quarta-feira, 8 de maio de 2019

Qual o melhor horário para trabalhar em seu livro?

Não é fácil encontrar estudos que indiquem o horário do ápice da produtividade diária de todas as pessoas do mundo - afinal, somos seres únicos e não máquinas programáveis. No livro Os Segredos dos Grandes Artistas, o escritor Mason Currey, pesquisou a rotina de grandes artistas – incluindo escritores consagrados.

Para produzir a obra, pelo período de um ano, Currey criou um ritual diário no qual acordava às 5h30 da manhã, escovava os dentes, tomava uma xícara de café e escrevia sobre como as mentes mais brilhantes dos últimos séculos trabalhavam. Ele pesquisou a vida de diversos artistas e o resultado foi, praticamente, uma espécie de 'manual' de produtividade para escritores. Só que não deve ser seguido ao pé da letra, claro, pois como sabemos, cada pessoa funciona de uma maneira muito particular.

O livro de Currey mostra, por exemplo, que Marcel Proust acordava todos os dias entre 15h e 18h, fumava ópio para aliviar sua asma, tomava café, comia croissant e passava a madrugada escrevendo. Franz Kafka também era outra alma noturna. Ele só começava a escrever às 22h30, em sessões que às vezes chegavam às 6h da manhã. De manhã, ele trabalhava numa seguradora, então, para manter sua rotina, dormia durante à tarde. Já Gustave Flaubert, embora acordasse todos os dias às 10h, só conseguia começar a escrever às 22h, pois o barulho do dia o distraía facilmente. Pela manhã ele preferia ter longas conversas com sua mãe.

Os três escritores são uma prova real de que a ciência nem sempre acerta em tudo ou, ao menos, não acerta com todos. Cientificamente falando, o período noturno é o momento menos propício para produzir, pois é quando o cérebro libera um hormônio chamado melatonina, que prepara o organismo para a noite, nos induzindo ao sono.

Entre estas privilegiadas mentes literárias, os 'criativos matutinos' estão em maior número. Neste time há nomes como Stephen King (entre 8h e 8h30), Haruki Murakami (4h30), Ernest Hemingway ('logo nas primeiras luzes do dia'), Maya Angelou (por volta das 7h), Alice Munro (por volta das 8h), entre outros tantos.

As tardes, embora não sejam preferência de muitos, foram as escolhidas de outros nomes ilustres. O irlandês James Joyce é um deles. Ele acordava às 11h e começava sua escrita depois do almoço. Suas noites eram reservadas para frequentar restaurantes e cafés. O clássico Ulysses foi escrito ao longo de sete anos, após 20 mil horas de trabalho.

Como vimos até aqui, o melhor horário para produzir é diferente para cada pessoa. No entanto, se você planeja escrever um livro, precisa descobrir em qual momento do dia ou da noite você se sente mais bem disposto para uma atividade que requer atenção aos detalhes, foco, reflexão, pesquisa e paciência. Uma vez feito isso, é importante saber outro detalhe fundamental que faz parte do processo de escrita de cada um dos nomes citados neste texto: todos possuem uma rotina.

William James, filósofo e pioneiro da psicologia, foi quem melhor articulou o mecanismo pelo qual uma rotina rígida poderia ajudar a liberar a imaginação. Segundo ele, somente ao tornar automáticos e habituais muitos aspectos da vida cotidiana, poderíamos "libertar nossas mentes para avançar para campos realmente interessantes de ação".

Portanto, depois de finalmente entender seu melhor momento do dia para escrever, crie um ritual diário para instigar sua imaginação. Fica a dica: funciona, e funcionou, com os melhores escritores do mundo.

*Eduardo Villela é book advisor e, por meio de assessoria personalizada, ajuda pessoas a escrever e publicar suas obras. Mais informações em www.eduvillela.com
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terça-feira, 7 de maio de 2019

"A difícil arte de ser você mesmo", sucesso de Donald Miller, agora em português


Como seria se todos deixassem de lado o mau hábito de criar artifícios para impressionar as pessoas e passassem a projetar uma imagem mais autêntica? Já parou para pensar quanto tempo o ser humano perde projetando ao mundo um personagem fictício, quando o verdadeiro eu fica sufocado sob traumas e padrões de pensamento que minam a alegria, a paz e a leveza do dia a dia?

Em A difícil arte de ser você mesmo, Donald Miller, escritor best-seller americano, compartilha sua jornada de autoconhecimento ao contar como, aos 40 anos, derrubou muros antigos para criar uma mente saudável, uma família forte e uma carreira satisfatória, abrindo-se para relacionamentos consistentes, em que há verdadeira conexão.

Para isso, ao longo da obra, ele retoma lições e experiências que o ajudaram a superar feridas antigas, a vencer a constante necessidade de impressionar os demais e a enxergar todo o potencial que tinha. Escrito com sinceridade intelectual e absoluta transparência, A difícil arte de ser você mesmo leva o leitor a revisitar recônditos de sua mente e coração, a rever a própria história e a encontrar um caminho de cura e restauração que resultará em uma nova maneira de enxergar a vida e as pessoas.

