicador parece um gancho. Em combate, ele usa um tipo de lança. É o único samurai que não usa uma espada. Sua namorada, Yukino, o apelidou de Momotaro, do tradicional conto japonês, porque o encontrou, gravemente ferido depois de uma batalha, flutuando por um rio dentro de uma cápsula que lembra um pêssego. Ele é o quarto samurai.

Katsushiro Okamoto
É um samurai jovem e inexperiente que deseja ser aluno de Kambei. Idolatra os princípios do bushido. Promete proteger Kirara, não importa como, é muito atraído por ela. Ao longo da série, ele vai amadurecendo e se tornando habilidoso e forte o suficiente para desviar o canhão principal da capital e derrotou inúmeros bandidos sozinhos. Também ganha força emocional e entende qual é a verdadeira razão para se tornar um samurai. Okamoto recebeu a espada de Kambei em reconhecimento como estudante. Ele é o quinto samurai.

Kyuzo
É um guarda-costas misterioso e quase silencioso. Se junta ao grupo com a intenção declarada de lutar contra a morte de Kambei. É um lutador incrivelmente qualificado, empunhando lâminas duplas que se encaixam em uma bainha nas costas. Foi acidentalmente morto por Katsushiro quando ele usou uma arma para proteger Kambei. Ele é o sexto samurai.

Kikuchiyo
É um cyborg com um exoesqueleto mecanizado. Antes era um camponês até se tornar um samurai para ajudar os outros. Muitas vezes é considerado um incômodo, por se irritar com facilidade e muitas vezes causa problemas com o barulho alto e as maneiras desajeitadas. É aceito como o sétimo samurai depois de revelar que também era um fazendeiro, como os camponeses de Kanna. Kikuchiyo carrega a maior das espadas, que também atua como uma motosserra. É ferozmente leal a Kambei, e muito apreciado pelos aldeões, especialmente pela pequena Komachi, que pede que ele se torne seu marido quando crescer, um pedido que ele aceita em troca de manter sua árvore genealógica falsa. Ele morreu numa explosão evitando que a aldeia de Kanna fosse destruída. Ele é o sétimo e
último samurai.
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terça-feira, 1 de agosto de 2017

'Akira' faz retrato do Japão do pós-guerra


Em 1957, causou comoção em Tóquio o acender das luzes de um letreiro de néon de mais de duas toneladas. Não foi o primeiro, mas foi o que fez todas as empresas correrem atrás de um. Hoje, as paisagens urbanas com escassez de espaço e excesso de néon são marca registrada dos grandes centros urbanos asiáticos e do imaginário cyberpunk, mas também representam a dominação da cultura consumista imposta pelos EUA no pós-guerra.

Um quarto de século mais tarde, foi lançado o primeiro volume de Akira, mangá seminal de Katsuhiro Otomo que se utilizou desse cenário néon para pavimentar o caminho para outros produtos culturais nipônicos no Ocidente. Finalmente, o Brasil está recebendo uma edição caprichada de Akira, pela JBC.

Publicado em seis volumes entre 1982 e 1990, Akira se passa em 2019, três décadas após a deflagração da 3ª Guerra Mundial e a destruição da antiga capital japonesa. Os Jogos Olímpicos de 2020 estão prestes a ser sediados em uma Neo Tokyo (a vida imita a arte, afinal) reconstruída, temperada por uma juventude promíscua, um cenário político convulsionado e charlatães religiosos à espera de um messias. 

O incipit do drama de Otomo é o encontro entre uma gangue de motociclistas liderada por Kaneda e a cobaia de um teste militar secreto do governo: um sujeito com corpo de criança e feições de idoso, que demonstra poderes sobrenaturais. Tetsuo, que costumava ser o mais vulnerável da trupe, colide com o garoto psíquico e leva a pior, o que desperta nele as capacidades telecinéticas.

O primeiro volume, por enquanto o único disponível nas livrarias, concentra-se na evolução dos dons de Tetsuo, seu crescente antagonismo em relação aos antigos amigos e sua escalada de menor infrator a inimigo público número um. Essa transição é muito mais bem desenvolvida no mangá do que no clássico filme em animação de 1988, que resume radicalmente a história, sacrifica a construção das personagens e ignora boa parte das subtramas políticas, além dos três volumes finais. 

