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sábado, 8 de junho de 2019

O Cerco: Trump sob fogo cruzado

Com apenas um ano de mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, o jornalista investigativo Michael Wolff narrou a eletrizante história de um governo desgastado pelas controvérsias, caos e rivalidades mortais. Fogo e fúria, fenômeno instantâneo de vendas, definiu a primeira fase da administração Trump. Agora, com O Cerco, Wolff volta a escrever um livro explosivo sobre uma presidência que está sob o fogo cruzado.

No início do segundo ano de mandato, a situação de Trump mudou de forma radical. Ao deixar de ser apoiado por conselheiros experientes, ele se tornou mais impulsivo e instável do que nunca. Mas as engrenagens da justiça não param de funcionar: a “caça às bruxas” do procurador especial Robert Mueller assombrou o presidente, e outros promotores têm investigado a fundo seus negócios privados. Figuras políticas proeminentes de seu próprio partido — e até mesmo de sua equipe de governo — se voltaram contra ele e estão dispostos a derrubá-lo.

A oposição, que se tornou maioria no Congresso americano nas eleições de meio de mandato, começa a ver a possibilidade de impeachment do presidente. Trump, por sua vez, tem certeza de que é inatingível, o que o torna ainda mais exposto e vulnerável. A cada semana, conforme o presidente se torna mais errático, uma questão se torna premente: Será que Trump chega ao final do mandato?
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Universal compra diretos de obra de ex-agente da Cia


A obra Preciso Saber – entre o amor e a lealdade, de Karen Cleveland, teve seus direitos comprados pela Universal e terá como protagonista a estrela hollywoodiana Charlize Theron. A Editora Planeta, para não ficar de fora e já deixar os fãs inteirados, lança o thriller de espionagem pela primeira vez no Brasil.

A narrativa gira em torno da personagem Vivian Miller, agente do departamento de contrainteligência da CIA, que tem como tarefa desvendar as células infiltradas de inimigos russos em solo americano. Muito próxima de receber uma esperada promoção, após desenvolver um método revolucionário para identificar agentes secretos da Rússia, sua vida vira de ponta cabeça.

Ao conseguir acesso ao computador de um potencial agente russo, Vivian descobre uma pasta com arquivos altamente confidenciais e percebe que o inimigo está muito mais próximo do que ela imagina.

Dentre esses documentos, ela se depara com uma verdade de consequências avassaladoras, capaz de colocar em xeque tudo que ela mais ama. 

Passos se aproximam. Posso ouvi-los mesmo através das batidas aceleradas do meu coração. Todas as dúvidas que eu tinha na cabeça se convertem, num instante, em um único comando. Esconda isso. Clico no X no canto superior direito da foto e então, rapidamente, o rosto de Matt desaparece. 

Entre a promessa de defender seu país e o desejo de proteger sua família, Vivian é uma mulher dividida. Terá, enfim, de decidir entre a lealdade e o amor? E, diante de uma escolha como essa, em quem ela pode confiar?
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domingo, 26 de novembro de 2017

Faro editorial lança “Dear heart: Eu odeio você” de J. Sterling


A Faro Editorial lança em novembro o romance “Dear Heart: eu odeio você” da americana J. Sterling. Autora best-seller com mais de 500 mil livros vendidos nos Estados Unidos, Jenn é conhecida por escrever sobre mulheres reais, que encontram o amor das mais variadas formas.

Jules era uma dessas mulheres. Focada em sua carreia como corretora de imóveis de luxo em Malibu, ela não tinha tempo a perder com os dramas de relacionamento. Ela queria crescer, e o amor poderia esperar, ou nem acontecer, isso não seria um problema, ela não seria uma pessoa infeliz.

Cal também não estava disposto a desperdiçar sua carreira para lidar com a carência de mulheres sedentas de atenção. Ele tinha um foco, conseguir a sociedade na empresa de investimentos em que trabalhava, e ele estava quase lá.

Mas, o que os dois não imaginavam é que o destino iria atrapalhar os seus planos, e que durante uma viagem de negócios à Boston, eles iriam se conhecer e todos aqueles projetos de vida teriam de ser revistos.

“Não estava pronta para ele. Não tinha nem mesmo me planejado para ele. Cal Donovan, de Boston, definitivamente não estava nos meus planos. Conhecê‑lo foi uma surpresa, que me pegou completamente desprevenida (...) No final das contas, permanecer solteira pareceu funcionar melhor para mim, e eu não tinha planos de mudar meu estado civil tão cedo. E então eu conheci Cal. E ele arruinou com tudo.”
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domingo, 2 de abril de 2017

Pollyanna Moça, de Eleanor Portter, é publicada pelo selo Via Leitura

O segundo livro da série de sucesso Pollyana, ganha uma versão especial do selo Via Leitura, da Edipro, editora especializada em clássicos da literatura. Esta nova versão traz à obra Pollyanna Moça, da escritora norte-americana Eleanor Portter, um visual colorido, leve e charmoso, ao estilo do texto primoroso de Portter.

Escrito em 1915, a continuação da história da menina órfã, que encantou e influenciou o mundo por diversas gerações, a mostra já crescida e enfrentando novas adversidades, que testam seu otimismo e o maior ensinamento de seu falecido pai, “o jogo do contente”.

