quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Livro de Eduardo Moreira desmistifica o sistema financeiro


Provocador e ousado, O que os donos do poder não querem que você saiba é um desabafo de quem entende as estruturas e os jogos de poder. Com experiência de mais de 15 anos no mercado financeiro e eleito este ano um dos três melhores economistas do Brasil pela revista Investidor Institucional, o autor Eduardo Moreira descreve os bastidores da economia, oferecendo ferramentas para que o leitor aprenda sobre finanças de forma didática e objetiva, e assim possa se tornar agente do próprio dinheiro ao atuar sobre as estruturas financeiras de modo ativo. 

“É exatamente esse caminho que convido o leitor a fazer comigo. Ao final, independentemente da profissão que você tenha, garanto que saberá mais sobre finanças que o gerente do banco que te atende. Isso valerá um belo dinheiro a mais em sua conta todos os anos”, afirma o autor.

A obra é dividida em seis capítulos. Nos dois primeiros, Eduardo explica o funcionamento de bancos e corretoras de valores. Assim, auxilia o leitor na compreensão, por exemplo, das diferenças entre títulos de capitalização e ações. Nos demais capítulos, o autor aborda as desigualdades econômicas e sociais geradas pelo modelo econômico e político do capitalismo. Além disso, discorre sobre um modelo ideal de governo com ideias a respeito de como tornar o sistema mais eficiente e justo. “O livro mostra a diferença entre percepção e realidade no mundo capitalista”, explica o autor.

De forma esclarecedora, o autor desvenda as estruturas que regem o poder e denuncia as maneiras pelas quais alguns poucos privilegiados influenciam opiniões para manter a ordem vigente e preservar seus interesses. 
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Literatura mostra a necessidade de saber lidar com a raiva desde pequeno


Sabe aquela sensação que faz ferver por dentro e que dá vontade de sair quebrando tudo ou bater em alguém? Fervi por dentro, de Cleber Galhardi, publicado pela editora Boa Nova, vai mostrar aos leitores que é natural sentir raiva, porém há uma necessidade muito grande de controlá-la. 

Geralmente as crianças não tem consciência quanto a proporção da raiva que estão sentindo, ou mesmo como lidar com ela. Esse fator pode trazer problemas para sua vida emocional, escolar e pessoal. É importante que elas entendam como devem agir diante dessa sensação. 

O personagem que vai falar sobre este perigoso sentimento é o menino Aguar. Apesar do nome estranho, sua mensagem é edificante. A linguagem que ele utiliza parece bastante estranha no começo, pois ele reúne as primeiras letras e sílabas da frase e junta em uma palavra só.

Atenção. Muito cuidado com o JEMORA.Ele pode nos trazer grandes problemas quando aparece em nosso comportamento.Sabe o que é JEMORA? Não?É simplesmente o Jeito Equivocado de MOstrar RAiva

Aguar mostra as consequências de expressar a raiva erroneamente, e não só a possibilidade de atingir negativamente o próximo, aborda também os sentimentos que traz para si mesmo após se deixar levar pela irritação, como o arrependimento, culpa, enfim, aquela sensação estranha de quando as atitudes que os indivíduos tomam não são corretas. 

Com um jeito bastante peculiar de se comunicar, o personagem vai desmistificar a raiva e ajudar o leitor a lidar com esse sentimento forte. Uma lição para a vida toda!
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Livro digital faz leitor “viajar” e se encantar por Paris


Balas de canhão de pedra que pesam 260 kg? Uma arena da época do Império Romano de verdade? Bicho preguiça gigante de 6 metros de altura e de 5.000 anos? Um desfile de esqueletos de dinossauros, mamutes e baleias? Múmias de verdade? Paris é muito mais do que a torre Eiffel, o Arco do Triunfo e bateau-mouche.

Os garotos estão diariamente jogando video-game com diversos personagens diferentes, talvez nem saibam que muitas das armaduras utilizadas por alguns desses personagens foram desenhadas à partir da realidade, ou seja, essas armaduras existiram de fato, e é isso que o Lucas, o personagem do ebook Partiu Paris vai descobrir, durante sua viagem à capital francesa. 

Muita gente assistiu, não faz muitos tempo, ao filme O Gladiador, cuja trama se passa no antigo Império Romano, em torno das lutas que aconteciam em arenas. O que pouca gente sabe é que em Paris existe parte de uma arena de verdade, que era utilizada nas lutas de gladiadores de verdade; Lucas vai ficar surpreso quando o levam para conhecer a arena parisiense.

A ideia de mostrar a cidade de Paris de uma forma diferente dos guias turísticos tradicionais veio de Elisa Leonel, brasileira que mora há anos na cidade. Com Partiu Paris, a autora nos apresenta um guia de cara nova, com um outro tipo de texto e de conteúdo, um livro que é muito mais do que um simples guia de viagem. A cidade é mostrada através do olhar e da narrativa de Lucas, personagem do livro, um jovem de 14 anos que, ao visitar Paris, vai nos contando sobre suas descobertas, sobre o prazer de conhecer e passear pelas ruas, pontes e jardins parisienses.

Antigamente, quando não havia trem, automóvel ou avião, nem imprensa escrita, televisão ou internet, e era muito difícil viajar, as pessoas conheciam o mundo, aprendiam geografia, "viajavam" através das narrativas de viagens de aventureiros e exploradores. A ideia da autora foi essa, retomar esse tipo de narrativa para comentar a capital francesa e, com isso, ir além da simples informação turística, comentando curiosidades ou fatos históricos relacionados com os lugares enfocados. Isso porque, monumentos, museus e praças parisienses, além de serem lugares incríveis de serem visitados, nos contam um pouco da história da cidade e da França. 

O objetivo é colaborar para que os jovens, ao visitarem esses lugares, possam observá-los de forma mais atenta, numa tentativa de envolvê-los efetivamente com Paris, e chamar à atenção pelo fato de que a cidade é muito, muito mais do que contam os guias tradicionais. São mil coisas e lugares para se descobrir, e em cada canto de rua, parques e jardins, na beira do Sena, há sempre um detalhe a ser observado. Mostrar que Paris é muito mais do que os lugares listados nos guias e sites turísticos, essa é a ideia do ebook. No livro não há qualquer publicidade, tampouco a intenção de se vender qualquer tipo de serviço turístico, coisa comum sobretudo nos blogs sobre a cidade.