Akira se passa no futuro, mas como toda obra de sci-fi, é um reflexo de seu próprio tempo. Tetsuo personifica o Japão do pós-guerra e a ameaça nuclear. Suas mutações são uma metáfora dos efeitos da radiação à qual o país foi exposto após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki; a rápida evolução de seus poderes, sublinhada em vários momentos, é um paralelo do desenvolvimento econômico galopante pelo qual o Japão passou, indo de uma nação em ruínas para uma potência pujante; a consequente perda da identidade nacional nipônica após esse processo e a imposição da cultura ocidental trazida pela globalização estão expressas na atitude hostil de um irreconhecível Tetsuo para com seus antigos comparsas. 

Katsuhiro Otomo não só foi responsável por fincar a bandeira dos mangás e animes em solo ocidental, mas seu cenário futurista de Neo Tokyo, um emaranhado de luzes néon, deu o tom para todo o gênero cyberpunk dali em diante, junto de Blade Runner, lançado no mesmo ano. Basta pensar que Neuromancer, de William Gibson, foi publicado só dois anos depois. 

A vinda de Akira para as Américas coincidiu com a quebra do mercado norte-americano de videogames (resumidamente, a Atari afundou-se em dívidas após uma péssima adaptação do E.T., de Steven Spielberg, para os games) e a posterior invasão da japonesa Nintendo a partir de 1985, o que consolidou de vez o intercâmbio cultural que dura até hoje.

Em breve, o leitor brasileiro poderá ler os outros cinco volumes de Akira e explorar por conta própria suas nuances, que não se restringem à política e ao comentário social, mas se expandem para uma dimensão religiosa e filosófica que foi essencial para o amadurecimento dos quadrinhos japoneses.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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sábado, 22 de julho de 2017

HQs de Transformers chegam ao Brasil


Tem uma grande novidade para os fãs de quadrinhos! A Hasbro, empresa global de entretenimento, e a Social Comics, plataforma de leitura digital de quadrinhos, se uniram para trazer para o Brasil HQs de Transformers.

Para iniciar a parceria, foi lançado o arco “The Transformers - Generation 1” no dia 10 de julho, dentro do aplicativo da Social Comics. Lançada originalmente em 2009, a série é composta por seis revistas e traz a Terra reconstruída, com os Autobots escondidos, três anos após os eventos devastadores de All Hail Megatron.

Em princípio, será disponibilizado uma nova HQ de Transformers por quinzena, sendo que as próximas serão “More than meet the eye” e “Robots in Disguise”. Além de Transformers, chegarão ao aplicativo as séries de Magic e Dungeons & Dragons, em agosto, e My Little Pony, em outubro.

A Social Comics é um serviço de streaming de quadrinhos, o único do mercado brasileiro. A plataforma agrega mais de quatro mil HQs, de mais de mil artistas e 60 editoras, nacionais e internacionais. Com menos de dois anos, o serviço já contou com mais de quatro milhões de páginas lidas, uma média de 361 revistas lidas por dia.
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Nicola Scott, artista de Mulher Maravilha, é a primeira confirmada da CCXP 2017


A CCXP Comic Con Experience (www.ccxp.com.br), maior comic con do planeta, que reuniu 196 mil pessoas em 2016 e bateu o recorde de público em comic cons no mundo, anuncia a primeira quadrinista confirmada para sua quarta edição, que acontece de 07 a 10 dezembro, no São Paulo Expo. Pela primeira vez no Brasil, a australiana Nicola Scott, artista de Mulher-Maravilha, estará no evento todos os dias em uma mesa no Artists’ Alley, área destinada a quadrinistas e ilustradores.

Depois de uma breve carreira de atriz, Scott decidiu em 2001 se tornar artista de quadrinhos. Sua estreia aconteceu na série australiana The Watch, publicada pela Phosphorescent Comics, onde a artista foi responsável pelos desenhos das capas. Contratada pela Top Cow Comics em 2003, teve participação em Star Wars: Império #26, publicado pela Dark Horse Comics. Esses trabalhos chamaram a atenção da DC Comics, que a contratou em meados de 2004. 

Na DC, a artista colaborou com a escritora Gail Simone em Birds of Prey (Aves de Rapina) e Secret Six (Sexteto Secreto). Em 2010, desenhou a Mulher Maravilha pela primeira vez para Blackest Night (A Noite Mais Densa) e foi anunciada como a artista oficial de Teen Titans (Novos Titãs), onde ficou até 2011, ano em que desenhou os volumes 3, 5 e 6 de Superman.

