segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Laowai, de Sônia Bridi, ganha nova edição


Em 2005, a jornalista Sônia Bridi embarcou para a China, acompanhada do marido, o repórter cinematográfico Paulo Zero, e do filho Pedro, com três anos na época. Sua missão era montar uma base da TV Globo no Oriente.

Alguns poucos anos depois, Sônia lançava Laowai – Histórias de uma repórter brasileira na China, um livro com os bastidores de seu trabalho como repórter e o relato da vivência diária em um país completamente desconhecido.

Publicado em 2008, Laowai ganha agora uma reedição, pela Matrix Editora, com direito a um epílogo com as impressões da autora ao voltar ao país para gravar a série A Jornada da Vida – Rio Yangts é para o Fantástico, programa dominical da TV Globo. 

“Não foi a primeira vez que voltei – estive na China em 2007, passei quase dois meses cobrindo as Olimpíadas de Pequim em 2008, gravei lá para duas outras séries de reportagens em 2010 e 2012. Mas esta viagem foi o maior choque. Seis anos se passaram e a velocidade das mudanças parece ter se acumulado, partindo de uma base econômica cada vez maior” – diz a autora.

Laowai é um tratamento informal para estrangeiro, gringo. A obra continua atualíssima, mostrando ricos detalhes do país, o estranhamento à cultura e aos hábitos. A dificuldade de lidar com a censura, por mais sutil que seja, onde não é preciso censurar o produto acabado, basta censurar as fontes e restringir o acesso. E as enormes diferenças da cultura oriental, num texto muito agradável, como se estivéssemos vendo uma das grandes reportagens de Sônia.

A autora
Sônia Bridi atualmente é repórter especial do Fantástico. A jornalista premiada e com vasta experiência como correspondente internacional, ao lado do repórter cinematográfico e marido, Paulo Zero, Bridi montou a primeira base da TV Globo no Oriente, entre 2005 e 2006, na China, produziu matérias para todos os telejornais da emissora. No papel de correspondente internacional, Bridi atuou em Londres (1995), Nova Iorque (de 1996 a 1999), Pequim (entre 2005 e 2006) e Paris (2008 a 2010). 

Antes disso, Sônia foi repórter especial da TV Globo, em São Paulo e Rio de Janeiro. Entre suas coberturas mais importantes, a Rio 92, as eleições presidenciais da Argentina em 1999, o caso Mônica Lewinsky e a tentativa de impeachment do presidente Bill Clinton, as copas do mundo de 1994 (EUA) e 1998 (França), a eleição do presidente Lula e as chacinas da Candelária e Vigário Geral, no Rio. Especialista em coberturas de Ciência e Tecnologia, acompanhou o desenvolvimento do projeto Genoma Humano. Sua denúncia de falhas de projeto em Angra 1 levou ao fechamento da usina para reparos durante um ano. Para o Fantástico, Bridi fez várias séries Diário do Cima (2012) Planeta Terra: lotação esgotada (2012), A Jornada da Vida (2014/2016/2018).
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Desigualdade educacional é perda social irreparável

“A educação, além de um remédio fantástico que nos cura da ignorância, pode vir a ser também um veneno, se mal administrada.” Essas são palavras do filósofo, humanista, ativista social e escritor Fernando Moraes. Em seu livro “A arte de pertencer”, Fernando aponta sobre a desigualdade de direitos e acesso à educação na sociedade capitalista atual. Ele é especialista em Elaboração e Gerenciamento de Projetos Sociais, com uma extensa experiência em comunidades carentes na África, em especial Angola e Moçambique.

Através de seus olhos, aguçados para identificar as desigualdades, ele alerta o leitor sobre a grande barreira e o ciclo vicioso de injustiça que ocorre em diversos países. “Trata-se da origem de uma "doença" social: o fosso entre os que têm recursos e acesso à boa educação e os que pouco têm, a quem resta a educação que o Estado oferece, que, como se sabe, é muito defitária. [...] A princípio, poderíamos imaginar que as desigualdades são inerentes a qualquer sociedade, inevitáveis em qualquer comunidade. Porém, o fato de haver crianças e jovens que não têm acesso ao mesmo tipo de educação e que, portanto, não estão em igualdade de condições com crianças e jovens de famílias com melhor condição financeira, é, por si só, um fato de injustiça social que não poderia ser tolerado”, relata o autor.