Lucas comenta sua visita ao Museu do Exército, onde viu coleções de espadas e armaduras:
“Também demais, a coleção de armaduras e capacetes antigos. Como eles lutavam com espadas, precisavam proteger tudo, o rosto, o pé e a mão, por isso, tinham luvas e sapatos de metal, que vestiam junto com as armaduras. Algumas armaduras chegavam a pesar até 25 kg. E tinham armaduras até para os cavalos! 
As armaduras dos soldados eram simples, já a dos reis e comandantes eram superdecoradas, cheias de enfeites. Alguns reis tinham armaduras especiais para as festas. Como para essas ocasiões eles tinham que estar superelegantes, algumas dessas armaduras também eram decoradas com ouro e prata, e essa decoração era feita pelos artistas da época. Eram muito chiques esses reis de antigamente. 
Fiquei imaginando uma batalha com os soldados em cima dos cavalos e com aquelas armaduras! Não sei como é que conseguiam lutar vestidos com aquelas coisas pesadas e com aqueles capacetes que cobriam o rosto. Quando um caia do cavalo, como será que fazia pra subir de novo? No verão, com o calor, devia ser horrível. E pra fazer xixi, como será que faziam? Com chuva, será que as armaduras enferrujavam?”

A cidade de Paris é apresentada através de um diário de viagem, de uma forma gostosa, sem que o conteúdo seja chato ou maçante. A historinha de Lucas, ao mesmo tempo que envolve os leitores na trama, desvenda os pontos turísticos da cidade de uma forma viva, dinâmica. Ele comenta suas impressões sobre a capital francesa, suas aventuras pela cidade, conta sobre suas descobertas, com detalhes interessantes, num tom agradável para se ler. Lucas vai apresentando a cidade no momento de sua visita aos diferentes lugares, locais esses que interessam a essa faixa etária. A leitura também é prazerosa pela qualidade das ilustrações que acompanham o texto.

Embora o foco seja o público juvenil, Partiu Paris interessa também aos adultos que organizam viagem à capital francesa com seus filhos. Estes vão encontrar no ebook dicas de lugares interessantes a serem visitados, além dos monumentos mais conhecidos, como torre Eiffel, a Notre Dame e o Arco do Triunfo.

Partiu Paris interessa mesmo para garotos que não estão com viagem marcada, pois estes poderão descobrir nessa narrativa os encantos da capital francesa, se interessarão pela cidade, pela forma como ela é apresentada, ainda que sem conhecê-la, e vão se encantar também pela historinha, que é muito simpática.

Para conhecer a história de Lucas em Paris e um pouco da cidade e da França, de uma forma única e envolvente, visite o site oficial do livro Partiu Paris www.partiuparis.com.br ou acesse a obra diretamente na loja da Amazon www.partiuparis.com.br/amazon.
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

32 editoras estão representando o Brasil na Feira do Livro de Frankfurt


Começou o principal evento internacional do mercado editorial, a Feira do Livro de Frankfurt. 

O Brasil está representado por 32 editoras, em um espaço de 180m², por meio do Brazilian Publishers (BP), projeto de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro, parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Entre os destaques da participação do Brasil na feira está um espaço dedicado à exposição Brazilian Innovation, uma parceria entre o #coisadelivreiro – empresa de negócios e marketing para o mercado de livros - e o Brazilian Publishers, onde cinco empresas convidadas (Skoob, Ubook, Manifesto Games, TAG Livros e #coisadelivreiro) apresentarão seus modelos de negócios, produtos, serviços e também fomentar possíveis parcerias com players internacionais.

“Nosso objetivo é mostrar ao mundo que temos muita inovação entre nossos empresários, não apenas na produção editorial direta mas também na prestação de serviços no setor e que o Brasil também pode lançar tendências de mercado. Somos reconhecidos internacionalmente como uma das maiores economias criativas do mundo e queremos perpetuar essa imagem também na área da inovação para o livro e para o leitor.”, ressalta Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, gerente de Relações Internacionais da CBL.

O estande coletivo brasileiro também conta com uma área reservada para exposição de livros vencedores do Prêmio Jabuti, que este ano avaliará pela primeira vez obras publicadas no exterior com a nova categoria “Livro Brasileiro Publicado no Exterior”.

Além disso, realizaremos dois matchmakings, sendo um deles com países da América Latina e outro com a China, proporcionando encontros de editores brasileiros com players de outros países.

A programação também inclui palestras, eventos, reuniões e o lançamento do catálogo de books and rights, com conteúdo das editoras apoiadas do Brazilian Publishers.

Na edição de 2016, foram fechados cerca de US$ 620 mil em exportação de direitos autorais e livros físicos com negociações durante o evento e para os próximos 12 meses. “Este ano a expectativa é atingir os US$ 650 mil, já que a diversidade e beleza da produção editorial brasileira cativam cada vez mais os leitores e editoras do exterior”, destaca Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

Das 32 editoras, vinte e quatro são apoiadas pelo Brazilian Publishers. Confira abaixo a lista, em ordem alfabética, das editoras que estão na Feira do Livro de Frankfurt:

Brazilian Publisher of Art and Culture, Callis, Cortez Editora, DSOP - Educação Financeira, Edições Loyola, Edições Sesc SP, Editora da Universidade Federal do Pará, Editora Fiocruz, Editora Leopoldianum, Editora Unifesp, Editora IMEPH, Editora Melhoramentos, Editora Moderna/Salamandra, Editora Pipoca, Editora UNESP, Editora Universidade de Brasília, Editora Viajante do Tempo, Edusp, FTD Educação, Girassol Brasil, Global Editora, Grupo A, Grupo Autêntica, Grupo Companhia das Letras, Letras do Pensamento Editora, Napoleão Editora, Pallas Editora, Pergunta Fixar, SESI-SP Editora, Todolivro e Ubook.
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Biografia romanceada destaca o protagonismo feminino de Carlota Joaquina


Chega às livrarias o romance biográfico de uma das figuras mais emblemáticas da história de Portugal e do Brasil, a rainha Carlota Joaquina de Borboun (1775-1830). O livro Memórias de Carlota Joaquina: a amante do poder do historiador Marsílio Cassotti, autor do best-seller A biografia íntima de Leopoldina, retrata os principais episódios de sua vida.

