sábado, 27 de julho de 2019

Serotonina: o novo livro de Michel Houellebecq

O novo livro de Michel Houellebecq já está nas livrarias. Niilista lúcido, o autor constrói um personagem obsessivo e autodestrutivo, que analisa a própria vida e o mundo que o rodeia com um humor ácido e virulento.

Florent-Claude Labrouste tem 46 anos, detesta seu nome e toma antidepressivos que liberam serotonina e causam três efeitos colaterais: náusea, falta de libido e impotência. A França está afundando, a União Europeia está afundando, a vida de Florent-Claude não parece muito melhor. O sexo é uma catástrofe. A cultura não é mais uma tábua de salvação — nem mesmo Proust ou Thomas Mann são capazes de ajudá-lo.
Em uma espiral de problemas, ora patéticos, ora cômicos, Florent-Claude se torna um hábil analista da contemporaneidade, de seus anseios e problemas. Sua vida, um reflexo do desinteresse pelo mundo, será o espelho das mais cruéis agruras. Ao narrar seu périplo por uma França decadente e esquecida, Houellebecq compõe um retrato sobre a falência dos ideais humanistas e do bem-estar social, em um romance ousado, magistral.


Sobre o autor

Michel Houellebecq é romancista, poeta e ensaísta. É um dos autores mais importantes da literatura francesa contemporânea. Publicou, entre outros livros, os romances Partículas elementares, Plataforma, O mapa e o território, vencedor do Prêmio Goncourt em 2010, e, mais recentemente, Submissão.

0 comentários:

Postar um comentário

Conteúdo Relacionado

© 2011 Uma Leitora, AllRightsReserved.

Designed by ScreenWritersArena