Inspirador, o livro elucida a importância da amizade, dos laços familiares, do bom relacionamento conjugal, da integridade e do amor genuíno, e incentiva o leitor a não ter medo de se deixar aproximar, de permitir que a máscara caia, para que todas as muletas sociais, geralmente usadas para chamar a atenção — como trabalho, títulos e status — cedam lugar ao amor, onde não há medo nem ansiedade.

Dentre diversas lições, o autor afirma que as pessoas não estão procurando prejudicar umas às outras e, por isso, não há razão para ter tanto medo de se aproximar dos demais; os maiores receios da humanidade podem ser vencidos; e que sempre é tempo de recomeçar. Além disso, ele traz à tona a importante verdade de que não se pode esperar que outras pessoas o completem.

Indicado para todos que desejam reencontrar a identidade, dar um basta nos temores que aprisionam, empreender mudanças na forma de adquirir respeito, criar laços duradouros e amar a vida, A difícil arte de ser você mesmo é um livro cativante, inteligente e altamente instrutivo que levará os leitores a um novo patamar de satisfação e bem-estar interior.
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Cinco Lições de Psicanálise


Antigamente, estudiosos acreditavam que a histeria era uma condição neurótica causada exclusivamente em mulheres. Por apresentar sintomas físicos não explicados, os médicos acreditavam ser fingimento. Felizmente, Sigmund Freud não pensava dessa forma, estudou e escreveu uma das suas maiores obras, Cinco Lições de Psicanálise, publicado recentemente pela Editora Edipro.



Como a preocupação de Freud ia além da erradicação temporária dos sintomas, ele começou a questionar as mulheres sobre os motivos de seus problemas enquanto entravam em estado de hipnose. A partir de então, surge a teoria de que para produzir histeria, algum afeto precisaria ser separado em uma situação denominada como trauma. No entanto, se ambos estão na mesma consciência, como podem se separar?



Para isso, o neurologista responderia que o trauma (ruptura) dividiu a consciência em duas partes, uma delas, teria o afeto e a outra a representação. Separados, ambos causariam o sintoma histérico, já que, o afeto seria fonte de energia para o sintoma. Sob hipnose, a histérica se lembraria daquela estima e revivia para uni-lo à representação. Assim, era necessário esgotar todas as cenas traumáticas para que o sintoma desaparecesse.



Nem sempre isto era possível, já que, nem todas conseguiam ser hipnotizados e nem sempre permaneciam no tratamento. Mas, de uma forma didática, Freud exemplifica o que deixa a teoria mais clara. Uma paciente não conseguia beber água havia semanas, sob hipnose, se lembrou de um cachorro que viu beber água no copo e teve nojo. O afeto envolvido na cena fora levado para a segunda consciência. Quando o nojo pôde ser revivido junto à cena, a paciente conseguiu beber a água.



É importante notar que o trauma, por ter dividido a consciência, fez com que parte do acontecido seja esquecido. E que esta parte esquecida consegue ser acessada, nesta parte da teoria freudiana, pela hipnose.
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domingo, 5 de maio de 2019

Os escritores mais bem pagos do mundo

Todo mundo sabe que escrever um livro best-seller, além de tornar o autor famoso e abrir portas para seus futuros livros, dá muito dinheiro. Entretanto, será que você sabe o quão rico um escritor pode se tornar? Descubra nessas informações apresentadas pela Boa Finança quais são os autores mais ricos do mundo e quão grande é sua fortuna:

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sábado, 4 de maio de 2019

'A Contrapartida' é um thriller de tirar o fôlego

Do escritor brasileiro Uranio Bonoldi, o livro A Contrapartida traz história baseada em assassinatos em série que ocorrem em um ambiente de misticismo e suspense. Como pano de fundo, a obra destaca a importância das escolhas e decisões, bem como as consequências geradas por elas

Nas livrarias desde março, o livro tem ganhado repercussão na internet a partir de análises críticas dos principais influenciadores de cultura pop no Brasil. Outro detalhe que tem chamado a atenção nas redes sociais é o booktrailer de divulgação. Nele, atores encenam os momentos-chave mais angustiantes e sombrios da obra, revelando de forma precisa a essência de mistério presente na trama. 

A obra traz em sua capa uma cinta de recomendação de leitura nas palavras do navegador brasileiro, palestrante e escritor Amyr Klink, primeiro homem a fazer a travessia do Atlântico Sul a remo. "Navegar é um ato de paciência, e existem decisões que só devem ser tomadas na hora certa. Divirta-se com A Contrapartida e ganhe bons elementos para avaliar melhor suas futuras escolhas", destaca.
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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Marcelo Rubens Paiva escreve sobre o ridículo nas relações amorosas


Com uma habilidade incomparável para descrever as nuances do universo feminino e humor suficiente para enxergar o quanto os homens podem ser ridículos, o escritor Marcelo Rubens Paiva reúne em - O Homem Ridículo - novos contos e crônicas reescritas, à luz da recente onda feminista. 