Com base em documentos históricos e testemunhos de quem conviveu diretamente com a “princesa rebelde”, a obra apresenta uma Carlota que, em primeira pessoa, expõe as intrigas políticas da família, a fuga dos Bragança para terras brasileiras, o casamento aos dez anos de idade com Dom João VI e a relação com o mulherengo Dom Pedro.

Além disso, a obra trata de sua misteriosa lealdade a Portugal durante a traiçoeira Guerra das Laranjas e dos rumores sobre os seus amantes. As intenções de ser coroada rainha em Buenos Aires e a sua recusa em jurar a Constituição liberal também são destaques no livro.

Diante das ameaças da Revolução Francesa, Carlota buscou o protagonismo nos assuntos públicos, desagradando aqueles que não aceitavam a participação feminina nos negócios. O foco do historiador Marsilio Cassotti é, justamente, demonstrar a coragem e a valentia desta mulher, que ansiava o poder direto sobre as ações políticas, característica não muito bem vista às mulheres da época.
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Os noves sermões de C.S. Lewis que conquistaram o mundo


Nos nove sermões que, juntos, compõem uma de suas obras mais clássicas, O peso da glória, C.S. Lewis – autor de clássicos da literatura como As crônicas de Nárnia e Cartas de um diabo a seu aprendiz – demonstra por que é um dos escritores mais influentes da história.

Lewis é capaz de tratar os mais variados temas de modo brilhante, trazendo simplicidade e clareza a assuntos complexos, instigando tanto a alma quanto o intelecto do leitor.

Em O peso da glória, agora publicado pela Thomas Nelson Brasil com uma nova edição, tradução especializada e acabamento de luxo, o autor traz aos leitores contemporâneos as mesmas palavras de inspiração, orientação e apologia da fé cristã que levaram alento a milhares de ouvintes em um tempo recheado de dúvidas.

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O suspense “O casamento” de chega as livrarias em outubro

O dia seria especial. Aliás, o final de semana todo foi pensado para ser perfeito. O sítio fora reservado para 4 dias de festa, os convidados estavam se divertindo, os dias estavam lindos e inspirava amor – apesar de todos os rumores - Diana e Plínio iam sim, se casar. E agora nada mais poderia dar errado. Mas alguém pensava diferente, muito diferente.

A Faro Editorial lança em outubro o suspense policial “O Casamento”, de Victor Bonini. Um dos autores de ficção policial mais promissores da nova geração. Depois do sucesso com Colega de Quarto (2015), Victor cria um cenário para o crime perfeito, dessa vez, com muito mais camadas de intrigas e dezenas de suspeitos!

Diana e Plínio não eram o casal perfeito, mas eles superaram todas as adversidades e decidiram se casar. A família de Diana não era favorável; já a família de Plínio tinha um modo estranho de se relacionar uns com os outros. Mas o amor é o que importa, certo?

Era o que Conrado Bardelli, o detetive Lyra, pensava, e foi o que o fez aceitar o convite para aquele final de semana. A filha do seu amigo Oscar ia se casar e, de quebra, poderia ficar de olho em seu novo cliente, Ricardo Gurgel, amigo das famílias e sobrinho da juíza de paz. Alguém estava chantageando Gurgel, então tinha tudo para ser uma investigação protocolar, algo que não ia interferir no casamento.

Mas aquele estava longe de ser um casamento tranquilo, aliás, nada ali traduzia harmonia, nem a relação dos pais dos noivos, nem das madrinhas, nem de muitos convidados, mas agora ele já estava dentro da festa.

Duas mulheres cruelmente assassinadas. Um chantagista misterioso e sádico. Segredos sujos a cada momento. Uma investigação que parece não ter fim. Quem é o culpado? Por que parece que ninguém fala a verdade? Será que pela primeira vez um assassino conseguiu planejar o crime perfeito? Um thriller de tirar o fôlego e que vai te fazer repensar o próximo convite para um casamento.
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Kazuo Ishiguro ganha o Nobel de Literatura


A Academia Sueca anunciou na manhã da última quinta-feira, dia 5, o vencedor do Nobel de Literatura 2017. Kazuo Ishiguro, 62 anos, levou o prêmio porque, "em seus romances de grande força emocional, revelou o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo". 

Ishiguro nasceu em Nagasaki, no Japão, em 1954, e mudou-se para a Inglaterra aos cinco anos de idade. É autor de oito livros (sete romances e uma coletânea de contos), cinco deles publicados no Brasil pela Companhia das Letras: Os vestígios do dia (vencedor do Booker Prize de 1989), Não me abandone jamais, Quando éramos órfãos, Noturnos e O gigante enterrado, seu romance mais recente publicado em 2015. 


Dessas obras, duas ganharam aclamadas adaptações para o cinema: Os vestígios do dia e Não me abandone jamais. Considerado um dos principais autores da língua inglesa, sua obra foi traduzida para 28 países.

Conheça mais sobre seus livros: 


Quando lançado, O gigante enterrado foi recebido como a entrada de Ishiguro no gênero fantástico. A história acontece em uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Sua população desnorteada está diante de ameaças múltiplas, e um casal parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova. Épico arturiano, o romance envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra.


Um dos romances mais aclamados de Kazuo Ishiguro, Os vestígios do dia acompanha o mordomo Stevens, já próximo da velhice. Ele rememora as três décadas dedicadas à casa de um distinto nobre britânico, lord Darlington, hoje ocupada por um milionário norte-americano. O romance ganhou uma adaptação para o cinema em 1993, protagonizada por Anthony Hopkins e Emma Thompson, e recebeu oito indicações ao Oscar.


Finalista do Booker Prize em 2005, Não me abandone jamais tem como pano de fundo um cenário de ficção científica. Não me abandone jamais também foi adaptado para o cinema, estrelado por Carey Mulligan, Keira Knightley Andrew Garfield.







