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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Cat Person: a história que deu origem a mil teorias


Você se lembra da foto ao lado? Fotografado por Elinor Carucci, o beijo ilustra “Cat Person”, o conto que viralizou em dezembro de 2017, quando foi publicado no site da revista New Yorker.

Narrando o encontro de Margot, de vinte anos, com Robert, de trinta e quatro, a história — aparentemente banal — surpreendeu e provocou os leitores. Ao abordar desejos frustrados, questões de gênero e relações pautadas pelas dinâmicas digitais, o texto se transformou em um fenômeno editorial por descrever, numa prosa eloquente e arrebatadora, o amor e seus percalços. 

Agora, a Companhia das Letras publica o livro de Kristen Roupenian que inclui “Cat Person” e mais onze histórias sobre amor, desejo, poder e consentimento. Cat Person e outros contos apresenta uma galeria de personagens profundamente humanos e, por isso mesmo, complexos e inquietantes. Como nós, eles buscam se envolver apesar das angústias, contradições, perversões e, sobretudo, de uma dificuldade intransponível de comunicação.

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Guarde este nome: Geovani Martins


O escritor carioca Geovani Martins, de 26 anos, lançou em 2018 o seu primeiro livro pela Companhia das Letras. Reunindo 13 contos inéditos, O sol na cabeça retrata com um realismo impactante e crueza a vida dos jovens de comunidades do país, sem perder o foco na ação e com um domínio técnico raro. O escritor nasceu em Bangu, morou na Rocinha e vive atualmente no Vidigal. Seus contos se passam no Rio de Janeiro, mas falam de um Brasil que não se vê e que não sabe de si.

O autor conta que durante dois anos escreveu 12 dos 13 contos que estão no livro. “Trabalhava seis horas por dia, de segunda a sexta em uma máquina de escrever que ganhei da minha mãe. Na virada de 2015 para 2016, após reescrever diversas versões, o livro começou finalmente a ganhar forma”, relata. Geovani buscava criar histórias que dessem vida às várias vozes que, apesar de relacionadas a um mesmo universo, são bem diversas e contrastantes. 

O processo, no entanto, não foi fácil: “Fazer esse livro foi desesperador. Parei de estudar na oitava série e estava desempregado. Era uma mistura de desespero com falta de perspectiva. O sol na cabeça é todo pautado por essa claustrofobia”.

Nos treze contos de O sol na cabeça, deparamos com a infância e a adolescência de moradores de favelas – o prazer dos banhos de mar, das brincadeiras de rua, das paqueras e dos baseados –, moduladas pela violência e pela discriminação racial.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Contos secretos fez sucesso no formato e-book e agora chega na versão física


Quais são os seus desejos? O que deseja, entre os lençóis da cama, que nunca ousou contar para ninguém?

Criado em março de 2016, o projeto Contos Secretos foi escrito pelo autor Danilo Barbosa para descrever, em textos curtos e eróticos, os desejos femininos. E o resultado foi um sucesso absoluto. Com cada conto apadrinhado por uma autora conhecida do gênero, cinco de seus textos publicados na plataforma digital Amazon se tornaram best-sellers e referência de vendas.

O primeiro deles, Três formas de Amor, figurou durante 90 dias entre os 10 mais vendidos. Em seguida vieram A dança do assassino, que narra a história de uma mulher desiludida com a vida que contrata um criminoso profissional para matá-la. Fidelidade, que é o encontro de um trabalhador que trai a esposa no Dia dos Namorados com uma prostituta. O sorriso da secretária, que mostra uma secretária dominatrix que pune o chefe misógino com requintes de prazer. E O Feio, que mostra o relacionamento da moça mais bonita de uma vila no interior, com o homem mais feio do lugar.

Devido ao grande número de pedidos dos leitores, junto ao grande números de elogios, por ser um homem capaz de desvendar através das palavras os desejos femininos, Danilo Barbosa decidiu fazer uma versão impressa do livro, lançado pela Rico Editora. A obra conta com dois contos extras: O presente de Natal e O garoto.
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Depois de dois romances premiados, João Carrascoza retorna com força ao conto


Da criança ao adulto, quase todas as idades estão representadas neste livro: o menino, o irmão, o sobrinho, o filho adolescente, o filho casado, o avô... Feitos de silêncios e ausências, regados por certa melancolia, os dezesseis contos que compõem Tempo Justo lembram pequenas epifanias em que os personagens vasculham dentro de si, expondo os sentimentos que os mobilizam nas suas relações afetivas.

