quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Livro digital faz leitor “viajar” e se encantar por Paris


Balas de canhão de pedra que pesam 260 kg? Uma arena da época do Império Romano de verdade? Bicho preguiça gigante de 6 metros de altura e de 5.000 anos? Um desfile de esqueletos de dinossauros, mamutes e baleias? Múmias de verdade? Paris é muito mais do que a torre Eiffel, o Arco do Triunfo e bateau-mouche.

Os garotos estão diariamente jogando video-game com diversos personagens diferentes, talvez nem saibam que muitas das armaduras utilizadas por alguns desses personagens foram desenhadas à partir da realidade, ou seja, essas armaduras existiram de fato, e é isso que o Lucas, o personagem do ebook Partiu Paris vai descobrir, durante sua viagem à capital francesa. 

Muita gente assistiu, não faz muitos tempo, ao filme O Gladiador, cuja trama se passa no antigo Império Romano, em torno das lutas que aconteciam em arenas. O que pouca gente sabe é que em Paris existe parte de uma arena de verdade, que era utilizada nas lutas de gladiadores de verdade; Lucas vai ficar surpreso quando o levam para conhecer a arena parisiense.

A ideia de mostrar a cidade de Paris de uma forma diferente dos guias turísticos tradicionais veio de Elisa Leonel, brasileira que mora há anos na cidade. Com Partiu Paris, a autora nos apresenta um guia de cara nova, com um outro tipo de texto e de conteúdo, um livro que é muito mais do que um simples guia de viagem. A cidade é mostrada através do olhar e da narrativa de Lucas, personagem do livro, um jovem de 14 anos que, ao visitar Paris, vai nos contando sobre suas descobertas, sobre o prazer de conhecer e passear pelas ruas, pontes e jardins parisienses.

Antigamente, quando não havia trem, automóvel ou avião, nem imprensa escrita, televisão ou internet, e era muito difícil viajar, as pessoas conheciam o mundo, aprendiam geografia, "viajavam" através das narrativas de viagens de aventureiros e exploradores. A ideia da autora foi essa, retomar esse tipo de narrativa para comentar a capital francesa e, com isso, ir além da simples informação turística, comentando curiosidades ou fatos históricos relacionados com os lugares enfocados. Isso porque, monumentos, museus e praças parisienses, além de serem lugares incríveis de serem visitados, nos contam um pouco da história da cidade e da França. 

O objetivo é colaborar para que os jovens, ao visitarem esses lugares, possam observá-los de forma mais atenta, numa tentativa de envolvê-los efetivamente com Paris, e chamar à atenção pelo fato de que a cidade é muito, muito mais do que contam os guias tradicionais. São mil coisas e lugares para se descobrir, e em cada canto de rua, parques e jardins, na beira do Sena, há sempre um detalhe a ser observado. Mostrar que Paris é muito mais do que os lugares listados nos guias e sites turísticos, essa é a ideia do ebook. No livro não há qualquer publicidade, tampouco a intenção de se vender qualquer tipo de serviço turístico, coisa comum sobretudo nos blogs sobre a cidade.

Lucas comenta sua visita ao Museu do Exército, onde viu coleções de espadas e armaduras:
“Também demais, a coleção de armaduras e capacetes antigos. Como eles lutavam com espadas, precisavam proteger tudo, o rosto, o pé e a mão, por isso, tinham luvas e sapatos de metal, que vestiam junto com as armaduras. Algumas armaduras chegavam a pesar até 25 kg. E tinham armaduras até para os cavalos! 
As armaduras dos soldados eram simples, já a dos reis e comandantes eram superdecoradas, cheias de enfeites. Alguns reis tinham armaduras especiais para as festas. Como para essas ocasiões eles tinham que estar superelegantes, algumas dessas armaduras também eram decoradas com ouro e prata, e essa decoração era feita pelos artistas da época. Eram muito chiques esses reis de antigamente. 
Fiquei imaginando uma batalha com os soldados em cima dos cavalos e com aquelas armaduras! Não sei como é que conseguiam lutar vestidos com aquelas coisas pesadas e com aqueles capacetes que cobriam o rosto. Quando um caia do cavalo, como será que fazia pra subir de novo? No verão, com o calor, devia ser horrível. E pra fazer xixi, como será que faziam? Com chuva, será que as armaduras enferrujavam?”