Ele conclui seu pensamento com uma crítica ferrenha sobre a falta de oportunidades e paridade quanto os menos privilegiados. “Toda pessoa tem o direito de sonhar, de ter oportunidades para tornar sonhos realidade e de receber uma educação apropriada para seguir em busca de seus projetos pessoais. A falta de perspectiva gera descrédito, insegurança e a perda da autoestima. Os indivíduos que experimentam o sentimento de exclusão social não raro passam a entender que nada têm a perder, acabam por tornar-se apáticos, o que representa uma ameaça a si mesmo e aos outros. A perda para a sociedade é irreparável.”

Fernando Moraes possui ainda outros três livros publicados, todos com questionamentos sobre responsabilidade social, seja em âmbitos filosóficos, ou para trazer à luz falhas sociais que por muitos anos foram afastadas das mentes das pessoas. Que saber mais sobre essas obras? Entre em contato pelo telefone (11) 2275-6787 ou e-mail naira@lcagencia.com.br.
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domingo, 20 de janeiro de 2019

“Segredos de alto impacto” revela atitudes para melhorar o desempenho profissional


Você sabia que a maior parte do que você comunica não está ligada ao que é falado? Albert Mehrabian, professor da UCLA (Universidade da Califórnia) e pioneiro da pesquisa relacionada à linguagem corporal na década de 1950, apurou que cerca de 7% da mensagem é verbal, 38% vocal (incluindo tom de voz, velocidade, volume, inflexões e entonações) e 55% equivalem à expressão facial e corporal. Partindo dessa informação, torna-se essencial que palestrantes e profissionais revejam certos comportamentos e entendam o que estão comunicando.

Este é apenas um dos assuntos explorados no livro Segredos de alto impacto, da Literare Books. Os autores também falam sobre como potencializar a gestão empresarial, como implementar a sustentabilidade na cultura da empresa, como mudar modelos mentais, fidelizar clientes e atingir uma alta performance. “Quando quiser mudar as circunstâncias da sua vida, precisa mudar primeiro a sua mentalidade”, define Carla Lopez, coautora da obra.

Outros temas abordados no livro são:
- Excelência no atendimento e fidelização de clientes em seis passos
- Mentalidade imparável
- As três fases de um negócio: em qual fase você está?
- Potencializando resultados com a gestão empresarial
- Tornei-me coach, e agora?
- Os 5S para alta performance e longevidade
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sábado, 19 de janeiro de 2019

Como um Rolling Stones: Entenda a liderança eficaz de Mick Jagger


Em Como ser um Rolling Stone: Entenda a liderança eficaz de Mick Jagger, publicado pela editora Citadel, os autores catarinenses Jamil Albuquerque e Joilson Albuquerque, respectivamente presidente e gestor de conteúdo e relacionamento da MasterMind, única instituição de treinamentos na língua portuguesa certificada pela The Napoleon Hill Foundation, analisaram como Mick Jagger transformou uma banda de rock n’ roll em uma das empresas mais bem sucedidas do mundo.

Nessa comparação inédita com o estudo de perfis icônicos intitulado “O Manuscrito Original – As leis do triunfo e do sucesso de Napoleon Hill”, feito pelo mestre Napoleon Hill no início do século XX (que inclusive estudou grandes nomes como Churchill, Carnegie, Ford, Rockefeller, Roosevelt, e outros 16 mil líderes), Jamil e Joilson destacam as competências de Mick Jagger como empresário, líder e empreendedor. Napoleon se consagrou como “o criador de milionários, conselheiro de titãs e confidente de presidentes”, tamanha proximidade com os mais bem-sucedidos nomes da indústria, em uma época que o EUA explodia com a industrialização.

Os 17 pontos indicados como habilidades para uma liderança eficaz, descritos por Napoleon Hill em seu estudo, foram de extrema valia para a obra Como ser um Rolling Stone. Os autores Jamil e Joilson exemplificaram e relataram por meio de uma extensa pesquisa de oito anos, como as características de Mick Jagger refletem todos os preceitos que o grande mestre dos negócios apontou ainda em 1928. Competências como a capacidade de conseguir a cooperação do restante do grupo (chamada de MasterMind ou aliança de mentes) – tida como uma das principais qualidades listadas em “O Manuscrito Original” – e a absoluta persistência e resiliência, traçaram o destino de Mick e milhares de outras pessoas empregadas pela Rolling Stones.

