terça-feira, 31 de maio de 2011

Os 10 Livros que Marcaram os jovens por gerações

10. A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne
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Lançado em 1873, o clássico de Júlio Verne atravessou gerações e até hoje é considerado um marco da literatura. O livro conta a história de um homem rico, solitário e regrado, que abre mão do conforto e leva adiante uma aposta nada modesta: dar a volta ao mundo em 80 dias. Esse desprendimento é o que chama a atenção de adolescentes há décadas e coloca a obra entre os livros favoritos e indispensáveis que devem ser lidos antes dos 30 anos. O trabalho de Verne também foi adaptado para o cinema. As duas versões mais populares são as de 1956 e 2004.

9. Medo e Delírio em Las Vegas, de Hunter S. Thompson
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Um dos responsáveis pela popularização do gênero jornalismo gonzo, Hunter S. Thompson está na lista de autores considerados ícones da literatura jovem. Sempre associado à tríade  sexo, drogas e rock’n'roll, o jornalista transformou suas experiências em relatos que marcaram o fim da era hippie e registraram os constantes conflitos entre os conservadores e libertários nos EUA. Em Medo e Delírio em Las Vegas, um repórter e seu advogado cruzam o deserto de Nevada a bordo de um carro conversível, totalmente entorpecidos por substâncias ilícitas. O objetivo do jornalista é cobrir uma corrida de motocicletas em Las Vegas. A obra ganhou uma adaptação para o cinema de nome homônimo, lançada em 1998. No longa, Raoul Duke, o repórter, é interpretado por Johnny Depp, enquanto Benicio Del Toro vive o Dr. Gonzo, o enigmático advogado.


8. Romeu e Julieta, de Shakespeare
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A mais clássica de todas as histórias de amor foi e sempre será referência entre os jovens. A tragédia, escrita em 1591, conta a história de dois apaixonados, Romeu e Julieta, que são impedidos de ficar juntos por causa de uma briga entre suas famílias (Capuleto x Montecchio). Mesmo depois de um casamento em segredo, o par é separado por mais uma turbulência familiar, o que justifica o exílio de Romeu e o casamento de Julieta com um jovem nobre. Em uma medida desesperada, o Frei dá à Julieta um elixir para que a garota se finja de morta. Uma carta do Frei explicando a estratégia é enviada a Romeu, mas a correspondência se perde. Quando o apaixonado Montecchio fica sabendo da suposta morte de sua amada, decide voltar à Verona. Ao encontrar o corpo de Julieta, Romeu decide tirar a sua própria vida. Bom, nem precisamos contar o que acontece depois, né?

7. Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe
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O romance de Johann Wolfgang von Goethe, escrito em 1774, é um daqueles livros que chamam a atenção pelo exagero. O protagonista, o jovem Werther, se apaixona loucamente por uma mulher, Charlotte, que por sua vez é comprometida com um homem 11 anos mais velho. Impedido de casar com ela, Werther decide se tornar amigo do casal, o que lhe causa um sofrimento sem tamanho. A dor, compartilhada a todo o momento com o leitor, leva o pobre apaixonado a cometer insanidades. O fim da sua história, uma das mais dramáticas da literatura mundial, já levou milhares de pessoas a testemunharem o ápice da loucura, consequência de um amor irreal, descabido e não correspondido. Napoleão Bonaparte destacou o livro de Goethe como um dos mais importantes trabalhos literários realizados no continente. Será que ele chorou no final?

6. Laranja Mecânica, de Anthony Burgess
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O protagonista do livro Laranja Mecânica, escrito por Anthony Burgess, é um adolescente chamado Alex, que narra uma história futurista sobre uma sociedade violenta e um governo totalitário. Considerado um ícone literário da alienação pós-industrial do século XX, a obra ganhou ainda mais destaque ao ser levada para o cinema, em uma extraordinária versão dirigida por Stanley Kubrick, em 1971. O livro foi escrito em 1962 e é repleto de um vocabulário próprio, criado por Burgess, baseado em termos eslavos. O nome do livro é inspirado em uma velha expressão cockney, espécie de dialeto da classe trabalhadora da Grã-Bretanha.

5. O Diário de Anne Frank, de Anne Frank
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O livro, uma das histórias mais marcantes da II Guerra Mundial, conta em primeira pessoa os conflitos pelos quais passa uma jovem adolescente que tenta sobreviver à perseguição nazista. O seu diário, publicado pela primeira vez em 1947, mostra a rotina de uma família judia que vive em Amsterdã, na Holanda, durante a ocupação dos seguidores de Hitler. Anne Frank morreu aos 15 anos, após ser enviada ao campo de concentração Bergen-Belsen. O seu diário é considerado por muitos especialistas um dos melhores registros da guerra e do impacto que ela causa na vida do ser humano.