No livro, Pollyanna é sempre encantadora e possui atitudes positivas, transforma a vida de quem a conhece. Desde que foi morar com a tia, no primeiro livro, não se contentou em ultrapassar os limites de Beldingsville, cidadezinha que mora com sua tia Polly. A protagonista, na segunda publicação, foi em busca de novos horizontes em Boston, para ajudar uma rica viúva a superar as tristezas da perda de um filho e de uma vida solitária.

Nesta nova aventura, Pollyanna conhece pessoas novas e incríveis, encontra um grande amor, junto a isso, a inquietação, dúvida e emoções que só uma jovem apaixonada pode sentir.

A adolescente linda e gentil, nesta versão do selo Via Leitura, continua ensinando o “jogo do contente”, trazendo a todos os leitores uma lição de amor, otimismo e reforça a ideia que o pensamento positivo pode influenciar na vida das pessoas.

A protagonista contagia leitores de todas as idades, com seu “jeito Pollyanna de ser”. Uma leitura indispensável para que todos possam conhecer o verdadeiro sentido da alegria em viver.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Toda Luz Que Não Podemos Ver

de Anthony Doerr (Editora Intrínseca)

Em 'Toda luz que não podemos ver', o autor cria duas histórias  principais encantadoras, acompanhadas de dezenas de histórias menores que acompanham a linha narrativa principal.

Entrelaçando eventos ocorridos durante a ocupação alemã na França nos primeiros anos da década de 1940, ele nos presenteia com mais um romance que acontece durante a Segunda Guerra Mundial. Poderia até se dizer que houve uma exploração deste tema nos últimos anos com títulos que se tornaram best-sellers como O Menino do Pijama Listrado e A Menina que Roubava Livros, mas este livro é diferente dos dois de muitas maneiras, apesar de também iniciar a narrativa com crianças como protagonistas. 


Os personagens principais do livro são a menina cega Marie-Laure, filha do chaveiro do Museu de História Natural de Paris, que foge com seu pai para a cidade costeira de Saint Malo durante a invasão da França. Já na Alemanha, na fria região mineradora do país cresce o órfão Werner, que ao lado de sua irmã Jutta, sempre se interessou por rádios e ciência.

Marie não é definida por sua deficiência, além de se locomover sozinha pela cidade com a ajuda de uma bengala, ela tenta descobrir o máximo que pode sobre o mundo, mesmo sem enxergar. Sua posição única, de filha de um funcionário do museu, permite que ela transite pelo local, conhecendo os setores diferentes e tocando animais, plantas e objetos que as pessoas comuns jamais poderiam estar próximas. Seu pai, Monsier LeBlanc, instiga de todas as formas a curiosidade da menina, seja construindo para ela uma maquete em miniatura detalhada da cidade ou a presenteando com caixas com compartimentos secretos, que ela precisa desvendar para ganhar seu mimo.

 
Werner tem uma infância bem mais difícil, sendo criado num orfanato, junto com outras crianças, seus apoios são a irmã menor, Jutta, e Frau Elena, responsável pelo local. Como a maioria dos pequenos ali, os dois perderam o pai num acidente de mineração. Eles se viram fazendo pequenos trabalhos nas casas das redondezas para trazer dinheiro para o lar, buscando inclusive sucata que possa ser vendida. Em uma destas andanças, Werner encontra um antigo rápido que consegue consertar com muito custo, e ele lhe abre muita possibilidades na vida. A primeira vez através das ondas de longa distância, uma transmissão da França que fala sobre astronomia, física e química, e mais tarde o talento para consertar rádios lhe abre muitas portas.

Os acontecimentos vão se desenrolando com o crescimentos desses dois personagens, que por essência seriam completamente diferentes, mas têm tanto em comum que é inevitável esperar que em algum momento eles se encontrem. Ao passar dos capítulos, que mostram dois momentos distintos da linha do tempo, você inevitavelmente espera que os dois se conheçam, para que se reconheçam como os estranhos coloridos que são em um mundo cada vez mais cinza.

Na adolescência, Marie vive com o tio-avô Etienne, que sofre de agorafobia e não sai de casa há anos. O idoso, assim como seu pai cria nela uma vontade de conhecer os mistérios do mundo. Junto com Madame Manec, a governanta da casa, os três passam a colaborar com a resistência francesa enviando curtas transmissões de rádio com o rádio de Etienne. 

Neste momento, Werner usou seu talento com o conserto de aparelhos para conseguir uma vaga na escola técnica do exército, que o garante uma colocação como soldado nas comunicações. Ele sente muitas saudades da irmã e questiona o propósito da guerra em que está envolvido, mas segue para onde os comendantes o mandam, o que o leva à França.

 
A narrativa de Doerr é encantadora, tanto pela riqueza de detalhes e informações sobre o período quanto pela veracidade dos sentimentos de tantos personagens complexos. De cara já me encantei pela forma como ele escreve, simples mas cheia de poesia. Foi uma experiência realmente engrandecedora de leitura acompanhar o crescimento de Marie e Werner pelos olhos sonhadores das crianças.

O livro tem uma riqueza narrativa, uma história humana tão forte, tudo isso costurado por um período histórico tão importante de ser estudado para que não se repita. A forma como o autor construiu seu romance, linear de uma forma que não é obvia, foi uma delícia de descobrir. Sempre eu queria ler mais um capítulo, para ver onde esses personagens iam me levar.