A cidade de Paris é apresentada através de um diário de viagem, de uma forma gostosa, sem que o conteúdo seja chato ou maçante. A historinha de Lucas, ao mesmo tempo que envolve os leitores na trama, desvenda os pontos turísticos da cidade de uma forma viva, dinâmica. Ele comenta suas impressões sobre a capital francesa, suas aventuras pela cidade, conta sobre suas descobertas, com detalhes interessantes, num tom agradável para se ler. Lucas vai apresentando a cidade no momento de sua visita aos diferentes lugares, locais esses que interessam a essa faixa etária. A leitura também é prazerosa pela qualidade das ilustrações que acompanham o texto.

Embora o foco seja o público juvenil, Partiu Paris interessa também aos adultos que organizam viagem à capital francesa com seus filhos. Estes vão encontrar no ebook dicas de lugares interessantes a serem visitados, além dos monumentos mais conhecidos, como torre Eiffel, a Notre Dame e o Arco do Triunfo.

Partiu Paris interessa mesmo para garotos que não estão com viagem marcada, pois estes poderão descobrir nessa narrativa os encantos da capital francesa, se interessarão pela cidade, pela forma como ela é apresentada, ainda que sem conhecê-la, e vão se encantar também pela historinha, que é muito simpática.

Para conhecer a história de Lucas em Paris e um pouco da cidade e da França, de uma forma única e envolvente, visite o site oficial do livro Partiu Paris www.partiuparis.com.br ou acesse a obra diretamente na loja da Amazon www.partiuparis.com.br/amazon.
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

32 editoras estão representando o Brasil na Feira do Livro de Frankfurt


Começou o principal evento internacional do mercado editorial, a Feira do Livro de Frankfurt. 

O Brasil está representado por 32 editoras, em um espaço de 180m², por meio do Brazilian Publishers (BP), projeto de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro, parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Entre os destaques da participação do Brasil na feira está um espaço dedicado à exposição Brazilian Innovation, uma parceria entre o #coisadelivreiro – empresa de negócios e marketing para o mercado de livros - e o Brazilian Publishers, onde cinco empresas convidadas (Skoob, Ubook, Manifesto Games, TAG Livros e #coisadelivreiro) apresentarão seus modelos de negócios, produtos, serviços e também fomentar possíveis parcerias com players internacionais.

“Nosso objetivo é mostrar ao mundo que temos muita inovação entre nossos empresários, não apenas na produção editorial direta mas também na prestação de serviços no setor e que o Brasil também pode lançar tendências de mercado. Somos reconhecidos internacionalmente como uma das maiores economias criativas do mundo e queremos perpetuar essa imagem também na área da inovação para o livro e para o leitor.”, ressalta Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, gerente de Relações Internacionais da CBL.

O estande coletivo brasileiro também conta com uma área reservada para exposição de livros vencedores do Prêmio Jabuti, que este ano avaliará pela primeira vez obras publicadas no exterior com a nova categoria “Livro Brasileiro Publicado no Exterior”.

Além disso, realizaremos dois matchmakings, sendo um deles com países da América Latina e outro com a China, proporcionando encontros de editores brasileiros com players de outros países.

A programação também inclui palestras, eventos, reuniões e o lançamento do catálogo de books and rights, com conteúdo das editoras apoiadas do Brazilian Publishers.

Na edição de 2016, foram fechados cerca de US$ 620 mil em exportação de direitos autorais e livros físicos com negociações durante o evento e para os próximos 12 meses. “Este ano a expectativa é atingir os US$ 650 mil, já que a diversidade e beleza da produção editorial brasileira cativam cada vez mais os leitores e editoras do exterior”, destaca Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

Das 32 editoras, vinte e quatro são apoiadas pelo Brazilian Publishers. Confira abaixo a lista, em ordem alfabética, das editoras que estão na Feira do Livro de Frankfurt:

