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terça-feira, 9 de abril de 2013

Sem Clima Para o Amor

de Rachel Gibson (Editora Jardim dos Livros)

Sem clima para o amor conta a história de Clare Wingate, uma jovem escritora de livros para as mulheres. Clare entra na fossa após encontrar, logo antes do casamento de umas das suas melhores amigas, o seu noivo a traindo com o técnico da máquina de lavar roupa. Fossa não seria a palavra exata, já que ela bebe todas na festa e acaba acordando ao lado de Sebastian, alguém que não encontrava desde a infância.
O restante do livro gira em torno das consequências deste reencontro. Clare não lembra o que aconteceu durante a noite e não confia de forma alguma em Sebastian. Para completar, o pai do rapaz trabalha para a mãe da escritora, sendo que, quando criança, Sebastian foi expulso da propriedade da família de Clare por ter conversas indevidas com a garota. E, de repente, ele, charmoso e bem-sucedido, resolve aparecer para visitar o pai. Claro que teria muita história pela frente.
Várias coisas me incomodaram nesse livro, mas começarei pelo começo: o título. Em momento algum a personagem principal chegou a ficar perto de não estar em clima para o amor. Muito pelo contrário, estava sempre pensando em algo relacionado a amor, aos homens ou até ao trabalho dela, no qual escreve romances. Até disse que estava dando um tempo com os homens. A questão é que ela fala isso enquanto está na cama de um. Quem entende? Outra coisa que não faz muito sentido é a desconfiança de Clare com Sebastian. Tudo bem, eles se conhecem desde pequenos e ele aprontava com ela, o que não é nada fora do comum entre crianças. Isso não justifica ela ficar o livro inteiro falando que não pode confiar nele e que sabe que ele vai aprontar algo, tendo como base ações do rapaz, como sujar o vestido dela com terra. Oi?
Apesar de a edição não ajudar em nada, tenho a leve impressão de que a escritora é melhor do que aparentou ser nesse livro. A escrita em algum momentos é confusa, por conta (acredito eu) da edição. Porém, o estilo muda completamente (para melhor) quando é um texto do Sebastian ou um dos romances da Clare. A história não conduz a nada novo, nenhuma grande reviravolta. No entanto, o leitor acaba ficando preso a ela só para ter certeza de que realmente vai acontecer o que está na cara desde quase o início da história. Esperava um pouco mais, mas foi bom para ocupar o tempo.


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Insaciável

de Meg Cabot (Editora Record)

Em uma época em que a mídia está saturada de histórias de vampiros, eis que surge mais uma. Meena Harper é roteirista de Insaciável, uma das novelas que está em exibição há mais tempo nos Estados Unidos. Com os vampiros tomando conta das telas, seus superiores a obrigaram a escrever sobre esses seres sobrenaturais para manter a audiência. Apesar de Meena ficar indignada com isso, ela não está tão por fora deste mundo. Ninguém acredita, apenas seu irmão, mas ela é capaz de prever como as pessoas vão morrer. Como se isso não fosse suficiente, Alaric, o caçador de vampiros, quer roubar o coração de Meena, que se apaixona pelo príncipe dos vampiros, Lucien Antonesco.

Meg Cabot sempre surpreendendo os seus leitores. Me apaixonei por seus livros por causa da série O Diário da Princesa, mas confesso que fiquei decepcionada com Insaciável. Meg é Meg, isso não se discute. Só que quando ela decidiu escrever sobre uma personagem que estava saturada de ouvir falar sobre vampiros, pensei que seria uma leitura diferente. Na época eu não tinha nada contra esse assunto. A questão é que a Meena fala em quase todas as páginas que está "de saco cheio" dos vampiros e, no entanto, passa o livro inteiro correndo atrás de um. Cadê a lógica nisso, Meg?

Cada série de vampiros apresenta uma história diferente sobre a sua mordida e como eles são transformados. Geralmente é algo imediato (não a transformação, mas o modo como ela é feita). Em alguns livros é uma troca de sangue, em outros é por causa de um veneno ou a pessoa nasce destinada a se tornar um. Em Insaciável é diferente. Não é uma coisa nem outra: é o meio do caminho. O vampiro pode morder sua presa um determinado número de vezes antes de ela se transformar. Cada autor tem a sua explicação, só que essa não me convenceu. E a perseguição do Lucien com a Meena muito menos. Ela se deixa levar e depois foge? E o que exatamente é um príncipe dos vampiros? O que aconteceu no final do livro com o Lucien foi algo... insano.