No conto que abre o livro, “As coisas mudam as coisas”, por exemplo, o protagonista conduz o leitor ao âmago do seu pensamento, revelando, ainda “com os olhos gordos de sono”, a qualidade dos seus afetos, o estranhamento da adolescência, as transformações em curso que nele percebe. Nesse cenário, está em jogo a possibilidade de aproximação entre pai e filho. Enquanto o homem inventa estratégias de intimidade e enreda o rapaz nessa construção, o narrador perscruta os próprios gostos e gestos.

Em uma atmosfera introspectiva, João Anzanello Carrascoza compõe um quadro singular da vida familiar. Todos os contos são narrados em primeira pessoa e marcados pela sutil linguagem do corpo muito mais que pela fala — mesmo em “Outro mar”, “Entreposto” e “Retrato”, em que a satisfação da convivência é comemorada, a palavra é curta, a comunicação se dá com o olhar, o carinho flui com cuidado.

No primeiro, o mais velho dos irmãos observa o comportamento de sua família durante as férias na praia; no segundo, o caçula acompanha o trabalho do pai ao carregar o caminhão no depósito de cereais; no último, o filho único faz o papel de fiel escudeiro paterno em visita à avó e, depois, ajuda o pai a fazer o carro funcionar sob um temporal.

A figura feminina aparece em quase todos os contos: a mãe, a irmã, a avó, a nora, a filha, a mulher grávida, a namorada. Em dois casos, o autor presta forte homenagem a elas. Em “Irmã”, o texto perde a estrutura narrativa convencional e reverencia o laço fraterno em uma elegia moderna de um só fôlego, com pouca pontuação. Em “Perdão” desdobra-se uma espécie de poema em prosa do filho maduro endereçado à mãe. O tom é confessional, sendo um deles póstumo, ou seja, não há comunicação, é solitário. Já em “Balanço”, Carrascoza retoma a placidez na voz do senhor que descansa, ao lado dos filhos maduros, enquanto reflete sobre o apanhado da vida ao som do burburinho alegre da mulher, filhas, nora e neta.

Tempo Justo oferece ao leitor momentos de puro lirismo, numa reflexão sobre o caráter fugaz da vida e o desejo de permanência. E reafirma o vigor de um dos grandes contistas brasileiros de nossos tempos.
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terça-feira, 28 de março de 2017

Conheça a antologia de contos góticos "Dentro da Noute"


Para os entusiastas das histórias de terror contemporâneas o Projecto Adamastor está lançando um volume de arrepiar os cabelos que remete ao princípio deste tema na literatura. 

A antologia 'Dentro de Noute: Contos Góticos' reúne o melhor do gênero escrito por autores brasileiros e portugueses. São 27 textos de suspense e terror escrito pro autores como Eça de Queirós e Machado de Assis. O volume foi organizado por Ricardo Lourenço com capa de Ana Ferreira. 

O livro está disponível para download nos formatos EPUB e MOBI. BAIXE O LIVRO AQUI. Confira a lista completa de contos abaixo:

Contos e Novelas Portugueses
1. O Defunto — Eça de Queirós
2. A Dama Pé-de-Cabra — Alexandre Herculano
3. A Caveira — Camilo Castelo Branco
4. A Torre Derrocada — Alberto Osório de Vasconcelos
5. O Mistério da Árvore — Raul Brandão
6. O Corvo — Fialho de Almeida
7. A Feiticeira — Ana de Castro Osório
8. A Morta — Florbela Espanca
9. Os Canibais — Álvaro do Carvalhal
10. Uma Récita do Roberto do Diabo — Júlio César Machado
11. O Cadáver — Beldemónio
12. Sede de Sangue — Manuel Teixeira Gomes
13. A Confissão de Lúcio — Mário de Sá-Carneiro