Brazilian Publisher of Art and Culture, Callis, Cortez Editora, DSOP - Educação Financeira, Edições Loyola, Edições Sesc SP, Editora da Universidade Federal do Pará, Editora Fiocruz, Editora Leopoldianum, Editora Unifesp, Editora IMEPH, Editora Melhoramentos, Editora Moderna/Salamandra, Editora Pipoca, Editora UNESP, Editora Universidade de Brasília, Editora Viajante do Tempo, Edusp, FTD Educação, Girassol Brasil, Global Editora, Grupo A, Grupo Autêntica, Grupo Companhia das Letras, Letras do Pensamento Editora, Napoleão Editora, Pallas Editora, Pergunta Fixar, SESI-SP Editora, Todolivro e Ubook.
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Biografia romanceada destaca o protagonismo feminino de Carlota Joaquina


Chega às livrarias o romance biográfico de uma das figuras mais emblemáticas da história de Portugal e do Brasil, a rainha Carlota Joaquina de Borboun (1775-1830). O livro Memórias de Carlota Joaquina: a amante do poder do historiador Marsílio Cassotti, autor do best-seller A biografia íntima de Leopoldina, retrata os principais episódios de sua vida.

Com base em documentos históricos e testemunhos de quem conviveu diretamente com a “princesa rebelde”, a obra apresenta uma Carlota que, em primeira pessoa, expõe as intrigas políticas da família, a fuga dos Bragança para terras brasileiras, o casamento aos dez anos de idade com Dom João VI e a relação com o mulherengo Dom Pedro.

Além disso, a obra trata de sua misteriosa lealdade a Portugal durante a traiçoeira Guerra das Laranjas e dos rumores sobre os seus amantes. As intenções de ser coroada rainha em Buenos Aires e a sua recusa em jurar a Constituição liberal também são destaques no livro.

Diante das ameaças da Revolução Francesa, Carlota buscou o protagonismo nos assuntos públicos, desagradando aqueles que não aceitavam a participação feminina nos negócios. O foco do historiador Marsilio Cassotti é, justamente, demonstrar a coragem e a valentia desta mulher, que ansiava o poder direto sobre as ações políticas, característica não muito bem vista às mulheres da época.
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Os noves sermões de C.S. Lewis que conquistaram o mundo


Nos nove sermões que, juntos, compõem uma de suas obras mais clássicas, O peso da glória, C.S. Lewis – autor de clássicos da literatura como As crônicas de Nárnia e Cartas de um diabo a seu aprendiz – demonstra por que é um dos escritores mais influentes da história.

Lewis é capaz de tratar os mais variados temas de modo brilhante, trazendo simplicidade e clareza a assuntos complexos, instigando tanto a alma quanto o intelecto do leitor.

Em O peso da glória, agora publicado pela Thomas Nelson Brasil com uma nova edição, tradução especializada e acabamento de luxo, o autor traz aos leitores contemporâneos as mesmas palavras de inspiração, orientação e apologia da fé cristã que levaram alento a milhares de ouvintes em um tempo recheado de dúvidas.

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O suspense “O casamento” de chega as livrarias em outubro

O dia seria especial. Aliás, o final de semana todo foi pensado para ser perfeito. O sítio fora reservado para 4 dias de festa, os convidados estavam se divertindo, os dias estavam lindos e inspirava amor – apesar de todos os rumores - Diana e Plínio iam sim, se casar. E agora nada mais poderia dar errado. Mas alguém pensava diferente, muito diferente.

A Faro Editorial lança em outubro o suspense policial “O Casamento”, de Victor Bonini. Um dos autores de ficção policial mais promissores da nova geração. Depois do sucesso com Colega de Quarto (2015), Victor cria um cenário para o crime perfeito, dessa vez, com muito mais camadas de intrigas e dezenas de suspeitos!

Diana e Plínio não eram o casal perfeito, mas eles superaram todas as adversidades e decidiram se casar. A família de Diana não era favorável; já a família de Plínio tinha um modo estranho de se relacionar uns com os outros. Mas o amor é o que importa, certo?