Suas tramas laterais são tão ricas quando a história principal, cheia de mistérios como o diamante de sumiu do Museu de História Natural e é perseguido por um nazista obcecado por artefatos místicos. O desfecho é daqueles que te deixa feliz e triste ao mesmo tempo, mas o livro é em si totalmente satisfatório. 

A luz, no título, é uma metáfora que se encaixa em diversos pontos: no estudo científico sempre presente, na cegueira de Marie, na falta de oportunidades e escolhas para Werner, na falta de esperança causada pelo conflito. Um livro realmente grandioso, qualquer leitor vai se encantar. 
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Vida Após a Morte


de Damien Echols (Editora Intrínseca)

Quando ainda era apenas um adolescente, Damien Echols foi acusado de ser o líder de uma seita satânica que assassinou três crianças no estado de Arkansas, nos Estados Unidos. No livro Vida Após a Morte (Editora Intrínseca), o autor relata sua história desde a infância pobre, até se tornar um jovem desajustado e estranho em uma cidade pequena.


Echols chamava a atenção por suas roupas pretas e camisetas de bandas e foi exatamente estar em evidência que lhe causou tantos problemas. Junto com os amigos Jason Baldwin e Jessie Misskelley, ele foi preso durante a investigação do crime. O trio de 'góticos' foi preso pelo assasinato brutal de Steve Branch, Michael Moore e Christopher Byers, todos de 8 anos de idade. O julgamento virou um circo midiático cheio de lapsos da promotoria e erros graves dos advogados o que acabou condenando três inocentes.





Enquanto Jesse e Jason foram sentenciados à prisão perpétua, Damien foi levado ao Corredor da Morte, onde deveria ser executado com uma injeção letal. A opinião pública começou a mudar com a produção de uma série de documentários da HBO americana, que apontou as falhas do processo judicial. 

A maior sorte dos jovens foi a rapidez com que os documentaristas foram até a cidade, companhando o caso desde o início, ouvindo testemunhas, pais, acusados e demais envolvidos no julgamento. Os programas exibidos pela emissora americana mostraram vários lados do caso, e abriram os olhos da maioria das pessoas para uma verdade bem óbvia que estava sendo deixada de lado: o trio preso pelos crimes não havia realmente cometido os assassinatos, e o verdadeiro assassino ainda andava livre. 



O livro de Damien Echols conta uma boa parte sobre a prisão, o julgamento e tudo que ocorreu. Mas principalmente mostra uma perspectiva única e pessoal de um jovem que foi sentenciado ao corredor da morte, e que passou boa parte de sua vida dentro do sistema carcerário americano (um dos mais rígidos do mundo). Em detalhes ele narra não apenas sua infância e o tipo de adolescência errática que o levou a ser alvo de rumores e fofocas que culminaram na sua prisão. Ele conta muito da vida na prisão, e dos tipos de humilhações e sofrimentos que vivenciou no corredor da morte.



Quando ouvi falar pela primeira vez deste caso, julguei como a maioria das pessoas faz, imaginei que "alguma coisa eles deveriam ter feito", pelo menos que valesse uma acusação desta natureza. Mas um crime que já seria absurdo por si, se tornou algo ainda pior. Principalmente porque não foram apenas os menininhos assassinados que perderam suas vidas; as famílias foram arrasadas pelo crime, e os jovens suspeitos nunca mais foram os mesmos. 


Durante a leitura do livro, e quando assistia aos documentários, eu só conseguia pensar que essa história é complexa demais pra ser ficção, e esta é a única razão: só a verdade poderia ser tão estranha.



A história já é bem conhecida por uma boa parte do público, que acompanhou tanto a cobertura do julgamento e prisão, quando a extensa campanha feita com apoio de celebridades para a libertação do trio de West Memphis, como eles ficaram conhecidos. No entanto, no Brasil a história não teve tanta divulgação. Entre as celebridades que apoiaram os três estavam Eddie Vedder, Johnny Depp, Axl Rose e Peter Jackson que além de dar apoio financeiro para a causa, ficaram amigos de Damien. 



Sua narrativa pessoal emociona e revolta em níveis correspondentes. É fácil se identificar com o Trio de West Memphis, que foi libertado em 2011. Mas 18 anos na prisão tem seu preço. Durante a leitura do livro, a única coisa que conseguia pensar era que isso poderia ter acontecido comigo, ou com amigos meus. Mesmo que a data seja anos depois, mesmo que o local seja  diferente, injustiças penais podem acontecer com qualquer pessoa.




A edição brasileira da biografia de Damien Echols ficou bem caprichada, com uma boa tradução e revisão, e também por conter no centro algumas páginas com fotografias e outras imagens citadas durante a narrativa. Uma história real de muito sofrimento, mas com um final feliz. Um livro que recomendo, principalmente a todos que são tão rápidos em julgar seus semelhantes. Em tempos de redes sociais é muito fácil levantar a voz pra acusar outra pessoa, o difícil é tentar compreender as situações no todo, e agir com humanidade e justiça.

