segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Lançamentos da Editora do Brasil integrarão catálogo da Feira de Bolonha

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) indicou três obras infantojuvenis da Editora do Brasil para o catálogo da Feira de Bolonha, importante evento anual do setor literário voltado aos segmentos infantil e juvenil, que será realizado de 26 a 29 de março, na Itália.

Entre as obras da Editora destacadas para a edição 2018 do evento na categoria infantil estão:


Areia na Praia, da autora e ilustradora Elma

Sinopse do livro - Areia foi um presente muito especial de tia Zulmira para a sobrinha. A menina adora a praia, mas não pode tomar banho com Areia, pois ela está sempre na coleira... e se sua dona soltá-la? Criada e ilustrada em dias de sol por Elma, esta narrativa revela os sentimentos de uma menina ao ver seu animal de estimação desaparecer entre as dunas da praia. Uma história emocionante sobre uma amizade verdadeira e a saudade, tão difícil de ser definida.


Claro, Cleusa. Claro, Clóvis, da autora Raquel Matsushita

Sinopse do livro - A amizade pode se manifestar de muitos jeitos. Com uma linguagem visual nova e lúdica, formas geométricas representam os personagens desse livro, que conta a história de dois amigos que fazem tudo juntos e se completam perfeitamente. Até que algo inesperado acontece, fazendo com que eles descubram que, quando o assunto é amizade, sempre cabe mais um. Este livro trata de temas como comportamento, sociabilidade e relacionamentos de um jeito diferente e bastante divertido.


Entre Tantos, do autor Marcelo Cipis

Sinopse do livro - O mundo pode parecer enorme, mas também parece muito pequeno às vezes, não é? Tão pequeno quanto uma caixa de fósforos... Pode observar: sempre conhecemos alguém, que conhece alguém, que coincidentemente é primo do vizinho da tia-avó do seu colega da escola. Este livro aborda de maneira muito divertida para os pequenos leitores as relações interpessoais,​ as particularidades de cada um,​ a proximidade nas ligações sociais e também os nomes próprios, tudo isso por meio de temas universais como família e amizade.
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domingo, 4 de fevereiro de 2018

'O outro lado da memória' fala sobre a superação em meio a turbulência da adolescência


Escrito quando a autora Beatriz Cortes tinha 13 anos, O outro lado da memória é uma obra que fará o leitor repensar sobre o sofrimento e o significado do amor. De alta identificação entre o público adolescente, o título foi amplamente difundido em diversas escolas de todo o país, reforçando entre os jovens a importância de valorizar os breves momentos da vida, e encontrar a coragem perdida entre os sentimentos negativos.

Na história, o leitor conhece Luíza Bedim, uma jovem talentosa e cheia de sonhos, que sofre uma grande decepção com a pessoa que mais ama. Depois desse período, é perseguida pelo medo e pela dor profunda do ocorrido. A garota acredita que nunca mais será feliz, e vive alimentando-se de sua solidão.

Anos depois, ela conhece Arthur, um aluno novo que chama a atenção de todos por se tornar o capitão do time de basquete da escola. Luíza o ignora no início, porém, por conta de uma confusão, é obrigada a passar um tempo com ele por alguns dias da semana. Entre muitas brigas e discussões, o garoto mostra-se alguém que Luíza não esperava: uma pessoa capaz de fazer com que ela reflita sobre seu passado. Luíza, então, descobrirá que só é possível encontrar a felicidade se lutar por ela.

"A noite demorou a passar. As cenas do passado voltavam ferozmente à minha memória, e não queria que isso acontecesse de novo. A dor era grande demais" (p. 30)

Com uma reflexão profunda sobre a dor e a superação de um trauma, Beatriz Cortes também permite que o leitor, ao ler O outro lado da memória, adquira uma nova visão sobre a literatura: mais que uma forma de diversão, um meio para se identificar e ponderar sobre o temática proposta. Ainda mais, o leitor pode acompanha a leitura da obra com uma música exclusivamente feita para o livro! 
Ouça aqui: 


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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Livro infantil chama atenção para síndrome raríssima


Como falar às crianças e adolescentes sobre respeito às diferenças? E se essas diferenças forem algo de certa forma muito difícil de explicar? É isso que faz de forma poética e muito alegre o livro Você sabe quem eu sou? Então vou te contar, de Herica B. T. Secali (Editora Pandorga, 32 págs, R$ 29,90).