Fã de Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, Marcelo segue seus mestres literários e, como eles, reescreve suas obras antigas ao reeditá-las – corta, enxuga, acrescenta. Assim, um volume sobre as verdades que as mulheres não dizem se transformou em outro livro, com contos novos, narradores trocados e novas situações dramáticas.

Os contos e crônicas deste livro contam histórias que o autor viveu e reinventou, ouviu dos amigos e acompanhou de perto. Boêmio assumido, caçula numa família de quatro irmãs, adora escutar as mulheres e admite que o homem perde espaço para a persistência sofisticada e a inteligência das mulheres.

Em O Homem Ridículo, Marcelo Rubens Paiva nos ajuda a refletir sobre os sucessos e fracassos das relações amorosas, sobre as dificuldades de se amadurecer e entender o mundo por meio dos olhos de quem amamos.
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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Livro ensina mais sobre o autismo

Esclarecer informações valiosas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e reforçar a importância do diagnóstico. Essas são uma das propostas do livro “Mentes únicas”, de Clay e Luciana Brites. Publicada pela Gente Editora, a obra mostra que o transtorno não é o fim do mundo e que é possível ajudar um autista a desenvolver suas habilidades impulsionando seu potencial.

Com linguagem acessível e trazendo um panorama histórico sobre o tema até os tempos atuais, a obra pretende mostrar que o conhecimento é o fator fundamental responsável por fazer as crianças, dentro do espectro, tornem-se seres humanos realizados dentro de suas particularidades.

“Mentes Únicas” ensina também como o autismo foi descoberto, quais são as pesquisas atuais sobre o assunto, como o cérebro de uma criança autista funciona, como identificar o espectro numa criança ou adolescente e quais são as melhores abordagens e práticas no dia a dia.

Pais desinformados

O neuropediatra Clay Brites explica que o autismo é um transtorno de desenvolvimento que afeta de maneira decisiva e predominante a capacidade de percepção social. Segundo o especialista, estima-se que, aproximadamente, 1% da população tenha autismo. “Apesar disso, o assunto ainda é pouco discutido em âmbito nacional. Por esse motivo, há tantas dúvidas de familiares e profissionais das áreas de educação e saúde”.

- Seja por preconceito ou dificuldade de aceitação, fato é que precisamos estar mais atentos aos primeiros sinais apresentados na infância para conseguir trabalhar de maneira correta com essa condição - reforça.

Segundo a psicopedagoga Luciana Brites, a falta de informação é o grande vilão. Ela diz que é comum ver pais e professores apresentarem grandes dificuldades em lidar com os autistas. “Mas, apesar de todas os desafios, é possível ajuda-los a ter uma vida melhor”.

Para a profissional, o que realmente faz a diferença é o diagnóstico. Quanto mais cedo, melhor e mais rápido será o processo que irá ajudar o autista a ter uma vivência mais conectada com a vida social, além de saber como lidar com as suas instabilidades. “Para isso, é necessário conhecer mais e descobrir cedo”.

- O livro mostra que é possível vencer os obstáculos do autismo. Além de identificar as particularidades do TEA, ensina pais e profissionais da saúde e da educação a estimular uma pessoa com autismo de modo que ela consiga desenvolver suas habilidades impulsionando seu potencial– ressalta.
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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Livre-se dos preconceitos filosóficos

Um ano após ser escrita e publicada às custas do autor, a obra vendeu apenas 114 exemplares e fez Friedrich Nietzsche acreditar que não queriam que ele escrevesse. Depois de cem anos, Além do Bem e do Mal tornou-se uma das maiores obras da filosofia ocidental. E, neste mês, ganha uma versão pela Editora Edipro, que cuidadosamente escolheu o tradutor Saulo Kreiger, pesquisador e membro do GEN – grupo de estudos dedicado à obra do filósofo.

Rejeitada por várias vezes seguidas por muitos editores, a obra do filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, inaugura uma nova fase na produção de Nietzsche, pela qual ela se tornaria mais conhecido: uma filosofia de negação e de destruição.

Considerado pelo próprio autor um de seus principais escritos, este livro, dividido em nove partes, aborda desde a influência do popular sobre o erudito até a crítica ao nacionalismo e ao antissemitismo crescente na Europa.

Deus está morto? O instinto será condenado? Afasta-se de ti mesmo? Você é senhor ou escravo? A civilização está baseada no medo? Estes são alguns dos questionamentos trazidos pelo filósofo.

Já em sua primeira seção, intitulada “Dos preconceitos dos filósofos”, Nietzsche deixa evidente o tom niilista destrutivo que iria dominar a sua obra a partir de então. O autor passa a defender o desprendimento da filosofia de preconceitos morais e um engajamento maior do filósofo, que deveria se posicionar a respeito do mundo que o cerca.

Esta obra é uma importante reflexão sobre a lógica da humanidade que persegue a razão, seja cartesiana, seja aristotélica. Nietzsche questiona a necessidade de superação dessa lógica e, enfim, a necessidade de ir Além do Bem e do Mal.
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