Era o que Conrado Bardelli, o detetive Lyra, pensava, e foi o que o fez aceitar o convite para aquele final de semana. A filha do seu amigo Oscar ia se casar e, de quebra, poderia ficar de olho em seu novo cliente, Ricardo Gurgel, amigo das famílias e sobrinho da juíza de paz. Alguém estava chantageando Gurgel, então tinha tudo para ser uma investigação protocolar, algo que não ia interferir no casamento.

Mas aquele estava longe de ser um casamento tranquilo, aliás, nada ali traduzia harmonia, nem a relação dos pais dos noivos, nem das madrinhas, nem de muitos convidados, mas agora ele já estava dentro da festa.

Duas mulheres cruelmente assassinadas. Um chantagista misterioso e sádico. Segredos sujos a cada momento. Uma investigação que parece não ter fim. Quem é o culpado? Por que parece que ninguém fala a verdade? Será que pela primeira vez um assassino conseguiu planejar o crime perfeito? Um thriller de tirar o fôlego e que vai te fazer repensar o próximo convite para um casamento.
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Kazuo Ishiguro ganha o Nobel de Literatura


A Academia Sueca anunciou na manhã da última quinta-feira, dia 5, o vencedor do Nobel de Literatura 2017. Kazuo Ishiguro, 62 anos, levou o prêmio porque, "em seus romances de grande força emocional, revelou o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo". 

Ishiguro nasceu em Nagasaki, no Japão, em 1954, e mudou-se para a Inglaterra aos cinco anos de idade. É autor de oito livros (sete romances e uma coletânea de contos), cinco deles publicados no Brasil pela Companhia das Letras: Os vestígios do dia (vencedor do Booker Prize de 1989), Não me abandone jamais, Quando éramos órfãos, Noturnos e O gigante enterrado, seu romance mais recente publicado em 2015. 


Dessas obras, duas ganharam aclamadas adaptações para o cinema: Os vestígios do dia e Não me abandone jamais. Considerado um dos principais autores da língua inglesa, sua obra foi traduzida para 28 países.

Conheça mais sobre seus livros: 


Quando lançado, O gigante enterrado foi recebido como a entrada de Ishiguro no gênero fantástico. A história acontece em uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Sua população desnorteada está diante de ameaças múltiplas, e um casal parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova. Épico arturiano, o romance envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra.


Um dos romances mais aclamados de Kazuo Ishiguro, Os vestígios do dia acompanha o mordomo Stevens, já próximo da velhice. Ele rememora as três décadas dedicadas à casa de um distinto nobre britânico, lord Darlington, hoje ocupada por um milionário norte-americano. O romance ganhou uma adaptação para o cinema em 1993, protagonizada por Anthony Hopkins e Emma Thompson, e recebeu oito indicações ao Oscar.


Finalista do Booker Prize em 2005, Não me abandone jamais tem como pano de fundo um cenário de ficção científica. Não me abandone jamais também foi adaptado para o cinema, estrelado por Carey Mulligan, Keira Knightley Andrew Garfield.







Noturnos é uma reunião de cinco narrativas em que Ishiguro deixa de lado a solenidade distendida dos romances para dedicar-se à concisão, à leveza e ao humor concentrado do gênero curto. Nestas histórias, emoções suscitadas por belas melodias convivem com as limitações do mundo da música. Se o poder de tocar o sentimento faz dos músicos seres próximos da genialidade, as exigências do senso comum e da profissionalização os submetem a situações muitas vezes patéticas e hilariantes.
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A trajetória humana pela perspectiva da história natural


“Qual o nosso verdadeiro lugar no Universo?”. “Qual a nossa importância cósmica?”. “Qual o significado de nossas vidas?”. É a partir das descobertas científicas ao longo do tempo que o autor Edmac Trigueiro pretende responder a essas e muitas outras questões.

Dividida em três partes – O Universo e o Homem, A Vida e o Homem e O Homem - a obra traz um panorama histórico natural amplo, discorrendo desde a formação do Universo a partir do Big Bang, até o surgimento da espécie humana, passando pelo quadro geral da evolução das espécies. 