Contos e Novelas Brasileiros
1. Noite na Taverna — Álvares de Azevedo
2. A Dança dos Ossos — Bernardo Guimarães
3. Os Porcos — Júlia Lopes de Almeida
4. Acauã — Inglês de Sousa
5. Violação — Rodolfo Teófilo
6. Maibi — Alberto Rangel
7. Assombramento — Afonso Arinos
8. 11 e 20 — Medeiros e Albuquerque
9. Demônios — Aluísio Azevedo
10. O Defunto — Thomaz Lopes
11. A Causa Secreta — Machado de Assis
12. O Bebê de Tarlatana Rosa — João do Rio
13. Confirmação — Gonzaga Duque
14. Os Olhos que Comiam Carne — Humberto de Campos
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Participe da coletânea literária "Pilares Eternos - Contos fantásticos”

A Andross Editora está recebendo contos fantásticos para publicação no livro "Pilares Eternos - Contos fantásticos”, a ser lançado em outubro de 2017 no evento Livros em Pauta.

Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 30 de abril de 2017.

  
Todos os autores que forem aprovados para publicação nessa coletânea automaticamente concorrerão ao STRIX, prêmio criado e concedido pela Andross Editora aos autores cujos textos mais se destacarem em suas coletâneas. O processo de votação encontra-se no site do prêmio.

SINOPSE DO LIVRO:Toda a História foi construída em cima de mitos e lendas extraordinárias, capazes de entreter, ensinar e aterrorizar a humanidade. O insólito e o fantástico são os pilares que sustentarão eternamente a necessidade do homem de contar.
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domingo, 15 de janeiro de 2017

Ana Esterque lança livro de contos pela editora Chiado

São contos, é literatura, a vida como ela é, mas não estamos falando de Nelson Rodrigues. Quem percorre este caminho literário agora é a paulistana Ana Esterque. Exploradora do mundo, ela usou de sua vivência e observação para escrever A Fila, publicado pela Editora Chiado. O livro é um conjunto de contos escritos em três partes do mundo: Zurique, Santiago de Compostela e São Paulo.

Inspirada por fragmentos da realidade e do imaginário, Ana escreve como quem observa minuciosamente o mundo ao seu redor. A obra, composta por 10 narrativas, é permeada por temas polêmicos – como incesto e violência contra a mulher. Além disso, as histórias levam o leitor a uma reflexão sobre o vazio e a delicadeza da alma.

A fila é o primeiro conto – e o que intitula o livro. Escrito em Zurique, o texto faz uma dura crítica ao comunismo, narrado do ponto de vista de uma criança. Em um ambiente ficcional, a personagem Natasha sente o peso da solidão, do abandono e do descaso de pessoas endurecidas pela crueldade da escassez. Leia-se:

“Os portões de ferro foram abertos. Um por um a menina os escutou. Depois foram frases soltas e palavrões em gritos; esbarrões, pontapés, empurrões. O povo já não respeitava a fila. Comprimiam-se todos defronte às grades abertas, agitando os documentos para o alto, pois urgia realizar o cadastro com os homens fardados.”

A vida de Ana Esterque é uma frequente busca por autodescoberta. Desde quando estudou jornalismo, ainda em São Paulo, até em Santiago de Compostela, nas aulas de Filosofia. Foi a partir desse momento que ela passou a se dedicar com seriedade à ficção. Atitude árdua, pois segundo ela: “Escrever também é se suportar em meio à solidão. Isso, às vezes, dói.”

Consciente de que o fracasso faz parte da vida, a autora encontrou coragem nos tropeços, nas portas fechadas e nos “nãos” para compor uma obra que transpõe a realidade, com um misto entre ficção e a veracidade. A Fila, primeiro livro da escritora Ana Esterque, chega às livrarias do Brasil e de Portugal em agosto, com a promessa de instigar e provocar o leitor a cada página.
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Agora Já Contei


de Angelita Borges

Novo lançamento da autora santa-cruzense Angelita Borges, Agora Já Contei (independente, 95 páginas) vem para trazer um pouco de doçura para o nosso cotidiano tão amargo. São 50 contos que apresentam histórias diversas, narrativas curtas e diretas, todas igualmente interessantes, que mostram o mundo pelos olhos gentis da autora. Algumas falam sobre objetos inanimados que ganham uma personalidade, sentimentos e pensamentos, ou falam de pequenas conversas cheias de significado, situações que já vivemos por uma ótima totalmente nova.