Mick nem sempre foi visto como um líder, inclusive no início de sua carreira foi o comprometimento e a disciplina que o levaram ao comando. O entusiasmo foi um gás para o enérgico vocalista que após arrecadar 665 milhões de dólares durante uma turnê disse: “Ou você continua se movimentando ou você morre.” 

Manter-se à frente na liderança de um time, cuja média de idade é maior do que a dos anciões da Suprema Corte dos Estados Unidos, empregar milhares de pessoas e ainda assim movimentar tanto dinheiro que, se comparadas a uma nação, teriam um PIB maior que dos os últimos 35 países da lista das Nações Unidas, não é uma tarefa fácil. Jagger definiu bem seus objetivos, entendeu que o autocontrole (difícil entre rockeiros) seria essencial se quisesse progredir na profissão e na vida. Seja com fãs descontrolados, shows regados a bebidas e drogas e um universo musical jovem, não há como duvidar dessa competência que o astro possui.

Saber lidar de forma exemplar com o fracasso é outro ponto marcante na trajetória de qualquer empreendedor. Para os Rolling Stones isso pode ser pontuado com maestria, na verdade, com música. O álbum Exile on Main St. (1972) foi gravado durante o exílio na França, após terem abandonado a Inglaterra por problemas tributários. A resiliência frente ao problema inesperado criado por um empresário, a brusca separação da família e amigos, e as péssimas condições de gravações deram vida ao que se tornaria lendário: The Rolling Stones Co.

Além de fatos biográficos, passagens da literatura ficcional como Shakespeare e Cervantes, Como um Rolling Stones traz ao leitor de forma muito demonstrativa o que todos podem alcançar: MasterMind (aliança de mentes), autocontrole, objetivos bem definidos, tolerância, confiança em si mesmo, uso adequado da imaginação, ter iniciativa, saber lidar com fracassos, hábito da economia, entusiasmo, fazer mais que o combinado, personalidade agradável e pensar com exatidão. Ou seja, as 17 habilidades que trilharam o caminho do protagonista de um dos maiores cases de sucesso da música e empreendedorismo. Afinal, para Mick Jagger, nunca foi só rock ‘n roll não é mesmo?

Como um Rolling Stones: entenda a liderança eficaz de Mick Jagger é um guia para empreendedores que buscam uma dose de ânimo e credibilidade no poder da realização pessoal. Com comportamentos de Mick contextualizados às Leis de Napoleon, é possível perceber que as destrezas para se tornar um sucesso podem ser aprendidas – por mais caótica que seja a carreira.
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Livro “Uma poética em Cena” traz peça inédita de Maiakósvki

O livro “Uma Poética em Cena” é uma pérola para os amantes das artes cênicas e operários do teatro. Além de trazer a inédita tradução em Língua Portuguesa da peça “Os Banhos – Drama em Seis Atos com Circo e Fogos de Artifício” realizada pelo poeta e tradutor Luiz Sampaio, traz um ensaio de Reni Chaves Cardoso (1945 – 2008), pesquisadora de teatro e doutora pela Universidade de São Paulo, sobre a encenação original por Meyerhold e Maiakósvki (Moscou – 1930). Inclui, ainda, o texto da peça “A Barraca de Feira”, de Alexandr Blok (1906) e uma proposta de encenação meyerholdiana, com desenhos de cenário, máscaras e figurinos, elaborada pela autora.

Sobre o poeta e tradutor Luiz Sampaio

Luiz Sampaio, que estudou literatura em Moscou, aprendeu a admirar Vladímir Maiakóvski como um dos mais importantes poetas do século XX, grande inovador da língua russa, que entregou-se de corpo e alma à revolução socialista de 1917 e à criação de uma linguagem poética que espelhasse na arte o espírito revolucionário daquele momento da história de seu país e de toda a humanidade.

“Os Banhos – Drama em Seis Atos com Circo e Fogos de Artifício” foi a última peça de Maiakóvski, escrita em 1930 a pedido do diretor e seu grande admirador Meyerhold e encenada no Teatro Estatal V. Meyerhold, há exatos 29 dias antes do suicídio do grande poeta.

Maiakóvski, que desde os 15 anos de idade havia dedicado toda sua vida e sua arte aos ideais da revolução de 1917, treze anos após a tomada do poder pelos soviéticos estava muito decepcionado pelos rumos tomados pela história e criticava duramente a burocracia que havia se instaurado no poder. “Os Banhos” queria dar um banho nos burocratas e lavar a União Soviética destes tipos antirrevolucionários que, segundo Maiakóvski, eram um desvio nos caminhos que poderiam levar ao futuro e à construção do socialismo.