Para quem quiser assistir aos três documentários, eles estão disponíveis no Youtube:
Paradise Lost: The Child Murders at Robbin Hood Hills: Parte 1 e Parte 2
Paradise Lost: Revelations: Parte única
Paradise Lost: Purgatory: Parte única

Essa história, sem dúvida bizarra e que parece inacreditável, foi transformada em filme em 2014. O longa Sem Evidência (Devil's Knot, no título original) foi estrelado por Colin Firth e Reese Whiterspoon. Confira o trailer:
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terça-feira, 8 de novembro de 2016

The Autobiography of Mrs. Tom Thumb

de Melanie Benjamin (Editora Random House)

Um dos personagens mais emblemáticos da era vitoriana nos Estados Unidos, Mercy Lavinia Warren Bump foi uma professora do interior que ganhou fama nacional pela sua estatura: apenas 81 centímetros. Apesar do nanismo, ela ficou conhecida por sua personalidade exuberante, e por encantar a todos com a eloquência de sua fala e velocidade de pensamento. Vinnie, como era conhecida por sua família, não deixou que sua condição a definisse, e chegou a ser muito mais do que havia sonhado.

Ainda na adolescência ela se formou como professora e lecionava na mesma escola em que estudou. Sua família não tinha muitas aspirações pra ela, acreditando que seria uma solteirona de quem os parentes sempre teriam que cuidar. No entanto, um diretor de shows circenses visitou a família ao saber de Vinnie, e a convidou para se juntar ao seu espetáculo. 

Ela aceitou o convite, mas a proposta não era o que ela esperava. O show itinerante viajava em um barco, aportando nas cidades para a realização dos espetáculos. Vinnie era exibida como uma anã que sabia cantar e recitar poemas, e se apresentava geralmente ao lado de Sylvia, uma gigante. Esse contratante a enganou, ficando com a maior parte de seus lucros.



Mais tarde, Lavinia se juntou à trupe de P.T. Barnum, um dos mais famosos donos de casas de espetáculos, circos e freak shows. Ele já era o empresário de Tom Thumb, um rapaz que também tinha nanismo e que já havia ficado famoso no país com suas turnês. Mais tarde, Barnum incentivou que os dois se casassem, como uma jogada de marketins, para apresentar uma família pequena. Mas o casal acabou se apaixonando.

Acho que o mais legal desta história, foi a forma como a autora decidiu contar a biografia de Vinnie. Em primeira pessoa, uma autobiografia, um tipo de romance histórico, com as datas e registros oficiais todos verdadeiros, mas romanceando as partes de que não podemos ter certeza na atualidade. A autora já usou um método similar em Eu Sou Alice, em que ela contou a história de Alice Liddell, que deu origem ao livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.



Gostei bastante do livro, só a história de Lavinia é muito impressionante, ela viveu por coisas que a maioria das pessoas nem pode imaginar, e nunca deixou a sua deficiência limitar o que ela queria fazer. Apesar de alguns termos mais complicados em inglês, foi uma boa leitura, e a forma como a Melanie Benjamin escreve é bem fácil de acompanhar.

Gostaria muito que esse livro ganhasse uma edição em português para que mais pessoas pudessem conhecer essa história tão encantadora. Uma curiosidade: esse foi o primeiro livro que ganhei por causa do blog, lá em 2011, foi enviado pela assessoria da autora depois que entrevistei ela depois de ler o 'Eu Sou Alice'. Demorei muito para começar, mas valeu a pena!
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terça-feira, 19 de abril de 2016

Guerra Civil


de Stuart Moore (Editora Novo Século)

A Editora Novo Século lançou no final do ano passado a versão em livro da história que causou a maior ruptura do Universo Marvel. Os quadrinhos deram origem ao romance Guerra Civil, escrito por Stuart Moore e adaptado dos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven. Na história, um incidente da cidade de Stamford deixa um grande número de mortos, efeito colateral da ação dos super-heróis.



O fato volta a opinião pública contra as pessoas com poderes, o que leva o governo a exigir um registro dos humanos aprimorados. Nesta história o Homem de Ferro, Tony Stark, fica do lado da lei acreditando que a medida é um mal necessário, e o patriota Steve Rogers, o Capitão América, se torna um exilado, por ver o registro como uma agressão à liberdade. Os dois e os heróis que os apoiam entram inevitavelmente em conflito. 

Fazem parte desta história inúmeros personagens icônicos da história dos quadrinhos e da Marvel. O Quarteto Fantástico, um grande número de X-Men, os Vingadores, além de personagens solitários como Demolidor, Justiceiro e Homem Aranha entram na farra.

A hostilidade histórica das HQs foi novelizada de forma simplificada, levando ao leitor tudo de mais importante que ocorre na história. Um fã de quadrinhos vai sentir falta dos complementos visuais que acompanham as histórias de heróis, mas dá pra ter uma boa ideia do que está acontecendo. Os capítulos curtos tornam a leitura dinâmica, avançando na história rapidamente. 


Acho que a narrativa ficou bem simples e fácil de acompanhar, foi fácil passar pelos capítulos curtinhos enquanto a leitura se desenrolava. A única crítica que faço à adaptação é que a narrativa ficou meio despersonalizada, acho que em alguns momentos faltou um pouco mais de descrição dos ambientes, e um aprofundamento emocional dos personagens. O estilo pessoal do autor é quase inexistente (se é que isso é possível), mas eu acredito que tenha sido o objetivo ao transpor a narrativa dos quadrinhos para o texto corrido do livro, sem perder a essência.