Agora Já Contei é uma seleção de contos escritos anteriormente para abastecer um blog de mesmo nome, e por sua natureza digital, são rápidos e interessantes, como exigem nossos tempos. Cada conto revela uma surpresa, um riso, uma reflexão.  

Por ser da mesma cidade que eu, encontrei a autora na época do lançamento, quando ela me presenteou com um exemplar (obrigada!) e contou um pouco sobre o processo de seleção dos contos e a transformação do texto em livro. Não sei vocês, mas acho muito legal saber como o autor pegou todas aquelas ideias e fez virar um punhado de páginas impressas. Para quem quiser conhecer o trabalho de Angelita, e comprar o livro (valorize os autores nacionais!) curta a página dela no Facebook e visite o Clube de Autores. O livro ficou com uma edição super caprichada, e custa só 23, 68, vale muito a pena. 

Com um estilo muito seu, Angelita conta histórias com que qualquer pessoa pode se identificar, mas além da identificação há um entendimento muito humano em todos os textos. Gostei muito da leitura, que pode ser feita de duas maneiras: ler tudo de uma vez só, porque é quase impossível largar o volume (como eu fiz), ou apreciar lentamente, lendo algumas páginas a cada dia, degustando a escrita.

Uma foto publicada por Uma Leitora (@paola.severo.71) em

Conheça um dos contos do livro:

Um cappuccino, por favor 
O sol entrava manhoso pela janela da livraria. Nada como uma passada por lá num sábado pela manhã, para se espreguiçar por entre as letras de jeitos e tamanhos variados, por entre capas coloridas e gente capaz. Um amigo aqui, outro conhecido ali, um cappuccino, uma leitura, um pão de queijo e uma conversa super agradável.
O sol se espreguiçava também, entrando timidamente pela janela e saindo feliz pela porta. O sol também gostava de livrarias.
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domingo, 20 de novembro de 2016

A realidade do sertão em forma de contos


Composto por treze narrativas curtas ambientadas no semiárido baiano, o romancista Carlos Barbosa lança seu primeiro livro de contos intitulado “O chão que em mim se move”. Editado pela Penalux, a obra aborda temas comuns a realidade do sertão como seca, migração, disputas familiares e políticas, violência e miséria.

Os contos foram escritos ao longo de doze anos, entre 2000 e 2012. Alguns são narrados em primeira pessoa, como “Era uma vez o Bendiá”, que mostra memórias de infância de um narrador não identificado. Todas as histórias apresentam forte interação entre os desdobramentos do cenário e as situações vivenciadas pelas pessoas que moram no sertão.

- ‘O chão que em mim se move’ é um título que remete à terra natal, berço, território que deixamos para trás fisicamente, mas que jamais nos abandona, de tão entranhado em nós. As histórias são recortes do que foi vivido, ouvido, espiado, embaralhado nos recônditos da memória e trabalhado pelo esforço da imaginação e invenção. A vida é muito crua e desgraciosa, precisa da literatura para ganhar cor, emoção e, principalmente, verdade – relata 

Com esse livro, Carlos quer levar aos leitores sensações de emoção, alumbramento, revelação, inquietação e dor. “O livro deve ser um mar revolto para quem o ler. Só assim faz sentido sua existência”, explica.

Para os editores Tonho França e Wilson Gorj, o livro de contos do autor baiano traz um conjunto de narrativas que se mostram coesas tanto no teor quanto na qualidade. “Carlos Barbosa é um escritor que tem pleno domínio do seu ofício. Em sua escrita, ele alinha com maestria, simplicidade e profundidade”.
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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Jovens autoras brasileiras estão em 'O Livro Delas'


Nove talentos da literatura nacional, que conquistaram os corações e mentes de leitores, em um livro de contos inesquecível. Deliciosas vivências cotidianas sobre amor, amizade, experiências familiares felizes e dramáticas, viagens estão presentes nas histórias de O livro delas, assinado por Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras e Tammy Luciano. 

A obra, que sai pelo selo Fábrica231, será lançada no dia 28 de agosto, das 10h às 12h, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com a presença das autoras, além da organizadora Renata Frade, mestre em Literatura Brasileira e sócia-fundadora da Punch!. O livro compõe o primeiro projeto multiplataforma de literatura nacional para jovens no país, LitGirlsBr, criado pela empresa. 