Como era de se esperar, a peça foi muito criticada pelos órgãos do poder. Imagina-se que esta tenha sido mais uma das inúmeras decepções que levaram ao suicídio do poeta, em 14 de abril de 1930.

“Os Banhos” foi proibida por Stálin e voltou a ser encenada, poucas vezes, somente após 1955. A presente tradução do original russo, inédita em português, foi elaborada para a tese de doutoramento de Reni Chaves Cardoso, na USP, sobre a encenação original da peça.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Livro dialoga entre o poeta do presente e do passado


Dialogar entre a poesia contemporânea e a tradicional, esse é o intuito da nova obra do escritor Luiz Otávio Oliani. Publicado pela editora Penalux, o livro “Palimpsestos, Outras Vozes e Águas” traz a reflexão, por diferentes ângulos e influências literárias, sobre as grandes questões de todos os tempos: o amor, a solidão, a morte, a efemeridade do tempo entre outros.

Segundo o autor, a obra reúne, de maneira harmoniosa, “vozes” poéticas do presente e do passado. O livro mostra os palimpsestos, ou seja, os textos escritos e inspirados em autores tradicionais, que conversam com contemporâneos e com águas diversas, a partir de temas sem ligações com autores específicos.

As referências de escritores alcançam extremos longínquos, como quando se fala de Drummond ou Kafka, mas também demonstra proatividade e atualidade, ao inovar trazendo influências de poetas modernos, como, por exemplo, Alexandra Vieira de Almeida, Jorge Ventura e Astrid Cabral.

- A ideia era mostrar que o poeta precisa dialogar com o “cânone literário” para produzir sua própria obra, sem ignorar os que antecederam - ressalta.


Sobre o autor

Luiz Otávio Oliani é poeta, contista, cronista e dramaturgo. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, em Direito, pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). Atua como professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Produção Textual em diversos estabelecimentos de ensino.

Como escritor, publicou 12 livros, sendo 9 de poemas e 3 peças de teatro. É membro da APPERJ (Associação Profissional dos Poetas do Estado do Rio de Janeiro) e da Academia Humanística, Artística e Literária “Lítero Cultural”. Participa de mais de 200 livros coletivos nacionais e estrangeiros como poeta, cronista, contista ou autor de prefácios, orelhas ou resenhas críticas. Participou da Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos. Ainda representou o país, em 2017, no IV Encontro de Poetas da Língua Portuguesa em Lisboa (PT).
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Rosana Miziara lança coletânea Pílulas para Respirar na Livraria da Vila


A historiadora Rosana Miziara é autora do livro Pílulas para Respirar. A publicação reúne uma série de pequenos textos da autora, publicado entre 2010 e 2017 no Facebook.

A obra reúne pensamentos de seu dia a dia, expressos em linhas breves que tratam de angústias, felicidades, dúvidas e prazeres próprios das pessoas comuns. São micro-histórias sobre um cotidiano que sempre encontra um ar para respirar na escrita e no compartilhamento com seus leitores e seguidores.

Pílulas para respirar são como versículos solidários e companheiros. Oferecem palavras pausadas, tranquilas. Agem como quebras no cotidiano, como momentos de reflexão e insights. Exprimem confissões e geram identificação, reconhecimento. Proporcionam a seus interlocutores, enfim, a deliciosa e acolhedora sensação de não estar sozinho.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Editora Positivo lança livro ilustrado que resgata a tradição da brincadeira


Pipa, bambolê, amarelinha, balão, trenzinho... as brincadeiras que encantavam a infância do escritor Leo Cunha são retratadas em formas de poesia e ilustradas com imagens de Anna Cunha na obra infantojuvenil “Só de brincadeira”.

O livro de 56 páginas acaba de ser lançado pela Editora Positivo no Salão FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), no Rio de Janeiro. 

Leo Cunha já publicou mais de 50 livros infantojuvenis. É um dos grandes nomes da literatura nacional, tendo recebido prêmios importantes como o Jabuti, o João-de-Barro, o Nestlé, o FNLIJ, o da Biblioteca Nacional, entre outros. Anna Cunha já ilustrou mais de 20 livros, para editoras brasileiras e estrangeiras, e teve entre eles títulos selecionados para o Catálogo de Bolonha e premiados pela FNLIJ.
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