Comprei a minha edição no stand da Editora Novo Século na Comic Con Experience (CCXP), e por sorte no dia o ilustrador da capa, Will Conrad, estava por lá autografando. Aproveitei e pedi para ele fazer um sketch do escuro do Capitão América no meu livro, e só digo isso: ficou MARAVILHOSO.


A história em si é muito interessante, e vale a leitura só pela importância dentro do Universo da Marvel, para quem acompanha os filmes e quadrinhos. É um livro que complementa a HQ, mas também consegue se sustentar sozinho. E mesmo sendo muito diferente, já prepara o espectador para o filme que vem por aí.

Para os fãs da Marvel nos cinemas, que aguardam o
esperado filme dos irmãos Russo, Capitão América: Guerra Civil, que estreia em 28 de abril é um agradável complemento. Já sabemos que a narrativa do filme vai divergir do cânone dos quadrinhos, mas a trama principal da guerra está ali, dá pra entender melhor o universo destes heróis. 

Como uma boa viciada no MCU, mal posso esperar para assistir este filme, e cada spot e imagem divulgada me deixa mais e mais ansiosa. Uma das coisas que mais gostei sobre este filme é o foco no Bucky, o Soldado Invernal. Ele que foi o melhor amigo do Capitão América e depois foi usado como assassino pela Hidra é um dos pontos de convergência desta história, e um dos personagens mais interessantes no Universo Cinematográfico, na minha opinião. 

Confira o trailer do filme:
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quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Manual da Garota Geek

de Sam Maggs (Editora Gente)

O livro que foi escrito por uma verdadeira geek, aborda de maneira geral todos os aspectos da vida de uma menina que gosta de nerdices (como eu mesma). Ela explica as definições mais básicas do universo nerd, essas gírias que a gente usa na internet, que vemos no Tumblr e não sabemos o que quer dizer, todas elas, bem explicadinhas. 

O começo do livro já mostra o tom de aceitação, tolerância e respeito de todas as páginas:
“Atenção, humanos! Embora este livro se chame O manual da garota geek você não precisa ser alguém que se identifica com o gênero feminino para apreciá-lo! Se você se considera um [garoto] geek, então este livro também é para você. (E, se ainda não se considera, dê uma folheada nele mesmo assim… Você pode acabar se convertendo.) Uma de nós! Uma de nós!”

Não é maravilhoso? Enfim, a partir daí a autora mostra um pouco de cada fandom (e o livro ficou bem completo neste sentido), explicando qual é o fandom, o que o pessoal que está nele curte, etc. É bem interessante para conhecer novas paixões, sejam elas filmes, séries ou livros. Eu, por exemplo, fiquei com muita vontade de assistir a série Firefly depois de ler o livro.

A autora complementa com o depoimento de outras garotas nerds, escritoras, quadrinistas e empreendedoras, que fizeram das coisas geeks a sua vida e seu ganha-pão e foram bem-sucedidas. Também tem um capítulo valiosíssimo sobre o feminismo das garotas geeks. Queria eu ter tido acesso a este livro quando tinha 16 anos e sofria muito por gostar de coisas "de menino". 


Outro dos capítulos muito interessante é o que fala de convenções e de como se preparar para elas. Felizmente este segmento só cresce no Brasil e nós também podemos agora ir em eventos como a Comic Con Experience (CCXP) e outros eventos de quadrinhos, animes e as Bienais do Livro. Para quem nunca foi em um destes, e até para quem já foi, tem muitas dicas legais para aproveitar o melhor destes eventos nerds.

A autora é muito divertida, e claro, muito nerd. Não pude não me identificar com ela e com a leitura, a cada página me encontrando nas páginas, em cada fandom de que faço parte. <3 


Pra falar a verdade, ler este livro foi lindo. A capa e lindíssima, e a  as páginas internas são um amor. Além de várias ilustrações bonitinhas, e páginas decoradas, a impressão foi feita em azul. No começo achei que não ia gostar para ler, mas não atrapalhou em nada, ficou bem tranquilo.

Acho que é um livro bem válido para quem gosta de nerdices em geral, quer conhecer mais delas, e talvez se reconhecer um pouquinho em um livro de outra pessoa. Por que talvez desta maneira você não se sinta tão sozinho, e tão estranho com todas as suas paixões malucas pela Marvel e por O Senhor dos Anéis. (como é o meu caso). :)
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Outlander - A Libélula no Âmbar

de Diana Gabaldon (Editora Saída de Emergência)

No primeiro livro desta série de fantasia e romance histórico, fomos apresentados à Claire, uma enfermeira inglesa da Segunda Guerra Mundial que viaja no tempo através de um círculo de pedras e vai parar na Escócia do século XVIII. Para se salvar ela acaba se casando com um highlander chamado Jamie Fraser, que é um fugitivo da justiça e juntos eles entram em um monte de confusões. Até aí tudo tranquilo, já que o primeiro livro, A Viajante do Tempo (resenha aqui) é maravilhoso e termina cheio de esperanças. 

Já A Libélula no Âmbar começa de um jeito angustiante para os fãs da saga. Algo terrível aconteceu, e você precisa descobrir como, então entra na leitura. Após os acontecimentos trágicos e traumáticos de Fort William, Claire e Jamie fogem para a França, onde são acolhidos pelo tio de Jamie que é comerciante, Jared Fraser. 