Cada conto de O livro delas apresenta o que há de mais representativo no estilo de cada escritora. Do sobrenatural ao chick-lit, romance, aventura, drama, denúncia social, agrada desde os leitores jovens adultos aos mais velhos. 

“Nove mulheres. Nove escritoras: Bianca, Chris, Carolina, Graciela, duas Fernandas, Leila, Lu e Tammy. Nove personalidades da nova e pujante literatura nacional. Nove contos independentes, mas entrelaçados pelo absoluto domínio, das nove, da arte de contar belas histórias. Modernas, profundas, leves, intensas. Um pêndulo entre a doçura e a aspereza, entre o romance e o suspense, entre o leitor e as nove. Cada trama daria um bom livro, se assim desejassem. Mas que, condensadas em contos irresistíveis, cumprem à risca o ditado menos é sempre muito mais. Histórias para serem saboreadas num domingo à tarde, num sábado à noite ou no meio de uma semana qualquer. Sobre mim, sobre você, sobre elas próprias, talvez. Sem nove horas, direto ao ponto”, afirma o bestseller Maurício Gomyde, emO livro delas. 

A versão em e-book conterá ainda entrevista e artigos exclusivos que abordam a importância da literatura nacional destas autoras na formação de leitores e no crescimento e amadurecimento do mercado editorial nacional, assinados pelas jornalistas e blogueiras Frini Georgakopoulos e Melissa Marques e pela doutora em Educação pela USP e professora adjunta da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) Gabriela Rodella.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Aristocracia Perdida

de Fabiana Madruga

No conto prequel de Clube dos Herdeiros, Beatriz Weissmann nos conta em primeira pessoa, com muito sarcasmo e ironia a história de como seus pais se conheceram. Em 1988, o Colégio Notre Dama abrigava somente a nata do Rio de Janeiro e os adolescentes da alta sociedade conviviam apenas com gente da sua própria classe social.

Lílian, Alice, Heloísa, Bernardo, Ângelo e Bruno eram alguns dos jovens mais privilegiados do Brasil, e em uma época que o legal era ser rebelde abusavam das corridas de carro, festinhas e luaus, além de paquerar entre si, já que um membro da realeza não iria namorar um plebeu qualquer.

Nestas idas e vindas dos relacionamentos e das amizades muito acontece, mas o paraíso sonhado por eles acaba não se tornando real. Os sonhos imaginados por cada um acabam virando pó, e as decisões erradas que tomaram na juventude, acabam se tornando outras decisões ainda mais difíceis na vida adulta.

Beatriz é filha desta safra, e como tal é apenas natural que ela conviva com as outras crias da realeza, e são estas intrigas e decisões que vão nos emocionar em Clube dos Herdeiros. O estilo da autora é muito único, muito divertido, suas comparações e piadas são hilárias, mas os trechos mais sérios conseguem tocar o leitor.

Sem falar que as cenas foram muito bem pensadas e parecem um filme rodando dentro da mente, com personagens que não são muito simpáticos, mas com certeza são muito reais e nos atraem para dentro de suas vidinhas. Vale a leitura para quem gosta de um bom conto, cheio de conteúdo e principalmente para quem deseja mais informações sobre as famílias de O Clube dos Herdeiros.

Para conferir entrevista com a autora Fabiana Madruga: aqui.
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quarta-feira, 9 de julho de 2014

A Princesa que Dormia

Organização de Dorothée de Bruchard (Editora Edunisc e Paraula)

O livro reúne quatro versões do conto de fadas clássico da Bela Adormecida. Acontece que narrativa mais conhecida hoje em dia é da animação da Disney, já que em livros temos muitos detalhes diferentes. No livro, o mesmo conto está nas visões dos alemães Irmãos Grimm, do francês Charles Perrault e do italiano Giambattista Basile.

Cada conto tem suas particularidades, e muitas cenas diferentes, e está em sua língua original, e depois traduzido para o diretamente para o português. A última versão é a do brasileiro Sílvio Romero, e se chama “O Rei Caçador”. 


