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quarta-feira, 6 de março de 2019

Um novo olhar sobre a medicina

As ciências possuem leis – verdades absolutas baseadas em experimentos que descrevem algum atributo universal da natureza – mas será que a medicina segue a mesma regra? Essa é a provocação de As leis da medicina, novo exemplar da coleção TED Books, lançamento da Editora Alaúde, escrito pelo premiado médico indiano Siddhartha Mukherjee. O livro aborda a importância de um olhar mais humano sob a profissão e para a saúde como um todo. 

Inspirado pelo livro The Youngest Science, o jovem Mukherjee passou a ponderar sobre a maneira como entendia a profissão do médico, o que o levou a uma pergunta fundamental: será que a medicina é uma “ciência”? A partir daí Mukherjee seguiu sua carreira refletindo sobre essa questão o que gerou alguns dos mais sérios estudos em torno dos princípios de sua disciplina – culminando em As leis da medicina.

Mukherjee instiga seus leitores com casos desconcertantes e, ao mesmo tempo, esclarecedores. Esta percepção única levou o médico indiano a identificar os três princípios que, segundo ele, regem a medicina: O primeiro deles fala sobre o peso de uma intuição frente a um exame insatisfatório, mostrando que a bagagem do profissional é que faz a diferença no diagnóstico. Já a segunda lei mostra que casos incomuns são os que mais geram ensinamentos, pois as situações denominadas pelo autor de “fora da curva” ajudam a redefinir o conhecimento sobre uma determinada doença. E a terceira lei acentua que o viés humano é essencial para um experimento médico perfeito, ou seja, a tecnologia para coletar, armazenar e manipular dados não substitui a interpretação do profissional. 

Com uma linguagem envolvente, As leis da medicina, além de estar repleto de detalhes históricos fascinantes e maravilhas médicas modernas, também vislumbra as lutas da profissão do médico e os impasses que raramente vem à tona. É, sem dúvida, um livro que estabelece as bases para uma nova maneira de entender a medicina, agora e no futuro.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Um apelo fascinante a uma conscientização urgente e salutar


Neste livro, Pascal Picq imagina que Charles Darwin e Claude Lévi-Strauss partem novamente para a aventura, para a redescoberta do Novo Mundo. Entretanto, nossos cientistas teriam dificuldade em reconhecer esse Novo Mundo, a tal ponto as diversidades natural e cultural foram danificadas.
À medida que as espécies desaparecem e as culturas e as línguas morrem, é o nosso futuro e o da Terra que são prejudicados.

O famoso naturalista Charles Darwin, na aurora de sua carreira, realizou uma viagem que lhe permitiu avaliar a extraordinária riqueza do mundo natural. Para ele, não haveria vida sem evolução e não haveria evolução sem diversidade! Um século depois, aquele que se tornaria um grande antropólogo, Claude Lévi-Strauss, partiu, ainda muito jovem, para a descoberta dos povos da Amazônia e compreendeu que a diversidade cultural era crucial para a evolução do homem. Neste livro, Pascal Picq imagina que os nossos dois cientistas partem novamente para a aventura, para a redescoberta do Novo Mundo. 

Entretanto, Charles Darwin e Claude Lévi-Strauss teriam dificuldade em reconhecer esse Novo Mundo, a tal ponto as diversidades natural e cultural foram danificadas. À medida que as espécies desaparecem e as culturas e as línguas morrem, é o nosso futuro e o da Terra que são prejudicados. Darwin e Lévi-Strauss nos avisaram. Por que não os compreendemos? Podemos, enfim, ouvi-los? Um apelo fascinante a uma conscientização urgente e salutar.


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