Noturnos é uma reunião de cinco narrativas em que Ishiguro deixa de lado a solenidade distendida dos romances para dedicar-se à concisão, à leveza e ao humor concentrado do gênero curto. Nestas histórias, emoções suscitadas por belas melodias convivem com as limitações do mundo da música. Se o poder de tocar o sentimento faz dos músicos seres próximos da genialidade, as exigências do senso comum e da profissionalização os submetem a situações muitas vezes patéticas e hilariantes.
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A trajetória humana pela perspectiva da história natural


“Qual o nosso verdadeiro lugar no Universo?”. “Qual a nossa importância cósmica?”. “Qual o significado de nossas vidas?”. É a partir das descobertas científicas ao longo do tempo que o autor Edmac Trigueiro pretende responder a essas e muitas outras questões.

Dividida em três partes – O Universo e o Homem, A Vida e o Homem e O Homem - a obra traz um panorama histórico natural amplo, discorrendo desde a formação do Universo a partir do Big Bang, até o surgimento da espécie humana, passando pelo quadro geral da evolução das espécies. 

O homem é apresentado, antes de mais nada, como parte do todo, do infinito Universo que nos cerca e que ainda é, em grande parte, misterioso para nós. “Tudo no Universo está ligado. Não há estruturas que se desconectam. Somos ligados às estrelas do firmamento muito mais do que suspeitávamos. Temos uma profunda ligação com a natureza e um relacionamento muito antigo e duradouro com o cosmos. Não sabemos se somos frutos de uma reencarnação espiritual, porém somos, com certeza, produtos de uma reencarnação atômica.” (pgs. 43,44)

Apesar dos temas científicos, a narrativa é envolvente e traz constatações de séculos atrás e recentes sem perder a fluência do texto. Cosmologia, Astronomia, Biologia, Evolução, Antropologia, Origens, Hominídeos e Acaso são os assuntos presentes na obra para embasar a teoria do surgimento da existência humana e seu lugar no universo. Edmac Trigueiro percorreu, durante anos, as melhores bibliotecas e artigos acadêmicos e a conclusão que partilha com o leitor ao longo dessa instigante travessia é a de que, em pleno alvorecer do século XXI, a ciência já dispõe de algumas respostas para todos esses mistérios que acompanham a humanidade desde antes da Grécia Antiga.

Na primeira parte do livro, O Universo e o Homem, o cosmos é apresentado em sua dimensão infinita e dinâmica em comparação a insignificância e casualidade do surgimento da espécie humana. Em A Vida e o Homem, traça-se uma linha do tempo do desenvolvimento da Terra, até o aparecimento dos primeiros seres vivos. Evolução das espécies, genética e globalização são alguns dos temas discutidos. Já em O Homem, a obra traz cenário amplo das infinitas espécies que habitam nosso planeta situando a humana apenas como mais uma delas: “Tudo isso serve de alerta para nos conscientizarmos de que não somos uma espécie superior às demais”. (p. 123).

História do Homem, nosso lugar no universo é, além de fonte inquestionável de conhecimento, um convite para olhar a existência humana com olhos mais lúcidos e postura mais responsável.
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Leitura para as crianças


A leitura é um hábito que faz parte do nosso dia a dia e deve ser cultivado. É normal que as crianças comecem a ler por volta dos cinco anos de idade, porém, para Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar, é bom incentivar a leitura desde muito cedo. “Ler para os pequenos e incentivá-los a ler é muito benéfico. Com a leitura eles não só aprendem coisas novas, como aprendem a escrever melhor, ampliam seu vocabulário e, é claro, melhoram seu desempenho escolar”, comenta.

É importante que os pais permitam o contato dos pequenos com os livros, deixe-o brincar, tocar e analisar aquela novidade. Hoje não é difícil encontrar livros com materiais mais resistentes, cheios de cores e texturas, que permitem essa interação. Já as histórias infantis que tanto encantam as crianças, permitem que ela entre nesse universo. “Quando nós lemos para uma criança fazemos surgir nela o interesse pela leitura, se você conversar sobre a história ela irá refletir sobre aquilo, além de desenvolver sua capacidade de compreensão e interpretação”, sugere a especialista.

Com as crianças um pouco maiores, os pais já podem começar a fazer leitura mais dinâmicas, lendo uma parte da história e dando a ela o livro para que ela possa tentar ler a outra parte, aos poucos ela vai se familiarizar com aquele livro até conseguir lê-lo inteiro e sozinha. Uma boa opção são as história ilustrada e com menos escrita, conforme a criança for evoluindo você pode aumentar a quantidade de palavras no livro. Quando ela estiver lendo melhor, ofereça outras opções, como os cadernos infantis dos jornais, revistas e textos que tenham temas interessantes e adequados para a idade.

Por fim, a psicopedagoga lembra que mesmo depois que a criança já tiver adquirido esse hábito e aprendido a ler, é bom que os pais e professores continuem a incentivá-la. “Ler para a criança desde os primeiros anos de vida é algo muito importante, já que ela está em fase de desenvolvimento, e essa troca afetiva ajuda a estabelecer laços com a leitura”, comenta. Variar os gêneros literários também é importante, para que ela possa ter acesso aos mais variados temas. “Não sobrecarregue-a com a leitura, ela tem que ser uma diversão e não uma obrigação, que vai acabar por fazer ela perder o interesse no ato”, completa Ana Regina.
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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Camila M. Guerra, escritora focada em paranormalidade, comenta mercado de e-Books

Reconhecida por seus e-Books voltados para a paranormalidade, Camila M. Guerra comenta seu entendimento de mercado e como ele tem desenvolvido com o fortalecimento dos e-readers no mercado. Segundo a escritora, o formato tem mais adesão pelo público adulto, acima de 36 anos. “Vejo os jovens lendo muito pelo Wattpad e outras plataformas semelhantes, especialmente se também escrevem ou desejam iniciar na escrita. Alguns deles aproveitam as promoções de e-books gratuitos das plataformas de autopublicação, lendo-os pelo computador, celular ou tablet mas, de uma maneira geral, é um público bastante apegado aos livros físicos, talvez por uma necessidade de afirmação cultural e social inerente à própria idade”, explica. 