A edição do livro é muita bonita, em papel de qualidade e folha amarelada que não cansa os olhos. A diagramação está muito boa, dividindo as histórias nos dois idiomas, e a cada capítulo uma versão. As páginas são decoradas com belos arabescos e ilustrações antigas ilustrando sempre a mesma história e complementando o que dizem as páginas.

Gostei muito da edição como um todo, que pode ser lida rapidamente, além de ser um livro muito bonito e interessante para manter na estante. Também é útil para testar seu conhecimento em outras línguas, ou estudar, para quem está aprendendo. Vale a pena para quem gosta de Contos de Fadas, e para quem se interessa pelas diferentes versões da mesma narrativa.


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Coisas Frágeis

de Neil Gaiman (Editora Conrad)

Neste livro lançado no Brasil em dois volumes, o autor inglês traz contos e poemas muito únicos, que somente a sua mente criativa poderia conceber. Todos são cheios de mistério, terror, aventura, drama. Cada conto conta com um estilo narrativo, e todos eles te fazem pensar depois do ponto final. Muitas das histórias contidas em Coisas Frágeis tem uma qualidade etérea maravilhosa, uma perspectiva de sonho em que nada é o que parece e é possível se perder a qualquer instante.

A maioria das histórias de Coisas Frágeis tem algum elemento fantástico, ou de conto de fada, ou de sonho. Alguns dos meus favoritos me marcaram mais. No primeiro volume, Um Estudo em Esmeralda é um conto de Sherlock Holmes escrito pelo autor para uma coletânea, e que capta com perfeição o espírito do detetive inglês. O Problema de Susan conta uma parte não explorada na vida da personagem de As Crônicas de Nárnia, que com certeza vai surpreender muito os leitores.

Como Conversar Com Garotas em Festas é uma visão aterradora da existência alienígena na terra, de uma forma que você nunca imaginou, sem naves nem armas de laser. O Pássaro do Sol mostra um Clube Epicuriano, um grupo de pessoas que buscam a satisfação através da comida, provando pratos diferentes e peculiares na busca por novos sabores. O Monarca do Vale é um conto de Deuses
Americanos, também do autor.

No segundo livro, os poemas chamas a atenção por sua beleza e vocabulário. Pó Amargo conta a história de um homem muito insatisfeito com sua vida, até descobrir um segredo terrível que muda tudo. Cachinhos é uma releitura do conto infantil Cachinhos Dourados e os Ursos. O Crupe do Criador de Doenças é sobre uma doença que causa nos doentes a invenção de doenças imaginárias. Meninas Estranhas tem minicontos sobre meninas diferentes, e cada um é mais apaixonante que o outro. Um deles chamou minha atenção especialmente:

Meninas Estranhas – New Age
“Ela parece tão calma, tão quieta, mas seus olhos continuam fixos no horizonte. Você acha que sabe tudo o que há para saber sobre ela assim que a conhece, mas tudo o que acha que sabe está errado. A paixão flui através dela como um rio de sangue. Ela só desviou o olhar por um momento, e a máscara escorregou, e você caiu. Todos os seus amanhãs começam aqui.”

Gosto muito do Neil Gaiman e nada do que li dele até hoje me decepcionou, assim como Stephen King e Edgar Allan Poe que tem uma linha similar, ele tem trabalhos melhores do que os outros, e sua obra varia de acordo com o tema e o período. Esta antologia mostra por que ele é um dos melhores autores da atualidade, com uma variedade tão grande de obras que é como ter muitos livros em apenas um.

No início de cada volume há uma carta do autor com comentário a respeito de cada texto, com a origem de sua criação, para quê/quem ele foi escrito e seu propósito, ou apenas algum informação relativa ao enredo. Isso é um complemento muito bem vindo. Acho que esta estética dark e gótica sempre me atrai, e por isso gosto tanto do autor. Recomendo para quem já conhece ele, e para quem quer provar de sua escrita. Coisas Frágeis é leitura pra não ter arrependimentos.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Jogo de Damas

de David Coimbra (Editora L&PM)