Gostei muito do Alaric e ele tem qualidades para ser um príncipe - não dos vampiros, como o Lucien. O personagem principal geralmente é o mocinho, mas dessa vez torço para que não seja. Acredito que o Alaric tem mais conhecimento sobre o Lucien do que a Meena saiba, então ele tem seus motivos para ser um caçador. Ainda tem muita coisa para acontecer na vida de Meena Harper. Talvez o rumo mude no próximo volume e a trama tenha mais explicações, talvez tudo continue na mesma. Não perca a continuação dessa história no próximo episódio de Insaciável!


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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Noivo da Minha Melhor Amiga


 de Emily Giffin (Editora Nova Fronteira)

Rachel chegou a uma idade em que gostaria de já ter feito várias coisas. Sonhava já estar casada, com filhos e um ótimo emprego. Mas essa não é a sua realidade. Ela completou 30 anos em um mundo em que não tinha nada do que havia desejado, não gostava do seu trabalho e, ainda por cima, sua festa de aniversário tinha mais convidados de sua amiga Darcy do que dela. Darcy, sua amiga de vida inteira que é noiva de Dex, amigo de Rachel desde a faculdade. Detalhe importante: Rachel apresentou o casal.

Na noite em que completou 30 anos a vida de Rachel tomou um novo rumo, junto com a sua reputação de boa moça. A aniversariante, com muito álcool no sangue, passou a noite com o noivo de sua melhor amiga que, por acaso, não tinha tanto álcool em seu corpo e estava sóbrio. Amanheceu, passou o susto inicial, rolaram as desculpas e... eles continuaram se encontrando. E o noivado lá, firme e forte. Pelo menos era assim que Darcy considerava a sua relação. Ou não?

Eu não costumo reclamar de flash backs, mas considerei que era muito texto sobre o passado para pouca página (e o livro nem é tão pequeno assim!). Foi uma forma que a autora encontrou para explicar a situação, mas não penso que era necessário tudo isso. O final foi o mais previsível possível em um aspecto, embora durante a leitura eu tivesse as minhas dúvidas sobre o quanto Dex era confiável. Rachel é o tipo de personagem que não acredita em seu potencial e pensa que os outros são sempre melhores e mais merecedores do que ela. O que significa que Darcy sempre consegue o que quer. Ainda bem que em certo momento a personagem "acorda" e decide lutar contra esse pensamento.

Quem está lendo a resenha pode pensar "coitadinha da Darcy, a Rachel que é uma megera!!". Olha, não é bem assim. Durante a narrativa inteira Rachel fica se questionando sobre seu caso com Dex e porque está sempre na sombra de Darcy. Só que será que a fabulosa Darcy é uma amiga assim tão boa? Ela não trairia sua própria amizade (e seu noivo) apenas para conseguir o que Rachel tem?

Perguntas, dúvidas, angústias... o mundo é sempre uma caixinha de surpresas. O livro não é tão surpreendente, mas ainda assim indico. O filme, de mesmo nome, também é divertido. Não é exatamente igual ao livro (nunca é), mas uma mistura do filme e do livro seria o ideal.

Ps: minha torcida é pelo Ethan. Ele é tão cuti-cuti! No fundo eu estava torcendo para que a Rachel largasse de uma vez do Dexter e percebesse que era do Ethan que ela precisava. E de novos ares. E da Inglaterra... (é dessa mistura de livro e filme que estou falando *-*).

Tudo bem, como não fui eu que escrevi e não posso virar a história de cabeça pra baixo, fico por aqui. Inteh a próxima!


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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Descoberta das Bruxas

de Débora Harkness (Editora Rocco)

O título do livro sugere que seja uma descoberta. E foi pensando que seria assim que me agarrei ao livro de capa azul de 638 páginas. No início me decepcionei um pouco com a tal da descoberta, pois não era bem das bruxas. Diana Bishop sempre soube que era bruxa (seus pais eram dois bruxos poderosos). A grande notícia é que ela nega o seu poder. E que poder! Bem, vamos ao resumo do livro.

Diana Bishop é uma pesquisadora que ficou órfã aos sete anos. Desde então passou a negar suas habilidades mágicas e tentou se camuflar no mundo dos humanos. Mas os bruxos não são o único tipo de criatura que existe entre os "seres normais". Também existem os demônios e vampiros. Quando Diana descobre acidentalmente um misterioso manuscrito, o Ashmole 782, escondido há séculos, é que toda a loucura começa. Além de ser perseguida por todos os seres da cidade que querem o famoso manuscrito, Diana ainda se apaixona por um vampiro, Matthew Clairmont, só que o relaciomento (leia-se romance) entre diferentes espécies sobrenaturais é proibido. O que este vampiro tem em comum com outros da literatura? Ele é possessivo. Quase como um cão de guarda. Ah, e ele também quer o manuscrito.