Para Camila, os leitores ainda possuem um pouco do saudosismo do papel. “Nos grupos de leitura compartilham fotos de suas estantes e de coleções de seus autores preferidos. Muitos compram o livro físico se gostam do e-book para deixá-lo na estante.”, completa. 

Camila Guerra ficou conhecida por sua publicação em formato e-Book do livro “A Última Chave”, que aborda o paranormal sobre sonhos lúcidos e viagens astrais. “Este é o meu trabalho mais reconhecido e vendido”, diz a escritora, que ainda é criadora das obras “As Flechas de Tarian”, que se trata de uma trilogia também voltada à paranormalidade e comenta sobre o estado do coma e da vida após a morte, e O Caminho, um infanto-juvenil que foi escrito na década de noventa e publicado somente em 2016. Ele aborda a importância dos sentimentos.
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Um livro sobre a experiência com crianças e adolescentes em situação de rua

Com mais de vinte anos de experiência no manejo de crianças e adolescentes em trânsito pelas ruas de São Paulo, a equipe do Projeto Quixote compartilha agora seu conhecimento e a metodologia desenvolvida para o atendimento psicossocial desse público. 

Organizado por Auro Lescher e Graziela Bedoian, o livro “Refugiados Urbanos: Rematriamento de crianças e adolescentes em situação de rua” mescla as vozes dos educadores e seus registros em diários de campo para retratar duas décadas de encontros e convívio com meninos e meninas em situação de rua. Busca, assim, promover a troca de experiências entre diversos atores do atendimento psicossocial e compartilhar uma metodologia própria de trabalho sistematizada: o Rematriamento.

Refugiados Urbanos

Rematriamento de crianças e adolescentes em situação de rua
Organização de Auro Danny Lescher e Graziela Bedoian
Com a colaboração da equipe de educadores do Projeto Quixote
208 páginas com mais de 80 imagens em cores
21 x 19,5 cm
ISBN 978-85-7596-546-7
Disponível em ebook nos formatos ePub (ISBN 978-85-7596-547-4) e KF-8 (978-85-7596-548-1)

SINOPSE

Não são refugiados em sua própria pátria as crianças e jovens que abandonam a família e seus laços afetivos para viver nas ruas? Como a sociedade e as políticas públicas podem colaborar para a reinserção familiar desses meninos e meninas? 

Durante vinte anos, o Projeto Quixote empenhou cabeça, alma e coração no programa Refugiados Urbanos, com sede no centro do São Paulo, buscando atender a situação dramática de crianças e jovens vivendo nas ruas da cidade, na Cracolândia e outras regiões do centro. 

A metodologia desenvolvida procura resgatar o desejo da criança, exilada em sua própria cidade, de fazer o caminho de volta para seu lugar de origem, sua família, ou sua mátria, como os mais de cem educadores que participaram do projeto costumam dizer.

Este livro mescla as vozes dos educadores envolvidos no programa para retratar duas décadas de encontros e convívio com meninos em situação de risco extremo. Busca, assim, promover a troca de experiências entre diversos atores do atendimento psicossocial e cultural acerca dessa realidade no mínimo bizarra: a criança na rua. 
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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Martin viveu em estado vegetativo por 12 anos


Mesmo desenganado pelos médicos, que lhe deram apenas dois anos de vida quando tinha 12 anos, Martin Pistorius nunca desistiu de viver. Ele ficou mais de 12 anos em estado vegetativo, e, desde aquela primeira previsão, já se foram 30 anos de muita luta e superação.

Pistórius, em Quando eu era invisível, publicado pela Astral Cultural, conta um pouco sobre o seu cotidiano. Veja algumas vivências importantes para sua recuperação.

1. Em primeiro lugar, o fato da família não desistir dele foi de extrema importância para Pistórius. Buscaram não apenas soluções para que ele saísse do estado vegetativo, bem como tecnologias avançadas para conseguir com que ele se comunicasse e melhorasse sua mobilidade.

2. Para que pudesse se comunicar, descobriram uma instituição chamada 'Comunicação Aumentativa e Alternativa, ou CAA. Após começar a frequentá-la, seu processo de inclusão deu um grande salto. As instituições de recuperação sempre têm um papel importante na reintegração do paciente em sua própria vida e na sociedade.

3. Pedir um suco, água, dizer que está com fome, com sono ou frio, é extremamente importante. O autor conseguiu, por meio da tecnologia, a comunicação, que foi parte imprescindível para ajuda-lo em sua na evolução tanto física, como emocionalmente.

4. Após Pistórius conhecer a terapeuta Virna, bastante coisa mudou. Foi ela quem descobriu que ele não estava mais em coma – continuava em estado vegetativo, mas estava consciente. Diferente de todas as tentativas anteriores, Virna utilizava a intuição, e investigou os pequenos sinais do paciente. Isso lhe mantinha vivo, ele sentia que ela era a única pessoa que realmente cuidava dele com eficácia. O fato de ela compreender a linguagem de sorrisos, olhares e inclinações da cabeça fez parte do processo de sua melhora de forma efetiva. 

5. Pistórius conta que a grande aliada presa em seu corpo é a imaginação. Durante esse tempo todo, ela foi o seu grande refúgio. Por meio do pensamento, como exemplo, foi um pirata, com muitas aventuras e diversão.Por muitas vezes, a superação precisa de pequenos atos de sensibilidade e muito apoio das pessoas que estão envolvidas. A vida de Martin Pistórius pode ser lida em Quando eu era invisível, publicado pela Astral Cultural.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O que uma autora de romances tem em comum com uma atriz global?

Inspirada da vida da lutadora paranaense Erica Paes, a novela da Rede Globo ‘A Força do Querer’ traz à tona um tema que aos poucos vem ganhando visibilidade. Escrita por Glória Perez, a trama que estreou há poucas semanas tem chamado a atenção do público. A atriz Paolla Oliveira protagoniza o papel de Jeiza, uma policial do Batalhão de Ações com Cães que sonha em lutar MMA.