Em 2012, a DC anunciou Scott e o escritor James Robinson como a equipe criativa da Terra 2, uma série com foco na Sociedade da Justiça da América. O trabalho de Scott nessa série foi descrito como seu "avanço mainstream". A artista desenhou ainda a série Black Magick, escrita por Greg Rucka, com quem manteve a parceria até o ano passado para lançar Mulher Maravilha: Ano Um, dentro da série Renascimento, que a Panini já começou a publicar no Brasil. “Ano Um” tem previsão de chegar por aqui nos próximos meses.
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Editora JBC lança o inédito Ghost in the Shell Perfect Book


Aproveitando a chegada de A Vigilante do Amanhã aos cinemas e o lançamento mundial da versão remasterizada do mangá original de Shirow Masamune que deu origem ao filme, a JBC lança em abril, simultaneamente com o Japão, Ghost in the Shell Perfect Book , o guia definitivo sobre o universo da Major Motoko Kusanagi.

Em uma luxuosa edição para colecionador nenhum botar defeito, Ghost in the Shell Perfect Book reúne os mínimos detalhes sobre absolutamente todas as animações de GITS já produzidas (incluindo o clássico O Fantasma do Futuro , Innocence , Stand Alone Complex , Solid State Society , Arise e The New Movie ) e também sobre o novo filme, A
Vigilante do Amanhã - Ghost in the Shell .

Uma mistura de artbook e enciclopédia, em suas 160 páginas totalmente coloridas são revelados detalhes desde como os robôs de cada produção foram desenvolvidos, assim como foram criadas as paisagens, veículos e até as feições de seus personagens. Os bastidores das gravações do longa estrelado por Scarlett Johansson também são mostrados. Ghost in the Shell Perfect Book ainda traz uma exclusiva entrevista com Mamoru Oshii, Kenji Kamiyama e Kazuchika Kise, os diretores de todos os animês já feitos para a franquia Ghost in the Shell . Eles se reúnem para contar e discutir suas experiências nas produções que comandaram.

A versão remasterizada do mangá de Shirow Masamune , um dos quadrinhos de maior sucesso no mundo, foi lançada no Brasil pela primeira vez em dezembro de 2016 pela JBC durante a CCXP (Comic Con Experience). Ao lado da obra publicada originalmente no Japão em 1991, Ghost in the Shell Perfect Book é fundamental para fãs e todos que queiram mergulhar nas ramificações do complexo universo de GITS, e assim captar as inúmeras referências vistas em A Vigilante do Amanhã , dirigido por Rupert Sanders.

A edição brasileira de Ghost In The Shell Perfect Book será igual à versão japonesa, com 160 páginas coloridas, papel couchê, formato 21,0 X 29,7 cm (o mesmo do Artbook de Os Cavaleiros do Zodíaco - The Lost Canvas) e sobrecapa. Seu preço será R$ 79,00. O lançamento nacional será na metade de abril, mas Ghost In The Shell Perfect Book já estará disponível na CCXP Tour, que acontece em Recife nos dias 13 e 16 de abril, no estande da JBC.
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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Social Comics revela novidades na CCXP Tour


O Social Comics, maior plataforma de streaming de quadrinhos da América Latina, esteve presente na CCXP Tour Nordeste, que aconteceu entre os dias 13 e 16 de abril, em Recife. E levou diversas novidades para os fãs.

Em painel exclusivo realizado no dia 16 de abril, no Auditório Ultra, João Paulo Sette, CEO do Social Comics, apresentou novidades que já estão disponíveis aos assinantes, e outras que serão disponibilizadas em breve.

A apresentação contou ainda com as presenças dos irmãos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá, falando sobre a carreira e as comemorações dos 20 anos de criação do fanzine 10 Pãezinhos, trabalho com alavancou a carreira dos dois autores.

Veja o que foi revelado durante o painel:

FÁBIO MOON & GABRIEL BÁ - 20 ANOS DE 10 PÃEZINHOS

Comemorando os 20 anos da criação do fanzine 10 Pãezinhos, os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá disponibilizarão cinco volumes coletando as histórias produzidas no início de suas premiadas carreiras.

O primeiro deles, O Girassol e a Lua, já pode ser lido pelos assinantes.

Na trama, ao encontrar um diário e enveredar por sua história, uma garota vai descobrir como é difícil a trajetória em busca do amor, pois esse caminho traz muitos mistérios, fantasia, perdas, reencontros e até um misterioso assassino.

Os outros volumes serão lançados ao longo de 2017. São eles: Meu Coração, não sei por que..., Crítica, Mesa para dois e Fanzine.