Na França, Claire pretende usar seu conhecimento da história para evitar o massacre da Batalha de Culloden, episódio que mudou para sempre a história da Escócia, e extinguiu o modo de vida do povo das Higlands para sempre, eliminando a estrutura social dos clãs. Na época, o Príncipe Charlie, herdeiro por direito do trono escocês estava refugiado em Paris e buscava recursos para um levante contra a ocupação inglesa. Claire conta a Jamie o que vai acontecer no futuro, e ele aceita que os dois investiguem, espionem e tentem minar as tentativas de uma revolta, para evitar que tantas vidas sejam perdidas em vão.

No entanto as coisas não são tão fáceis, e a vida na corte francesa é tão cheia de armadilhas quanto a Escócia, e muitos inimigos surgem, e reaparecem. Desta maneira, cada capítulo é mais cheio de intrigas e reviravoltas do que o anterior. 


Se isso é possível, parece que a narrativa de Diana Gabaldon ficou ainda melhor no segundo volume desta série maravilhosa. Por mim eu leria todos os livros em sequência, mas quero saborear eles com tempo, porque sei que quando terminar a série vai bater aquela deprê pós-livro, de achar que nunca na vida outra série vai ser tão boa. 

Claire e Jamie são personagens maravilhosos, tão reais, e a cada página parece que ele ficam mais vivos. Ajuda bastante o fato de eu ter acompanhado a primeira temporada da série de tevê do canal Starz (fiz resenha da série aqui) e visualisar o casal na minha mente com as feições do Sam Heughan e da Caitriona Balfe.


Outlander é uma obra-prima da ficção, eu recomendo a todos que conheçam. Os livros são extensos e a série é longa, mas vale cada página, cada minuto de leitura é uma alegria, e uma tristeza, e sorrisos e lágrimas, e outras emoções infinitas.

Não reparem a rasgação de seda, mas livros assim, que mudam a minha vida, que eu amo demais eu não consigo ser muito imparcial para resenhar. Outlander é uma daquelas séries em que mesmo se houver algum defeito eu não consigo ver, só quero mais e mais, e sempre acho tudo lindo.  

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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Para Sir. Philip com Amor

de Julia Quinn (Editora Arqueiro)

Uma das séries de romances históricos com mais fãs atualmente, Os Bridgertons, de Julia Quinn, publicado no Brasil pela Editora Arqueiro ganhou seu quinto volume: Para Sir Philip, com amor. Os livros contam a história da eminente família Bridgerton, que vive em Londres no século 19, e cada livro tem como protagonista um dos irmãos. Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que sou apaixonada pela série, e adoro acompanhar as aventuras românticas de todos os irmãos dessa família maravilhosa.



Neste livro, Eloise Bridgerton é uma jovem solteira e simpática, que adora se comunicar com todos que conhece enviando muitas cartas. Quando uma prima distante morre, ela escreve uma educada carta de condolências ao viúvo. Sir Phillip, surpreso com o gesto de gentileza responde a carta educadamente, dando início a uma extensiva relação por carta com a moça. Os dois parecem ser muito parecidos e se entendem bem, se tornando amigos.

O tempo vai passando e eles se tornam mais e mais próximos, e as cartas até chegam a causar problemas para Eloise no livro anterior, quando seu irmão acredita que ela seja a infame Lady Whistledown, fofoqueira de um jornal londrino.




Com a proximidade e camaradagem que se formou entre Eloise e Philip ao longo dos meses, é quase natural para ele que ofereça a ela a oportunidade de os dois se conhecerem, para quem sabe, se casar. Eloise afinal é uma solteirona, e Philip um pai de dois filhos enviuvado morando em uma vasta propriedade rural. Ela pensa muito na proposta, e por mais que não deseje importunar sua família com uma indiscrição, não deixa de escapulir de um baile e ir sozinha ao encontro de seu amigo.

No entanto, o encontro dos dois é muito diferente do esperado. Philip é rude e distante, e Eloise parece tagarela e frívola. Mesmo assim, a atração entre os dois é evidente. Apenas se não existissem vários irmãos Bridgertons enfurecidos com a situação... E se apenas eles não aparecessem na casa de Philip no momento em que os dois estavam começando a se entender... haha




A narrativa de Julia Quinn é um primor, e é impossível não se apaixonar por todos os seus personagens, tão problemáticos e reais. A série consegue manter a qualidade e surpreender a cada volume, e este não é diferente.

Não é o meu favorito da série, mas o casal principal consegue surpreender, por que entre eles existe uma dinâmica até agora inédita nas narrativas da série. Eloise é muito pensativa, e imagina mil coisas. Philip é muito prático e apegado a suas memórias, além de amargurado pelas lembranças dolorosas de sua mulher que morreu. Juntos os dois conseguem se complementar, mesmo que do início pareça que nunca vão dar certo.

Essa série é indicada para quem gosta de histórias bem construídas, romances, e principalmente romances de época, históricos e lindos! <3
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A Mais Pura Verdade

de Dan Gemeinhart (Editora Novo Conceito)

Mark é um menininho muito esperto e curioso, e o grande sonho de sua vida é viver uma aventura. Mas ele pode ser impedido de realizar seu sonho, pois o menino está muito doente, do tipo de doença que te deixa no hospital, que demanda tratamento, dor e da qual as pessoas não melhoram. O começo pode parecer um clichê, uma vez que muitos livros atualmente tratam de crianças com câncer, mas nenhum o faz com a beleza e com a sensibilidade deste livro.