Colocar uma atriz conhecida por interpretar mocinhas indefesas como uma mulher independente, forte e determinada, pode ser um grande trunfo de Glória Perez para despertar a atenção do público sobre questões ligadas ao empoderamento feminino.

Tática parecida é utilizada por Kelly Hamiso, autora de Morgenstern, que utiliza o romance para traduzir aspectos das artes marciais para as leitoras. Em seu livro, Kelly que fez um intenso laboratório para compor a obra, busca desmistificar os preconceitos que envolvem esse universo e enaltecer o poder feminino nos combates, narrando minunciosamente lutas, exaltando regras, disciplina e respeito dos atletas dentro do octógono.

“Érica estava deitada de costas pro chão, com as pernas envoltas da cintura da adversária e os pés cruzados sobre suas costas de um modo que ela nunca escaparia, a cabeça da garota encontrava-se presa no triangulo do braço e só restava a Érica encaixar lhe perfeitamente a guilhotina e apertar-lhe precisamente para que a adversária desistisse. E foi o que aconteceu, apertou com tanta força que ambas ficaram sem a circulação sanguínea no rosto. A garota deu três tapinhas contra o braço da campeã, desistindo. Esta afrouxou o braço e se levantou num salto, exibindo um corpo perfeito debaixo da roupa de lycra.” P. 61

Morgenstern é uma obra sobre força, dedicação e, sobretudo respeito e reconhecimento da força feminina, seja dentro dos ringues, na vida pessoal, profissional e em qualquer meio da sociedade.
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Artista usa HQ para mostrar dificuldades de ser criança no Brasil


Um bebê nasce numa pequena casa de madeira do Brasil do século 16. Ao saber que a criança nasceu, o pai entra afobado no quarto querendo saber se sua mulher finalmente deu à luz um menino, porque ele não quer mais filhas. Esse é o primeiro capítulo da história em quadrinho (HQ) A Infância do Brasil, de José Aguiar.

A HQ é dividida em seis capítulos, cada um dedicado a um século desde o início da colonização do Brasil por Portugal. E, em cada capítulo, o autor mostra as dificuldades enfrentadas pelas crianças, principalmente as mais pobres e de minorias étnicas, no país, como a desigualdade de gênero, o preconceito racial, o trabalho infantil, a mortalidade infantil e a pobreza.

Tudo isso usando, como pano de fundo, episódios históricos como as bandeiras paulistas, a promulgação da Lei do Ventre Livre e a consolidação das leis trabalhistas. Durante a execução do projeto, o artista contou com a consultoria e pesquisa da historiadora Claudia Regina Baukat Silveira Moreira.

“Foi um processo bastante delicado, de auto-descoberta e de tomar consciência das coisas que acontecem ao nosso redor. Eu percebi que, infelizmente, continuamos repetindo os mesmos erros e insistindo em questões que já poderiam ter sido superadas. Em cada capítulo, eu comparo o passado com o século 21, para mostrar que ainda temos discriminação, abandono, indiferença, exploração do trabalho infantil, questões raciais, discriminação de gênero”, conta Aguiar, que teve a ideia de criar o projeto depois do nascimento do filho, em 2010.

A Infância do Brasil foi publicado em formato de revista, pela editora Avec, e conquistou neste ano o Troféu HQMix, a principal premiação brasileira do segmento. O trabalho também pode ser lido gratuitamente na internet. No site, os leitores podem não só ler a história em português, inglês, francês e espanhol, como também podem escolher uma versão comentada da história, em que são contadas curiosidades da história do Brasil, como as informações sobre o parto no século 16.

HQs e a realidade brasileira

Além de A Infância do Brasil, outras histórias em quadrinhos lançadas recentemente também abordam a realidade brasileira. Uma delas é Medeia, HQ de Mariana Waechter, que usa um mito grego para tratar de questões como o terrorismo, a violência policial e as injustiças sociais.

Em O Aguardado, Augusto Botelho usa a lenda de Dom Sebastião I, rei português que teria morrido durante uma batalha no norte da África, no século 16. O fim incerto do rei alimentou uma lenda popular de que o rei retornaria, um dia, para salvar Portugal.

Na HQ, o autor imagina um retorno de Dom Sebastião ao Brasil contemporâneo e aproveita para abordar questões como a situação política brasileira e a onda de manifestações de 2013.
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domingo, 17 de setembro de 2017

Bukowski e gatos, duas paixões


Gatos são os animais mais admirados por Charles Bukowski, que chegou a ter vários deles ao mesmo tempo. Considerava-os professores, sábios e sobreviventes – como ele próprio. Esta coletânea é composta de textos inéditos sobre esses bichos misteriosos que tocaram a alma alquebrada do Velho Safado. Uma leitura crua, terna e divertida.

Charles Bukowski, o poeta da sarjeta e da ressaca, o romancista do desencanto do sonho americano, quem diria, tinha um fraco por bichanos peludos e ronronantes. Principalmente na velhice, tornou-se sentimental com os felinos, que considerava criaturas majestosas, potentes e inescrutáveis, seres sensíveis cujo olhar inquietante pode penetrar as profundezas da alma. Eram, para ele, forças únicas da natureza, emissários sutis da beleza e do amor.

Abel Debritto, biógrafo do autor que editou duas outras coletâneas temáticas, Sobre o amor e Escrever para não enlouquecer , reuniu aqui poemas e textos em prosa inéditos contendo reflexões sobre os animais que tanto fascínio e respeito provocavam em Bukowski. Os felinos retratados por ele são muitas vezes ferozes e exigentes. Ele os mostra perseguindo uma presa, passeando sobre páginas datilografadas, acordando-o com unhadas e mordidas.

Se o personagem Henry Chinaski era seu alterego, os gatos são seu alterego de quatro patas. Pois, ao discorrer sobre gatos – vagabundos, lutadores, caçadores e sobreviventes –, o Velho Safado fala, na verdade, sobre seu melhor assunto: ele próprio.
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sábado, 16 de setembro de 2017

Nazaré Imbiriba Mitschein lança 1º livro de contos

Fazendo questão de dizer que está “colocando a pontinha dos pés nos mares do cenário literário paraense”, Nazaré Imbiriba Mitschein estreia com o livro “A Cobra e Outras Vidas”, assinando como Chuca. 