Nesta série de contos, que não são soltos e funcionam como os capítulos do livros contando histórias diferentes, David Coimbra fala sobre como a mulher é a dona do mundo. Brincadeira, mas ele realmente diz que a sociedade é uma invenção das mulheres, entre outras coisas. Os contos investigam os meios das mulheres ao longo dos séculos da história humana, e passa por grandes figuras da história do mundo, mulheres fortes e decididas, ou não, mas que tiveram contribuições para a história de alguma forma, com grandes atos políticos ou de amor. 
A escrita do autor é muito fluida, a leitura deste livro é agradável e rápida, sem falar que é divertida e nos informa sobre historicidades inimagináveis. David mistura sua erudição, e uma pesquisa histórica extensa e bem fundamentada com uma maneira simples de escrever, que facilita a leitura e a compreensão e diverte o leitor sem pressão. Adorei. 
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Vozes Negras

de Charles Kiefer (Editora São Lourenço)

Neste livro, um dos primeiros da carreia do autor Gaúcho Charles Kiefer, reúne vários contos, sobre assuntos diversos da vida e do cotidiano em geral. O livro é se 1978, e como tal usa uma linguagem mais simples e muito agradável para a leitura, o modo que o autor escreve é muito fluido e fácil de acompanhar.; Claro que seus escritos nem se comparam com suas obras magníficas do presentes, mas isto não tira a qualidade dos textos mais antigos. Uma característica em comum entre todas as história é uma humanidade que todos estes personagens possuem, seja ele um suicida ou um mendigo. Cada conto tem uma porção de crueldade do mundo, a realidade que machucou os personagens que os marcou, todos eles tem um passado, mesmo que isto não seja implícito. E todos eles tem as características humanas das pessoas de verdade
Não existe nada pior do que personagens sem humanidade e inverossímeis. Infelizmente hoje em dia se encontra muito disso. Recomendo este e os outros livros para que não conhece o autor, com certeza só vai ganhar.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Hemingway e o Menor Conto do Mundo

Ernest Hemingway foi um escritor americano, nascido no fim do século XIX, que fez parte da chamada “geração perdida”, ao lado de nomes como Fitzgerald, Pound e T.S. Elliot. Autor de obras célebres como “O sol também se levanta” e “Por quem os sinos dobram”, Hemingway ficou conhecido por ter um estilo próprio de escrita, marcadamente conciso e seco.
O americano não desperdiçava palavras, e não floreava suas cenas desnecessariamente. Suas páginas são simples, sem adornos, e Hemingway não tenta tirar poesia de cada situação, exageradamente, forçadamente, o que acaba por permitir que a poesia surja naturalmente, de palavras cotidianas combinadas com uma narrativa eficiente e bem-cuidada.
Assim chegamos ao ponto principal: os contos de Hemingway. De modo geral, considero que são o que ele de melhor produziu. Digo isso precisamente por conta dessa concisão que caracterizava sua escrita. Os leitores da nossa revista provavelmente viram no texto acerca do conto, escrito pelo Gustavo, as características de concisão e tensão enfatizadas por Edgar Allan Poe. Esse é ponto assentado: o conto não desperdiça palavras e atinge seu efeito pretendido através da tensão advinda das poucas palavras.
Minha intenção aqui é a de mostrar por que considero Hemingway um ótimo contista, e é exatamente pelo que eu disse acima: sua concisão, sua capacidade de falar muito com poucas palavras e nos atingir em cheio. Por isso, não tive dúvida sobre que conto trazer. Bastante famoso, ele continua tão genial a cada vez que o leio:

Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.

Pronto. É isso. Não acho que alguém vá perguntar, mas, já adiantando: não tem mais nada, nem precisa. São seis palavras que nos contam toda uma história de tragédia. Segundo a “lenda”, propuseram a Hemingway escrever um conto que não ultrapassasse 6 palavras. E ele assim o fez. Você imagina tudo que veio antes, o casal, a gravidez da mulher – quem sabe aquela tão esperada, desejada? -, a possível preocupação com o dinheiro – no fim eles vendem o sapato, não apenas jogam fora -, a felicidade de pensar na criança, todos os meses de gestação, o nascimento e, por fim, a morte. O bebê não teve nem a chance de usar o enxoval. E o peso da tragédia familiar é atirado em nós sem um mínimo de preparo.

Óbvio que, pelas características do conto, é possível imaginar a história de modo diferente, com exceção do final, que me parece bastante claro. Mas acho que todos vão concordar: é preciso uma capacidade imensa de concisão, e uma grande sensibilidade artística para escrever o que Hemingway escreveu. O conto mais curto que já li, e também um dos melhores.

