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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Carmilla - a vampira de Karnenstein ganha nova edição


Preparem-se fãs da literatura de terror! A mais aterrorizante das vampiras ganhou uma nova edição pelo selo Via Leitura, da Edipro. A diagramação da capa transforma a obra em item indispensável para os colecionadores.

Carmilla – a vampira de Karnenstein antecedeu e influenciou muito o Drácula de Bram Stoker. Com este clássico, o autor Joseph Sheridan Le Fanutornou as criações vampirescas uma mania e, ainda, a frente de seu tempo, deu vida à primeira vampira lésbica da literatura.

Umas das mais importantes obras do gênero gótico, Carmilla traz muitas inovações e criou um arquétipo que se cristalizou no imaginário dos fãs ao longo dos séculos.

Aliás, não é um livro sobre vampiros, mas sobre A Vampira. A lasciva personagem que dá título ao conto tornou-se uma das mais impactantes figuras da literatura vampiresca na história.

A obra é narrada por Laura, jovem que vive isolada com o pai em um castelo na Estíria – região do antigo império Austro-Húngaro. Uma hóspede inesperada, entretanto, despertará os sentimentos amorosos da jovem Laura, ao mesmo tempo em que lhe trará terror por desencavar antigos pesadelos da infância.

Carmilla é um conto sobre sedução e horror, criaturas ancestrais e o despertar da maturidade, amor e repulsa. Um clássico excitante para os amantes do gênero.
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sábado, 27 de dezembro de 2014

P.S. Eu te Amo

de Cecelia Ahern (Editora Novo Conceito)

Holly tinha tudo o que sempre quis em suas mãos e perdeu. Tudo que ela queria era ser a mulher de Gerry e estar ali por ele, e diferente da maioria das pessoas ela realmente dava valor ao que tinha, e ao tipo de vida que levava. Os dois estavam juntos há anos, e eram a base um do outro, o que tornou ainda mais devastador quando Gerry morreu. 



Seu plano era ficar juntos até o fim da vida, mas Gerry foi levado por um tumor no cérebro aos 30 anos. E Holly, deixada para trás com seus casais de amigos, e sua família. E apenas suas lembranças de seu amado. Té a data de seu aniversário, quando descobre que Gerry lhe escreveu 12 cartas, uma para ser aberta a cada novo mês durante um ano.

Cada uma das cartas é uma pequena despedida, e algumas dicas, de coisas que Holly deve fazer, para ajudar a seguir em frente com sua vida agora que ela está sozinha. E isso começa a acontecer aos poucos, ela consegue um novo emprego, conhece algumas novas pessoas, além de manter suas amizades mais antigas, e tenta se reconectar com sua família dispersa.




O estilo de Cecelia é incrível. Além da história ter uma premissa muito boa, que de cara já dá vontade de ler o livro, a forma como ela coloca cada cena, cada memória, e cada emoção, torna tudo muito real, e ao fim cada um dos personagens no livro parecem pessoas de verdade que estão ali dizendo o que ocorreu com eles.




Como a maioria das pessoas eu conheci esta história pelo
filme, estrelado por Gerard Butler e Hilary Swank, que deram vida aos personagens muito bem. No entanto, apesar da base da historia ser a mesma, existem muitas e muitas diferenças entre o filme e o livro. Não que um seja melhor do que o outro, eles apenas são diferentes.

O filme se passa em Nova York, o livro em Dublin. A viagem no filme é para a Irlanda, no livro é para a Espanha. A família de Holly é totalmente diferente, assim como seu trabalho e a maioria das cenas. Isso me deixou muito feliz de ler o livro e conhecer mais lados de personagens que eu já amava muito. É uma história muito emocionante, e que apesar de triste mostra que a vida é assim mesmo, as coisas ruins virão, e o que importa é como a gente vai lidar com elas e seguir em frente. 