Para quem a conhece como professora com vasto currículo ligado às questões internacionais vale este esclarecimento. A internacionalista se insere no mercado literário, assinando com o apelido carinhoso, adotado, desde a mais tenra idade, pelos amigos, Chuca. Outra persona, quem sabe?!

Neste primeiro livro, estão dois longos contos – ou seriam novelas? - seguidos de mais seis curtas histórias, crônicas - ou prosa poética? O livro chega após muitos anos em que Chuca escreve sem trazer nada a público. São textos hilários, trágicos e sobre amores.

“Não são textos biográficos, mas trazem coisas que vi e presenciei em minha vida andarilha de relações com o mundo”, comenta a autora, que na vida profissional já publicou artigos e livros mais técnicos.

O primeiro conto-novela “A verdadeira história da cobra que quase matou o Presidente ou uma história de vingança amorosa” é inspirado em uma notícia de jornal sobre a visita de um presidente ao nordeste, que resultou na morte de uma cobra. O texto se debruça sobre um fato que beirou ao ridículo, envolvendo ecologistas e a opinião pública sobre ter sido aquilo um ato de salvamento ou um crime ambiental.

Os personagens Elpídio e Joana Deusa aparecem, pela primeira vez, como dois apaixonados, e voltam em ‘O Silêncio de Elpídio’, uma história completamente distinta, em que reaparecem como mãe e filho. “São nomes que evocam meus ancestrais paraibanos”, diz a autora.

A terceira e última parte do livro, intitulada “Outras Vidas Relidas”, reúne os contos menores, que trazem as vivências da autora, misturadas ao imaginário e observações de vidas outras: “Cartinha de Medo a Óbidos”, “Os Cheiros do Mundo Índia”, “Ela não vai voltar nunca”, “Tempos Perdidos”, “Porque Mexer na Alma” e “Os Egípcios Venceram”.

A ilustração na capa é uma aquarela de Miguel de Lalor, filho mais velho de Chuca, que vive em Paris. Há também ilustrações de obras de Dina Oliveira, Zoca, Luciano Oliveira e Neuza Titan... tudo família! O projeto gráfico e diagramação é de José Fernandes (Zoca). A obra sai pelo Programa Trópico Úmido-IEMCI, da UFPA, com Patrocínio Cultural da Construtora Paraense de Estruturas Metálicas - COPEM e apoio da Academia Artística e Literária de Óbidos, da qual Chuca é membro.

Obra sensível com personagens bem construídos

Antes de se lançar como escritora, neste momento da vida em ela quer mais é se dedicar á literatura, Chuca teve o cuidado de submeter seus textos à crítica literária e os enviou à escritora carioca Lúcia Facco.

“Ela seria uma pessoa imparcial, pois não nos conhecíamos, ele não tinha nenhuma referência sobre mim. Era o que eu queria, uma análise sem firulas. E a surpresa foi grande quando tive o retorno de Lúcia, que também escreveu uma pequena crítica na quarta capa do livro”, comenta Chuca.

“... Chuca entra no mercado literário com o pé direito, ‘A cobra e outras vidas’ apresenta ao leitor textos densos, carregados de sensibilidade e poesia. Histórias com personagens maduros, consistentes, que nos deixam emocionados, encafifados, pensando e repensando sobre diversos aspectos da vida. Lembranças, culpas, cheiros, paisagens, dores se misturam em textos plenos de construções criativas e estruturas sofisticadas. É um livro para ser saboreado, degustado aos bocadinhos para que tenhamos oportunidade de perceber suas nuances. Espero sinceramente que seja o primeiro de muitos”, disse Facco.

A apresentação do livro é de Rosa Assis, que estudou com Chuca no Colégio Estadual Paes de Carvalho, situado até hoje na Praça da Bandeira. “Os traços harmoniosos, ritmados, lírico-melódicos se mesclam com passagens sensuais, com traços eróticos, tudo bem sedutor, e, assim, visualizamos em várias passagens um quadro como que à mão pintado, e dele ainda ressoa uma voz de acalanto”, ressalta Rosa Assis, Doutora em Literatura.

O prefácio traz um relato emocionado, escrito por Amarílis Tupiassu. “... O volume fascina porque se cobre de originalidade, de textualização própria, neologismos, encantaria, a palavra a dar mostra da Chuca irrequieta, dona de sons que não temem a proferição, investidos de decidida mostra de liberdade na concepção e realização literária. Certo é que a autora vem a público, destituída de qualquer restrição...”, diz a professora e amiga.

O posfácio é da Doutora em Desenvolvimento Sustentável, Marilena Loureiro da Silva. “Apoiar a primeira obra literária pública de Chuca, que transita entre o conto, a crônica ou qualquer outro nome que esses relatos de alma deixem expostos, é contribuir, de forma consciente, com o fortalecimento do cenário artístico-cultural amazônico e paraense, ele mesmo tão especial e único, em suas formas, linguajares e visões de mundo”, escreve Marilena.
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Casal de atores globais aventureiros lança livro


O casal de atores da TV Globo, Max Fercondini e Amanda Richter lançam América do Sul Sobre Rodas, uma obra que é o diário completo da viagem dos dois pelo continente sulamericano em um motorhome.

Os mais de 21 mil km percorridos recheiam as páginas da obra com belíssimas fotos e curiosidades da viagem. Amanda e Max também relatam em vídeos e conteúdos especialmente feitos para o projeto, as suas opiniões sobre os locais, culturas e outros assuntos relacionados – tudo incluído pelo sistema QR Code, presente em diversas páginas da obra
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

“My Take on Me”, a biografia sobre a formação do a-ha e os grandes momentos da banda


“Na vida, há certas ocasiões em que a Terra não sai do lugar e, ao mesmo tempo, você sente que ela continua girando em torno de seu próprio eixo. Passei por um momento assim durante minha apresentação no maior festival de rock do mundo. Em janeiro de 1991, o A‑ha estava no Brasil, no mundialmente famoso Estádio do Maracanã.”