4. On the Road – Pé na Estrada, de Jack Kerouac
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Que adolescente, neste mundo inteiro, não se sentiria atraído por um livro capaz de incentivar, mesmo que indiretamente, a fuga de casa? É isso que On the Road, de Jack Kerouac, faz com tamanha maestria. Considerado a bíblia da Geração Beat, e um grande expoente do movimento que relatou durante anos o submundo da juventude anticonformista americana, o livro foi escrito em 1951 e conta a história de dois jovens que, com apenas uma mochila a tiracolo, viajam os Estados Unidos de costa a costa incentivados pelo jazz, poesia e drogas. Existem muitas lendas acerca de On the Road. Uma delas dá conta de um dado curioso: a obra de 320 páginas teria sido finalizada em apenas três semanas. Muitos artistas se dizem influenciados pelo livro de Kerouac. Bob Dylan afirmou que Pé na Estrada mudou a sua vida, enquanto Tom Waits compôs a música Home I’ll Never Be em homenagem ao autor, considerado uma “figura paterna” pelo próprio músico.

3. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
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Admirável Mundo Novo, livro de Huxley publicado em 1932, é leitura obrigatória entre entusiastas de ficção científica. A obra narra um mundo futurista, onde as pessoas são condicionadas biologicamente e psicologicamente a se adaptarem a uma série de regras sociais, impostas em uma sociedade organizada por castas. No universo criado pelo autor não existem ética religiosa, o conceito da família ou valores morais. A qualquer dúvida ou insegurança, os habitantes tomam uma droga chamada soma, capaz de fazer desaparecer qualquer indagação. Henry Ford, inventor da linha de montagem, é quem ocupa o lugar de divindade máxima da sociedade. É ele quem administra o setor de incubação, onde são gerados centenas de fetos em série. Brave New World, como é chamada a obra em inglês, foi inspirada em um livro de H. G. Wells, Men Like Gods.

2. O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger
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Um clássico que marcou gerações, The Catcher in the Rye, em seu título original em inglês, foi escrito em 1951 pelo americano J.D. Salinger. Originalmente direcionado ao público adulto, o livro acabou se popularizando entre leitores adolescentes, graças aos seus temas centrais: alienação e rebeldia. A trama se desenrola em torno do anti-herói Holden Caulfield, um jovem de 17 anos que é expulso de um colégio por causa de suas notas baixas. Ao invés de esperar a notícia chegar aos seus pais, ele foge da escola no meio da noite, pega um trem para Nova York e decide ficar em um hotel. É nesse local impessoal que Caulfield conhece a bebida, as mulheres e um estilo de vida bastante controverso para a época. Ele vaga pela cidade e revela aos poucos o seu passado, a sua família, os seus questionamentos. Uma das características do livro é a linha do fluxo de consciência do protagonista que atropela a história e faz com que assuntos completamente desconexos se cruzem em momentos pouco apropriados. A estratégia, usada propositalmente pelo autor, expressa a instabilidade emocional de Caulfield, seus anseios e uma linha de pensamento comum entre jovens de sua idade.

1. Crime e Castigo, de Dostoievski
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O romance russo publicado em 1866 narra a história de um homem culto, mas extremamente pobre, que passa todo o seu tempo angustiado, à espera de melhores condições de vida. Para tentar permear o complexo universo de Raskólnikov, Fiódor Dostoiévski divide o personagem em dois: ordinário e extraordinário. A trama se desenvolve em torno do planejamento da morte de um agiota, o que, segundo o protagonista, faz parte de um projeto maior de mudança da sociedade. Embora exija maturidade, Crime e Castigo é um dos clássicos livros lidos por jovens de todo mundo há muitas gerações. Ele é baseado em uma visão particular sobre religião e existencialismo e mostra, a grosso modo, a vida de um jovem que busca a salvação por meio do sofrimento. 


Via: Veja

2 comentários:

Ana C. Nonato disse...

Olá!

Concordo plenamente! Todos livros que alteram a mente em uma velocidade fenomenal!

Vim avisar que, como você faz parte das 10 maiores comentadoras do blog, ganhou o direito de preencher 3 forms por dia na promo da Jane Austen que fiz lá no blog sem precisar fazer mais nada! Topa?
http://migre.me/4GUHh

OBRIGADA PELO CARINHO!!

Paola Severo disse...

Obrigada, fico feliz em saber!

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