 
Os pais de Mark são maravilhosos, e ele os ama, assim como sua melhor amiga Jessie e seu cachorrinho Beau, mas sua jornada é algo que ele precisa fazer sozinho. Dessa maneira ele foge de casa, levando seu cãozinho e uma mochila cheia de coisas que pode precisar no caminho.

É estranho tentar entender por que uma criança doente deixaria o conforto de sua casa para escalar sozinha uma perigosa montanha. Mas quando você entra na história, e percebe as reais intenções de Mark ao fazer isto, tudo se torna mais claro. Se você tivesse tempo limitado de vida e soubesse disto, também não tentaria realizar o seu maior sonho?



Seu ponto de chegada é o Monte Rainier, uma montanha que ele pretende escalar, mas para isso vai precisar contar com a sorte e a bondade das pessoas que irá encontrar durante a viagem. E é claro que ele encontra, seres humanos maravilhosos e cheios de luz, que renovam a sua fé na humanidade. Mas este livro é real e pragmático, então que tipo de história esta seria se as pessoas ruins não aparecessem também?

E Mark e Beau, (já que o cãozinho foi junto nesta jornada) encontram pessoas más. Além de estar doente, sozinho, com frio, e tentando realizar um ato praticamente impossível em sua fuga, o menino ainda precisa lidar com a maldade das pessoas. Mark é roubado, agredido, xingado. O lado mais feio da sociedade aparece claramente na narrativa, assim como a beleza e as boas ações. Exatamente como na vida.



O autor segue um estilo simples e muito próximo do pensamento de uma criança, o que torna a sua narrativa muito pura e direta. Os capítulos são intercalados entre Mark em sua aventura, e Jessie e sua família em casa enquanto procuram por ele.

Dá uma certa agonia pensar na dor dos pais que procuram um filho desaparecido, ao acompanhar o drama da família buscando Mark. Jessie sabia do plano, e ao mesmo tempo que tem medo de que Mark esteja doente ou mal, entende que esta viagem é algo que ele precisa fazer.

Em muitos sentidos este é um livro sobre a vida e sobre as nossas atitudes quando confrontados com um problema. Mark é tão inocente e tem uma visão tão bela até das coisas mais sombrias, que é impossível não se emocionar com a história.

Este tipo de livro te coloca em contato não só com a pessoa que você era enquanto crescia, e tinha sonhos e pensamentos bobos e maravilhosos, mas também mostra toda a dureza da vida adulta, e de como a realidade tem essa mania de nos confrontar.

Mark é uma criança maravilhosa, e muito real, que se divide entre a tristeza por tudo de ruim que já lhe aconteceu, mas ainda consegue ver beleza no mundo. Na sua mochila a inseparável câmera vai registrando todos os momentos marcantes do caminho, sejam eles belos ou feios, eles apenas são. Um livro para encantar os jovens e os adultos.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O Grande Gatsby

de F. Scott Fitzgerald (Editora Abril)

Um dos livros mais famosos e mais lidos de todos os tempos, favorito de muita gente, O Grande Gatsby conta a história de Nick Carraway, jovem rico e aspirante a escritor do centro dos Estados Unidos, que na década de 20 vai morar  sozinho em Long Island e fica surpreso com a movimentação de sua vizinhança. O narrador da história descobre que as festas constantes são obra de seu vizinho Jay Gatsby, um jovem milionário que adora dar reuniões suntuosas a que comparecem pessoas que vem da região e de toda Nova York. Quem é convidado ou não, não faz diferença, todos aparecem para estas festas épicas da mesma maneira, e toda a sociedade da cidade só fala destes encontros.

Nick é um jovem tímido, e por sua natureza introspectiva e observadora, acaba sendo visto por todos ao seu redor como alguém confiável. Desta forma ele sempre se vê no meio de segredos de outras pessoas que precisa guardar. Como o  de que seu amigo Tom Buchanan é amante de uma mulher casada da cidade, e que a mulher de Tom, sua prima Daisy, teve um passado com Gatsby que terminou de maneira abrupta. 


O jovem é varrido para esse mundo de intrigas e mistérios, onde nem todos são quem parecem. Após receber seu primeiro convite para uma das festas de Gatsby, ele é surpreendido pela opulência da casa e da fortuna de seu vizinho, que tem uma vida e um passado que ninguém conhece com certeza. Nos corredores de sua própria casa, os sussurros falam sobre um passado militar, uma herança de família do meio oeste, além de um assassinato cometido. Mas o que é real de tudo isso, e a origem da fortuna de Jay, Nick ainda deverá descobrir.

Gatsby é um personagem muito complexo, ele é de muitas maneiras apaixonante, e obstinado. Mas também existe uma característica sombria que paira sobre os mistérios de sua vida que não deixam o leitor satisfeito enquanto não chega o fim da leitura, por momentos ele é pedante e fastidioso, mas é um excelente personagem título.

Desta maneira, a dualidade entre o humilde Nick e o grandioso Gatsby mostra a singular amizade que se forma entre estes dois personagens que parecem ter tão pouco em comum, mas que compartilham a consciência de viver em uma sociedade que preza o luxo, a riqueza e a diversão acima de tudo.