O homem é apresentado, antes de mais nada, como parte do todo, do infinito Universo que nos cerca e que ainda é, em grande parte, misterioso para nós. “Tudo no Universo está ligado. Não há estruturas que se desconectam. Somos ligados às estrelas do firmamento muito mais do que suspeitávamos. Temos uma profunda ligação com a natureza e um relacionamento muito antigo e duradouro com o cosmos. Não sabemos se somos frutos de uma reencarnação espiritual, porém somos, com certeza, produtos de uma reencarnação atômica.” (pgs. 43,44)

Apesar dos temas científicos, a narrativa é envolvente e traz constatações de séculos atrás e recentes sem perder a fluência do texto. Cosmologia, Astronomia, Biologia, Evolução, Antropologia, Origens, Hominídeos e Acaso são os assuntos presentes na obra para embasar a teoria do surgimento da existência humana e seu lugar no universo. Edmac Trigueiro percorreu, durante anos, as melhores bibliotecas e artigos acadêmicos e a conclusão que partilha com o leitor ao longo dessa instigante travessia é a de que, em pleno alvorecer do século XXI, a ciência já dispõe de algumas respostas para todos esses mistérios que acompanham a humanidade desde antes da Grécia Antiga.

Na primeira parte do livro, O Universo e o Homem, o cosmos é apresentado em sua dimensão infinita e dinâmica em comparação a insignificância e casualidade do surgimento da espécie humana. Em A Vida e o Homem, traça-se uma linha do tempo do desenvolvimento da Terra, até o aparecimento dos primeiros seres vivos. Evolução das espécies, genética e globalização são alguns dos temas discutidos. Já em O Homem, a obra traz cenário amplo das infinitas espécies que habitam nosso planeta situando a humana apenas como mais uma delas: “Tudo isso serve de alerta para nos conscientizarmos de que não somos uma espécie superior às demais”. (p. 123).

História do Homem, nosso lugar no universo é, além de fonte inquestionável de conhecimento, um convite para olhar a existência humana com olhos mais lúcidos e postura mais responsável.
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Leitura para as crianças


A leitura é um hábito que faz parte do nosso dia a dia e deve ser cultivado. É normal que as crianças comecem a ler por volta dos cinco anos de idade, porém, para Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar, é bom incentivar a leitura desde muito cedo. “Ler para os pequenos e incentivá-los a ler é muito benéfico. Com a leitura eles não só aprendem coisas novas, como aprendem a escrever melhor, ampliam seu vocabulário e, é claro, melhoram seu desempenho escolar”, comenta.

É importante que os pais permitam o contato dos pequenos com os livros, deixe-o brincar, tocar e analisar aquela novidade. Hoje não é difícil encontrar livros com materiais mais resistentes, cheios de cores e texturas, que permitem essa interação. Já as histórias infantis que tanto encantam as crianças, permitem que ela entre nesse universo. “Quando nós lemos para uma criança fazemos surgir nela o interesse pela leitura, se você conversar sobre a história ela irá refletir sobre aquilo, além de desenvolver sua capacidade de compreensão e interpretação”, sugere a especialista.

Com as crianças um pouco maiores, os pais já podem começar a fazer leitura mais dinâmicas, lendo uma parte da história e dando a ela o livro para que ela possa tentar ler a outra parte, aos poucos ela vai se familiarizar com aquele livro até conseguir lê-lo inteiro e sozinha. Uma boa opção são as história ilustrada e com menos escrita, conforme a criança for evoluindo você pode aumentar a quantidade de palavras no livro. Quando ela estiver lendo melhor, ofereça outras opções, como os cadernos infantis dos jornais, revistas e textos que tenham temas interessantes e adequados para a idade.

Por fim, a psicopedagoga lembra que mesmo depois que a criança já tiver adquirido esse hábito e aprendido a ler, é bom que os pais e professores continuem a incentivá-la. “Ler para a criança desde os primeiros anos de vida é algo muito importante, já que ela está em fase de desenvolvimento, e essa troca afetiva ajuda a estabelecer laços com a leitura”, comenta. Variar os gêneros literários também é importante, para que ela possa ter acesso aos mais variados temas. “Não sobrecarregue-a com a leitura, ela tem que ser uma diversão e não uma obrigação, que vai acabar por fazer ela perder o interesse no ato”, completa Ana Regina.
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