Herica, a autora, é mãe de Daniella, uma garotinha de 21 anos, mas uma garotinha. Quando Daniella nasceu, os médicos logo chamaram a atenção da família sobre as dificuldades que eles teriam, o que demandaria muita força, paciência e dedicação. Daniella é uma Cornélia. Sim, é assim que se chamam as crianças que têm a Síndrome de Cornélia D’Lange, de que se tinha pouquíssimas informações na época do seu nascimento, em 1996, quando a Internet ainda estava começando.

Com muito esforço e aprendizado, os dedicados pais viram sua filha chegar aos 21 anos, contrariando algumas expectativas médicas que se limitavam ao primeiro ano. Aos três meses de idade, Daniella já fazia fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional para estimulá-la ao máximo, dando a ela uma boa condição de vida. Depois veio a série de cirurgias com os mais diversos especialistas. Mas, definitivamente, não é sobre isto que trata o livro.

O texto escrito pela mãe como se fosse a filha é uma verdadeira celebração à vida e ao amor incondicional. “Este livro surgiu em comemoração a essa importante fase de aprendizado, aceitação e superação. Assim como a Daniella, todos nós da família renascemos para a vida”, afirma Herica. A relação entre mãe e filha está presente do começo ao fim da obra. A autora empresta seus sentimentos e observações. Daniella, em retribuição, oferece seu carinho, força e perseverança.

Daniella fala, por meio de sua mãe, sobre seus primeiros anos, a sua maneira de ver, entender e explicar o mundo. Com muita leveza e a ingenuidade típica das crianças, ela conversa com outras crianças e adolescentes, mostrando que é possível aprender juntos a respeitar o que é diferente. Um estímulo à reflexão para crianças de todas as idades. Por meio de um texto poético e questionamentos, o livro convida o leitor a uma atitude de pesquisa, reflexão e analise sobre a sua própria história de vida. Um estímulo à leitura desde os primeiros anos, excelente ferramenta paradidática e uma fonte de inspiração para que outras famílias venham a fazer o mesmo.

Raríssimas e Casa dos Marcos, importantes referências mundiais
Segundo a Associação Brasileira Síndrome de Cornélia D'Lange, esta é uma rara doença de origem genética que provoca déficit global do desenvolvimento físico, motor e intelectual. Cerca de 90% dos portadores não desenvolvem a fala. A taxa de ocorrência na população em geral é estimada em até um caso a cada 62.500 nascimentos. No Brasil, esse número não chama atenção para ações de saúde pública. Em Portugal, Paula Costa, a mãe de um Cornélia chamado Marco, fundou a Raríssimas, associação dedicada a doenças raras, e construiu a Casa dos Marcos, uma das mais importantes inciativas mundiais nessa área, com o apoio de personalidades como primeira-dama Maria Cavaco Silva e da rainha da Espanha Letizia Ortiz.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Almanaque Brasil dos vôos da TAM vira livro

O livro Brasil: Almanaque de Cultura Popular (Editora Andreato, 312 págs, R$ 49,90) é uma seleção do que melhor se publicou na revista Almanaque Brasil durante 15 anos, entre 1999 e 2014. Ao longo desse período, a equipe liderada por Elifas Andreato foi responsável pela elaboração de milhares de artigos sobre a cultura brasileira, constituindo um acervo inestimável da nossa memória.

Em textos leves e saborosos, a diversidade do país ganha contornos originais. Ilustres brasileiros juntam-se a desconhecidos notáveis, a ciência divide espaço com a cultura popular, personagens do Brasil de ontem encontram-se com os do Brasil de hoje. História, causos, esportes, design, política e artes se misturam e se completam. Esta imensa força da cultura brasileira, segundo o idealizador do livro Elifas Andreato, “tem enfrentado incansavelmente o retrocesso das políticas culturais dos últimos anos, com a grande mídia priorizando entretenimento de qualidade duvidosa, fechando espaços para a boa história brasileira e seus exemplos de conquistas e saber popular”. Como uma ferramenta cultural rebelde e otimista, um "vulgarizador da memória nacional", como lembra Elifas no prefácio, o Almanaque Brasil mirou desde sua criação as escolas, sempre reforçando para crianças e adolescentes que “o melhor do Brasil é o brasileiro” (Câmara Cascudo).