O livro evoca toda a riqueza, luxo e ostentação da década de 1920, as festas regadas a champagne e a vida que era aproveitada a cada momento, depois de todos os sofrimentos vistos e vividos durante a Primeira Guerra Mundial. Esse sentimento impera em todos os momentos da narrativa, a de que é importante aproveitar o momento, por que ele vai se perder e o arrependimento será doloroso.

A narrativa de Fitzgerald começa um pouco devagar, se leva alguns momentos para capturar a essência da história e daí perceber aonde ele leva o leitor. Existem muitas camadas sobre este livro que somente uma segunda e uma terceira leitura vão revelar. Apesar de não ser extenso, tem em média 200 páginas dependendo da edição, há muito a ser compreendido. Eu vejo muita simbologia e significação em cenas e atitudes, e espero no futuro reencontrar estes personagens com mais experiência de vida e novos olhos, para ter uma narrativa nova diante de meus olhos.

Sobre a edição, a minha foi comprada em sebo, e custou bem baratinho. Apesar de estar conservada, é uma edição antiga e que tem alguns problemas de tradução, então se fosse sugerir, diria para quem deseja adquirir um exemplar que compre uma das edições mais recentes, como a da L&PM, Penguin - Companhia das Letras, Leya ou Tordesilhas. Não conheço essas traduções, mas suponho que por serem recentes devem ser melhores do que a do meu livro que é velhinho.

O livro foi transformado em filme cinco vezes (!), mas as adaptações mais famosas são a de 1974 com Robert Redford e Mia Farrow e a mais recente, de 2013, dirigida por Baz Luhrman (de Moulin Rouge e Austrália). No longa mais novo, Gatsby é vivido por Leonardo DiCaprio, Daisy por Carey Mulligan e Nick é interpretado por Tobey Maguire. 

Consegui terminar a leitura antes de assistir qualquer versão para o cinema e fico feliz que tenha esperado. Sou uma grande fã do estilo visual marcante e poderoso de Baz Luhrman e estava curiosa para conferir as atuações. Acho que a narrativa do filme no geral foi bem fiel ao livro, divergindo apenas em alguns momentos que são menos significativos. Gostei de ver momentos marcantes como a luz verde vista do outro lado da baía que é tão falada no romance. (Deixa pra quem leu, quando você ler, você entenderá).

Apesar de ser uma história tão conhecida e tão explorado, consegui ser surpreendida pela força de O Grande Gatsby. Um livro rico de tantas maneiras que as barreiras de uma resenha não seriam suficientes para descrever. Acho que somente a leitura dedicada pode mostrar com clareza o que é a experiência de entrar em contato com esta história clássica e que marcou gerações.

Confira o trailer do filme:
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Tudo que um geek deve saber

de Ethan Gilsdorf (Editora Novo Conceito)

Uma biografia engraçada e que mistura história de vida com cultura pop, Tudo que um Geek Deve Saber é um livro para agradar todos os nerds de plantão. O autor conta no livro toda a sua história como geek, como entrou em contato com as várias vertentes de nerdices ao longo de sua vida, e como isso moldou a pessoa que ele é, e se relacionou com o que acontecia em sua história pessoa. 


Ethan começou jogando RPGs na infância, e passou sua vida nutrindo uma paixão por coisas geeks.Quando criança, sua mãe era doente e não podia cuidar dele como uma mãe "normal" faria, ele então se trancava com seus amigos no porão de casa e viajava para mundos fantásticos, um escape proporcionado pelo Role Playing Game, e que divertia nutrindo a mente dos meninos.

Os assuntos dentro do livro vão de convenções de Dungeons & Dragons, a feiras medievais, além de entrevistas com geeks de vários lugares do mundo, e viagens do autor em busca de nerdices. Tratando do começo da internet, e do apogeu dos jogos online como World of Warcraft, Ethan mostra também a paixão causada por sagas como O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien e conta sobre sua viagem à Terra Média, digo, Nova Zelândia.



Cada história é acompanhada da percepção do autor, como amigo e conhecido, e como pessoa que vivenciou a experiência, além de imagens dos locais que complementam muito bem a história.

O livro é cheio de referências exteriores, e mostra um mundo de links, blogs e sites onde você pode se informar mais sobre estes assuntos e conhecer um pouco mais de cada submundo dos nerds. 

Como uma nerd assumida, e fã doentia de O Senhor dos Anéis, no dia em que o livro chegou em casa já comecei a leitura, por que sabia que independente do foco que o autor usasse seria uma leitura bem aproveitada. 


Ao relatar sua própria história, e como iniciou seu contato com todas estas diferentes vertentes de cultura, o autor questiona a fuga da realidade que muitos buscam nas obras de fantasia e jogos, e até que ponto isto é saudável. Ele nunca deixou de nutrir sua paixão, e durante sua vida encontrou pessoas que levam vidas duplas, gostando de coisas diferentes e ainda levando assim levando vidas normais. Um livro para quem se identifica com o tema, pra divertir e informar.

De forma geral, gostei muito do livro e indico a leitura. Tanto para quem já conhece os assuntos, quanto para quem quer conhecer mais sobre esse mundinho particular dos nerds. Além disso, as conclusões que o autor encontra no fim de sua jornada são surpreendentes! :)
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