Obras como Daytripper e Dois Irmãos levaram Fábio Moon e Gabriel Bá ao reconhecimento internacional, coroando uma carreira que conta com cinco prêmios Eisner Awards, quatro Harvey Awards, um Jabuti e mais de dez Troféus HQ Mix.

ESTREIA DE CONTEÚDO ORIGINAL

Durante a CCXP Tour, estreou o primeiro conteúdo original do Social Comics: Aether Ring! Os roteiros são de Thiago Duarte e Priscilla Konat Zorzi, com artes de Tiago Barbosa de Morais. O projeto foi desenvolvido em parceria com o estúdio de animação Hype.cg, e pensado na leitura digital em dispositivos móveis e desktops

Em Aether Ring, humanos convivem com covenants, criaturas de aparência e poderes fantásticos vinculadas ao nosso mundo por misteriosos anéis. As duas espécies conectam-se através de contratos de interesse mútuo, cujas cláusulas podem esconder terríveis condições.

É o que descobre Tera, um jovem de 14 anos que tem sua vida completamente alterada após vivenciar um evento aterrorizante. Determinado a obter vingança, o caminho de Tera cruzará com o do sombrio pistoleiro Harmonica, um covenant de grande poder. Harmonica possui suas próprias contas para acertar, juntando-se ao garoto quando este adquire uma das quase extintas armas do Deus Solas, objetos capazes de matar covenants.

A primeira edição já está disponível.

ESTRANHOS NO PARAÍSO & TERRY MOORE

Em parceria com o aclamado autor norte-americano Terry Moore, o Social Comics trará Estranhos no Paraíso e outras obras para os leitores brasileiros, como Rachel Rising, Echo e Motor Girl.

O projeto segue os mesmos moldes daquele firmado com a editora Valiant Entertainment, no ano passado, e o Social Comics cuidará da produção do material para o formato digital em português.

O objetivo é disponibilizar Estranhos no Paraíso na íntegra pela primeira vez no Brasil, sendo que as datas de lançamentos serão reveladas em breve.

Estranhos no Paraíso é bastante conhecida por aqui. Chegou pela primeira vez em 1998, numa minissérie de três partes da Editora Abril e, depois, saiu pela Via Lettera (1999-2000), Pandora Books (2002-2003) e HQM Editora (2006-2013).

A série gira em torno dos amigos Francine, Katchoo e David, e a complicada relação entre eles. Francine considera Katchoo sua melhor amiga, mas Katchoo ama Francine. Já David, ama Katchoo. Esse triângulo amoroso serve de mote para mistérios e intrigas que vão desde o passado secreto de Katchoo até surpreendente desenrolar na vida do trio.

A obra é vencedora do prêmio Eisner Awards como melhor série. Também venceu o National Cartoonists Society Reuben Award e o GLAAD Award como melhor revista em quadrinhos.

ESTREIA DO SELO GAMBETA

O Social Comics estreará o selo Gambeta, em parceria com o quadrinista argentino Jok, que coordenará o projeto. Ele será dedicado a quadrinhos de autores sul-americanos, que passarão a ficar disponíveis aos assinantes.

Dentre as obras programadas, estão Merlin: The Young Druid (por Rodolfo Santullo e Jok), Reflex (por Rodolfo Santullo e Jok), Control de Plagas (por Max Aguirre e Jok), Abelard and the Giant Eagles (por Jok e Carlos Aón) e El Dormilón (por Rodolfo Santullo e Carlos Aón).

As datas de publicação serão anunciadas em breve.

Enquanto os leitores aguardam esses títulos, já podem aproveitar Quarenta Caixões, com roteiro de Rodolfo Santullo e arte de Jok, um dos lançamentos especiais feitos durante a CCXP Tour. A obra está disponível na plataforma via Jambô Editora.

COMBO RANGERS

A criação máxima de Fábio Yabu ganhará mais histórias na plataforma, via Editora JBC. Em breve, os assinantes poderão ler dez novas HQs da equipe de heróis, lançadas originalmente pela Panini Comics, em 2003.

Além disso, a edição Combo Rangers: Somos Humanos, publicada pela JBC em 2015, também está programada, assim como a ainda inédita terceira graphic novel dos personagens, cujo lançamento está programado para o final deste ano.

Atualmente, o Social Comics já conta com 13 revistas dos Combo Rangers, e também com a graphic novel Combo Rangers: Somos Heróis.
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