Tal qual um calendário válido para qualquer ano e composto apenas de datas marcantes, as brasilidades espalham-se de janeiro a dezembro. Não há como folhear o livro Brasil: Almanaque de Cultura Popular sem se surpreender com as histórias desse país que só cabem mesmo nas páginas de um almanaque. Segundo o escritor e educador Rubem Alves, “almanaques me levam para a infância na roça, casa de pau-a-pique, fogão de lenha, casinha do lado de fora. Dizem que o povo não gosta de ler. O Almanaque Brasil contesta”. Para o cantor e compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, “o Almanaque representa uma possibilidade de novos olhares para a sociedade e a cultura brasileiras”. E o ator Antônio Fagundes declara: “É um prazer redescobrir nossa boa história nas páginas do Almanaque Brasil. São surpresas em cada página”.

Foram 180 edições repletas de histórias sobre o Brasil e os brasileiros, misturando esporte com ciência, personagens com história, educação com sabedoria popular, abrindo espaço para que a arte de um sapateiro do sertão tenha o mesmo valor que os mais famosos designers, assim como a literatura e as artes tenham a mesma importância que os causos do povo. Na sessão Papo-Cabeça, por exemplo, cerca de 200 personalidades mostraram do que a nação é capaz, de Fernanda Montenegro a Ariano Suassuna, de Pelé a Chico Buarque, entre eles historiadores, grafiteiros, educadores, rappers, cientistas...

O formato da publicação reverencia os antigos alfarrábios que fizeram parte da memória nacional, principalmente no interior do país, durante os séculos 19 e 20. Eles reuniam cartas enigmáticas, tabelas, informações breves, efemérides. As principais características dos antigos almanaques continuam mantidas: a diversidade de temas e a leveza da abordagem. Com textos breves, dinâmicos, pequenos quadros, brincadeiras e jogos, retrata-se a alma nacional, revelando o Brasil aos brasileiros e os brasileiros ao Brasil.

Elifas Andreato é artista gráfico e jornalista, idealizador e diretor editorial da revista Almanaque Brasil. Foi um dos criadores da revista Placar e da coleção História da Música Popular Brasileira, além dos semanários Opinião, Movimento e da revista Argumento, fundamentais no combate à ditadura militar. Nos anos 1970, iniciou o trabalho de programação visual para peças teatrais e passou
 a criar capas para os discos dos 
mais importantes nomes da MPB, tornando-se rapidamente o mais respeitado profissional da área. Foi, também, cenógrafo e diretor artístico de diversos espetáculos musicais, diretor
 e cenógrafo de programas televisivos e criador de inúmeros projetos culturais. Em 2011, pelo conjunto da obra, recebeu o Prêmio Especial Vladimir Herzog, destinado a personalidades que se destacam na defesa de valores éticos e democráticos e na luta pelos direitos humanos. O reconhecimento, assim como a comenda da Ordem do Mérito Cultural, concedida em 2009, junta-se a diversos prêmios que recebeu ao longo da carreira pela contribuição ao País.
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Arte 1 estreia série documental sobre dedicatórias de livros


No dia 31 de janeiro, às 20h30, o Arte 1 estreia Eu Te Dedico, série documental de seis episódios que conta histórias por trás de dedicatórias de livros.

Coprodução do canal Arte1 com a Academia de Filmes, o programa explora a relação que um livro pode criar entre as pessoas. Em cada episódio, uma dedicatória é apresentada e, a partir dos depoimentos das duas pontas desse texto à mão, entendemos livro e seu autor.

Com direção de Fernanda Weinfeld, cada episódio se debruça sobre um clássico da literatura e revela como as obras se misturam com a vida dos entrevistados, criando um triângulo entre o autor do livro, o da dedicatória e o dedicado.

Os livros retratados são: “O Mundo de Sofia”, do norueguês Jostein Gaarder; “Do Desejo”, da paulista Hilda Hilst; “O Sol É Para Todos”, da norte-americana Harper Lee; “Maus”, do sueco Art Spiegelman; “Inventário do Ir-remediável”, do gaúcho Caio Fernando de Abreu; e “Amiga Genial”, da italiana Elena Ferrante.

Seguem as sinopses dos episódios:

“O Mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder

Lua herdou do pai o desejo de explorar novos lugares e assim como no livro do autor norueguês Jostein Gaarder, a distância física não interferiu na cumplicidade dos dois, alimentando as reflexões literárias e filosóficas ao telefone.

“Do Desejo”, de Hilda Hilst

A poesia ligou Pedro e Jorge nos livros trocados e na maneira de se relacionar. A tradução de suas palavras é expressa na obra da autora paulista Hilda Hilst.