Foi numa noite quente de 1991, durante o show histórico no Rock in Rio, que Morten Harket descreve como viveu um dos dias mais surreais da sua vida. Diante de uma plateia de mais de 200 mil pessoas – recorde registrado no Guiness Book – o trio norueguês conheceu a paixão do povo brasileiro pela banda, e finalmente se deram conta de que haviam conquistado muito mais do poderiam sonhar.

A Faro Editorial lança em junho a autobiografia de Morten Harket, vocalista da banda norueguesa A-ha e considerado o maior artista do país escandinavo. “My Take on me” revive os percursos de cada integrante do trio que formou uma das bandas mais amadas dos anos 1980/1990, que já vendeu mais de 80 milhões de discos e, após 30 anos, mantém no país uma grande legião de fãs, grande parte entre o público jovem. Não à toa foi o show mais concorrido do Rock in Rio de 2015. E o Brasil praticamente abre e fecha o livro.

Neste relato os leitores vão descobrir como um garoto de subúrbio de Oslo, que sofria bullying na escola, virou o frontman do grupo que fez sucesso mundial com o synthpop romântico e marcou a cena musical, ao lado de Duran Duran, Pet Shop Boys e Wham! O jovem que era conhecido por sonhar acordado na Noruega mudou-se para a Inglaterra e tornou tudo realidade: Morten Harket, umas das vozes mais respeitadas do meio artístico revela aqui mais do que sua arte.
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

'Chame como quiser' surpreende leitor com contos fantásticos


Histórias com enredos fantásticos, ironia e um pouco de acidez, é o que promete o livro Chame Como Quiser, de Anderson Henrique. Publicado pela editora Penalux, a obra reúne 13 contos inusitados que recorrem ao niilismo e ao sarcasmo para dissecar o cotidiano e questionar as relações humanas.

É comum classificar os livros e seus autores em correntes, escolas ou times. Chame Como Quiser é um caso à parte. Não há um apego à temática ou ao estilo uniforme nos contos que compõem a coletânea. Em “Invisível”, por exemplo, temos uma narrativa que examina a dinâmica dos núcleos familiares através da rotina de um adolescente que tem a convicção de estar desaparecendo. 

É um texto que se aproxima do fantástico para indagar a fragilidade dos elos sociais. Já em “O jantar”, a inclinação na direção do absurdo é clara: um funcionário de escritório é convidado para um jantar misterioso em que é tomado por uma celebridade de renome internacional. Vemos a ascensão do personagem à condição de divindade e seu inevitável regresso ao mundo dos mortais. 


A variação nos temas e nas opções estilísticas parecem definir o livro desde a escolha do título: recortes urbanos quase jornalísticos se misturam a narrativas que apostam em tradições regionalistas; contos que remetem ao realismo mágico como “Multiplicai” figuram ao lado de textos pueris como “Belinha” e histórias que investigam o material humano de dentro para fora como em “A obra”.

O livro sai com a chancela de Marcelino Freire. E para que não se pense que a literatura aqui é levada ao extremo da seriedade, sisuda e tradicional, uma subscrição na capa indica que este é o segundo volume de uma série de um livro só. Anderson extrapola o jogo no conteúdo, em sua biografia e nos elementos gráficos que compõem a obra.

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Chega ao Brasil a poesia de José Luís Peixoto


O primeiro livro de poesia do José Luís Peixoto a ser publicado no Brasil, A CRIANÇA EM RUÍNAS, já está disponível!

O livro chegou às livrarias na primeira semana de julho e pode ser comprado através do site com frete grátis para todo o Brasil.

Após o sucesso de Morreste-me, José Luís Peixoto retoma o seu principal tema – o luto – com a mesma sensibilidade e grandeza na construção imagética. Transitando desde a melancolia à beleza do nascimento, do saudosismo ao cansaço, aqui encontramos “o último esconderijo da pureza”: seus versos.

A criança em ruínas foi vencedor do Prêmio da Sociedade Portuguesa de Autores.

Quer ver uma pequena amostra da força da poesia de Peixoto?
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãse eu. depois, a minha irmã mais velhacasou-se. depois, a minha irmã mais novacasou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,na hora de pôr a mesa, somos cinco,menos a minha irmã mais velha que estána casa dela, menos a minha irmã maisnova que está na casa dela, menos o meupai, menos a minha mãe viúva. cada umdeles é um lugar vazio nesta mesa ondecomo sozinho. mas irão estar sempre aqui.na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.enquanto um de nós estiver vivo, seremossempre cinco.


José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prêmio Literário José Saramago ao romance "Nenhum olhar". Em 2007, "Cemitério de pianos" recebeu o Prêmio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado na Espanha. Com "Livro", venceu o Prêmio Libro d’Europa, atribuído na Itália ao melhor romance europeu do ano anterior. Em 2016, venceu o Prêmio Oceanos com "Galveias". As suas obras foram ainda finalistas de prêmios internacionais como o Fémina (França), Impac Dublin (Irlanda) e Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, o livro "Gaveta de papéis" recebeu o Prêmio Daniel Faria, e "A criança em ruínas" recebeu o Prêmio da Sociedade Portuguesa de Autores.
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A magistral vilã de Jane Austen


Não se sabe ao certo quando Jane Austen (1775-1817) escreveu o romance Lady Susan; estima-se que entre 1794 e 1805. O que se sabe é que ela preferiu não apresentar o texto para publicação, e este permaneceu desconhecido do por mais de cinquenta anos após a morte da autora.

Lady Susan põe em cena uma bela e ardilosa aristocrata que se tornou viúva e não hesita em manipular as ­pessoas – principalmente os homens – ao seu bel-prazer. Monstro ­egoísta, joga com o destino da filha – que considera sem charme e sem inteligência –, com seus sobrinhos, e se mostra a personagem mais calculista e odiosa já criada por Jane Austen. Em nenhuma outra obra ela abordou os costumes e a moral da época de forma tão satírica. E, ao que parece, se divertiu muito criando Lady Susan e os demais personagens. Este volume traz também Os Watson e Sanditon, duas obras inacabadas da autora que, apesar de ter morrido muito cedo e produzido pouco, vem conquistando legiões de leitores ao longo dos séculos, até os dias de hoj
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