Confira o trailer:
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Dias Felizes



de Samuel Beckett (Editora Cosac Naify)

Uma das peças mais famosas do escritor irlandês Samuel Beckett, em uma edição lindíssima da editora Cosac Naify, me surpreendeu. Principalmente porque esperava pouco de uma peça de teatro, tão falada, achei que era algo banal. Mas não podia estar amis errada.
Na peça de dois atos, durante o primeiroa personagem principal Winnie está enterrada até a cintura na terra e logo atrás dela está seu marido. O diálogo que os dois travam a partir daí é tão insólito quanto a situação em si, que se agrava no segundo ato.
Achei um pouco difícil de acompanhar, mas gostei, de qualquer maneira. Representações famosas da peça:



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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Garoto no Convés

de John Boyne

O Garoto no Convés nos apresenta a história de John Jacob Turnstile, um órfão inglês de 14 anos, que no final do século 18 vive em às margens do porto na cidade inglesa de Portsmouth, tentando sobreviver de pequenos furtos. Sua história tem muitas nuances, sendo várias delas tristes, mas sua vida sofre uma reviravolta quando é embarcado em um barco a serviço do rei inglês, um navio chamado HMS Bounty se dirigindo ao Taiti com uma missão nobre para o Império Britânico. As dificuldades para John Jacob, que nunca esteve em um navio e nem conhece a supersticiosidade dos marinheiros em geral, são imensas. Ele será o criado do capitão William Bligh, um homem justo e que o ajuda apesar das suas inaptidões,  e como tal fica interado dos assuntos mais importantes à bordo, então é o único que compreende a sequência de fatos e descontentamentos que leva ao Motim do Bounty, evento famoso da história naval inglesa. (Antes que alguém venha dizer que isto é spoiler, saiba que o título em inglês do livro é "Motim no Bounty").
Toda a parte relacionada ao navio inluindo datas e tripulantes é real, sua missão e todos os fatos são históricos, fato que Boyne soube usar muito bem.
O Garoto no Convés segue a linha de narração de O Menino do Pijama Listrado, de mesmo autor. É um livro bastante extenso (quase 500 páginas), mas muito bom e assim que se conhece a história não dá vontade de largar o livro até chegar ao final. A única coisa que me desagradou foi a classificação errônea a respeito do livro, já que em todos os lugares em que a li a respeito ele foi classificado como "livro adolescente" ou "literatura infanto-juvenil", e já que ele foi lido para o Desafio Literário e o tema deste mês de janeiro era literatura infanto-juvenil eu o escolhi. No entanto, o livro mostra uma linguagem vulgar em certos pontos, algo que uma criança ou jovem de menos de 16 anos jamais deveria ler, há cenas do livro que são adultas demais, e a classificação dele não pode continuar sendo a mesma. Creio que este seja um engano comum em relação ao livro, porque quando enviei a lista ao Desafio, ele foi aprovado, prova de que há mais pessoas que o consideram literatura infanto-juvenil, provavelmente a confusão se dá por O Menino do Pijama Listrado ser infantil, e do mesmo autor. Esta classificação errada, entretanto não interfere na qualidade da narrativa, que é bem descrita e tem uma história bem desenvolvida.

Para conferir a minha lista no Desafio Literário Clique aqui.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Menino do Pijama Listrado

de John Boyne (Editora Cia das Letras)


O Menino do Pijama Listrado é um tipo de livro comparável à O Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry, que seria classificado com um livro infantil, mas que não tem conteúdo só para crianças. Porém, o modo como o livro é escrito, de maneira tão simples, é fácil de ler, como se os fatos tivessem sendo explicados com simplicidade, a fluidez ao ler esse livro é muito boa, como se fossem naturais todas aquelas palavras.
Ainda é surpreendente que o autor escreva sobre a guerra meio em noir, nada fica implícito na história. Como a guerra, o campo de concentração, tudo fica meio duvidoso e só com o passar da leitura que as coisas vão sendo explicadas.
É como uma volta à infância perceber a inocência de Bruno e lembrar de coisas que a gente pensa quando é criança e não conhece muito da vida ou das pessoas, como a gente julga as outras pessoas ou como vemos uma coisa de uma maneira própria, bem particular.
Mostrar o holocausto através dos olhos de uma criança é uma escolha arriscada, pois as crianças são alheias às divisões, como vemos no livro entre Judeus e Não Judeus. Bruno sabe que os outros estão do outro lado da cerca, mas não entende porque.
O livro é emocionante, mas meio que atinge o leitor como um soco. É meio chocante como abrir os olhos no sol depois de passar um dia todo no escuro. Surpreende e encanta. E é um dos poucos exemplos de filmes em que a adaptação cinematográfica é religiosamente leal ao livro.
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