Muita coisa acontece ao longo da história. Entretanto, as respostas são vagas. Confesso que quase abandonei o livro logo nas primeiras páginas, mas consegui criar vontade e segui firme. É uma leitura pesada e em alguns momentos coloquei em prática o que a minha professora de literatura chamava de "leitura diagonal". Apesar disso, fiquei fascinada com a história. São tantas coisas, tantos detalhes. Não consegui acreditar no final do livro. Aquilo não é final para o coração de uma jovem leitora.

Diana é uma bruxa. O título da obra tem a palavra bruxa. Só que eu tive a sensação de que os vampiros estavam muito mais presentes na história do que as tais bruxas, que só aparecem mesmo no final. E os demônios? Ainda não sei responder essa pergunta. A atmosfera do livro é repleta de dúvidas. É amor, interesse, vontade de ajudar, segredos, passado oculto. Nunca se sabe o que a autora vai colocar na próxima página. E muito menos na última. Sim, estou meio revoltada com o final do livro. Ele caminhou para algo, mas pelo tamanho eu pensei que as coisas poderiam se resolver. Ah, mas elas se resolvem. Dizem que fugir nunca é a resposta, mas quem sabe ajude nesta situação. E não, não estou contando o livro. Recomendo a leitura de A Descoberta das Bruxas para entender este post tão enigimático quando a história. E se alguém já leu, preciso conversar sobre o final!

Dúvidas, reclamações, pedidos ou qualquer coisa do gênero podem ser feitos nos comentários. =)


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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lonely Hearts Club

de Elizabeth Eulberg (Editora Intrínseca)

A vida de Penny Lane Bloom tem forte influência dos Beatles e, após sofrer uma decepção no amor, eles a ajudaram, de certa forma, a seguir em frente. A garota decide que não quer mais garotos em sua vida e funda o Lonely Hearts Club, do qual é, no começo, a única participante. A principal regra? Não namorar.

Aos poucos, várias garotas começam a apoiar a ideia de Penny e o clube passa a ter mais integrantes. O resultado por não ter garotos em suas vidas é que elas ficam mais unidas e fazem as coisas que desejam, sem se preocupar em agradar o sexo oposto. São amizades fortalecidas por um objetivo em comum. Porém, será mesmo que elas conseguem ficar longe dos garotos?

A história me conquistou desde as primeiras páginas e foi a minha fiel companheira por um dia inteiro. Comecei a leitura e não consegui mais parar. Após terminar, não peguei nenhum outro livro por vários dias. Adorei o ritmo e a maneira como a Elizabeth Eulberg escreve. De certa forma, ela faz com que o leitor faça parte do Lonely Hearts Club.

O desfecho já o era esperado, mas nem por isso deixou de ser interessante. Os personagens são carismáticos e não tem como não se identificar com a história. Se você está com o coração partido, bem-vindo ao clube. Mas, se você só quer uma amizade verdadeira, também seja bem-vindo. O Lonely Hearts Club lhe espera com muita diversão, Beatles, amigas e... garotos!

Ps: adivinha o que eu escutava enquanto escrevia? =)


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jogos Vorazes

de Suzanne Collins (Editora Rocco)


Katniss Everdeen vive em um mundo onde todas as possibilidades são limitadas pela Capital. Com apenas 16 anos, ela se vê obrigada a encarar os Jogos Vorazes para salvar a vida de Prim, sua irmã mais nova. Ela se ofereceu para participar dos Jogos no lugar de sua irmã, que havia sido escolhida. A cada ano, 24 tributos (dois por Distrito) são escolhidos durante a Colheita para participar do massacre, no qual apenas um deles pode sobreviver.
Os tributos do distrito 12 são Katniss e Peeta. O garoto revela, em uma entrevista antes dos Jogos, estar apaixonado por Katniss. No começo, ela pensa que isso faz parte de uma estratégia para mantê-los vivos. Mas a preocupação dele com sua “amada” a faz questionar se essa história é mesmo uma mentira.
A autora consegue criar um universo em que a sobrevivência está acima de tudo, mas sem ser tão sangrento quanto parece. Enquanto as pessoas que moram na Capital vivem com conforto e costumes que parecem estranhos para os outros Distritos, o resto da população passa fome. Crianças morrem para o divertimento da Capital. E tudo isso parece normal para quem não sofre com as garras de ferro do presidente Snow.
A leitura é fácil e a história flui em apenas um fôlego com as armadilhas proporcionadas pela Arena. A luta para sobreviver está em primeiro plano, mas a relação de Katniss com Peeta contagia o leitor. Se somente um pode sobreviver, o que acontecerá com eles?
Quando li a última página, prendi a respiração e permaneci em silêncio. Como a autora conseguiu conduzir a história para aquele desfecho? Sem dúvida, melhor livro que li neste ano. Jogos Vorazes é uma trilogia, e o título da continuação é “Em chamas”.
Conhece o livro? Gostou da resenha? Espero a sua resposta nos comentários!