 Via: Literatortura

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terça-feira, 12 de março de 2013

Editora Andross recebe contos para antologia


Até 30 de abril, a Andross Editora estará recebendo contos fantásticos de novos escritores para publicação no livro “Sonhos Lúcidos”.
Não é de hoje que o ser humano busca fugir de sua realidade pacata para mundos existentes somente em sua imaginação. Pois agora novos escritores poderão contar histórias fantásticas, vividas dentro de suas mentes. A Andross Editora está recebendo contos de escritores em início de carreira para publicação no livro “Sonhos Lúcidos", a ser lançado em outubro de 2013, no evento Livros em Pauta, em São Paulo.
Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site
www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 30 de abril de 2013.
SINOPSE: "De onde tiram as ideias para suas obras os escritores de fantasia, horror e ficção científica? Têm eles mentes criativas ou simplesmente sonham acordados? Nas páginas deste livro, o inimaginável ganha formas insólitas, capazes de maravilhar até mesmo o leitor mais incrédulo.”

Livro: “Sonhos Lúcidos – Contos Fantásticos”
Organização: Alex Mir
Envio do texto: até 30/04/2013
Lançamento: 10/2013 (no evento Livros em Pauta)
Regulamento: no site www.andross.com.br
Realização: Andross Editora
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A Princesa e o Sapo



de Will Eisner (Editora Companhia das Letras)
Uma coisa que parece ser comum a todas as mulheres é a adoração pelos contos de fada independente da idade, e eu não sou diferente. Por ser uma fã e defensora das histórias em quadrinho não poderia deixar de ler e resenhar uma de que gostei tanto.
A história da princesa e o sapo é conhecida por todos: um belo príncipe transformado pela maldição de uma bruxa vil em um sapo consegue conversar com uma princesa e lhe contar que a única maneira de quebrar seu encanto é recebendo um beijo. Will Eisner sempre criou HQ espetaculares e muito diferentes entre si, esta em particular me agradou pelo fato de ter os traços bem marcados e muito coloridos, uma maioria de fundos brancos que facilita a leitura, e a ausência de caixas, ou boxes como geralmente se espera de histórias em quadrinhos.  Uma arte muito rica que vai agradar aos fãs de contos de fadas e histórias de amor e também aos apreciados de uma Graphic Novel bem escrita e bem desenhada.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Maktub

de Paulo Coelho (Editora Rocco)

Sei que muita gente ama os livros do Paulo Coelho, na mesma proporção de pessoas que odeiam ele e seus livros até a morte. Espero que não haja tanto preconceito entre meus leitores, já que antes de falar mal é preciso conhecer. Se leu e não gostou é opinião, todos devem respeitar. 
Começando, então, não sei se isso é bem uma resenha... Maktub é um livro compilação da coluna que o Paulo Coelho manteve na Folha de São Paulo durante muito tempo. Cada página contém frases, pensamentos, e histórias principalmente, a marca de suas colunas, histórias spbre sabedoria e a vida em geral. 
Apesar de ser uma versão linda em capa dura e muito bem editada, não gostei de ter lido este livro todo de uma vez, senti que ele é feito mesmo para ler cada página em um dia, refletindo sobre aqueles pensamento. O resultado é que agora não me lembro da maioria das histórias, porque li todas juntas. Mas no geral é muito bom, recomendo.

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terça-feira, 1 de março de 2011

Os Anões

de Verônica Stigger (Editora Cosac Naify)

O livro de contos e pensamentos me chamou a atenção principalmente pela capa e pelo livro em si que é muito lindo, ele é pequeno e gordinho, e o conteúdo simplesmente corresponde à sua forma. 
O conto que dá título ao livro, "Os Anões" é especialmente engraçado e muito inteligente, um conto sobre o oportunismo de um casal de anões e a fúria de pessoas comuns e aparentemente civilizadas. 
Todos os escritos que compõem o livro de Verônica são muito sagazes, e eu adorei. Senti apenas ter lido o livro da biblioteca e não ter um exemplar só para mim.

Para quem gostou e quiser ler o ótimo conto que dá nome ao livro, tem aqui no site da revista bravo.


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