“O Sol É Para Todos”, de Harper Lee

O amor entre Atticus e Scout, pai e filha retratados no romance da escritora norte-americana Harper Lee, funciona como paralelo para os retratados Thar e Maria Paula, numa relação marcada pela poesia, pela música e pela saudade.

“Maus”, de Art Spiegelman

A relação de Luis e Helena foi marcada pela distância. Os encontros ficavam nas cartas e nos livros trocados. Na graphic novel do sueco Art Spiegelman, eles encontraram também ma história baseada na distância e na busca pelo reencontro.

“Inventário do Ir-remediável”, de Caio Fernando Abreu

O encontro de Fabiana e Maurício foi marcado pela busca do aconchego e pelo colo conquistado no livro do gaúcho Caio Fernando Abreu.

“Amiga Genial”, de Elena Ferrante

As amigas Luiza e Duda refletem a relação de amizade que construíram através das palavras do livro da autora italiana Elena Ferrante.
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Experiências de africanos livres no século XIX


A Dissertação de Mestrado em História defendida por Mariana Alice Pereira Schatzer Ribeiro, em 2014 na Unesp de Assis, intitulada de: “Entre a fábrica e a senzala: um estudo sobre o cotidiano dos africanos livres na Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema-Sorocaba - SP (1840-1870)”, com a orientação da Prof. Dra. Lúcia Helena Oliveira Silva, foi publicada pela FAPESP e a Editora Alameda. A autora, hoje doutoranda pela mesma instituição, buscou entender as experiências dos africanos livres em um empreendimento imperial fabril.

Os africanos livres foram uma categoria de trabalhadores com condição jurídica diversa em meio ao Brasil escravista e as pressões para o fim do tráfico transatlântico de escravos pela Inglaterra. Tutelados através da lei de 07 de novembro de 1831, a qual estabeleceu que os africanos capturados nos navios apreendidos devessem permanecer no Brasil durante catorze anos e, posteriormente serem reexportados para a África, os mesmos foram destinados às prestações de serviços junto aos consignatários privados ou públicos, como no caso da Fábrica de Ipanema.
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Iron Studios tem evento especial para os fãs de Pantera Negra

A Iron Studios Concept Store, principal loja conceito de colecionáveis do país com três unidades espalhadas por São Paulo e Rio de Janeiro, e um e-commerce repleto de itens exclusivos, comemora o lançamento de Pantera Negra, o novo filme da Marvel que estreia nos cinemas em 15 de fevereiro, com um aquecimento especial para os fãs desse universo.

A loja Concept Store São Paulo, localizada na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, em parceria com o Clube dos Vigias, fã clube da Marvel no Brasil, organiza o Aquecimento Pantera Negra, um evento especial para desbravar as selvas de Wakanda com a presença de cosplayers, pôster exclusivo, sorteios, bate-papos e muito mais.

Criada em 2012, a Iron Studios é a primeira empresa brasileira com produtos oficiais 100% direcionados a colecionadores, e já conta com três lojas físicas espalhadas por São Paulo e Rio de Janeiro, além do e-commerce: www.ironstudios.com.br.

Serviço
Aquecimento Pantera NegraIron Studios Concept Store São PauloAlameda Gabriel Monteiro da Silva, 946 – Jardim América – São Paulo – SP03 de fevereiro de 2018 (sábado) das 13h às 18hEntrada gratuitaHorário de funcionamento da loja: de segunda a sábado das 11h às 19h
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A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells ganha edição da Mythos Editora


A Mythos Editora traz, pelo selo Gold Edition, um dos maiores clássicos da ficção científica: A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells. Publicada originalmente em 1897, a obra aplicou, na ficção científica, o conceito de invasão das histórias de guerra, definindo um gênero que perdura até hoje.

Mesmo depois de mais de cem anos, A Guerra dos Mundos continua sendo uma história tão poderosa que, quando foi dramatizada no rádio pelo renomado diretor Orson Welles, causou pânico em seus ouvintes, crentes que era o relato genuíno, de um ataque marciano.


A Mythos lança no Brasil uma adaptação fiel à obra original, com a mesma qualidade de arte e roteiro dos volumes já publicados pelo selo Gold Edition: Elric e Red Skin.
Publicada em duas edições na França pela editora Glénat, a versão brasileira reúne a história completa em volume único.


Trailer - A Guerra dos Mundos from Marketing - Mighty Co on Vimeo.
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