 
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Eu sou o Mensageiro

de Markus Zusak (Editora Instrínseca)

Dezenove anos. Essa era a idade de Ed Kennedy quando tudo começou.
Embora eu tenha lido esse livro há algum tempo (para não dizer anos), ele foi o escolhido para ser a minha primeira participação aqui no blog. Demorei um tempo considerável para terminar a leitura, mas amei a história, tanto que ela me marcou. De certa forma ele é especial pra mim pelo momento em que o li, pouco antes de começar meu último ano no Ensino Médio, e pelas reflexões que trouxe.
O Ed é um personagem aparentemente comum, que pensa que nada de bom vai acontecer com ele. Alguém que se compara a pessoas da mesma idade que já realizaram grandes feitos, enquanto ele continua na mesma. Um simples taxista que tem como companhia o cão. Pelo menos é o que ele pensa.
O acaso mudou a vida de Ed quando ele presenciou um assalto a banco. Ao contrário do que ele pensava, resistiu ao bandido e sua atitude resultou na captura do assaltante. Sem saber de onde tinha surgido essa coragem, logo ficou com receio de que quando o bandido fosse solto, iria procurá-lo.
Mas isso foi apenas a prova de que algo mudou completamente a vida de Ed, deixando de lado sua tranquilidade. Ele passou a receber cartas de baralho em sua casa, com pequenas missões. Tarefas que ele teria que realizar, sozinho. Os dois fatos estariam ligados? Ou alguém estava brincando com sua vida? Ao longo da história, o taxista descobre que é capaz, sim, de atos de coragem e, acima de tudo, de superar seus limites para ajudar pessoas.
O livro é dividido em partes, cada qual mostrando uma etapa da história de Ed Kennedy, desde o assalto a banco até a verdade sobre a sua vida. O que me tocou na história foi o fato dele sempre se comparar a outras pessoas de mesma faixa etária. Cada caso era um caso, mas ele sempre ressaltava que era um nada, enquanto várias pessoas eram famosas ou tinham realizado atos que os outros respeitavam. E o que ele estava fazendo? Nada. Era só um taxista. Mas será isso mesmo?
Recomendo esse livro. Muito mesmo. É do mesmo autor de "A menina que roubava livros", mas foi escrito antes. A única coisa que não me agradou foi a linguagem carregada de palavrões (pelo menos foi o que considerei ao ler o livro no início de... 2009!).
E essa foi a minha primeira resenha. Espero que tenham gostado.
Quem tiver sugestões de livros para que eu faça resenha, é só avisar aqui nos comentários, ou mandar e-mail para laurags_19@msn.com.

Até a próxima!


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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Primeira Colunista do Blog: Laura Gomes

O universo imaginário de Laura Gomes

Entre o real e a fantasia, sou uma pessoa que vive no mundo dos sonhos. Futura jornalista (com diploma!), meu nome é Laura Gomes. Apaixonada pelo imaginário, por música e viagens, costumo juntar as três coisas. Nunca coloco o pé na estrada sem, no mínimo, um livro e uma trilha sonora escolhida a dedo para embalar o passeio.

Há quem me chame de louca, mas costumo rir sozinha por lembrar de um diálogo elaborado por um escritor. Se você encontrar alguém andando com um livro aberto em mãos pelas ruas do Rio Grande do Sul, existe a grande possibilidade de ser eu.

Sou estudante de jornalismo, mas o meu maior desejo é ter uma biblioteca em casa. Ou ser dona de uma livraria. Se bem que, se isso realmente acontecer, serei culpada pela minha própria falência, pois vou querer levar todos os exemplares para a minha coleção particular.

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Então, convidei a Laura, mais uma bookaholic, minha colega de facul para ser a primeira colunista de resenhas do blog. Todos nós damos as boas-vindas a ela, que será conhecida por este selinho aqui embaixo, com o qual suas postagens serão assinadas!


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